{"id":4166,"date":"2020-08-24T21:33:01","date_gmt":"2020-08-25T00:33:01","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/nota-de-esclarecimento\/"},"modified":"2020-08-24T21:33:01","modified_gmt":"2020-08-25T00:33:01","slug":"nota-de-esclarecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/nota-de-esclarecimento\/","title":{"rendered":"Nota de esclarecimento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal), a maior do pa\u00eds, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, foi criada h\u00e1 24 anos pelo Departamento Nacional do Sesc, logo ap\u00f3s a Eco-92, e \u00e9 respons\u00e1vel pela conserva\u00e7\u00e3o de 108 mil dos 6 milh\u00f5es de hectares do Pantanal mato-grossense, o que representa quase 2% do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa do Sesc em desenvolver um projeto de conserva\u00e7\u00e3o resulta, nestas duas d\u00e9cadas, em mais de 70 pesquisas nacionais e internacionais sobre o Pantanal e em uma representativa biodiversidade da RPPN. Do total de peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos na Bacia do Alto Paraguai, que totalizam 1.059 esp\u00e9cies, a Reserva det\u00e9m 630. Isso significa que 60% destas esp\u00e9cies est\u00e3o presentes na RPPN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, a RPPN possui 12. Al\u00e9m de ser a maior RPPN do pa\u00eds, a reserva do Sesc Pantanal ainda \u00e9 \u00e1rea N\u00facleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, faz parte da terceira maior Reserva da Biosfera do planeta e \u00e9 um S\u00edtio Ramsar. Entre os benef\u00edcios que a RPPN presta \u00e0 humanidade est\u00e3o a purifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, controle das inunda\u00e7\u00f5es, reposi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas, controle do fluxo de sedimentos e nutrientes do solo, reservas de biodiversidade e mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para conservar toda esta \u00e1rea, o trabalho de preven\u00e7\u00e3o contra os inc\u00eandios florestais, que t\u00eam sempre origem externa, acontece durante todo o ano, por meio de aceiros, monitoramento e campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, feitos com a mais preparada brigada contra inc\u00eandios da regi\u00e3o. Todo este trabalho de preven\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o foi capaz de superar a seca acentuada, baixa umidade do ar e ventos fortes que colaboram para o pior cen\u00e1rio dos \u00faltimos 22 anos no Pantanal brasileiro, conforme o Instituto Centro Vida (ICV).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fogo que entrou na RPPN Sesc Pantanal, come\u00e7ou em \u00e1rea vizinha na divisa norte, no dia 2 de agosto. Desde o in\u00edcio, toda a estrutura de combate aos inc\u00eandios da reserva foi acionada para evitar a entrada desse foco na RPPN, mas o fogo avan\u00e7ou em uma extensa \u00e1rea da unidade de conserva\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 divisa sul da reserva. Ao chegar na divisa sul, o fogo encontrou com outro inc\u00eandio que ocorria na Fazenda S\u00e3o Francisco do Perigara, desde o dia 30 de julho. O fogo que atingiu a fazenda teve in\u00edcio no dia 28 de julho, na Terra Ind\u00edgena Perigara, vizinha da Fazenda e da RPPN Sesc Pantanal. A aldeia foi o ponto da primeira a\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Pantanal II.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo o trabalho do Sesc Pantanal, neste momento, est\u00e1 concentrado em controlar o fogo, distante cerca de 100 km do ponto em que teve in\u00edcio os inc\u00eandios na Transpantaneira, em 16 de julho. Com equipamentos e brigadistas, o Sesc Pantanal integra a Opera\u00e7\u00e3o Pantanal II, iniciada no dia 7 de agosto e realizada pelo Centro Integrado Multiag\u00eancias de Coordena\u00e7\u00e3o Operacional Nacional (Ciman), em parceria com For\u00e7as Armadas, Bombeiros e ICMBio. Mais que equipamentos e brigadistas, toda a estrutura de hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o, que re\u00fane 100 pessoas, \u00e9 custeada pela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante de tudo isso, sabe-se que n\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 inc\u00eandio no bioma. S\u00e3o centenas de focos de calor, nenhum deles iniciado dentro da RPPN, tampouco sa\u00eddo dela, como relatado equivocadamente nesta semana, durante a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o inver\u00eddicas e n\u00e3o apontam solu\u00e7\u00f5es para a trag\u00e9dia que assola o Pantanal, j\u00e1 que o fogo n\u00e3o atingiu somente a reserva, mas comunidades pantaneiras, ind\u00edgenas e fazendas. Do total j\u00e1 queimado em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o e Pocon\u00e9, apenas 12% da \u00e1rea queimada corresponde a RPPN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sesc Pantanal esclarece que, enquanto propriedade privada, optou que a RPPN seguisse o perfil primitivo do Pantanal, que n\u00e3o tem gado, por\u00e9m, n\u00e3o questiona a atua\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria da regi\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, reconhece a import\u00e2ncia econ\u00f4mica da pr\u00e1tica. A institui\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o imp\u00f5e seu modelo de gest\u00e3o ambiental nem considera pertinente que outro modelo seja imposto para a RPPN, visto que se trata de \u00e1reas privadas. A reserva, as fazendas que praticam a pecu\u00e1ria, as comunidades tradicionais pantaneiras e ind\u00edgenas s\u00e3o capazes de ocupar este territ\u00f3rio, que \u00e9 patrim\u00f4nio natural da humanidade, e conviver harmonicamente nele, com discuss\u00f5es que estejam amparadas no respeito, bom senso e dados ver\u00eddicos emitidos pelos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste momento em que o bioma est\u00e1 em chamas, cabe a uni\u00e3o de esfor\u00e7os para combat\u00ea-lo e, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis, a identifica\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o pelos princ\u00edpios do fogo que, segundo o IBAMA\/Prevfogo, em 98% dos casos t\u00eam origem em a\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a experi\u00eancia deste ano, as pr\u00e1ticas de manejo do fogo de todos os que vivem no e do Pantanal v\u00e3o precisar ser revistas considerando a din\u00e2mica do bioma. Na RPPN Sesc Pantanal, os estudos estar\u00e3o voltados aos impactos do fogo para a fauna e flora, para a documenta\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias e estudo de medidas preventivas cada vez mais eficazes, como o Manejo Integrado do Fogo com o devido amparo dos \u00f3rg\u00e3os ambientais competentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal), a maior do pa\u00eds, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, foi criada h\u00e1 24 anos pelo Departamento Nacional do Sesc, logo ap\u00f3s a Eco-92, e \u00e9 respons\u00e1vel pela conserva\u00e7\u00e3o de 108 mil dos 6 milh\u00f5es de hectares do Pantanal mato-grossense, o que representa quase 2% do territ\u00f3rio. 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