{"id":4178,"date":"2020-10-22T17:04:06","date_gmt":"2020-10-22T20:04:06","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/sesc-pantanal-inicia-pesquisa-para-avaliar-impactos-dos-incendios-na-fauna-do-bioma\/"},"modified":"2020-10-22T17:04:06","modified_gmt":"2020-10-22T20:04:06","slug":"sesc-pantanal-inicia-pesquisa-para-avaliar-impactos-dos-incendios-na-fauna-do-bioma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/sesc-pantanal-inicia-pesquisa-para-avaliar-impactos-dos-incendios-na-fauna-do-bioma\/","title":{"rendered":"Sesc Pantanal inicia pesquisa para avaliar impactos dos inc\u00eandios na fauna do bioma"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os inc\u00eandios florestais no Pantanal j\u00e1 consumiram mais de 4 milh\u00f5es de hectares em 2020, cerca de 98 mil deles na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal), localizada no munic\u00edpio de Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, em Mato Grosso. Maior do pa\u00eds, a reserva de 108 mil hectares deu in\u00edcio a pesquisa que ir\u00e1 avaliar os impactos dos inc\u00eandios na fauna pantaneira. Com dura\u00e7\u00e3o de 12 meses, esta primeira etapa do estudo ir\u00e1 direcionar a melhor maneira de executar o manejo adaptativo e regenerativo da \u00e1rea, ap\u00f3s o pior inc\u00eandio da hist\u00f3ria da regi\u00e3o dos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Realizado por meio do Grupo de Estudos de Vida Silvestre (GEVS), composta por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fiocruz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Museu Nacional do Rio de Janeiro, o estudo utiliza o aplicativo \u0093SISS-Geo\u0094 da Fiocruz para realizar o levantamento dos animais vivos e mortos na RPPN. Por meio do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Silvestre \u0096 SISS Geo, \u00e9 poss\u00edvel registrar, online ou offline, informa\u00e7\u00f5es sobre animais, sua localiza\u00e7\u00e3o, caracter\u00edsticas do ambiente e tamb\u00e9m tirar fotos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o bi\u00f3logo da Fiocruz, Jos\u00e9 Lu\u00eds Cordeiro, que realiza pesquisas na RPPN Sesc Pantanal h\u00e1 20 anos, a s\u00e9rie hist\u00f3rica de estudos permitir\u00e1 comparar a ocorr\u00eancia e abund\u00e2ncia das esp\u00e9cies e, portanto, ter uma no\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima da realidade dos impactos sobre essas popula\u00e7\u00f5es. \u0093J\u00e1 sabemos que os animais n\u00e3o morreram s\u00f3 queimados, mas de fome e sede. Por isso, o uso do aplicativo permite estimar a propor\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia. Junto a isso, temos tamb\u00e9m a colabora\u00e7\u00e3o de guarda-parques e brigadistas do Sesc Pantanal, que s\u00e3o da regi\u00e3o e enriquecem a pesquisa a partir da troca de experi\u00eancias. Assim, \u00e9 poss\u00edvel gerar mais conhecimento e qualific\u00e1-lo\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com o hist\u00f3rico de pesquisas, ainda \u00e9 cedo, e complexo, para falar sobre regenera\u00e7\u00e3o do bioma, afirma a gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Sesc Pantanal, a bi\u00f3loga Cristina Cuiab\u00e1lia. \u0093Temos uma refer\u00eancia sobre o passado, mas ainda vivemos este presente, de maneira in\u00e9dita, e temos um futuro incerto, pois h\u00e1 outros fatores, como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, por exemplo. Isso vai interferir ou n\u00e3o? N\u00e3o sabemos ainda, pois n\u00e3o h\u00e1 dados o suficiente para trazer mais luz a essas respostas. Somos otimistas e estamos aqui tentando trazer mais vida e regenera\u00e7\u00e3o para uma \u00e1rea t\u00e3o afetada. Esperamos que essa regenera\u00e7\u00e3o seja no tempo certo, no tempo da natureza, e vamos dar toda condi\u00e7\u00e3o para que isso aconte\u00e7a\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este ano, destaca a superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano, foi hist\u00f3rico, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia da uni\u00e3o de esfor\u00e7os para que este cen\u00e1rio n\u00e3o se repita nos pr\u00f3ximos anos. \u0093Diversos fatores contribu\u00edram para que o fogo alcan\u00e7asse as propor\u00e7\u00f5es deste ano. Por isso, todos os que vivem no Pantanal precisam estar unidos e preparados para fazer a preven\u00e7\u00e3o, o combate e tamb\u00e9m evitar o uso do fogo no per\u00edodo proibitivo. Cada a\u00e7\u00e3o importa para termos o per\u00edodo da seca com menos impacto para a biodiversidade, as comunidades e as propriedades privadas\u0094, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resgates e alimenta\u00e7\u00e3o dos animais<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do aplicativo, a equipe de pesquisadores tamb\u00e9m utiliza drones para registros das \u00e1reas e armadilhas fotogr\u00e1ficas para capta\u00e7\u00e3o de imagens dos animais vivos, que t\u00eam recebido \u00e1gua e alimenta\u00e7\u00e3o, numa a\u00e7\u00e3o emergencial, considerando a falta de recursos naturais, escassos pela seca severa deste ano e o fogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cerca de 5 toneladas de frutas e verduras j\u00e1 foram distribu\u00eddas neste m\u00eas, por meio da parceria com a Ampara Silvestre e o SOS Pantanal. A ONG Mata Ciliar tamb\u00e9m colaborou com o resgate de animais, que foram encaminhados para atendimento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caminho do fogo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A RPPN Sesc Pantanal foi atingida por diversos focos de inc\u00eandio, o primeiro deles no dia 2 de agosto. Desde ent\u00e3o, a brigada de inc\u00eandio do Sesc Pantanal trabalhou para conter o avan\u00e7o do inc\u00eandio na \u00e1rea conservada h\u00e1 23 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo o entorno da reserva &#8211; fazendas S\u00e3o Francisco, Santa L\u00facia, Aldeia Perigara e o distrito de S\u00e3o Pedro de Josel\u00e2ndia, comunidades Retiro de S\u00e3o Bento e Pimenteiras &#8211; tamb\u00e9m foi atingido. Conforme dados e per\u00edcia do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, nenhum foco foi iniciado ou saiu da reserva durante todo o per\u00edodo de combate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo nos primeiros dias da Opera\u00e7\u00e3o Pantanal II, deflagrada no dia 7 de agosto, as duas frentes de fogo, ao norte e ao sul, avan\u00e7aram at\u00e9 se encontrar na parte central da reserva. O fogo avan\u00e7ou ao oeste e, durante 40 dias, 23 mil hectares ao leste da RPPN foram preservados. At\u00e9 que, no dia 14 de setembro, a \u00faltima frente de fogo entrou nesta \u00e1rea ao leste, totalizando cerca de 98 mil hectares queimados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os inc\u00eandios florestais no Pantanal j\u00e1 consumiram mais de 4 milh\u00f5es de hectares em 2020, cerca de 98 mil deles na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal), localizada no munic\u00edpio de Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, em Mato Grosso. 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