{"id":4358,"date":"2022-02-22T17:41:02","date_gmt":"2022-02-22T20:41:01","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/pesquisadores-planejam-capturas-de-oncas-pintadas-que-receberao-colares-de-monitoramento-no-pantanal\/"},"modified":"2022-02-22T17:41:02","modified_gmt":"2022-02-22T20:41:01","slug":"pesquisadores-planejam-capturas-de-oncas-pintadas-que-receberao-colares-de-monitoramento-no-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/pesquisadores-planejam-capturas-de-oncas-pintadas-que-receberao-colares-de-monitoramento-no-pantanal\/","title":{"rendered":"Pesquisadores planejam capturas de on\u00e7as-pintadas que receber\u00e3o colares de monitoramento no Pantanal"},"content":{"rendered":"\n<p>A pesquisa sobre on\u00e7as-pintadas e pardas em andamento na maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT), avan\u00e7a para uma nova etapa: a captura de animais para estudo do comportamento no ambiente, das presas e o mosaico de paisagens onde est\u00e3o inseridas. Em parceria com o Museu Nacional e participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Grupo de Estudo em Vida Silvestre (GEVS), ser\u00e3o implantados seis colares de monitoramento por GPS.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a da on\u00e7a-pintada &#8211; maior felino das Am\u00e9ricas que ocupa o topo da cadeia alimentar &#8211; quando ocorre em uma \u00e1rea por longo prazo \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o de boa qualidade ambiental. Significa que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para sua alimenta\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es com as diversas esp\u00e9cies que comp\u00f5em a cadeia, e, al\u00e9m disso, que as florestas e outras forma\u00e7\u00f5es est\u00e3o protegidas e possibilitam a sobreviv\u00eancia de in\u00fameras formas de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo de grandes predadores \u00e9 como um \u0093guarda-chuva\u0094, que contempla todo o ecossistema, explica o pesquisador do Museu Nacional e coordenador do GEVS, Luiz Flamarion. \u0093O foco da pesquisa s\u00e3o as on\u00e7as-pintadas e pardas e a realidade em que est\u00e3o inseridas. A partir delas, portanto, tamb\u00e9m temos informa\u00e7\u00f5es de diversas esp\u00e9cies e paisagens. Com as c\u00e2meras instaladas foi poss\u00edvel constatar que a popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as \u00e9 razo\u00e1vel na RPPN e a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 not\u00e1vel, o que \u00e9 uma evid\u00eancia da sa\u00fade da regi\u00e3o\u0094, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o inc\u00eandio de 2020, Flamarion conta que a problem\u00e1tica foi inclusa no contexto do estudo, levando em considera\u00e7\u00e3o a varia\u00e7\u00e3o da disponibilidade de presas e o mosaico de paisagem. \u0093O impacto do fogo afetou os recursos naturais e estamos come\u00e7ando um processo de amostragem com armadilhas fotogr\u00e1ficas e telemetria baseada em sat\u00e9lite, para entender a movimenta\u00e7\u00e3o das on\u00e7as nesta realidade ap\u00f3s o fogo\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga integrante do GEVS, Gabriela Schuck, conta que as informa\u00e7\u00f5es dos guarda-parques e as armadilhas fotogr\u00e1ficas s\u00e3o importantes nesta etapa do projeto para identificar e registrar os pontos de ocorr\u00eancia das on\u00e7as-pintadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u0093Com os dados de monitoramento feitos pelas c\u00e2meras, podemos identificar a quantidade de on\u00e7as, o melhor local para captur\u00e1-las e colocar os colares. Com eles, iremos explorar o movimento dos indiv\u00edduos de maneira mais detalhada, verificando o comportamento, como s\u00e3o as tomadas de decis\u00f5es no uso do espa\u00e7o, a perman\u00eancia nos locais e o motivo da movimenta\u00e7\u00e3o feita com mais frequ\u00eancia, por exemplo. Isso pode estar relacionado a presen\u00e7a de presas, de outras on\u00e7as-pintadas e on\u00e7as-pardas e a caracter\u00edstica da paisagem\u0094, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa com uso de colar em animais j\u00e1 ocorreu na RPPN. Em 2001, quatro lobos-guar\u00e1 e seis on\u00e7as-pardas receberam o equipamento. Assim como a on\u00e7a-pintada, ambos est\u00e3o na lista de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o. De acordo com superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano, a pesquisa \u00e9 de grande relev\u00e2ncia para a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento no bioma. \u0093A RPPN Sesc Pantanal, enquanto unidade de conserva\u00e7\u00e3o, \u00e9 como um laborat\u00f3rio, onde \u00e9 poss\u00edvel avaliar os benef\u00edcios gerados quando uma \u00e1rea natural \u00e9 bem cuidada e, a partir disso, percorrer melhores caminhos para mantermos este patrim\u00f4nio que \u00e9 de toda a humanidade\u0094, destaca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa sobre on\u00e7as-pintadas e pardas em andamento na maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT), avan\u00e7a para uma nova etapa: a captura de animais para estudo do comportamento no ambiente, das presas e o mosaico de paisagens onde est\u00e3o inseridas. 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