{"id":4734,"date":"2024-12-13T22:26:36","date_gmt":"2024-12-14T01:26:35","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/dia-da-onca-pintada-cameras-trap-registram-coexistencia-harmonica-entre-felinos-e-pantaneiro-na-rppn-sesc-pantanal\/"},"modified":"2026-04-23T18:30:05","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:05","slug":"dia-da-onca-pintada-cameras-trap-registram-coexistencia-harmonica-entre-felinos-e-pantaneiro-na-rppn-sesc-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/dia-da-onca-pintada-cameras-trap-registram-coexistencia-harmonica-entre-felinos-e-pantaneiro-na-rppn-sesc-pantanal\/","title":{"rendered":"Dia da On\u00e7a-Pintada: c\u00e2meras trap registram coexist\u00eancia harm\u00f4nica entre felinos e pantaneiro na RPPN Sesc Pantanal"},"content":{"rendered":"\n<p>A coexist\u00eancia harm\u00f4nica entre on\u00e7as-pintadas e ser humano tem sido observada no Pantanal mato-grossense por meio de c\u00e2meras trap, que fazem parte da pesquisa de grandes felinos na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural, a RPPN Sesc Pantanal. Maior do Brasil, com 108 mil hectares, a unidade de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 o cen\u00e1rio dessa conviv\u00eancia entre diferentes indiv\u00edduos de on\u00e7a-pintada com o pantaneiro Benedito Alves da Silva, o Dito Verde, de 76 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico morador da RPPN Sesc Pantanal sempre contou sobre esse conv\u00edvio, mas poucas pessoas acreditavam que ele via da janela de casa as on\u00e7as passando pelo seu quintal sem a inten\u00e7\u00e3o de atac\u00e1-lo. Al\u00e9m do relato do pantaneiro, os \u00fanicos registros comprovados at\u00e9 ent\u00e3o eram as pegadas dos felinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com duas c\u00e2meras trap instaladas pr\u00f3ximas \u00e0 casa, foi poss\u00edvel visualizar o que antes s\u00f3 o Dito Verde via. \u0093As on\u00e7as-pintadas s\u00e3o minhas amigas e eu sou amigo delas\u0094, costuma dizer ele, que nasceu e cresceu no lugar em que vive at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>As c\u00e2meras capturaram registros impressionantes, como on\u00e7as-pintadas e pardas pr\u00f3ximas \u00e0 casa, demonstrando a tranquilidade desses animais. Em uma das c\u00e2meras foi poss\u00edvel registrar uma on\u00e7a-pintada com filhotes, evidenciando que o local \u00e9 um ambiente seguro tanto para os humanos quanto para a fauna.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ec\u00f3logo do Sesc Pantanal e gestor da RPPN Sesc Pantanal, Alexandre Enout, essa rela\u00e7\u00e3o demonstra o fundamental papel das pessoas para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. \u0093A on\u00e7a-pintada \u00e9 o maior felino das Am\u00e9ricas. Sua presen\u00e7a \u00e9 sinal de \u00e1reas conservadas e n\u00e3o de amea\u00e7a para o homem, como mostram os registros das c\u00e2meras trap pr\u00f3ximas \u00e0 casa. A RPPN protege uma das maiores popula\u00e7\u00f5es desta esp\u00e9cie que j\u00e1 foi declarada extinta ou em perigo de extin\u00e7\u00e3o em diversas regi\u00f5es em que ocorria naturalmente\u0094, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisa com c\u00e2meras trap<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos maiores projetos de monitoramento de on\u00e7as-pintadas e pardas no Brasil ocorre dentro da RPPN Sesc Pantanal desde 2020 e j\u00e1 soma 160 mil v\u00eddeos com 60 esp\u00e9cies, entre elas a on\u00e7a-pintada. O estudo \u00e9 realizado em parceria com o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS).<\/p>\n\n\n\n<p>\u0093As on\u00e7as-pintadas s\u00e3o registradas por toda a RPPN, sem evid\u00eancias de qualquer amea\u00e7a ao homem. Pelo contr\u00e1rio, os seus registros geralmente se d\u00e3o por pegadas ou pelo uso de armadilhas fotogr\u00e1ficas n\u00e3o invasivas, que s\u00e3o acionadas por qualquer tipo de movimento seja de um animal ou de um galho. Essas grava\u00e7\u00f5es revelam informa\u00e7\u00f5es fascinantes para compreens\u00e3o do modo de vida de tais animais\u0094, explica a pesquisadora do GEVS, Gabriela Schuck.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com gestor da RPPN, essa coexist\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 prote\u00e7\u00e3o conferida pela Reserva, com quase trinta anos de monitoramento, conserva\u00e7\u00e3o, pesquisa e educa\u00e7\u00e3o ambiental. &quot;E tamb\u00e9m pelos m\u00e9todos de vida tradicionais deste pantaneiro que compreende a import\u00e2ncia do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico para que ele possa viver como seus ancestrais viveram ali na margem do Rio Cuiab\u00e1\u0094, completa Alexandre Enout.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coexist\u00eancia harm\u00f4nica entre on\u00e7as-pintadas e ser humano tem sido observada no Pantanal mato-grossense por meio de c\u00e2meras trap, que fazem parte da pesquisa de grandes felinos na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural, a RPPN Sesc Pantanal. 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