Início 5 Notícias 5 Líderes comunitários de Poconé visitam a maior RPPN do Brasil para conhecer trabalho de conservação no Pantanal

Representantes de 16 instituições de Poconé (MT) estiveram na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, para conhecer o trabalho de conservação realizado pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal no bioma. Entre as lideranças do município, conhecido por ser porta de entrada do Pantanal mato-grossense, a maior parte esteve pela primeira vez no rio Cuiabá, que dá acesso à unidade de conservação localizada em Barão de Melgaço (MT).

De acordo com a superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano, a visita foi uma oportunidade para os moradores de Poconé conhecerem mais sobre o bioma do qual fazem parte. “Embora Poconé seja a porta de entrada do Pantanal de Mato Grosso, muitos poconeanos nunca estiveram na Transpantaneira, na Estrada Parque Porto Cercado, ou no rio Cuiabá, lugares onde turistas do mundo todo passam. Poder proporcionar essa imersão, apresentar o trabalho de conservação feito pelo Sesc Pantanal e ver a reação de cada um é muito importante para a nossa atuação de educação ambiental junto à comunidade”, declara.

A ação, que celebra o Dia Nacional das RPPNs (31 de janeiro) e o Dia Mundial das Áreas Úmidas (2 de fevereiro), teve integrantes da Cooponé, Fazenda Esperança, ONG ASNA (Ação Social Nova Aliança), APAE de Poconé, Grupo de Idosos do Sesc Poconé, bairros Cohab Nova e Santa Tereza, Escola da Comunidade do Chumbo, Casa da Sopa de Poconé, Comunidade Maravilha, Samu de Poconé, Obras Sociais da Igreja Católica de Poconé, Associação de Proteção aos Animais (APA), projeto Aquarela Pantanal da Comunidade Capão do Angico, grupo de dança Balaio de Gato de Poconé e Associação dos Criadores de Borboletas de Poconé.

Além da RPPN Sesc Pantanal, os grupos também conheceram os espaços de educação ambiental do Hotel Sesc Porto Cercado, que inclui o Borboletário, a Coleção Entomológica, o Formigueiro e o Centro de Interpretação Ambiental (CIA), sendo este último uma estrutura que proporciona aos visitantes conhecimento sobre a flora e fauna do Pantanal por meio de palestras, vídeos, imagens e maquetes. Já o Borboletário deu início ao projeto social que apoia 25 famílias da região, integrantes da Associação dos Criadores de Borboletas de Poconé. Elas são inseridas em uma das fases de desenvolvimento das borboletas e recebem até um salário mínimo mensal pelo trabalho.

Para a artesã Solange de Barros Silva, que reaproveita lonas do Sesc Pantanal para produzir bolsa, necessaire, porta-moeda e pasta para documentos, a experiência foi surpreendente. “Sou de Poconé e nunca tinha andado de barco nem vindo ao rio Cuiabá. Pude conhecer um pouquinho, só um pouco mesmo, pois precisaria de muitos dias para conhecer todas as unidades do Sesc Pantanal e saio com uma experiência nova, com mais consciência sobre a importância de cuidar dos animais, da natureza”, ressalta.

Fundador e produtor cultural do grupo de dança Balaio de Gato, Luis Antônio Cunha esteve pela primeira vez na RPPN e voltou com inspirações para a nova coreografia do grupo, denominada a “Fênix do Pantanal”, que tem como tema as queimadas e a recuperação do Pantanal. “Foi uma experiência ótima, pois nunca tinha ido à reserva e conheci vários trabalhos realizados pelos guarda-parques. A gente não sabia como funcionava e isso traz para nós uma nova visão do que a gente só ouvia falar. Estivemos na prática, no lugar, e isso nos trouxe outra visão da nossa realidade”, afirma.

Técnica em Educação Ambiental e representante do Clube dos Jardineiros Pantaneiros, Joaize Almeida Lobo conta que a ação foi importante para desmistificar a atuação do Sesc Pantanal. “Pudemos conhecer todo o trabalho feito pelo Polo, que gera empregos com mão de obra local, realiza projetos sociais em Poconé e protege o Pantanal. Era algo que precisava ser feito”, destaca.