{"id":7155,"date":"2026-05-11T15:15:02","date_gmt":"2026-05-11T18:15:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/?p=7155"},"modified":"2026-05-11T15:35:20","modified_gmt":"2026-05-11T18:35:20","slug":"artigo-o-pantanal-no-tempo-das-migratorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/noticias\/artigo-o-pantanal-no-tempo-das-migratorias\/","title":{"rendered":"Artigo | O Pantanal no tempo das migrat\u00f3rias\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Aqui no Pantanal Norte, a gente percebe claramente quando as aves migrat\u00f3rias chegam. \u00c9 como se o territ\u00f3rio ganhasse outra din\u00e2mica, principalmente no per\u00edodo da seca. A paisagem muda, o comportamento dos animais muda e at\u00e9 a forma como a gente observa o Pantanal passa a ser diferente. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, v\u00e1rias esp\u00e9cies encontram no Pantanal um ponto importante da viagem. A gente pode observar aves como o talha-mar, o colhereiro, a \u00e1guia-pescadora, entre outras que aparecem em determinadas \u00e9pocas do ano. Muitas usam as praias do Rio Cuiab\u00e1 para descansar, se alimentar e seguir viagem. Outras aproveitam a regi\u00e3o como \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural, RPPN Sesc Pantanal, faz a diferen\u00e7a nesse cen\u00e1rio. Por ser uma \u00e1rea conservada, oferece abrigo, alimento e \u00e9 um lugar onde elas encontram condi\u00e7\u00f5es importantes para continuar seu ciclo de vida. Isso mostra o valor da Reserva para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.&nbsp;Um trabalho que tem reconhecimento internacional. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, o Sesc Pantanal participou da COP15, confer\u00eancia da ONU sobre esp\u00e9cies migrat\u00f3rias, levando sua experi\u00eancia para o debate global. Na ocasi\u00e3o, foi destacado que a RPPN j\u00e1 registrou 99 esp\u00e9cies de aves migrat\u00f3rias, n\u00famero que refor\u00e7a a import\u00e2ncia do lugar dentro das rotas que ligam diferentes pa\u00edses.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ecoturismo entra nesse contexto quase que naturalmente. A presen\u00e7a das aves migrat\u00f3rias atrai turistas de v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil e do exterior, todos em busca desse momento \u00fanico. Isso fortalece o Pantanal como um destino importante para a observa\u00e7\u00e3o de aves e amplia a visibilidade da regi\u00e3o no cen\u00e1rio global. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No dia a dia, eu vejo isso acontecer de perto. No olhar dos turistas que participam dos passeios, d\u00e1 para perceber o quanto a presen\u00e7a das aves torna a experi\u00eancia mais rica e marcante. Muitas vezes, \u00e9 esse contato que desperta o interesse em conhecer melhor o Pantanal, entender suas din\u00e2micas e valorizar ainda mais a natureza. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s, guias de turismo, isso tamb\u00e9m traz uma responsabilidade maior. \u00c9 preciso estar em constante aprendizado para compartilhar informa\u00e7\u00f5es corretas e incentivar o despertar da consci\u00eancia ambiental. Cada passeio vira tamb\u00e9m um momento de troca, onde a gente n\u00e3o s\u00f3 apresenta o Pantanal, mas tamb\u00e9m ajuda a construir um olhar mais atento sobre a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As aves migrat\u00f3rias t\u00eam um papel fundamental nesse equil\u00edbrio. Elas ajudam a manter o funcionamento dos ecossistemas, atuam como indicadoras da qualidade ambiental e ainda fazem essa liga\u00e7\u00e3o entre diferentes regi\u00f5es do planeta. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m fazem parte da cadeia alimentar, contribuindo para o sustento de outras esp\u00e9cies.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Proteger essas aves e suas rotas \u00e9 essencial para garantir que todo esse ciclo continue acontecendo. No fim, quem ganha \u00e9 o Pantanal como um todo: a natureza, as pessoas que vivem aqui e quem vem de fora para conhecer e se encantar com tudo isso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ant\u00f4nio Coelho da Silva \u00e9 monitor ambiental no Hotel Sesc Porto Cercado.<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ANTONIO-COELHO-SESC-PANTANAL-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7156\" style=\"width:639px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ANTONIO-COELHO-SESC-PANTANAL-980x735.jpg 980w, https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ANTONIO-COELHO-SESC-PANTANAL-480x360.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Sesc Pantanal<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aqui no Pantanal Norte, a gente percebe claramente quando as aves migrat\u00f3rias chegam. \u00c9 como se o territ\u00f3rio ganhasse outra din\u00e2mica, principalmente no per\u00edodo da seca. A paisagem muda, o comportamento dos animais muda e at\u00e9 a forma como a gente observa o Pantanal passa a ser diferente. &nbsp; Nesse per\u00edodo, v\u00e1rias esp\u00e9cies encontram no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":7160,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[19],"tags":[179,135,129,178,170,160,51],"class_list":["post-7155","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-aves-migratorias","tag-educacao-ambiental","tag-hotel-sesc-porto-cercado","tag-monitor-ambiental","tag-noticias","tag-pesquisa-cientifica","tag-sesc-pantanal"],"acf":{"photo_gallery":{"galeria_noticias":[[]]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7157,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7155\/revisions\/7157"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sesc.com.br\/sescpantanal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}