Publicado em 28/11/2019
Atualizado em 28/11/2019

Dia Mundial de Luta contra a Aids

Conheça os meios de prevenção, veja quais deles se adequam a seu perfil e fique seguro

O Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro, é uma das oito datas relacionadas à saúde celebrada a nível global, tamanha a importância do assunto. Segundo relatório do Unaids, atualmente 75% de todas as pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico, consequência dos esforços em testagem que vêm sendo feitos. A meta da ONU é ampliar a oferta de tratamento, para que este público alcance o estado de indetectável: quando a pessoa vive com o vírus, mas não o transmite. No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram essa condição.

 

Dentro do trabalho que desenvolve na área de Educação em Saúde, o Sesc leva ao público a importância da prevenção para uma vida saudável. E quando se trata de Aids, prevenção é a palavra-chave, no sentido não só de se evitar contrair o vírus HIV, como também de transmiti-lo. A Prevenção Combinada é uma estratégia que faz uso simultâneo de diferentes ações para diminuir ao máximo os riscos de contaminação. Leva em conta o perfil do indivíduo, seu histórico de saúde, comportamento e condições socioculturais, entre outros aspectos.

 

Uma forma de visualizar a combinação mais adequada de medidas de prevenção é por meio da mandala: uma representação gráfica que facilita a livre conjugação das ações a partir das populações envolvidas e nos meios aos quais estão inseridas. Conheça os meios de prevenção, veja quais deles se adequam a seu perfil e fique seguro:

Fonte: Ministério da Saúde

 

Preservativos e gel lubrificante – Medida mais básica e eficaz, sendo sempre recomendada. Existem as camisinhas peniana e vaginal, ambas distribuídas gratuitamente no SUS. Muitas pessoas não conhecem a camisinha vaginal, que tem como diferencial poder ser colocada até oito horas antes do sexo. Também é recomendado o uso de gel lubrificante para diminuir o atrito, que pode provocar microlesões na mucosa e, consequentemente, servir como porta de entrada do vírus. É importante lembrar que os preservativos também protegem contra outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, HPV, gonorreia e outras.

 

Profilaxia Pós-Exposição (PEP) - Destinada a uma situação de emergência, após o risco de contato com o HIV. Por exemplo, quando a camisinha rompe durante a relação sexual. A pessoa tem até 72 horas para iniciar o tratamento, que dura 28 dias, sendo mais eficaz se iniciado nas duas primeiras horas após a exposição.

 

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) - Consiste no uso do medicamento antirretroviral por quem não convive com o vírus, mas se encontra em situação de elevado risco de infecção. A pessoa deve ingerir um comprimido por dia, todos os dias. Com o medicamento em circulação no sangue no momento do contato com o vírus, o HIV não consegue se estabelecer no organismo. O Ministério da Saúde disponibiliza a PrEP pelo SUS para alguns grupos prioritários.

 

Testagem regular para HIV – Oferecidos gratuitamente pelo SUS, o diagnóstico da doença pode feito ser por meio de exames laboratoriais ou teste rápido. Este último é prático e de fácil execução, podendo ser realizado com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral. O resultado é conhecido em 30 minutos. Todos os testes possuem um período denominado “janela diagnóstica”, que corresponde ao tempo entre o contato com o vírus e a detecção do marcador da infecção (antígeno ou anticorpo). Isso quer dizer que, mesmo se a pessoa estiver infectada, o resultado pode ser negativo, caso esteja no período de janela. Dessa forma, nos casos de resultados negativos e sempre que persistir a suspeita de infecção, o teste deve ser repetido após, pelo menos, 30 dias. Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nos Centros de Testagem e Aconselhamento, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, para facilitar a correta interpretação do resultado. O Disque Saúde (136) informa as unidades que disponibilizam os testes.

 

Diagnóstico e tratamento de HIV/Aids – se diagnosticada com o vírus HIV, a pessoa precisa iniciar o tratamento imediatamente. Os remédios são distribuídos gratuitamente pelo SUS e devem ser tomados com disciplina. Pesquisas apontam que o tratamento feito corretamente pode levar as pessoas a terem a carga viral indetectável, condição em que não transmitem o vírus.

 

Prevenção à transmissão vertical – Durante a gestação e no parto, pode ocorrer a transmissão do HIV e também da sífilis e da hepatite B para o bebê. O HIV também pode ser transmitido durante a amamentação. Por isso as gestantes, e também suas parcerias sexuais, devem realizar os testes para HIV, sífilis e hepatite durante o pré-natal e no parto. O diagnóstico e o tratamento precoce podem garantir o nascimento saudável do bebê.

 

Imunização contra a hepatite B e o HPV - Vacinar é sempre a melhor maneira de prevenir infecções. No caso da hepatite B e do HPV, isso é ainda mais importante no contexto de prevenção do HIV, pois essas doenças facilitam a entrada do HIV no organismo, bem como tem a evolução pior no caso de coinfecção.

 

Redução de danos – Ações voltadas, principalmente, às pessoas que usam álcool e outras drogas, tendo por objetivo evitar a transmissão, promover a melhoria da qualidade de vida e garantir o acesso à saúde. Trata-se de uma população desproporcionalmente afetada pelas IST, pelo HIV/Aids e pelas hepatites virais, seja em relação ao risco de exposição sexual ou pelo compartilhamento de objetos para uso de drogas. Além disso, o uso de drogas é uma prática encontrada em todas as demais populações-chave e prioritárias para o HIV, para outras IST e para as hepatites virais.

 

Para saber mais sobre a prevenção combinada, consulte os órgãos oficiais:

Ministério da Saúde - http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/previna-se

Unaids - https://unaids.org.br/prevencao-combinada/

 





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