O Projeto

O interesse e a sensibilidade do público para as mais diversas manifestações culturais, a valorização do artista, o debate, a reflexão e o diálogo entre criadores e espectadores são perspectivas que pautam a atuação do Sesc no campo da cultura. Um encontro permanente de distintas visões de mundo no rumo da construção de conhecimentos.

Nas Artes Cênicas, além do entretenimento proporcionado pelo teatro, dança, circo, intervenção urbana e performance, integrando tradição e contemporaneidade, o público também desenvolve olhares que possibilitam o surgimento de novas práticas no dia a dia. A arte transforma a vida e reafirma o sentido da comunidade.

O Palco Giratório, reconhecido no cenário cultural brasileiro como um importante projeto de difusão e intercâmbio das Artes Cênicas, intensifica a formação de plateias a partir da circulação de espetáculos dos mais variados gêneros, em todos os estados brasileiros, nas capitais e no interior, desde 1998. Muitos desses espetáculos dificilmente encontrariam, sem o apoio do Sesc, viabilidade comercial para apresentações nas diversas regiões do país.

Além de espetáculos para todas as faixas etárias, uma vasta programação de oficinas, festivais, mesas-redondas e palestras é realizada com a participação ativa da comunidade, artistas locais e convidados, promovendo uma troca de experiências enriquecedoras, divulgando o trabalho de profissionais de todo o país e gerando emprego para os inúmeros trabalhadores que atuam no circuito.
Os espetáculos selecionados pela curadoria têm como características a mistura de sotaques, as diferentes expressões artísticas e modos de criação. Apoiar manifestações artísticas voltadas para o desenvolvimento cultural e a democratização da cultura nacional é um compromisso do Sesc.


A interiorização do Palco Giratório: tecer outras redes

O Palco Giratório é um projeto consolidado no cenário cultural brasileiro e de importância especial para municípios do interior, cujas populações encontram mais dificuldade em acessar uma produção artística diversificada e continuada. A grande capilaridade do Sesc possibilita que todos os estados brasileiros recebam o projeto. Cada vez mais alcança não apenas as capitais, mas também as pequenas cidades, descentralizando a arte e estabelecendo outras redes de circulação e intercâmbio no país. 

Este trabalho de interiorização é uma metáfora de fios entremeados em diversos nós: nós apertados que solidificam e marcam posições ou nós que se desfazem, desatando o que estava emaranhado, originando interessantes bordados.
São potentes as transformações que o projeto faz nas pequenas cidades. Em muitas delas, o Palco Giratório constitui-se como a única programação cultural, possibilitando a muitas pessoas assistir um espetáculo pela primeira vez na vida. Permite que demandas sejam criadas e reforçadas pela população, mobilizando a política local em articulação com o Sesc para o fortalecimento das Artes Cênicas, fazendo com que teatros sejam construídos e/ou reformados, que editais sejam lançados e que profissionais das artes sejam valorizados. O mapeamento de artistas e a construção de estratégias de visibilidade são também pontos-chave deste processo. 

É importante ressaltar que este movimento não se dá de “fora para dentro”, colocando a cidade como mera receptora de cultura. A programação é articulada de modo a envolver a produção local, sendo a própria curadoria dos espetáculos do circuito voltada para as questões e preocupações mais latentes da cidade, promovendo intercâmbio de modos de fazer, criar, pensar e sentir.O Palco Giratório tem um efeito de transformação quase que imediato para público e artistas, sobretudo em um estado com pouquíssimas iniciativas de subvenção artística.