{"id":4594,"date":"2023-12-06T14:00:31","date_gmt":"2023-12-06T17:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/rppn-sesc-pantanal-pesquisa-onca-pintada-com-uma-das-maiores-redes-de-armadilha-fotografica-simultanea-da-america-latina\/"},"modified":"2026-04-23T18:30:08","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:08","slug":"rppn-sesc-pantanal-pesquisa-onca-pintada-com-uma-das-maiores-redes-de-armadilha-fotografica-simultanea-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/rppn-sesc-pantanal-pesquisa-onca-pintada-com-uma-das-maiores-redes-de-armadilha-fotografica-simultanea-da-america-latina\/","title":{"rendered":"RPPN Sesc Pantanal pesquisa on\u00e7a-pintada com uma das maiores redes de armadilha fotogr\u00e1fica simult\u00e2nea da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as-pintadas da maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, \u00e9 objeto de uma ampla pesquisa que utiliza 155 c\u00e2meras trap em uma \u00e1rea de 108 mil hectares, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT). O estudo, realizado em parceria com o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS), busca compreender o uso do espa\u00e7o pelo animal e contribuir para a conserva\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie vulner\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, que possui grande import\u00e2ncia ambiental por ocupar o topo da cadeia alimentar e indicar a qualidade dos ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Maior carn\u00edvoro da Am\u00e9rica do Sul, terceiro maior felino do mundo e o \u00fanico representante do g\u00eanero Panthera (formado por le\u00f5es, leopardos e tigres) no continente americano, a on\u00e7a-pintada necessita de \u00e1reas extensas e de habitat de boa qualidade para sobreviver. Segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Mam\u00edferos Carn\u00edvoros (CENAP), estimativas indicam que 50% da popula\u00e7\u00e3o total de on\u00e7as-pintadas do mundo est\u00e3o no Brasil, distribu\u00eddas por diversos biomas: Amaz\u00f4nia, Pantanal, Cerrado, Mata Atl\u00e2ntica e Caatinga.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Cristina Cuiab\u00e1lia, o estudo em uma \u00e1rea t\u00e3o representativa como a da RPPN Sesc Pantanal torna-se uma refer\u00eancia. \u0093A pesquisa cient\u00edfica \u00e9 um dos pilares do Sesc Pantanal, que em 26 anos j\u00e1 contribuiu com a publica\u00e7\u00e3o de mais de 170 publica\u00e7\u00f5es. A que est\u00e1 em andamento \u00e9 uma das maiores j\u00e1 realizadas, principalmente pela longa dura\u00e7\u00e3o e ampla cobertura de imagens feita com 155 c\u00e2meras, simultaneamente. Como resultado, teremos um consider\u00e1vel banco de dados a ser explorado para compreender ainda mais o modo de vida desse animal t\u00e3o importante e exuberante, colaborando efetivamente para sua conserva\u00e7\u00e3o\u0094, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga e pesquisadora do GEVS, Gabriela Schuck, explica que o projeto denominado \u0093On\u00e7as-pintadas e pardas em um mosaico de pantanais no Mato Grosso: perspectivas a partir da RPPN Sesc Pantanal e adjac\u00eancias &#8211; Bar\u00e3o de Melga\u00e7o e Pocon\u00e9, MT\u0094 contempla a abund\u00e2ncia de esp\u00e9cies de presas, rela\u00e7\u00f5es dessas com predadores potenciais e as implica\u00e7\u00f5es do mosaico da paisagem na distribui\u00e7\u00e3o dessa diversidade biol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u0093O projeto em andamento na \u00e1rea da RPPN foca essencialmente na import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as-pintadas. Com isso, os resultados obtidos sobre parte da fauna associada, em condi\u00e7\u00f5es particulares como a unidade de conserva\u00e7\u00e3o, t\u00eam expressivo valor no entendimento das condi\u00e7\u00f5es naturais do Pantanal. Essa perspectiva, tendo como foco os cen\u00e1rios delimitados pelas on\u00e7as-pintadas, auxilia a entender a fun\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, considerada guardi\u00e3 dos ecossistemas habitados\u0094, ressalta Schuck.<\/p>\n\n\n\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o das armadilhas fotogr\u00e1ficas<\/p>\n\n\n\n<p>As armadilhas fotogr\u00e1ficas foram distribu\u00eddas a cada 2,8 km, na forma de gradeado, cobrindo uma vasta \u00e1rea da Reserva, o que permite avaliar o uso do espa\u00e7o por v\u00e1rias esp\u00e9cies, incluindo presas potenciais. Com os equipamentos, o prop\u00f3sito \u00e9 monitorar a \u00e1rea nos per\u00edodos de seca e cheia. A instala\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em julho deste ano e as revis\u00f5es seguir\u00e3o at\u00e9 janeiro de 2024. Os dados levantados s\u00e3o utilizados para a gera\u00e7\u00e3o de mapas de distribui\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o das formas de uso da paisagem, tanto das presas quanto dos predadores, possibilitando obter informa\u00e7\u00f5es sobre intera\u00e7\u00f5es e suas rela\u00e7\u00f5es com o mosaico dispon\u00edvel no interior da RPPN.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador do Museu Nacional e coordenador do GEVS, Luiz Flamarion, conta que o gradeado permite comparar frequ\u00eancias de ocorr\u00eancia de v\u00e1rias esp\u00e9cies, tanto de predadores quanto de presas. \u0093\u00c9 importante lembrar que os predadores n\u00e3o devem ser vistos individualmente, pois h\u00e1 a quest\u00e3o da capacidade de suporte e variabilidade de recursos. O conflito por recursos \u00e9 uma das principais raz\u00f5es do desaparecimento (destrui\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e de popula\u00e7\u00f5es) das pintadas na maior parte de sua \u00e1rea de ocorr\u00eancia. \u00c1reas com bom espectro de presas minimizam a preda\u00e7\u00e3o no gado, por exemplo, evitando retalia\u00e7\u00f5es. Por isso, a quest\u00e3o das presas \u00e9 importante\u0094, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer como essas quest\u00f5es funcionam em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o aumenta o entendimento da problem\u00e1tica da conserva\u00e7\u00e3o, pois aproxima os dados levantados das condi\u00e7\u00f5es naturais, continua Flamarion. \u0093As unidades de conserva\u00e7\u00e3o servem de refer\u00eancia, pois fora dessas o que impera s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas. A conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade \u00e9 um foco priorit\u00e1rio da RPPN. Portanto, conhecer a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos (presas) \u00e9 algo imprescind\u00edvel. A integra\u00e7\u00e3o desses blocos &#8211; paisagem, recursos, intera\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies &#8211; \u00e9 o foco que est\u00e1 em andamento\u0094, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto realizado na RPPN Sesc Pantanal, uma das unidades do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, contempla, ainda, a perspectiva dos saberes locais por meio das intera\u00e7\u00f5es entre pesquisadores, guarda-parques e brigadistas do Sesc Pantanal. Essas intera\u00e7\u00f5es servem para a propaga\u00e7\u00e3o do entendimento das rela\u00e7\u00f5es tanto entre os elementos da fauna, sob a perspectiva do projeto, quanto da conviv\u00eancia entre os pantaneiros com a diversidade dispon\u00edvel e a valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio biol\u00f3gico e cultural do Pantanal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as-pintadas da maior Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, \u00e9 objeto de uma ampla pesquisa que utiliza 155 c\u00e2meras trap em uma \u00e1rea de 108 mil hectares, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT). 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