Publicado em 05/02/2018
Atualizado em 05/02/2018

Perigo no ar

Infestação do Aedes aegypti é mais intensa no verão e merece cuidados

Ele não mede mais do que meio centímetro e não voa além de meio metro acima do solo. No entanto, é uma ameaça todo verão. A infestação do Aedes aegypti é sempre mais intensa na estação em função da temperatura elevada e da intensificação de chuvas, fatores que propiciam a eclosão de seus ovos. E com ele vêm a dengue, a zika e a chikungunya.

Por se tratar de um mosquito doméstico, vive dentro ou ao redor de domicílios ou locais com agrupamento de pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas e igrejas. Tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas pode acontecer de picar a noite, logo, é preciso estar atento às formas de prevenção.

A primeira batalha acontece com a identificação dos possíveis focos de procriação. A fêmea deposita seus ovos em locais de água limpa e parada, nas paredes do criadouro, e eles podem sobreviver em ambientes secos por muitos meses. Dessa forma, além de evitar qualquer recipiente que acumule água, é importante a limpeza destes locais com escova ou palha de aço, eliminando os ovos que possam estar grudados em suas superfícies.

Pesquisas realizadas em campo indicam que os grandes reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis, utilizados para armazenagem de água em locais dotados de infraestrutura urbana precária, são os criadouros que mais produzem Aedes aegypti. As armadilhas também podem estar dentro de casa, em recipientes menores e mais escondidos, como vasos de plantas, calhas entupidas, ralos, bandejas de geladeira e ar-condicionado e até o bebedouro de animais domésticos.

Em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, programe as vistorias em sua casa pelo menos uma vez por semana, de forma que o ciclo de vida seja interrompido. Caso o problema esteja na rua, em terrenos baldios ou lixo acumulado a céu aberto, por exemplo, acione a Secretaria de Saúde de seu município.
A outra forma de prevenção é pessoal, afinal, o mosquito pode estar em qualquer lugar. Repelentes e inseticidas são opções, desde que registrados na Anvisa. Já os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia.

Aplique o repelente nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa, reaplicando conforme indicação do fabricante. Se for a algum lugar que identifique maior concentração de mosquitos, utilize roupas que cubram o corpo. Crianças a partir de seis meses podem utilizar repelente indicado para a idade. Antes disso, não é recomendado, pois a pele do bebê absorve mais do que a do adulto, podendo causar alergias. A proteção deve ser feita com óleo infantil, que ajude a evitar que o mosquito identifique o cheiro do suor do bebê, e telas de proteção nas janelas.

 





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