{"id":6697,"date":"2026-04-17T18:32:25","date_gmt":"2026-04-17T21:32:25","guid":{"rendered":"https:\/\/homol-psa.sesc.com.br\/?p=6697"},"modified":"2026-04-23T18:30:00","modified_gmt":"2026-04-23T21:30:00","slug":"artigo-educacao-socioambiental-e-saber-indigena-no-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/artigo-educacao-socioambiental-e-saber-indigena-no-pantanal\/","title":{"rendered":"Artigo | Educa\u00e7\u00e3o socioambiental e saber ind\u00edgena no Pantanal\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.sescpantanal.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MARIANA-BARROS-SESC-PANTANAL-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6676\" style=\"aspect-ratio:1.3329889972613271;width:556px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Sesc Pantanal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde o meu primeiro dia como professora de artes no Complexo Educacional Sesc Pantanal, fui impactada pela arquitetura do lugar, em formato de aldeia ind\u00edgena.&nbsp;A constru\u00e7\u00e3o, que chama aten\u00e7\u00e3o de longe, aproveita a luz natural e, com sua estrutura suspensa, favorece a ventila\u00e7\u00e3o e o conforto t\u00e9rmico, reduzindo o consumo de energia. Al\u00e9m de funcional, esse espa\u00e7o contribui para o aprendizado ao despertar a criatividade e a imagina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro marco foi o encontro com o mural da artista pl\u00e1stica Kaya&nbsp;Agari, do povo ind\u00edgena&nbsp;Kur\u00e2-Bakairi. Diante da obra, logo se tornou evidente que n\u00e3o se tratava de um projeto educativo comum. A presen\u00e7a do mural anuncia uma escola atravessada por uma cosmovis\u00e3o fundamentada na coletividade, no di\u00e1logo com a natureza e em uma&nbsp;arquitetura que, de forma silenciosa, nos convida a refletir sobre o local onde estamos inseridos, a tecnologia ancestral, a sustentabilidade, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e maneiras mais conscientes e integradas de existir no planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A diversidade de esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros que habitam o Complexo revela, diariamente, a riqueza de formas de vida que compartilham o mesmo espa\u00e7o. No dia em que escrevo este artigo, pausamos uma aula para acompanhar a presen\u00e7a de um casal de pica-pau-do-campo, que atravessava o p\u00e1tio gramado, em&nbsp;uma configura\u00e7\u00e3o circular que favorece o encontro e a conviv\u00eancia. Situa\u00e7\u00f5es como essa refor\u00e7am a import\u00e2ncia de desacelerar, observar e reconhecer que a natureza tamb\u00e9m conduz processos de aprendizagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A arte, nesse contexto, se apresenta como linguagem viva e integrada \u00e0 experi\u00eancia. O mural de Kaya&nbsp;Agari, presente na escola carrega hist\u00f3rias, saberes e provoca reflex\u00f5es constantes. Em di\u00e1logo com o cotidiano dos alunos, a obra amplia a compreens\u00e3o de que aprender tamb\u00e9m envolve sentir, pertencer e reconhecer as narrativas que&nbsp;constituem&nbsp;os&nbsp;lugares que habitamos. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria arquitetura do Complexo Educacional Sesc Pantanal refor\u00e7a essa proposta pedag\u00f3gica. Em di\u00e1logo com o ambiente ao redor, o espa\u00e7o favorece a observa\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o do ar, a entrada da luz natural e o contato constante com a paisagem pantaneira. Trata-se de uma arquitetura que convida \u00e0 perman\u00eancia, \u00e0 conviv\u00eancia e ao cuidado, fortalecendo uma educa\u00e7\u00e3o socioambiental que nos provoca a pensar sobre as formas de habitar o mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escola se&nbsp;apresenta como um territ\u00f3rio educativo que nos lembra, diariamente, que n\u00e3o estamos separados da natureza. Somos parte dela. Esse entendimento, profundamente presente nos saberes ind\u00edgenas, faz parte do cotidiano escolar e amplia a responsabilidade de formar sujeitos atentos \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre ambiente, cultura e vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Celebrar o&nbsp;Dia dos Povos Ind\u00edgenas&nbsp;no Complexo Educacional Sesc Pantanal \u00e9 reconhecer que a educa\u00e7\u00e3o se constr\u00f3i no encontro entre saberes, na escuta das culturas origin\u00e1rias e na viv\u00eancia cotidiana do cuidado com o territ\u00f3rio. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 reafirmar o compromisso com uma forma\u00e7\u00e3o que valoriza a diversidade e inspira modos mais conscientes, coletivos e respeitosos de existir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mariana Costa Barros \u00e9 professora de Artes do Complexo Educacional Sesc Pantanal<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o meu primeiro dia como professora de artes no Complexo Educacional Sesc Pantanal, fui impactada pela arquitetura do lugar, em formato de aldeia ind\u00edgena.&nbsp;A constru\u00e7\u00e3o, que chama aten\u00e7\u00e3o de longe, aproveita a luz natural e, com sua estrutura suspensa, favorece a ventila\u00e7\u00e3o e o conforto t\u00e9rmico, reduzindo o consumo de energia. 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