{"id":4246,"date":"2021-06-09T12:04:32","date_gmt":"2021-06-09T15:04:32","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/manejo-integrado-do-fogo-sera-implantado-pela-primeira-vez-no-pantanal-como-medida-de-prevencao-a-incendios\/"},"modified":"2021-06-09T12:04:32","modified_gmt":"2021-06-09T15:04:32","slug":"manejo-integrado-do-fogo-sera-implantado-pela-primeira-vez-no-pantanal-como-medida-de-prevencao-a-incendios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/manejo-integrado-do-fogo-sera-implantado-pela-primeira-vez-no-pantanal-como-medida-de-prevencao-a-incendios\/","title":{"rendered":"Manejo Integrado do Fogo ser\u00e1 implantado pela primeira vez no Pantanal como medida de preven\u00e7\u00e3o a inc\u00eandios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto \u0093Rede Pantanal\u0094, do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, ir\u00e1 implantar no Pantanal, pela primeira vez, o Manejo Integrado do Fogo (MIF) como preven\u00e7\u00e3o a inc\u00eandios florestais, em parceria com 17 institui\u00e7\u00f5es. O uso do fogo como aliado j\u00e1 \u00e9 utilizado em todos os outros biomas existentes no Brasil e em unidades de conserva\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, \u00c1frica e Austr\u00e1lia. Em Mato Grosso o projeto piloto acontece na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal) e, em Mato Grosso do Sul, no munic\u00edpio de Corumb\u00e1 e na Terra Ind\u00edgena Kadiw\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MIF re\u00fane um conjunto de t\u00e9cnicas que trabalha com tr\u00eas pilares essenciais: a ecologia do fogo (os principais atributos ecol\u00f3gicos do fogo); a cultura do fogo (necessidades e impactos socioecon\u00f4micos) e o manejo do fogo (preven\u00e7\u00e3o, supress\u00e3o e uso do fogo). Com isso, busca-se compatibilizar as necessidades sociais, as tradi\u00e7\u00f5es culturais e caracter\u00edsticas ecossist\u00eamicas para a conserva\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as t\u00e9cnicas que comp\u00f5e o MIF est\u00e1 a queima prescrita, realizada ao fim do per\u00edodo chuvoso e in\u00edcio do per\u00edodo da seca. Essa a\u00e7\u00e3o simula uma queima natural com que as \u00e1reas de savana normalmente est\u00e3o habituadas, e tem como um dos objetivos eliminar a vegeta\u00e7\u00e3o seca para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de controle dos inc\u00eandios na esta\u00e7\u00e3o seca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s os inc\u00eandios de 2020, que queimaram 4,350 milh\u00f5es de hectares (30% do bioma), a t\u00e9cnica ser\u00e1 aplicada pela primeira vez em tr\u00eas \u00e1reas do Pantanal, escolhidas considerando a preval\u00eancia da flora nativa e os diferentes n\u00edveis de inunda\u00e7\u00e3o: Corumb\u00e1 (MS) onde alaga muito, RPPN Sesc Pantanal (MT) com inunda\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria e Terra Ind\u00edgena Kadiw\u00e9u (MS) que n\u00e3o alaga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Mato Grosso, nesta primeira etapa de reconhecimento e defini\u00e7\u00e3o das \u00e1reas na RPPN Sesc Pantanal, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, que \u00e9 a maior do pa\u00eds com 108 mil hectares, participaram ICMBio, Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, UFMT, Mupan\/GEF Terrestre e Sesc Pantanal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o bi\u00f3logo e analista ambiental do ICMBio, Christian Berlinck, foram escolhidas 12 parcelas para o experimento com queima prevista em tr\u00eas momentos: julho (per\u00edodo que antecede a seca), setembro (per\u00edodo da seca) e novembro (in\u00edcio da cheia). S\u00e3o, portanto, tr\u00eas \u00e1reas com quatro parcelas cada. Das quatro parcelas, tr\u00eas ser\u00e3o queimadas nos meses indicados e uma n\u00e3o, para comparativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u0093O objeto do trabalho s\u00e3o \u00e1reas abertas e nativas, como campina e cambarazal, que est\u00e3o associadas evolutivamente, culturalmente ou historicamente \u00e0 presen\u00e7a natural do fogo. O projeto piloto ser\u00e1 realizado nelas e o objetivo \u00e9 proteger as florestas que s\u00e3o sens\u00edveis ao fogo. Queima-se, portanto, uma \u00e1rea para proteger outra. Com essa fragmenta\u00e7\u00e3o, controle do inc\u00eandio \u00e9 facilitado. Este \u00e9 um trabalho in\u00e9dito no Pantanal brasileiro e permitir\u00e1 pensar qual a melhor estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o para os grandes inc\u00eandios neste bioma\u0094, explica Berlinck.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O capit\u00e3o do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Leandro Alves conta que, al\u00e9m da escolha das parcelas do experimento, a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m colaborou na elabora\u00e7\u00e3o do plano operacional de conting\u00eancia. \u0093Iremos garantir a m\u00e1xima seguran\u00e7a no uso do fogo durante o experimento. Para isso, haver\u00e1 equipes com apoio terrestre e tamb\u00e9m a\u00e9reo. Por ser um experimento in\u00e9dito, fazer parte desse projeto traz aos Bombeiros novos conhecimentos que ir\u00e3o refinar as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e combate no Pantanal\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Cristina Cuiab\u00e1lia, a aplica\u00e7\u00e3o do MIF representa um importante passo que se une e fortalece o trabalho de preven\u00e7\u00e3o da brigada de inc\u00eandio do Sesc Pantanal, existente h\u00e1 mais de 20 anos, respons\u00e1vel pelos aceiros, monitoramento terrestre e a\u00e9reo e campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u0093Ap\u00f3s os inc\u00eandios de 2020, o polo Socioambiental Sesc Pantanal criou o Comit\u00ea Interno de Preven\u00e7\u00e3o e Combate a Inc\u00eandios e, agora, faz parte desse projeto piloto. Nossas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o cada vez mais consolidadas e robustas para este trabalho de preven\u00e7\u00e3o e combate ao fogo. A RPPN re\u00fane o mosaico de paisagens do Pantanal, por isso conhecer melhor essa t\u00e9cnica ajudar\u00e1 a estabelecer os protocolos para sua utiliza\u00e7\u00e3o em todo bioma\u0094, destaca Cuiab\u00e1lia, lembrando que a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz parte do Centro Integrado Multiag\u00eancias de Coordena\u00e7\u00e3o Operacional Nacional (Ciman) e do Comit\u00ea Estadual de Gest\u00e3o do Fogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A implanta\u00e7\u00e3o do MIF \u00e9 multidisciplinar e envolve 17 institui\u00e7\u00f5es: Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Ibama\/Prevfogo, ICMBio\/Centro de Educa\u00e7\u00e3o Profissional, INPE, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Embrapa Pantanal, Mulheres em A\u00e7\u00e3o no Pantanal, (Mupan)\/GEF Terrestre, Smithsonian Institution, UFMG, UFRN, UFRJ, UnB, USP, UERJ e UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisa de restaura\u00e7\u00e3o da flora e o MIF<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bi\u00f3loga C\u00e1tia Nunes, integrante do Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP), do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em \u00c1reas \u00damidas (INAU) e do grupo Mulheres em A\u00e7\u00e3o no Pantanal (Mupan), estuda a RPPN h\u00e1 duas d\u00e9cadas e participou da escolha das \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ela, que coordena a pesquisa da flora na reserva no p\u00f3s-inc\u00eandio, quando se desenvolve um projeto de restaura\u00e7\u00e3o de floresta ciliar, como por exemplo a que est\u00e1 sendo desenvolvida na RPPN Sesc Pantanal, em parceria com a Mupan, com recursos do GEF Terrestre (Governo Federal), \u00e9 preciso se preocupar com a fonte da degrada\u00e7\u00e3o. \u0093Como no Pantanal a fonte \u00e9 o fogo, \u00e9 preciso buscar alternativas para minimizar esse dano causado por esse agressor. Dentro dessa linha, uma das op\u00e7\u00f5es mais importantes que temos atualmente \u00e9 o MIF\u0094, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RPPN Sesc Pantanal<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 24 anos de exist\u00eancia, a RPPN Sesc Pantanal, fez parte de mais de 70 pesquisas nacionais e internacionais sobre o Pantanal e conta com uma representativa biodiversidade. Do total de peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos na Bacia do Alto Paraguai, que totalizam 1.059 esp\u00e9cies, a Reserva det\u00e9m 630. Isso significa que 60% destas esp\u00e9cies est\u00e3o presentes na RPPN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, a RPPN possui 12. Al\u00e9m de ser a maior RPPN do pa\u00eds, a reserva do Sesc Pantanal ainda \u00e9 \u00e1rea N\u00facleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, faz parte da terceira maior Reserva da Biosfera do planeta e \u00e9 um S\u00edtio Ramsar. Entre os benef\u00edcios que a RPPN presta \u00e0 humanidade est\u00e3o a purifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, controle das inunda\u00e7\u00f5es, reposi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas, controle do fluxo de sedimentos e nutrientes do solo, reservas de biodiversidade e mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto \u0093Rede Pantanal\u0094, do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, ir\u00e1 implantar no Pantanal, pela primeira vez, o Manejo Integrado do Fogo (MIF) como preven\u00e7\u00e3o a inc\u00eandios florestais, em parceria com 17 institui\u00e7\u00f5es. 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