{"id":2862,"date":"2026-03-09T18:33:06","date_gmt":"2026-03-09T21:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/?p=2862"},"modified":"2026-04-23T18:30:01","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:01","slug":"mulheres-pela-natureza-conheca-a-historia-de-quatro-mulheres-que-trabalham-pela-conservacao-do-pantanal-e-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/mulheres-pela-natureza-conheca-a-historia-de-quatro-mulheres-que-trabalham-pela-conservacao-do-pantanal-e-do-cerrado\/","title":{"rendered":"MULHERES PELA NATUREZA | Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de quatro mulheres que trabalham pela conserva\u00e7\u00e3o do Pantanal e do Cerrado"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"806\" src=\"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/file-639086570724620460-1024x806.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2863\" style=\"aspect-ratio:1.270475100171723;width:410px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/file-639086570724620460-1024x806.png 1024w, https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/file-639086570724620460-980x772.png 980w, https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/file-639086570724620460-480x378.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em qualquer lugar do mundo as mulheres se unem em torno de causas, buscando, muitas vezes, independ\u00eancia e protagonismo. No Polo Socioambiental Sesc Pantanal elas representam 54% dos quase 400 colaboradores e suas trajet\u00f3rias se cruzam diariamente em diferentes \u00e1reas, da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, da pesquisa cient\u00edfica ao ecoturismo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Dia Internacional da Mulher, as hist\u00f3rias de quatro mulheres que atuam no Sesc Pantanal ajudam a revelar uma dimens\u00e3o muitas vezes invis\u00edvel do trabalho socioambiental, que no cotidiano, transforma prop\u00f3sito em a\u00e7\u00e3o. Elas conduzem visitantes no Hotel Sesc Porto Cercado, ensinam sobre sustentabilidade no Complexo Escolar Sesc Pantanal, contribuem para a experi\u00eancia dos visitantes na cozinha do Parque Sesc Serra Azul e coordenam projetos que conectam ci\u00eancia, conserva\u00e7\u00e3o e ecoturismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cristina Cuiab\u00e1lia, gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, esse \u00e9 um movimento coletivo que se fortalece quando mais mulheres ocupam esses espa\u00e7os. \u201cQuanto mais mulheres estiverem \u00e0 frente do que desejam fazer, mais espa\u00e7os abrimos para as outras tamb\u00e9m estarem onde quiserem\u201d, afirma. No caso do trabalho na natureza, ela comenta que cuidar da natureza \u00e9 trazer o futuro para perto. \u201cTrabalhamos hoje, visando um tempo que talvez nem estaremos mais aqui para ver. A conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio de generosidade., um ato com o outro, com o mundo e com todas as formas de vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro contato da Cristina com o Pantanal foi ainda jovem, quando acompanhava a m\u00e3e, professora, em atividades com alunos pela regi\u00e3o da Transpantaneira. Foi ali que percebeu a dimens\u00e3o do bioma que hoje ajuda a proteger. \u201cAquela paisagem exuberante, completamente diferente de tudo que eu conhecia, me encantou. E minha m\u00e3e ia explicando como cada elemento se conectava, a \u00e1gua, as \u00e1rvores, os animais, as pessoas. Aquilo ficou marcado\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>De estagi\u00e1ria \u00e0 gerente-geral do Sesc Pantanal, a bi\u00f3loga, Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Doutora em Ci\u00eancia Ambiental pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), acompanhou momentos desafiadores, como o enfrentamento dos inc\u00eandios florestais em 2020 na maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) do pa\u00eds, a RPPN Sesc Pantanal, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT) \u201cA natureza mostra que sempre existe um caminho. Mesmo nas situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es quando a gente respeita o tempo, trabalha junto e aprende com o ambiente\u201d, completa Cristina, ao dizer que a resili\u00eancia \u00e9 uma das principais li\u00e7\u00f5es que o Pantanal e o Cerrado ensinam diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre borboletas e aprendizados<\/p>\n\n\n\n<p>No Hotel Sesc Porto Cercado, em Pocon\u00e9 (MT), a educa\u00e7\u00e3o ambiental tamb\u00e9m passa pelo Borbolet\u00e1rio e pela trajet\u00f3ria da monitora ambiental Leonite Mendes dos Santos. A primeira lembran\u00e7a dela com a natureza \u00e9 de correr atr\u00e1s de borboletas azuis na beira de um c\u00f3rrego, quando ainda era crian\u00e7a. Anos depois, sua trajet\u00f3ria com as borboletas a ajudou a ter uma renda e realizar sonhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de trabalhar no Sesc Pantanal, Leonite integrou a Associa\u00e7\u00e3o de Criadores de Borboletas de Pocon\u00e9 (ACBP), onde aprendeu sobre o ciclo de vida desses insetos e sua import\u00e2ncia para o equil\u00edbrio da natureza. No Borbolet\u00e1rio, ela compartilha esse conhecimento com visitantes, especialmente crian\u00e7as, mostrando como cada esp\u00e9cie tem um papel no ambiente. \u201cQuando a crian\u00e7a entende isso desde pequena, ela passa a respeitar mais a natureza\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as esp\u00e9cies que mais admira est\u00e1 a borboleta monarca, conhecida pelas longas migra\u00e7\u00f5es. Leonite se identifica com ela. \u201cEla se adapta a diferentes lugares. Acho que tenho um pouco disso tamb\u00e9m\u201d, afirma. Para ela, trabalhar com borboletas representa liberdade e conquista. \u201cTudo que eu tenho foi com o dinheiro do meu trabalho\u201d, conclui, ao lembrar da casa que conseguiu comprar com o pr\u00f3prio esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabores que tamb\u00e9m cuidam da natureza<\/p>\n\n\n\n<p>No Parque Sesc Serra Azul, em Ros\u00e1rio Oeste (MT), a conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado tamb\u00e9m passa pela cozinha, um espa\u00e7o essencial para quem visita a unidade. \u00c9 ali que trabalha a Leticia Chaves, atendente de copa e cozinha, cuja hist\u00f3ria com a natureza come\u00e7ou ainda na inf\u00e2ncia, quando vivia em uma ch\u00e1cara cercada por \u00e1rvores frut\u00edferas e uma \u00e1rea de reserva onde brincava com as irm\u00e3s. \u201cTenho isso muito vivo na mem\u00f3ria. Era um lugar onde a gente podia andar e brincar em meio \u00e0 natureza\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, exercendo sua fun\u00e7\u00e3o em um Polo Socioambiental, ela afirma que o trabalho refor\u00e7ou a responsabilidade de cuidar e dar exemplo a quem visita o Parque. Mesmo na cozinha, pequenas atitudes fazem parte desse compromisso, como a separa\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos e recicl\u00e1veis. \u201cA gente faz a nossa parte todos os dias. S\u00e3o gestos simples, mas que fazem a diferen\u00e7a para a natureza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Let\u00edcia, o Cerrado tamb\u00e9m representa mem\u00f3ria e responsabilidade com o futuro. \u201cSe quisermos que nossos filhos e netos continuem contemplando essa beleza, precisamos cuidar e conservar\u201d, diz. No dia a dia, ela destaca que dedica\u00e7\u00e3o e responsabilidade s\u00e3o essenciais. \u201cTudo o que preparo \u00e9 com amor e carinho. Quando as pessoas elogiam, isso faz a gente sentir que vale a pena estar aqui todos os dias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Educa\u00e7\u00e3o que planta futuro<\/p>\n\n\n\n<p>No Complexo Educacional Sesc Pantanal, em Pocon\u00e9, o v\u00ednculo entre conserva\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o aparece no cotidiano da professora Juliana Moraina Oliveira de Moraes. A rela\u00e7\u00e3o dela com o ambiente natural tamb\u00e9m come\u00e7ou na inf\u00e2ncia, no s\u00edtio dos av\u00f3s, entre banhos de rio e frutas colhidas direto do p\u00e9. Hoje, ela leva essa experi\u00eancia para dentro da sala de aula. \u201cEu acredito muito no futuro que queremos deixar para essas crian\u00e7as\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os projetos que desenvolve com os alunos est\u00e1 o incentivo \u00e0 coleta seletiva e \u00e0 separa\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, em parceria com a cooperativa local, Coopon\u00e9. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um s\u00edmbolo, um ip\u00ea plantado por Juliana no espa\u00e7o da escola, que ela costuma mostrar para as crian\u00e7as. \u201cUm dia eu posso vir a sair daqui, mas essa \u00e1rvore vai continuar. \u00c9 um legado que me orgulho em deixar\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rias como dessas quatro mulheres mostram que o trabalho socioambiental n\u00e3o se constr\u00f3i apenas com grandes projetos e pesquisas, mas tamb\u00e9m com gestos cotidianos como ensinar uma crian\u00e7a a respeitar um inseto, plantar uma \u00e1rvore com alunos ou adotar pr\u00e1ticas simples que reduzem impactos ao meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em qualquer lugar do mundo as mulheres se unem em torno de causas, buscando, muitas vezes, independ\u00eancia e protagonismo. 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