20 de abril de 2022

Diogo Monteiro e Fábio Horácio-Castro percorrerão mais de 30 cidades ao longo do ano

 

O Prêmio Sesc de Literatura retomou o projeto de circuito presencial com os vencedores da edição de 2021. O paraense Fabio Horácio-Castro e o pernambucano Diogo Monteiro passarão ao longo do ano por mais de 30 cidades do Brasil para se encontrar com o público leitor. Na agenda de viagens, bate-papos sobre suas obras: o romance O réptil melancólico e a coletânea de contos O que a casa criou.

“O circuito anual de viagens pelo país é um trabalho que o Prêmio Sesc oferece para aproximar os escritores dos leitores. Retomamos os encontros presenciais porque o arrefecimento da pandemia está permitindo essa proximidade”, avalia Henrique Rodrigues, analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc. Em 2021, foram realizados mais de 80 encontros com clubes de leitura em formato on-line com os vencedores do ano anterior.

A previsão é finalizar a jornada em novembro, na cerimônia de lançamento dos livros vencedores de 2022. Para Diogo, o circuito representa mais do que ajudar na divulgação do livro. “Creio que os encontros vão trazer uma experiência muito rica, que é conhecer leituras, as mais diversas, por todo o país. Me enxergar pelos olhos dos leitores e misturar a experiência deles com a minha, de escritor e leitor”.

Fabio considera que o circuito possibilita o contato e o diálogo com leitores. “O poder de alcance do Sesc no território brasileiro permite uma disseminação da literatura e do nosso trabalho e, ao mesmo tempo, uma aprendizagem das diferentes cenas literárias do país. Creio que participar do circuito é importante porque materializa o fim último da ação literária, que é a troca, o diálogo”.

O Prêmio Sesc de Literatura abre espaço para autores inéditos, com a publicação e a distribuição de suas obras pela Editora Record, parceira da Instituição no projeto. Em 18 anos de atuação, diversos autores dos mais variados pontos do país foram descobertos e se consolidaram na literatura nacional, entre eles Juliana Leite, Rafael Gallo, Luisa Geisler, André de Leones, Franklin Carvalho, Sheyla Smanioto, Tobias Carvalho e Lucia Bettencourt.

Confira a agenda de viagens:

Abril

Paraty (RJ)
Recife/Surubim (PE)
Aracaju/Nossa Senhora do Socorro (SE)

 

Maio

Crato (CE)
Parnaíba/Teresina (PI)
Poços de Caldas/Contagem/Montes Claros/Uberlândia (MG)

Junho

Rio Grande do Sul
Boavista (RR)
Poconé (MT)

 

Julho

Paraty (RJ) – Festival Arte da Palavra – Farpa
São Paulo (SP) – Bienal do Livro
Vitória (ES)

 

Agosto

Londrina / Apucarana / Bela Vista do Paraíso / Cornélio Procópio / Jacarezinho (PR)
Vitória (ES)

 

Setembro

Recife / Caruaru / Belo Jardim / Arcoverde / Garanhuns (PE)
Feira de Santana (BA)

 

Outubro

Rio de Janeiro (RJ)
Porto Velho (RO)
Tubarão / Florianópolis / Joinvile / Mafra (SC)

 

Novembro

Maceió (AL)
Cuiabá (MT)
Belém (PA)
Campina Grande (PB)
Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo (SP) – Lançamento dos livros vencedores de 2022

 

Dezembro

Tubarão / Florianópolis / Joinvile / Mafra (SC)

8 de fevereiro de 2022

Houve um tempo em que as mulheres usavam pseudônimos para conseguirem publicar livros, pois seu papel na sociedade deveria ser restrito ao lar. A escritora inglesa Jane Austen é um exemplo, tendo publicado seus romances sem revelar sua real identidade. Mas isso é coisa do passado! O público feminino é cada vez mais presente no universo literário. O Prêmio Sesc de Literatura já revelou em sua trajetória oito autoras em suas categorias Conto e Romance.

Conheça um pouco mais sobre esses talentos:

Juliana Leite venceu a categoria Romance no ano de 2018. Nascida na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, a escritora é graduada em Comunicação Social e Mestre em Literatura Comparada pela UERJ. “Entre as mãos”, sua obra selecionada, também foi vencedora no Prêmio APCA no mesmo ano e ganhou uma versão em francês, publicada pela Éditions de l’Aube. A narrativa acompanha uma tecelã, que depois de passar por um trágico acidente, precisa retomar a vida, reaprender a falar e lidar com suas dolorosas cicatrizes, externas e internas. Com personagens e tempos narrativos diferentes, o elogiado romance trata de temáticas como sobrevivência, ancestralidade, amor e mistério.

Em 2015, Marta Barcellos foi contemplada na categoria de conto. Formada pela UFRJ e Mestre em Literatura pela PUC-RJ, a jornalista trabalhou no O Globo, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. “Antes que seque” traz contos sobre a classe média alta, a promessa de felicidade inalcançável por padrões de consumo e aparências, a urgência e o mal-estar da sociedade. No livro, 12 mulheres enfrentam o desafio de não poder engravidar e corresponder a figura materna idealizada. A obra também foi vencedora do Prêmio Clarice Lispector da Biblioteca Nacional em 2016.

Já a categoria de romance de 2015 foi ocupada por Sheyla Smanioto. A escritora é formada em Estudos Literários e Mestre em Teoria e História Literária na UNICAMP. Com vozes, sonhos e fotografias imaginadas, sua obra “Desesterro” conta a história de uma menina sem nome e uma avó cansada em uma cidade marcada pela fome e pela pobreza. A escrita faz o leitor ter a sensação de transitar entre realidade e sonho ao longo das páginas.

No ano de 2014, o romance contemplado foi “Enquanto Deus não está olhando” de Débora Ferraz, jornalista pernambucana formada pela UFPE. Sua obra também foi vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura no ano seguinte. No enredo, conhecemos Érica, uma artista plástica em busca de seu pai, que fugiu do hospital onde estava internado. O livro traz como tema principal o ínfimo de segundo que pode transformar completamente a trajetória de uma pessoa, chamado pela autora de “instante modificador”, e aborda a relação entre pai e filha, a perda e a insegurança da transição da juventude para a vida adulta.

Luisa Geisler venceu categorias diferentes nas edições de 2011 e 2012. Com formação pela UFRGS, a escritora e tradutora foi apontada pela revista britânica Granta em 2012 como uma

das melhores autoras brasileiras com menos de 40 anos. Em 2011, foi selecionada na categoria Conto com a coletânea“Contos de mentira”, que traz personagens solitários presos em trânsitos, suspensos entre um fato e outro, um gesto e outro. Em 2012, foi a vez do romance “Quiçá”. A narrativa acompanha as perspectivas dos primos Clarissa e Arthur, de 11 e 18 anos, respectivamente, e o medo da solidão e do esquecimento em meio a uma sociedade globalizada. A obra aborda relações familiares, conflitos geracionais e relações interpessoais desgastadas.

No ano de 2010, Gabriela Gazzinelli foi selecionada com o romance “Prosa de Papagaio”. A mineira tem mestrado em Filosofia pela UFMG e Diplomacia pelo IRBr. Sua obra apresenta a história de uma família contada por seu papagaio, chamado de Louro. O pássaro narra pequenos episódios cotidianos misturados com suas ideias filosóficas e literárias, revelando as fragilidades e os anseios dos personagens. Louro observa e fala de um mundo no qual participa, mas não necessariamente pertence e gera reflexões sobre alteridade e críticas à natureza dos seres humanos.

Em 2006, Lúcia Bittencourt venceu a categoria Conto com “A secretária de Borges”. A carioca é doutora em Literatura Comparada pela UFF e já venceu os prêmios José Guimarães e Osman Lins, além do prêmio de ensaios da Academia Brasileira de Letras. Sua obra selecionada no Prêmio Sesctraz tramas com situações drásticas de mudanças de vida de diferentes personagens.

A edição de 2005 do Prêmio Sesc de Literatura, revelou a escritorapaulistana Eugenia Zerbini, doutora em Direito pela USP. Seu romance “As netas de Ema” faz referência à Emma Bovary, a magistral personagem de Gustave Flaubert, uma mulher que se perdeu da realidade por se apegar insanamente a um sonho. Na obra de Zerbini, a personagem se vê diante da possibilidade de morrer e, a partir de então, reflete sobre a vida e a situação das mulheres de sua geração.

As inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura 2022 estão abertas até o dia 11 de fevereiro. Inscreva-se em: www.sesc.com.br/premiosesc

17 de janeiro de 2022
10 de janeiro de 2022

Inscrições abertas até 11 de fevereiro 

O Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes e consagrados do país na distinção de escritores inéditos, está com inscrições abertas. Podem concorrer autores não publicados nas categorias Romance e Conto. O Prêmio avalia trabalhos com qualidade literária para edição e circulação nacional. Os interessados têm até 11 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online. O regulamento completo pode ser acessado em www.sesc.com.br/premiosesc.

Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Sesc no projeto, com tiragem inicial de 2.500 exemplares. O anúncio dos vencedores será divulgado no mês de maio. Desde a sua criação em 2003, mais de 17 mil livros foram inscritos e 33 novos autores revelados.

A parceria com a editora Record contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado editorial. “Chegamos à 19ª edição com o propósito de revelar novos escritores, que é nossa maior meta. A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, tivemos a inscrição de 1.688 livros, sendo 850 em Romance e 838 em Conto. O cronograma não foi afetado pela pandemia, porque foi todo executado por trabalho remoto. Dessa forma, o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto” explica o analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues.

O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, de forma anônima. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, garantindo a imparcialidade no processo de avaliação. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras pelo critério da qualidade literária.

A relevância do Prêmio Sesc de Literatura também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México.

Vencedores 2021

Na edição de 2021, foram vencedores o paraense Fábio Horácio-Castro, com o romance O réptil melancólico, e o pernambucano Diogo Monteiro, com a coletânea de contos O que a casa criou receberam o Prêmio Sesc de Literatura. A origem dos autores reafirma o estímulo da premiação à diversidade e a capacidade de projetar escritores das mais distintas regiões do país.

Fábio Horácio-Castro, jornalista de formação, tem 52 anos, e é professor universitário. “É a minha primeira participação no Prêmio Sesc e não esperava vencer na categoria. Escrevo mais sobre pesquisas relacionadas à Amazônia. Como eu tinha um projeto deste livro, aproveitei o isolamento da pandemia, finalizei a obra e me inscrevi. Fiquei muito contente com o retorno”, contou. Diogo Monteiro, de 43 anos, também é jornalista e atua com pesquisa de opinião e estratégia. “Sempre escrevi e participava de algumas coletâneas, mas nunca tinha pensado no Prêmio Sesc. Em 2021, tive um livro infantojuvenil publicado. Depois veio o prêmio, sendo a segunda vez em que coloco uma obra para o público, agora na categoria conto”, destaca.

Em 18 anos de prêmio, diversos autores foram descobertos e se consolidaram na literatura nacional, graças ao incentivo da Instituição, entre eles Juliana Leite, Rafael Gallo, Luisa Geisler, André de Leones, Franklin Carvalho, Sheyla Smanioto, Tobias Carvalho e Lucia Bettencourt.

3 de novembro de 2021

Evento virtual no dia 8/11 reúne Fabio Horácio-Castro e Diogo Monteiro, ganhadores nas categorias Romance e Conto

Os dois livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2021 serão lançados no próximo dia 08, às 19h, em evento virtual, promovido pelo Sesc e pela editora Record. Na live, Fabio Horácio-Castro e Diogo Monteiro, ganhadores nas categorias Romance e Conto, apresentam suas obras ao público e falam sobre o processo criativo e a expectativa em relação ao ingresso no mercado editorial. O encontro será transmitido pela página do Prêmio Sesc no Facebook e pelo YouTube Sesc Brasil.

No bate-papo, os vencedores vão dialogar sobre o conteúdo dos seus livros, a trajetória de cada um deles na literatura e como conduzem o processo criativo. Eles também vão ler trechos dos seus livros durante o evento.

Neste lançamento virtual, o público também poderá rever os vencedores da edição de 2020, Caê Guimarães e Tônio Caetano, que participam do debate com os novos autores. Eles vão contar suas experiências e como o Prêmio contribuiu para divulgar sua arte literária.

Haverá lançamentos presenciais em Belém, dia 12 de novembro, com a presença do autor paraense Fabio Horácio-Castro, e no Recife, no dia 10 de novembro, com a presença do pernambucano Diogo Monteiro.

Neste ano, o Prêmio recebeu a inscrição de 1688 livros, sendo 850 em Romance e 838 em Conto. Há 18 anos, o Prêmio Sesc de Literatura revela anualmente dois escritores, sempre nas categorias Romance e Conto. Nesse período, se tornou uma das mais importantes premiações do país, ao oferecer oportunidades a novos escritores contribuindo para impulsionar a renovação no panorama literário brasileiro. O Prêmio é considerado referência por críticos literários, escritores brasileiros e visto como porta de entrada para o mercado editorial do país.

Sobre os livros vencedores

O réptil melancólico fala de colonialidade, colonialismo e colonização. De questões de identidade e pertencimento. Dos sentidos e das narrativas da história. Das alegorias sobre a Amazônia e da Amazônia como alegoria. A narrativa parte do retorno de Felipe para sua cidade, após longa estadia fora do país. Ele seguira para o exílio na primeira infância, levado por sua mãe, militante política perseguida e torturada pelo regime militar brasileiro. Nesse processo de retorno, reestabelece contato com sua família paterna, particularmente com seu primo Miguel, que está fazendo o processo oposto: o de partir da cidade.

O que a casa criou é um livro sobre o espanto. Todos os seus 16 contos, inclusive o que dá nome ao volume, tratam de alguma forma sobre a possibilidade de encontrar o inusitado a qualquer momento, na virada de uma esquina ou no abrir de uma porta. São histórias sobre a fragilidade do real e do nosso confortável conceito de realidade, e sobre como a quebra dessa normalidade age sobre pessoas, lugares e coisas.

Sobre os autores

Fabio Horácio-Castro, paraense e jornalista de formação, tem 52 anos, é professor universitário e venceu com o romance O réptil melancólico. “É a minha primeira participação no Prêmio Sesc e não esperava vencer na categoria. Escrevo mais sobre pesquisas relacionadas ao Amazonas. Como eu tinha um projeto deste livro, aproveitei o isolamento da pandemia, finalizei a obra e me inscrevi. Fiquei muito contente com o retorno”, comemora.

Já o pernambucano Diogo Rios Monteiro, de 43 anos, também é jornalista e atua com pesquisa de opinião e estratégia. Ele venceu com a coletânea de contos O que a casa criou. “Sempre escrevi e participava de algumas coletâneas, mas nunca tinha pensado no Prêmio. Este ano, tive um livro infanto-juvenil publicado pela primeira vez, o Relógio de Sol. Agora, será a segunda vez que coloco uma obra para o público com o Prêmio Sesc, na categoria conto”, destaca.

O Prêmio Sesc de Literatura hoje figura ao lado das maiores premiações nacionais. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Sesc no projeto.

Mais informações em www.sesc.com.br/premiosesc

21 de outubro de 2021

Programação em Portugal inclui Festival de Óbidos e encontros na Fundação José Saramago 

Os vencedores da edição 2020 do Prêmio Sesc de Literatura, Caê Guimarães e Tônio Caetano, participam este mês do Festival Literário Internacional de Óbidos (Folio), que reunirá mais de 170 escritores de diversos países na cidade histórica pré-medieval, localizada no interior de Portugal. Os autores também estarão em outros dois encontros promovidos por Bibliotecas associadas à Fundação José Saramago no país.

Caê e Tonio estarão presentes na programação do Folio Mais no dia 24 de outubro, às 11h (horário local), em uma conversa mediada por Henrique Rodrigues, analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc.

No dia 25 de outubro, às 17h, o encontro com vencedores do Prêmio Sesc de Literatura será na Biblioteca José Saramago, em Avis, na região do Alentejo. No dia 27, às 18h30, a conversa acontece na Fundação José Saramago, em Lisboa. Durante os eventos, os escritores vão falar sobre o processo de criação,  suas obras e a participação no Prêmio Sesc de Literatura.

 

Cidade de Óbidos, na região central de Portugal. Fonte: Prefeitura Municipal de Óbidos (Divulgação)

 

Na edição de 2020,  Caê Guimarães, do Espírito Santo, foi premiado com a obra “Encontro você no oitavo round”; e Tônio Caetano, do Rio Grande do Sul, venceu na categoria conto com o livro “Terra nos cabelos”. Os ganhadores tiveram obras publicadas e distribuídas pela editora Record. Naquela edição do prêmio, cujo objetivo é promover a literatura nacional e revelar novos talentos, recebeu  1.358 inscrições, sendo 692 romances e 666 livros de contos. A divulgação de autores vencedores do Prêmio em Portugal já vem se consolidando ao longo dos últimos anos.  Na última edição em 2019, antes da pandemia, os vencedores da edição 2018, Juliana Leite e Tobias Carvalho, também fizeram roteiro similar para divulgar suas obras.

 

Programação com os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2020 em Portugal