Publicado em 22/10/2018
Atualizado em 22/10/2018

Quem tem medo da mamografia?

Sesc promove ações em todo país com informações sobre o câncer de mama

O câncer de mama é um dos tipos mais comuns entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Mas ele pode ser combatido. Quando detectado em sua fase inicial, as chances de cura são de 98%. 
 

Por todo o país, o Sesc promove palestras, oficinas e outros eventos com objetivo de levar informação e esclarecer dúvidas sobre o câncer de mama e as atitudes voltadas a sua prevenção.  Além disso, possui o Sesc Saúde Mulher, unidades móveis que realizam exames para prevenção de câncer de mama e colo do útero, além de ações educativas para promoção da saúde.
 

Entre os exames realizados no Sesc Saúde Mulher e na rede pública e privada de saúde, a mamografia é um dos principais aliados no diagnóstico da doença, mas é cercada de mitos, como o fato de a radiação causar problemas à saúde da mulher. Em tempos de fake news, o ideal é estar bem informada sobre o assunto. Por isso, listamos algumas das principais dúvidas sobre esse exame preventivo:
 

O que é mamografia?
É um exame não invasivo, usado no diagnóstico do câncer de mama, que captura imagens do seio feminino.
 

Como é feito o exame?
O mamógrafo é composto por duas placas que pressionam o seio por poucos segundos para fazer as imagens. A mama é comprimida para reduzir a espessura no exame e evitar qualquer movimento. O equipamento usa a mesma radiação do raio-x tradicional, mas os feixes são projetados levando em conta a anatomia das mamas.
 

O exame dói?
Não necessariamente. Pode ser um pouco incômodo devido ao aperto nas mamas. Uma forma de minimizar o incômodo é evitar a realização no período que antecede a menstruação, quando os seios estão mais sensíveis.
 

A radiação do exame pode fazer mal?
Não, pois o nível de radiação é muito baixo.
 

Toda mulher tem que fazer mamografia?
A recomendação do Ministério da Saúde é que as mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame, no mínimo, a cada dois anos. Alguns médicos pedem o exame a partir dos 40 anos, conforme o histórico da paciente. O ideal é ter a opinião de um especialista.
 

O autoexame regular pode substituir a mamografia?
Conhecer o próprio corpo é realmente fundamental. Porém, a mamografia possibilita a detecção de tumores antes de se tornarem palpáveis. Isso faz você sair na frente contra a doença. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e de se evitar cirurgias mais radicais ou tratamentos mais agressivos.
 

Existem outros exames que detectam o câncer de mama?
A ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas são exames complementares, indicados mais comumente para mulheres jovens, que têm seios naturalmente mais densos. Nessa situação, a mamografia apresenta maior dificuldade de detectar eventuais nódulos.
 

Todo nódulo detectado na mamografia é maligno?
Não, existem diferenças clínicas e radiológicas. O laudo mamográfico classifica o exame segundo os critérios do Sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System). São sete categorias, que vão de normal a tumor maligno ou benigno. Essa padronização propicia aos profissionais um entendimento fácil dos achados da mamografia, orientando conduta e periodicidade de realização do exame, além de permitir a diferenciação das lesões malignas e benignas. Mas no caso de ser maligno, lembre-se: quanto mais rápido for detectado, maior as chances de cura.
 

Prótese de silicone impede a realização da mamografia?
Não. Mesmo com implantes é possível fazer o exame e diagnosticar a doença.
 

Mulheres que estão amamentando podem fazer mamografia?
Sim. O exame não traz qualquer problema à criança e não é preciso ficar distante do filho por causa da radiação. 
 





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