{"id":4366,"date":"2022-03-23T16:16:55","date_gmt":"2022-03-23T19:16:54","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/primeira-onca-pintada-recebe-colar-de-monitoramento-para-pesquisa-na-maior-rppn-do-brasil-no-pantanal-de-mt\/"},"modified":"2022-03-23T16:16:55","modified_gmt":"2022-03-23T19:16:54","slug":"primeira-onca-pintada-recebe-colar-de-monitoramento-para-pesquisa-na-maior-rppn-do-brasil-no-pantanal-de-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/primeira-onca-pintada-recebe-colar-de-monitoramento-para-pesquisa-na-maior-rppn-do-brasil-no-pantanal-de-mt\/","title":{"rendered":"Primeira on\u00e7a-pintada recebe colar de monitoramento para pesquisa na maior RPPN do Brasil, no Pantanal de MT"},"content":{"rendered":"\n<p>A primeira on\u00e7a-pintada capturada para a pesquisa em andamento na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal), localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, Pantanal de Mato Grosso, recebeu o colar com GPS para o monitoramento no per\u00edodo de aproximadamente um ano. O estudo do maior felino das Am\u00e9ricas, amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e funciona como um \u0093guarda-chuva\u0094, ao contemplar todo o ecossistema com informa\u00e7\u00f5es de diversas esp\u00e9cies e paisagens.<\/p>\n\n\n\n<p>O animal capturado na maior RPPN do Brasil tem cerca de seis anos e 103 Kg. O nome escolhido pelos guarda-parques e auxiliares de parque da RPPN Sesc Pantanal foi Niti C\u00e1re, que significa \u0093menino bonito\u0094 em macro-j\u00ea, tronco lingu\u00edstico dos Bororos e Guatos, presentes na regi\u00e3o. O macho estava em \u00f3timo estado f\u00edsico e passou por exames, para checagem do estado de sa\u00fade, identifica\u00e7\u00e3o de parasitas, v\u00edrus e bact\u00e9rias, coleta de material reprodutivo e gen\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para esta etapa da pesquisa, foram escolhidos locais onde h\u00e1 presen\u00e7a recorrente de on\u00e7a-pintada, indicada pelas c\u00e2meras trap instaladas h\u00e1 cerca de 12 meses. A previs\u00e3o \u00e9 que, no total, cinco on\u00e7as-pintadas recebam os colares. A pr\u00f3xima fase est\u00e1 prevista para acontecer em maio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa do animal, que ocupa o topo da cadeia alimentar, \u00e9 realizada pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal em parceria com o Museu Nacional e colabora\u00e7\u00e3o das seguintes institui\u00e7\u00f5es: Instituto Reprocon e o Grupo de Estudo em Vida Silvestre (GEVS), formado por integrantes da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade de Aveiro (Portugal).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador do Museu Nacional e coordenador do GEVS, Luiz Flamarion, o objetivo da pesquisa \u00e9 identificar a quantidade e o comportamento das on\u00e7as existentes na regi\u00e3o. \u0093Com o colar, ser\u00e1 avaliado o movimento dos indiv\u00edduos de maneira mais detalhada, como s\u00e3o as tomadas de decis\u00f5es no uso do espa\u00e7o, a perman\u00eancia nos locais e o motivo das mudan\u00e7as feitas com mais frequ\u00eancia, por exemplo\u0094, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano, destaca a relev\u00e2ncia da pesquisa realizada na \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o. \u0093A RPPN Sesc Pantanal \u00e9 um laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto do bioma. Estudar a on\u00e7a-pintada numa \u00e1rea natural \u00e9 importante para entender a din\u00e2mica de toda cadeia alimentar. A partir da presen\u00e7a do felino \u00e9 poss\u00edvel ter um indicador de que a \u00e1rea \u00e9 saud\u00e1vel e equilibrada, onde a fauna pode se desenvolver e perpetuar\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 25 anos de exist\u00eancia, j\u00e1 foram encontradas 12 esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de 108 mil hectares da RPPN, equivalente a 2% do Pantanal de Mato Grosso e 1% de todo o bioma.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e9cnica para captura<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico veterin\u00e1rio do Instituto Reprocon, Ant\u00f4nio Carlos Csermak Jr, explica que para a captura de grandes felinos a t\u00e9cnica utilizada \u00e9 a armadilha de la\u00e7o, indicada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Mam\u00edferos Carnivoros (Cenap), que integra o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio). \u0093A t\u00e9cnica \u00e9 considerada eficiente, segura e, por conter o animal pela pata, n\u00e3o gera les\u00f5es ou machucados devido a mecanismos de seguran\u00e7a, como molas e freios\u0094.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de alarme instalado na armadilha chega a 12 km. Isso permite saber o momento exato em que a armadilha foi desarmada e o r\u00e1pido acesso ao animal, contido por pouco tempo at\u00e9 a anestesia. A associa\u00e7\u00e3o anest\u00e9sica utilizada causa amn\u00e9sia dos momentos anteriores e posteriores \u00e0 captura. Deste modo, n\u00e3o h\u00e1 traumas ao animal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u0093O desafio na execu\u00e7\u00e3o deste trabalho \u00e9 a agilidade dos animais, mesmo num territ\u00f3rio como o Pantanal, com grande densidade de on\u00e7as-pintadas. O per\u00edodo da cheia, que muda o n\u00edvel da \u00e1gua diariamente, tamb\u00e9m dificulta o acesso a pontos importantes para o trabalho, mas vamos nos adequando. A sensa\u00e7\u00e3o de fazer parte deste trabalho \u00e9 \u00fanica. A on\u00e7a-pintada \u00e9 um animal magn\u00edfico e important\u00edssimo para a conserva\u00e7\u00e3o dos biomas onde ocorre. Poder trabalhar com esta esp\u00e9cie no Pantanal \u00e9 um privil\u00e9gio\u0094, conclui o veterin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 10 anos de trabalho na RPPN Sesc Pantanal, o guarda-parque Vilson Taques j\u00e1 viu on\u00e7as-pintadas diversas vezes, sempre de longe, e conta sobre a emo\u00e7\u00e3o de estar t\u00e3o perto do felino. \u0093A adrenalina foi a mil. A emo\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande em ver o animal de perto. \u00c9 gratificante fazer parte da pesquisa e saber que isso \u00e9 fruto do nosso trabalho de conserva\u00e7\u00e3o da natureza\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe, formada por bi\u00f3logos, ec\u00f3logos, m\u00e9dicos veterin\u00e1rios, guarda-parques e auxiliares de parque da RPPN Sesc Pantanal, tamb\u00e9m ir\u00e1 instalar mais 60 c\u00e2meras trap pela reserva, totalizando 100 em toda a \u00e1rea, ampliando o monitoramento da fauna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira on\u00e7a-pintada capturada para a pesquisa em andamento na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN Sesc Pantanal), localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, Pantanal de Mato Grosso, recebeu o colar com GPS para o monitoramento no per\u00edodo de aproximadamente um ano. 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