Início 5 Notícias 5 Sesc Pantanal oferece curso gratuito para brigadistas em Poconé e Barão de Melgaço

Tipos de incêndios florestais, comportamento do fogo e sistemas de detecção e combate fazem parte do conteúdo do Curso de Brigadistas, oferecido gratuitamente pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal, neste mês de julho. A formação acontecerá em Poconé e Barão de Melgaço (distrito de São Pedro de Joselândia) e será ministrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em Poconé, o curso será de 10 a 13 de julho, no Sesc Poconé e em São Pedro de Joselândia, de 18 a 21 de julho, na Escola Estadual Maria Silvino Peixoto de Azevedo. As aulas serão realizadas das 8h às 12h e das 13h às 17h, totalizando 32 horas.
Para participar, basta levar um documento de identificação pessoal com foto no primeiro dia da formação em cada local.

De acordo com o ecólogo e gestor da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), Alexandre Enout, a formação de novos brigadistas faz parte das ações preventivas do Polo Socioambiental para este período de seca.

“O curso básico formará brigadistas que poderão atuar em suas propriedades particulares, locais de trabalho, bem como em brigadas pelo Pantanal e Cerrado. Quanto mais pessoas capacitadas, melhor para a prevenção e rápido combate em caso de incêndios florestais”, declara Enout.

O conteúdo do curso inclui os seguintes temas: aspectos gerais dos biomas Pantanal e Cerrado; principais causas e consequências das queimadas e incêndios florestais no Pantanal e Cerrado; sistemas de vigilância, detecção e combate; comportamento do fogo em incêndios florestais no Pantanal e Cerrado; tipos de incêndios florestais; organização da Brigada de Incêndio; normas de segurança e aspectos gerais dos primeiros socorros e a legislação aplicada aos incêndios florestais.

Brigada Sesc Pantanal

O Polo Socioambiental atua na prevenção e combate a incêndios há 26 anos, por meio da Brigada Sesc Pantanal, uma das pioneiras no bioma. O trabalho preventivo é realizado durante todo o ano e inclui a abertura de aceiros, o monitoramento remoto (aéreo e terrestre) e a contratação de brigadistas temporários para atuação durante o período da seca.

A instituição também possui uma importante estrutura de equipamentos para proteger os 118 mil hectares de área conservada nas unidades localizadas no Pantanal e Cerrado: a RPPN Sesc Pantanal (Barão de Melgaço), o Parque Sesc Baía das Pedras (Poconé) e o Parque Sesc Serra Azul (Rosário Oeste).

O Polo Socioambiental tem um Comitê Interno de Prevenção e Combate a Incêndios, que utiliza dois sistemas de monitoramento: o Fire Information for Resource Management System (FIRMS) da NASA e o BDQueimadas, do INPE. A instituição também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, conduzido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) e do Comitê Temporário Integrado Multiagências de Coordenação Operacional de Mato Grosso (Ciman/MT).

Prevenção ampliada

Na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, os trabalhos de prevenção têm sido ampliados, desde 2020, com diferentes frentes de atuação, sendo a principal delas o Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF). Iniciativa inédita no Pantanal norte, o documento reforça a integração de todas as atividades relacionadas à prevenção e combate aos incêndios florestais na reserva e entorno, tendo a construção colaborativa como a abordagem principal no planejamento e a queima prescrita como uma das ferramentas de conservação e manejo.

O uso do fogo como aliado a incêndios florestais utilizando métodos de queimas prescritas já é utilizado em todos os outros biomas existentes no Brasil e em unidades de conservação dos Estados Unidos, África e Austrália e simula uma queima de origem natural, em período previamente analisado, em áreas selecionadas, adaptadas ao fogo, com o objetivo de reduzir parte da vegetação para melhorar as condições de controle dos incêndios na estação seca.

Com a finalização do PMIF pelo Sesc Pantanal neste mês, o documento segue para aprovação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em seguida, ele começará a ser aplicado na RPPN, unidade de conservação com 108 mil hectares, o equivalente a 1% do Pantanal brasileiro.