Publicado em 22/01/2020
Atualizado em 22/01/2020

Verão com lazer e prevenção

A estação mais badalada do ano tem as condições ideias para o Aedes aegypti

Verão é época de sol, calor e chuvas passageiras. Mas se por um lado essas características são atrativos da estação, por outro representam as condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti. O mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya se vale de água parada para depositar seus ovos e bastam 10 dias para atingir a forma adulta. A prevenção é o meio mais eficaz contra as doenças e exige colaboração de todos.

 

Comece na sua casa. Identifique possíveis focos de procriação, como os pratos dos vasos de plantas, calhas entupidas, ralos e bandejas de ar-condicionado. É importante a limpeza destes locais com escova ou palha de aço, eliminando os ovos que possam estar grudados em suas superfícies. No caso de áreas abertas, deve-se ficar atento a lixeiras e objetos como garrafas e pneus, que podem acumular água da chuva.

 

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Essa verificação deve ser feita pelo menos uma vez por semana, de forma que o ciclo de vida do mosquito seja interrompido. Caso o problema esteja na rua, em terrenos baldios ou lixo acumulado a céu aberto, por exemplo, acione a Secretaria de Saúde de seu município.

 

A outra forma de prevenção é pessoal. O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, que vive dentro e ao redor de domicílios ou em ambientes com agrupamento de pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas e igrejas. Para se proteger, use repelente nas áreas expostas do corpo. Se você estiver na praia, aplique-o cerca de 20 minutos após o filtro solar. Em locais de maior concentração de mosquitos, como trilhas e matas, utilize roupas que cubram o corpo, principalmente as pernas e os pés, principais focos do Aedes por ocasião de caminhadas, visto que o mosquito não voa além de meio metro acima do solo.

 

Gestantes necessitam de atenção extra por conta do risco de microcefalia no bebê, provocado pelo vírus da zika. Repelentes são permitidos, desde que utilizados conforme orientação médica. Também é aconselhável o uso de roupas que deixem poucas partes do corpo expostas. Dê preferência a cores claras, que além de amenizar o calor, ajudam a afastar o mosquito, que é atraído por cores escuras.

 

Como forma de proteção no ambiente, o indicado é o uso de inseticidas, desde que registrados na Anvisa. Os “naturais”, à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia pelo órgão. Outra medida é a colocação de telas de proteção nas janelas.

 

Se mesmo com todos esses cuidados você contrair alguma das doenças transmitidas pelo Aedes, não se automedique. Procure um profissional de saúde para um diagnóstico correto. O uso abusivo ou inadequado de anti-inflamatórios, aspirinas e corticoides podem levar a complicações nos rins ou risco de sangramento no estômago, entre outros problemas. Além disso, pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão tem risco aumentado de efeitos colaterais.





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