{"id":4648,"date":"2024-06-05T16:18:34","date_gmt":"2024-06-05T19:18:33","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/sesc-pantanal-debate-mudancas-dos-ciclos-de-cheia-e-seca-no-bioma-durante-o-mes-do-meio-ambiente\/"},"modified":"2026-04-23T18:30:07","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:07","slug":"sesc-pantanal-debate-mudancas-dos-ciclos-de-cheia-e-seca-no-bioma-durante-o-mes-do-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/sesc-pantanal-debate-mudancas-dos-ciclos-de-cheia-e-seca-no-bioma-durante-o-mes-do-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Sesc Pantanal debate mudan\u00e7as dos ciclos de cheia e seca no bioma durante o M\u00eas do Meio Ambiente"},"content":{"rendered":"\n<p>O Pantanal \u00e9 uma das maiores \u00e1reas alag\u00e1veis do mundo, de grande import\u00e2ncia para a sobreviv\u00eancia e manuten\u00e7\u00e3o de todos os tipos de vida. O ritmo das \u00e1guas, com per\u00edodos de cheia (janeiro a mar\u00e7o) e seca (junho a setembro) bem marcados, tem mudado nos \u00faltimos anos. Apontado, como um dos mais secos da hist\u00f3ria, 2024 j\u00e1 deixa o alerta para uma amea\u00e7a cada vez mais presente no bioma: o inc\u00eandio florestal e os impactos para o ser humano, a fauna e a flora. Para debater os desafios e solu\u00e7\u00f5es diante deste cen\u00e1rio, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal realizar\u00e1 diversas a\u00e7\u00f5es durante o M\u00eas do Meio Ambiente, celebrado em junho.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo enfrenta um momento delicado com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que deixaram de ser previs\u00f5es e j\u00e1 apresentam seus efeitos extremos. Al\u00e9m de per\u00edodos cada vez mais secos no Pantanal, as ondas de calor e ciclones extratropicais ocorridos no Brasil no \u00faltimo ano s\u00e3o exemplos disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u0093\u00c1guas pantaneiras: retratos para o futuro\u0094 \u00e9 o tema da programa\u00e7\u00e3o que come\u00e7a com a mesa redonda \u0093Di\u00e1logos: as mudan\u00e7as no ritmo das \u00e1guas pantaneiras\u0094. O evento reunir\u00e1 diversas gera\u00e7\u00f5es para falar sobre as mudan\u00e7as registradas no ritmo das \u00e1guas no Pantanal, nos \u00faltimos 60 anos (1964 a 2024). Em 1964, o Pantanal registrou a maior seca da sua hist\u00f3ria, j\u00e1 superada por 2024. Os convidados que representam diferentes esferas da sociedade v\u00e3o falar sobre o passado, presente e futuro do bioma, com suas perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o de destaque entre as atividades \u00e9 a oficina para constru\u00e7\u00e3o da cisterna na Comunidade Cap\u00e3o de Angico, localizada na zona rural de Pocon\u00e9 (MT), realizada em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A falta de \u00e1gua para consumo humano \u00e9 um dos problemas enfrentados pelos pantaneiros, especialmente durante o per\u00edodo da seca. Considerada uma tecnologia social por atender crit\u00e9rios de simplicidade, baixo custo, f\u00e1cil aplicabilidade e impacto social comprovado, a cisterna (reservat\u00f3rio de \u00e1gua que funciona como uma caixa d&#039;\u00e1gua para armazenar \u00e1gua pot\u00e1vel, de chuva ou de reuso) \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o eficaz que ser\u00e1 ensinada, gratuitamente, entre os dias 24 e 29 de junho, com aulas te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Cristina Cuiab\u00e1lia, o objetivo \u00e9 debater desafios e solu\u00e7\u00f5es para todo o territ\u00f3rio, que tem diversas formas de uso e uma coisa comum a todos: a vontade de cuidar do Pantanal. \u0093O M\u00eas do Meio Ambiente \u00e9 uma oportunidade de chamar aten\u00e7\u00e3o para esse momento delicado, em que o Pantanal est\u00e1 seco quando deveria estar inundado. Reunir diferentes grupos que vivem no bioma \u00e9 um passo importante para encontrarmos solu\u00e7\u00f5es para o presente e o futuro do Pantanal. A uni\u00e3o de todos \u00e9 fundamental para a conserva\u00e7\u00e3o deste Patrim\u00f4nio Natural da Humanidade como conhecemos hoje\u0094, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Programa\u00e7\u00e3o do M\u00eas do Meio Ambiente<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da mesa redonda e da constru\u00e7\u00e3o da cisterna que ficar\u00e1 de legado para a comunidade, o Sesc Pantanal tamb\u00e9m realizar\u00e1 diversas a\u00e7\u00f5es ligadas ao tema. S\u00e3o elas: doa\u00e7\u00e3o de mudas de \u00e1rvores, apresenta\u00e7\u00e3o musical da Orquestra Jovem Sesc Pantanal \u0096 \u0093M\u00fasicas que cantam o Pantanal\u0094, espet\u00e1culos \u0093Criando Asas\u0094 e \u0093Cabelos Arrepiados\u0094, oficina com bonecos, visita ao Parque Sesc Ba\u00eda das Pedras e coquetel com artistas na exposi\u00e7\u00e3o \u0093Somos todos habitantes dessas \u00e1guas\u0094. Confira a programa\u00e7\u00e3o completa no site sescpantanal.com.br.<br \/>\n <br \/>\nEscassez h\u00eddrica no Pantanal<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA) aprovou, no m\u00eas de maio, a Declara\u00e7\u00e3o de Situa\u00e7\u00e3o Cr\u00edtica de Escassez Quantitativa dos Recursos H\u00eddricos na Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica do Paraguai, com vig\u00eancia at\u00e9 31 de outubro deste ano, fim do per\u00edodo seco normal na bacia do Paraguai, a principal do Pantanal, podendo ser prorrogada caso a situa\u00e7\u00e3o de escassez h\u00eddrica persista.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada devido ao cen\u00e1rio observado na Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica do Paraguai, embasado por manifesta\u00e7\u00f5es de entidades ligadas ao tema, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB), de escassez h\u00eddrica relevante em compara\u00e7\u00e3o com per\u00edodos anteriores. Isso porque o n\u00edvel d\u0092\u00e1gua do rio Paraguai em abril deste ano atingiu o pior valor hist\u00f3rico observado em algumas esta\u00e7\u00f5es de monitoramento ao longo de sua calha principal, sendo que o cen\u00e1rio de escassez ocorre desde o in\u00edcio deste ano na Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica do Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel nessa regi\u00e3o pode resultar em impactos aos usos da \u00e1gua, sobretudo em capta\u00e7\u00f5es para abastecimento de \u00e1gua \u0096 especialmente em Cuiab\u00e1 (MT). Isso tamb\u00e9m vale para navega\u00e7\u00e3o; aproveitamentos hidrel\u00e9tricos a fio d\u0092\u00e1gua (neles as vaz\u00f5es que chegam s\u00e3o praticamente iguais \u00e0s que saem dos reservat\u00f3rios); al\u00e9m de atividades de pesca, turismo e lazer.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica Paraguai ocupa 4,3% do territ\u00f3rio brasileiro, abrangendo parte de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, o que inclui a maior parte do Pantanal-mato-grossense. A bacia do Alto Paraguai est\u00e1 dividida em duas grandes bacias ou unidades hidrogr\u00e1ficas: o Pantanal (cerca de 36% da bacia) e o Planalto Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre seus principais cursos d\u0092\u00e1gua, destacam-se os rios Paraguai, Taquari, S\u00e3o Louren\u00e7o, Cuiab\u00e1, Itiquira, Miranda, Aquidauana, Negro, Apa e Jauru. O rio Paraguai nasce na Serra dos Parecis, em Mato Grosso. Desde a nascente at\u00e9 a foz, na Argentina, o rio percorre 2.582km, dos quais cerca de 1.300km dentro do Brasil, 48km fazendo fronteira com a Bol\u00edvia e 332km na fronteira com o Paraguai.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pantanal \u00e9 uma das maiores \u00e1reas alag\u00e1veis do mundo, de grande import\u00e2ncia para a sobreviv\u00eancia e manuten\u00e7\u00e3o de todos os tipos de vida. O ritmo das \u00e1guas, com per\u00edodos de cheia (janeiro a mar\u00e7o) e seca (junho a setembro) bem marcados, tem mudado nos \u00faltimos anos. 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