{"id":4372,"date":"2022-04-20T17:08:52","date_gmt":"2022-04-20T20:08:52","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/comunidades-cultivam-40-mil-arvores-e-recebem-reconhecimento-pelo-apoio-a-restauracao-do-pantanal\/"},"modified":"2022-04-20T17:08:52","modified_gmt":"2022-04-20T20:08:52","slug":"comunidades-cultivam-40-mil-arvores-e-recebem-reconhecimento-pelo-apoio-a-restauracao-do-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/comunidades-cultivam-40-mil-arvores-e-recebem-reconhecimento-pelo-apoio-a-restauracao-do-pantanal\/","title":{"rendered":"Comunidades cultivam 40 mil \u00e1rvores e recebem reconhecimento pelo apoio \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o do Pantanal"},"content":{"rendered":"\n<p>Comunidades tradicionais localizadas nos munic\u00edpios de Pocon\u00e9 e Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, no Pantanal de Mato Grosso, receberam o certificado de reconhecimento pelo compromisso com a restaura\u00e7\u00e3o do bioma, por meio do cultivo em viveiros de mudas nativas do Pantanal. Com a certifica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi consolidada a primeira aquisi\u00e7\u00e3o em grande escala, na quantia de 40 mil mudas, a serem plantadas na maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, e distribu\u00eddas para moradores situados em \u00e1reas degradadas \u00e0s margens do rio Cuiab\u00e1, como fazendas e comunidades ribeirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo foi entregue para as associa\u00e7\u00f5es do Cap\u00e3o do Angico (Pocon\u00e9) e S\u00e3o Pedro de Joselandia (Bar\u00e3o de Melga\u00e7o), pelas tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es que representam os parceiros do projeto: o Polo Socioambiental Sesc Pantanal e as ONGs Mulheres em A\u00e7\u00e3o no Pantanal (Mupan) e Wetlands International. As duas comunidades fazem parte do projeto pioneiro \u0093Rede de Mudas e Sementes Pantaneiras \u0096 Aquarela Pantanal\u0094, que contempla os tr\u00eas pilares da sustentabilidade: o social, o ambiental e o econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contribuir com o bioma, por meio da oferta em grande escala de mudas nativas para \u00e1reas \u00famidas, as fam\u00edlias s\u00e3o beneficiadas com bolsa-aux\u00edlio, que permite a dedica\u00e7\u00e3o aos viveiros nos 10 meses iniciais do projeto. J\u00e1 com o recurso da primeira grande aquisi\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es realizadoras, as viveiristas e as associa\u00e7\u00f5es envolvidas no projeto fazem planos.<\/p>\n\n\n\n<p>Moradora de S\u00e3o Pedro de Josel\u00e2ndia e participante do projeto, Miriam Amorim, conta que a associa\u00e7\u00e3o ainda ir\u00e1 definir como o valor recebido pela venda das mudas ser\u00e1 aplicado, mas adianta que a reforma da sede e a compra de um ve\u00edculo, fundamental para a Brigada de Inc\u00eandio da comunidade no per\u00edodo da seca, est\u00e3o entre as principais necessidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte dela, referente a esta primeira venda, vai custear a faculdade de gest\u00e3o ambiental. Mas o projeto representa muito al\u00e9m do retorno financeiro. \u0093O Aquarela Pantanal \u00e9 uma porta que se abriu para o meu futuro, dos meus filhos e da minha comunidade, por isso, quero me dedicar cada vez mais a ele. Nunca pensamos sobre a destrui\u00e7\u00e3o do Pantanal e o projeto abre os nossos olhos para isso, mostrando a import\u00e2ncia de conservar e cuidar. Por sermos uma comunidade pantaneira, a gente j\u00e1 devia ter isso de ber\u00e7o, mas veremos nossos filhos e netos com essa consci\u00eancia\u0094, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Cap\u00e3o do Angico, as viveiristas ir\u00e3o utilizar o valor para ajudar nas despesas de casa com a compra de alimentos, pagamento de d\u00edvidas e at\u00e9 para adquirir uma bicicleta nova. \u0093Muita coisa mudou desde o in\u00edcio do projeto e hoje podemos mostrar para toda a comunidade que o trabalho valeu a pena. Uma das bolsistas, por exemplo, come\u00e7ou a faculdade, a outra pode ajudar a fam\u00edlia, formada por cinco filhos. Ou seja, esse recurso \u00e9 muito significativo para a realiza\u00e7\u00e3o desses sonhos\u0094, destaca a participante Rita de C\u00e1ssia Lemes de Oliveira. A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m receber\u00e1 uma parte do valor e a utilizar\u00e1 para pagar d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto para o futuro  <br \/>\nDe acordo com a superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano, esta \u00e9 apenas a primeira etapa do Aquarela Pantanal, um neg\u00f3cio social, que teve in\u00edcio a partir de um momento hist\u00f3rico do bioma e com grande potencial de desenvolvimento. \u0093A partir dele, \u00e9 poss\u00edvel manter muitas pessoas numa rede produtiva, multiplicando a participa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias. O projeto s\u00f3 est\u00e1 no come\u00e7o e este reconhecimento \u00e9 um incentivo. Nosso trabalho n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para o agora, mas para o futuro e feito coletivamente. Hoje, somos facilitadores do projeto e a comunidade \u00e9 a grande protagonista deste trabalho e da sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria\u0094, diz a superintendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a diretora-geral da Mupan e coordenadora de pol\u00edticas da Wetlands International Brasil, \u00c1urea Garcia, o trabalho coletivo \u00e9 um dos grandes pontos altos da Iniciativa. \u0093O grande diferencial \u00e9 trazer para dentro da iniciativa pesquisadores, gestores da RPPN, munic\u00edpios, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e comunidades. Iniciativa pioneira por tratar de metodologia extremamente espec\u00edfica e complexa, de maneira acess\u00edvel, aplic\u00e1vel e escal\u00e1vel que gera renda para as comunidades &#8211; sensibiliza e protege as \u00e1reas \u00famidas.  A iniciativa est\u00e1 permitindo conhecer mais a din\u00e2mica das \u00e1reas \u00famidas do Pantanal p\u00f3s-fogo e o que \u00e9 necess\u00e1rio para conserva\u00e7\u00e3o. As mulheres t\u00eam papel protag\u00f4nico estando \u00e0 frente dos trabalhos de pesquisa, gest\u00e3o, planejamento e execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretora da Wetlands International, Rafaela Nicola destaca o alinhamento dos tr\u00eas pilares da sustentabilidade na realiza\u00e7\u00e3o do projeto. \u0093Para restaurar o bioma, especialmente ap\u00f3s os inc\u00eandios de 2020, envolvemos a comunidade no entorno da RPPN Sesc Pantanal, que, al\u00e9m de colaborar com o territ\u00f3rio onde est\u00e3o inseridas, ainda s\u00e3o beneficiadas economicamente. \u00c9 o ciclo perfeito que se cumpre\u0094, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>O Aquarela Pantanal \u00e9 uma parceria do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Mulheres em A\u00e7\u00e3o no Pantanal (Mupan), Wetlands International, Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia de \u00c1reas \u00damidas (INAU), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) por meio do Projeto Estrat\u00e9gias de Conserva\u00e7\u00e3o, Recupera\u00e7\u00e3o e Manejo para a Biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), coordenado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), com as ag\u00eancias Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como implementador e o Fundo Brasileiro de Biodiversidade (FUNBIO) como executor, al\u00e9m de contemplar o trabalho realizado pelo Programa Corredor Azul da Wetlands International, com o financiamento da DOB Ecology.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidades tradicionais localizadas nos munic\u00edpios de Pocon\u00e9 e Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, no Pantanal de Mato Grosso, receberam o certificado de reconhecimento pelo compromisso com a restaura\u00e7\u00e3o do bioma, por meio do cultivo em viveiros de mudas nativas do Pantanal. Com a certifica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi consolidada a primeira aquisi\u00e7\u00e3o em grande escala, na quantia de 40 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4373,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-4372","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":{"photo_gallery":{"galeria_noticias":[[]]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4372","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4372"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4372\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}