{"id":4770,"date":"2025-03-26T14:31:13","date_gmt":"2025-03-26T17:31:12","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/sem-categoria\/estacao-instalada-na-reserva-sesc-pantanal-ja-registrou-2-mil-eventos-sismicos\/"},"modified":"2026-04-23T18:30:05","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:05","slug":"estacao-instalada-na-reserva-sesc-pantanal-ja-registrou-2-mil-eventos-sismicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/estacao-instalada-na-reserva-sesc-pantanal-ja-registrou-2-mil-eventos-sismicos\/","title":{"rendered":"Esta\u00e7\u00e3o instalada na Reserva Sesc Pantanal j\u00e1 registrou 2 mil eventos s\u00edsmicos"},"content":{"rendered":"\n<p>O tremor de terra de 4,5 na escala Richter registrado no Pantanal de Mato Grosso chamou a aten\u00e7\u00e3o dos moradores do munic\u00edpio de Pocon\u00e9 (MT), neste m\u00eas. Os abalos s\u00edsmicos, por\u00e9m, s\u00e3o muito mais frequentes do que se imagina, mas n\u00e3o s\u00e3o sentidos pelas pessoas. Somente na esta\u00e7\u00e3o instalada na Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) Sesc Pantanal e monitorada pelo Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), foram captados dois mil eventos nos \u00faltimos tr\u00eas anos.<br \/>\n <br \/>\nTais registros s\u00e3o de diferentes partes do mundo, n\u00e3o apenas de ocorr\u00eancias em Mato Grosso. Portanto, quanto mais forte a magnitude do evento, maior \u00e9 seu alcance, sendo identificado em diferentes esta\u00e7\u00f5es do planeta. Os terremotos com magnitude a partir de 6 (o m\u00e1ximo j\u00e1 registrado pela escala Richter foi de 9,5, no Chile, em 1960) tem esse potencial. O maior j\u00e1 registrado pela esta\u00e7\u00e3o da RPPN Sesc Pantanal foi de 7,7, ocorrido no sul do Oceano Pac\u00edfico, em 2023.<br \/>\n <br \/>\n\u00c1reas remotas, como a RPPN, contribuem significativamente para a apura\u00e7\u00e3o dos terremotos, uma vez que locais com muito tr\u00e1fego de ve\u00edculos, por exemplo, inviabilizam a instala\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es de monitoramento. Al\u00e9m disso, as esta\u00e7\u00f5es em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul s\u00e3o importantes devido ao hist\u00f3rico de ocorr\u00eancia de sismos na regi\u00e3o.<br \/>\n <br \/>\nDe acordo com o ec\u00f3logo e gestor da RPPN, Alexandre Enout, o registro recente em Pocon\u00e9 \u00e9 hist\u00f3rico entre as pesquisas realizadas na Reserva, localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o. \u0093Fazemos parte de uma importante rede de esta\u00e7\u00f5es presentes em diferentes partes do mundo que ajudam a localizar um evento, como o ocorrido em Pocon\u00e9 (MT), recentemente. A RPPN tem centenas de pesquisas realizadas e o monitoramento cont\u00ednuo de abalos s\u00edsmicos \u00e9 uma delas, apoiando e desenvolvendo estudos cient\u00edficos em parceria com diversas universidades\u0094, explica.<br \/>\n  <br \/>\nMonitoramento em todo o mundo<br \/>\n <br \/>\nA USP, por meio do Instituto e de seu Centro de Sismologia, monitora e estuda esses fen\u00f4menos que, embora geralmente n\u00e3o sejam motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, auxiliam na compreens\u00e3o da din\u00e2mica da Terra. Atualmente, o instituto opera diretamente 146 esta\u00e7\u00f5es (uma delas na RPPN), cujos dados s\u00e3o integrados a outras redes de registros nacionais e internacionais.<br \/>\n <br \/>\nOs terremotos de maior magnitude geralmente ocorrem em regi\u00f5es onde h\u00e1 colis\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o de blocos litosf\u00e9ricos, conforme proposto pela Teoria das Tect\u00f4nicas de Placas, como no Chile e nas proximidades da Cordilheira dos Andes. A litosfera \u00e9 a camada s\u00f3lida da Terra, composta por rochas, minerais e solos, funcionando como uma esp\u00e9cie de \u0093casca\u0094 do planeta.<br \/>\n <br \/>\nAs placas tect\u00f4nicas s\u00e3o grandes fragmentos dessa litosfera que &quot;flutuam&quot; sobre o denominado manto astenosf\u00e9rico, que \u00e9 parcialmente fluido devido \u00e0s altas temperaturas e press\u00f5es. O movimento dessas placas, impulsionado por correntes de convec\u00e7\u00e3o no manto, resulta em intera\u00e7\u00f5es como colis\u00f5es, afastamentos ou deslizamentos laterais. Quando a tens\u00e3o acumulada nessas zonas de contato ultrapassa o limite de resist\u00eancia das rochas, ocorre uma libera\u00e7\u00e3o brusca de energia, gerando terremotos de maior intensidade.<br \/>\n <br \/>\nQuando o terremoto \u00e9 de baixa intensidade, ele \u00e9 chamado de abalo s\u00edsmico ou tremor de terra, a diferen\u00e7a est\u00e1 na extens\u00e3o da ruptura. Os terremotos geralmente s\u00e3o de magnitude superior a 6 e geram destrui\u00e7\u00e3o.<br \/>\n <br \/>\nNo Brasil, por estar na regi\u00e3o interior de uma dessas placas, ocorrem movimenta\u00e7\u00f5es menos intensas do que nas bordas. Mesmo nesse interior, h\u00e1 falhas ou fraturas na crosta terrestre que podem se movimentar, explica o professor George Sand Fran\u00e7a, do IAG-US. &quot;O tremor que as pessoas sentem \u00e9 resultado de uma movimenta\u00e7\u00e3o repentina em alguma falha ou fratura, que &quot;escorrega&quot; por causa das press\u00f5es geol\u00f3gicas&quot; afirma.<br \/>\n <br \/>\nO IAG-USP disponibiliza um canal para que a popula\u00e7\u00e3o relate experi\u00eancias com tremores, chamado \u0093Sentiu a\u00ed?\u0094, dispon\u00edvel no link: https:\/\/www.moho.iag.usp.br\/eq\/dyfi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tremor de terra de 4,5 na escala Richter registrado no Pantanal de Mato Grosso chamou a aten\u00e7\u00e3o dos moradores do munic\u00edpio de Pocon\u00e9 (MT), neste m\u00eas. Os abalos s\u00edsmicos, por\u00e9m, s\u00e3o muito mais frequentes do que se imagina, mas n\u00e3o s\u00e3o sentidos pelas pessoas. 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