{"id":5580,"date":"2026-03-25T18:21:39","date_gmt":"2026-03-25T21:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/?p=5580"},"modified":"2026-04-23T18:30:00","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:00","slug":"reserva-sesc-pantanal-apresenta-os-avancos-da-conservacao-de-especies-migratorias-na-cop15","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/reserva-sesc-pantanal-apresenta-os-avancos-da-conservacao-de-especies-migratorias-na-cop15\/","title":{"rendered":"Reserva Sesc Pantanal apresenta os avan\u00e7os da conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies migrat\u00f3rias na COP15"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Fonte:<\/strong>&nbsp;<strong>Sesc<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foto:<\/strong>&nbsp;<strong>Sesc<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Pantanal Norte ser\u00e1 destaque na COP15 \u2014 a 15\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de Animais Silvestres \u2014 com a apresenta\u00e7\u00e3o de um dos mais consolidados modelos de conserva\u00e7\u00e3o em \u00e1reas privadas do pa\u00eds. Realizada em Campo Grande (MS) at\u00e9 29 de mar\u00e7o, a Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural, a RPPN Sesc Pantanal, levar\u00e1 \u00e0 confer\u00eancia a experi\u00eancia em pesquisa cient\u00edfica, ecoturismo, gest\u00e3o territorial e prote\u00e7\u00e3o envolvendo as esp\u00e9cies migrat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecida como a maior RPPN do Brasil e como S\u00edtio Ramsar, t\u00edtulo internacional concedido a \u00e1reas \u00famidas estrat\u00e9gicas para a biodiversidade, a \u00e1rea ser\u00e1 apresentada como um exemplo de conserva\u00e7\u00e3o integrada em escala regional. A participa\u00e7\u00e3o ocorre no dia 26 de mar\u00e7o, por meio de um painel t\u00e9cnico-cient\u00edfico selecionado entre propostas internacionais, refor\u00e7ando o papel do Pantanal como territ\u00f3rio-chave para esp\u00e9cies que dependem de longas rotas migrat\u00f3rias na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tema \u201cGovernan\u00e7a Compartilhada no Pantanal: Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias em uma RPPN e S\u00edtio Ramsar\u201d, a apresenta\u00e7\u00e3o destacar\u00e1 pesquisas de longa dura\u00e7\u00e3o realizadas na reserva, com \u00eanfase em aves migrat\u00f3rias que utilizam o bioma como \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o e descanso. O painel ser\u00e1 mediado por Vinicius Almeida, gestor interino do Parque Sesc Serra Azul, uma das \u00e1reas naturais do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, e reunir\u00e1 o ec\u00f3logo e gestor da RPPN Sesc Pantanal, Alexandre Enout; a pesquisadora Dra. Suelma Ribeiro Silva, do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio); e o ornit\u00f3logo e coordenador de projeto da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Natureza (Funatura), Paulo de Tarso Zuquim Antas, refer\u00eancia nacional em estudos sobre avifauna pantaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Alexandre Enout, a participa\u00e7\u00e3o do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, na COP15 representa o reconhecimento de um trabalho cont\u00ednuo. \u201cA RPPN Sesc Pantanal foi estruturada para conserva\u00e7\u00e3o em car\u00e1ter permanente, aliando prote\u00e7\u00e3o territorial, ecoturismo, produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e articula\u00e7\u00e3o com diferentes atores do territ\u00f3rio. Esse modelo permite manter o Pantanal como \u00e1rea fundamental para esp\u00e9cies migrat\u00f3rias e para a conserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas e fomenta de forma positiva o ecoturismo na regi\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, Enout destacar\u00e1 como acontece a governan\u00e7a compartilhada, que \u00e9 um impulsionador das a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies, mantendo o ambiente como um trampolim para a migra\u00e7\u00e3o e favorece atividades de contempla\u00e7\u00e3o dos visitantes que escolhem o Pantanal como destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do painel, a RPPN Sesc Pantanal tamb\u00e9m participar\u00e1 do lan\u00e7amento da Rede Pantaneira pela Coexist\u00eancia Humano-On\u00e7as, iniciativa que re\u00fane diversas institui\u00e7\u00f5es voltada \u00e0 conviv\u00eancia entre comunidades locais e grandes felinos no bioma.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Avifauna Pantaneira<\/h3>\n\n\n\n<p>Participante do painel, Paulo Antas tem atua\u00e7\u00e3o cont\u00ednua na RPPN desde 1998 e no Pantanal desde 1979, contribuindo de forma decisiva para consolidar a \u00e1rea como um dos principais polos de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a avifauna pantaneira. Suas pesquisas aprofundaram o entendimento sobre esp\u00e9cies que utilizam o rio Cuiab\u00e1 como \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o, com destaque para o corta-\u00e1guas (Rynchops niger), cuja din\u00e2mica migrat\u00f3ria conecta a reserva a diferentes ecossistemas do Cone Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Como destaca o pesquisador, \u201ca prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o na RPPN \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es ao longo de toda a sua rota migrat\u00f3ria\u201d, evidenciando o papel relevante da reserva na conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que dependem de ambientes \u00famidos ao longo de seu ciclo de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2018, as pesquisas foram ampliadas em uma articula\u00e7\u00e3o institucional entre a Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Natureza (Funatura), o Sesc Pantanal, a Universidade da Fl\u00f3rida (Gainesville) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), incorporando novas frentes de investiga\u00e7\u00e3o. Entre elas, destaca-se a an\u00e1lise do papel de aves migrat\u00f3rias como vetores n\u00e3o intencionais de pat\u00f3genos, como o v\u00edrus da gripe avi\u00e1ria, especialmente diante de eventos recentes registrados na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2026, est\u00e1 previsto o aprofundamento desses estudos durante o per\u00edodo reprodutivo, refor\u00e7ando o compromisso das institui\u00e7\u00f5es envolvidas com a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento aplicado \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Dra. Suelma Ribeiro Silva, analista ambiental do ICMBio, tamb\u00e9m integra o painel e deve contribuir com a discuss\u00e3o sobre a gest\u00e3o de \u00e1reas \u00famidas em escala nacional e internacional, a partir de sua atua\u00e7\u00e3o como ponto focal do Brasil para a gest\u00e3o de S\u00edtios Ramsar. Membro do Painel T\u00e9cnico-Cient\u00edfico da Conven\u00e7\u00e3o de Ramsar (STRP) no per\u00edodo de 2023 a 2025 e representante do ICMBio no Comit\u00ea Nacional de Zonas \u00damidas, sua participa\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o debate sobre governan\u00e7a compartilhada e articula\u00e7\u00e3o institucional na conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies migrat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">RPPN Sesc Pantanal<\/h3>\n\n\n\n<p>Localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT), a RPPN Sesc Pantanal protege uma \u00e1rea que integra cerca de 108 mil hectares e \u00e9 considerada um dos principais laborat\u00f3rios naturais para pesquisas no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tr\u00eas d\u00e9cadas de exist\u00eancia, mais de 500 publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas nacionais e internacionais sobre o Pantanal foram realizadas na \u00e1rea localizada em Bar\u00e3o de Melga\u00e7o (MT), que \u00e9 equivalente a cidade do Rio de Janeiro e representa 2% do Pantanal de Mato Grosso e 1% do Pantanal brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de RPPN, a \u00e1rea \u00e9 reconhecida como S\u00edtio Ramsar e integra a Reserva da Biosfera do Pantanal, refor\u00e7ando sua import\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies migrat\u00f3rias e dos ecossistemas associados.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Relev\u00e2ncia global<\/h3>\n\n\n\n<p>A COP15, em vigor desde 1979, re\u00fane atualmente mais de 130 pa\u00edses e estabelece diretrizes para prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que cruzam fronteiras ao longo de seus ciclos de vida. Realizada pela primeira vez no Brasil, amplia a visibilidade internacional de biomas como o Pantanal, considerado uma das maiores \u00e1reas \u00famidas cont\u00ednuas do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte:&nbsp;Sesc Foto:&nbsp;Sesc O Pantanal Norte ser\u00e1 destaque na COP15 \u2014 a 15\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de Animais Silvestres \u2014 com a apresenta\u00e7\u00e3o de um dos mais consolidados modelos de conserva\u00e7\u00e3o em \u00e1reas privadas do pa\u00eds. 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