{"id":4282,"date":"2021-09-03T19:24:53","date_gmt":"2021-09-03T22:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/brigadistas-do-sesc-pantanal-fazem-registro-inedito-de-antas-com-sede-que-aceitam-agua-na-boca\/"},"modified":"2021-09-03T19:24:53","modified_gmt":"2021-09-03T22:24:52","slug":"brigadistas-do-sesc-pantanal-fazem-registro-inedito-de-antas-com-sede-que-aceitam-agua-na-boca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/brigadistas-do-sesc-pantanal-fazem-registro-inedito-de-antas-com-sede-que-aceitam-agua-na-boca\/","title":{"rendered":"Brigadistas do Sesc Pantanal fazem registro in\u00e9dito de antas com sede que aceitam \u00e1gua na boca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brigadistas do Polo Socioambiental Sesc Pantanal fizeram um registro in\u00e9dito nesta sexta-feira (3\/9) de antas com sede que aceitaram \u00e1gua direto na boca, a\u00e7\u00e3o incomum em animais silvestres. Elas estavam num tanque na maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, que secou este ano. At\u00e9 o ano passado, o local tinha \u00e1gua e era uma refer\u00eancia de hidrata\u00e7\u00e3o para os animais silvestres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe de brigadistas retornava do trabalho noturno de combate ao fogo na divisa sul da reserva, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT), no Pantanal de Mato Grosso, quando passou pelo tanque seco e avistou as antas no barro. Eles imediatamente ofereceram para os animais 15 litros de \u00e1gua, que estavam em garrafas t\u00e9rmicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o brigadista Cleverson Mileski, eram oito antas no local, que n\u00e3o se afastaram com a aproxima\u00e7\u00e3o da ajuda. \u0093Elas est\u00e3o debilitadas. Duas delas estavam deitadas e as demais afastadas. Quando come\u00e7amos a dar \u00e1gua para elas, as outras se aproximaram. Foi uma cena triste para n\u00f3s que estamos aqui no dia a dia lutando contra o fogo, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma vit\u00f3ria poder ajudar\u0094, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Anta Brasileira (INCAB), projeto do Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas (Ip\u00ea), Patr\u00edcia M\u00e9dici, respons\u00e1vel pelo maior banco de dados sobre a esp\u00e9cie no mundo, ficou impressionada com o registro. \u0093Em 25 anos de trabalho com antas nunca vi nada parecido com isso. A indica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para resgate. A principal medida neste momento \u00e9 prover \u00e1gua e alimentos. Assim, j\u00e1 resolvemos o problema para algumas delas\u0094, disse a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, bi\u00f3loga Cristina Cuiab\u00e1lia, conta que o comportamento dos animais \u00e9 incomum. \u0093O comportamento dos animais silvestres sempre \u00e9 se afastar dos humanos e n\u00e3o permitir aproxima\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 natural. Mas por estarem numa \u00e1rea central da reserva, distante dos rios Cuiab\u00e1 e S\u00e3o Louren\u00e7o, portanto mais seca, elas aceitaram a \u00e1gua\u0094.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bi\u00f3loga explica que o Pantanal tem no seu ciclo natural, o pulso das \u00e1guas, e a esta\u00e7\u00e3o atual, a seca, \u00e9 a \u00e9poca em que a \u00e1gua fica mais restrita aos rios e ba\u00edas, onde os animais se concentram para matar a sede, obter alimento e tomar banho. Mas, nos \u00faltimos dois anos, as pesquisas apontam um per\u00edodo ainda mais seco, com altas temperaturas, baixa umidade do ar, causando escassez de \u00e1gua nas \u00e1reas mais distantes dos rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u0093Alguns animais acabam sofrendo pela falta de \u00e1gua ou pelas longas dist\u00e2ncias para conseguir esse recurso. Por isso, a equipe prestou solid\u00e1rio apoio imediatamente e, em seguida, foram com caminh\u00e3o-pipa para levar mais \u00e1gua, bem como frutas para auxiliar no estabelecimento das mais debilitadas. Instalamos, ainda, uma c\u00e2mera trap para acompanhamento dos animais pelos pesquisadores\u0094, explica a bi\u00f3loga, seguindo orienta\u00e7\u00f5es do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) que sinaliza ainda a a\u00e7\u00e3o como um apoio imediato local, orientado e monitorado pelos especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A anta \u00e9 o maior mam\u00edfero terrestre nativo da Am\u00e9rica do Sul e \u00e9 classificada como amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Ela chega a 1,20 m de altura, 2 m de comprimento e 300kg e \u00e9 conhecida como a jardineira da floresta, por, com as fezes, dispersar sementes no terreno e colaborar para a recupera\u00e7\u00e3o da flora no Pantanal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caminh\u00f5es-pipa no combate aos inc\u00eandios e apoio aos animais<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano, os caminh\u00f5es-pipa da unidade de conserva\u00e7\u00e3o se dividem neste momento no trabalho de abastecer semanalmente os tanques de \u00e1gua da reserva e nas opera\u00e7\u00f5es de combate ao fogo no entorno da RPPN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u0093A cena \u00e9 impactante e o instinto de solidariedade dos brigadistas do Sesc Pantanal, que s\u00e3o pantaneiros, nos emociona. Seguimos nossa miss\u00e3o, mesmo em condi\u00e7\u00f5es adversas, contribuindo para a sobreviv\u00eancia desses animais, tanto na oferta de \u00e1gua quanto no combate ao fogo\u0094, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A RPPN tem 108 mil hectares, \u00e1rea equivalente a cidade do Rio de Janeiro e representa 2% do Pantanal de Mato Grosso e 1% do Pantanal brasileiro. Em 2020, 93% de sua \u00e1rea foi atingida pelo fogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da abundante biodiversidade da Bacia do Alto Paraguai, com 1.059 esp\u00e9cies de peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos, a Reserva det\u00e9m 630. Isso significa que 60% destas esp\u00e9cies est\u00e3o presentes na RPPN. Entre as esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, a RPPN possui 12. Al\u00e9m de ser a maior RPPN do pa\u00eds, a reserva do Sesc Pantanal ainda \u00e9 Zona N\u00facleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, faz parte da terceira maior Reserva da Biosfera do planeta e \u00e9 S\u00edtio Ramsar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brigadistas do Polo Socioambiental Sesc Pantanal fizeram um registro in\u00e9dito nesta sexta-feira (3\/9) de antas com sede que aceitaram \u00e1gua direto na boca, a\u00e7\u00e3o incomum em animais silvestres. Elas estavam num tanque na maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, que secou este ano. 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