Publicado em 06/02/2017
Atualizado em 20/03/2017

Prevenção pessoal

Repelentes são aliados no combate ao Aedes

O Sesc está trabalhando para manter suas unidades livres do Aedes aegypti e oferecer um ambiente seguro a todos seus frequentadores. Porém, mesmo com os cuidados de prevenção aos criadouros, o mosquito voa e pode te pegar desprevenido.  Um aliado neste combate são os repelentes, mas é preciso ficar atento às instruções na embalagem, pois o uso indevido pode provocar problemas de saúde. 

Um dos cuidados é em relação à escolha do repelente. A Anvisa aprova três princípios ativos: o IR3535, o DEET e a Icaridina. Logo, é importante verificar o rótulo. É preciso atenção também às instruções de uso do fabricante, principalmente para não reaplicar o produto mais vezes do que o indicado. O repelente é uma substância química e pode causar reações alérgicas ou intoxicações quando utilizado em excesso. 

Há quem opte por repelentes caseiros, elaborados com andiroba, cravo-da-índia ou citronela, cujo aroma atrapalha o mosquito a sentir o cheiro da pele humana, interferindo na sua orientação. Porém, não possuem grau de repelência suficiente para mantê-lo longe por muito tempo, pois evaporam rápido, gerando uma falsa sensação de proteção. 

No verão, o repelente tem que ter o mesmo peso do filtro solar, afinal, o Aedes aegypti pode te encontrar na praia, na piscina ou naquela corridinha no calçadão. Para surtir efeito, ele deve ser aplicado após o filtro. Lembre-se: é o cheiro que afasta o mosquito. O repelente não deve ser aplicado próximo a boca, nariz, olhos ou sobre machucados e também não é aconselhável dormir com o produto no corpo. 

Crianças merecem cuidados especiais, pois passam mais tempo ao ar livre e acabam muito vulneráveis ao mosquito. A apresentação do repelente em loção cremosa é mais segura do que em spray. Mas a aplicação deve ser feita por um adulto. Ao deixar a criança espalhar o produto no próprio corpo, corre-se o risco de ela esfregar os olhos ou colocar a mão na boca, ingerindo resíduos do mesmo. Repelentes também não podem ser aplicados em crianças com menos de 6 meses. Para elas, o indicado é a proteção pode meio de roupas e mosquiteiros.  

As gestantes também necessitam atenção extra quando se trata do Aedes aegypti, principalmente por conta do risco de microcefalia no bebê, provocado pela zyca. O repelente é permitido, desde que com orientação médica. Também é aconselhável o uso de roupas que deixem poucas partes do corpo expostas. Dê preferência a cores claras, que além de amenizar o calor, ajudam a afastar o mosquito, que é atraído por cores escuras. 

Se você viajar para algum lugar que tenha muito mosquito, vale investir também em inseticidas ou repelentes ligados na tomada. Mas vale ressaltar que para este tipo de produto fazer efeito no Aedes aegypti, é preciso que ele esteja voando. Logo, a utilização inadequada e indiscriminada pode acabar tornando o mosquito ainda mais resistente. 

 





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