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Fim do período proibitivo para pesca em Mato Grosso

A partir de 1º de Março – terça-feira, a pesca volta a ser liberada nos rios do Estado de Mato Grosso. A piracema, período proibitivo da pesca, teve seu início em 1º de Novembro de 2015, com objetivo de assegurar a reprodução dos peixes na bacia hidrográfica Araguaia – Tocantins e nos demais rios que fazem parte das bacias Paraguai e Amazonas.

Vale lembrar que durante a piracema, foram realizadas ações de fiscalização que resultaram em apreensão de pescado e prisões e, que mesmo após o fim da piracema, é importante os pescadores continuarem atentos à legislação, pois ainda há restrições quanto à pesca para pescadores profissionais, bem como para amadores.

Conforme o Superintendente de Fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT), Major Fagner Nascimento, quem desrespeitar a lei pode ter o pescado e os equipamentos apreendidos, além de levar multa de até R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo de peixe encontrado, além disso também há risco de prisão.

Balanço parcial
O último balanço de apreensões realizado pela SEMA-MT referente aos três meses do período de defeso da piracema, ocorreu no dia 20 de fevereiro, quando foi contabilizada 1,9 tonelada de pescado irregular apreendido em Mato Grosso, um volume 27% maior que o mesmo período de 2014/2015, que teve 1,5 tonelada de peixe apreendido. O valor de multas aplicado no período já ultrapassa R$ 230 mil. O relatório da fiscalização ainda aponta que o número de pessoas abordadas e orientadas foi 60% maior do que no último período proibitivo para pesca, com 7,8 mil neste período da piracema contra 4,7 mil no anterior.

Piracema
Trata-se do processo natural que ocorre em ciclos anuais e que coincide com o período chuvoso. É nesse período que os peixes migratórios se deslocam para as cabeceiras dos rios em busca de alimentos e condições adequadas para o desenvolvimento dos ovos e das larvas. A desova também pode ocorrer depois de grandes chuvas, já que o nível dos rios aumentam e as águas ficam oxigenadas e turvas, condições favoráveis para que a desova aconteça.