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Sobre a
exposição

Resultado de um trabalho desenvolvido pelo Sesc em todo o país, a mostra conta com sete núcleos temáticos, reunindo aproximadamente 240 artistas negros, de todos os estados do Brasil, sob curadoria de Igor Simões, em parceria com Lorraine Mendes e Marcelo Campos. Realizada por meio de um trabalho em conjunto de analistas de cultura da Insituição de todo o país, a exposição traz obras em diversas linguagens artísticas como pintura, fotografia, escultura, instalações e videoinstalações, produzidas desde o fim do século XVIII até o século XXI.

Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira (Rio de Janeiro, RJ, 1928). Pavilhão do GRES Estação Primeira de Mangueira, 2022. Bordado. 96 x 123 cm. Coleção Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Foto: Sthefanye Paz
Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira (Rio de Janeiro, RJ, 1928). Pavilhão do GRES Estação Primeira de Mangueira, 2022. Bordado. 96 x 123 cm. Coleção Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Foto: Sthefanye Paz

O país plural: diversidade e
protagonismo negro

O projeto Arte Sesc realiza, desde 1981, exposições e ações educativas que ampliam o acesso da população às artes visuais em todo país. Por meio desta iniciativa, reafirmamos o compromisso com a missão institucional de promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade. Em DOS BRASIS: Arte e Pensamento Negro, o Departamento Nacional do Sesc, em parceria com o Sesc Rio de Janeiro, evidencia ainda mais a vitalidade do pensamento negro na arte brasileira. Com curadoria de Igor Simões, Lorraine Mendes e Marcelo Campos, podemos afirmar que se trata da maior exposição do país sob este olhar artístico. (…)

Exposição Sesc Belenzinho
02 AGO 2023 — 28 JAN 2024
Prorrogada até 31 MAR 2024

Direito de se reconhecer
nas ancestralidades
Danilo Santos de Miranda

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A Declaração Internacional dos Direitos Humanos da ONU, de 1948, em seu artigo 27 determina que “todos têm o direito a livremente participar da vida cultural em comunidade”. Cultura se refere à ação humana material e intelectual realizada em seu meio de existência – devemos falar, portanto, em culturas! Abrange ideias, valores, hábitos, práticas e comportamentos. Do ponto de vista da dimensão antropológica, engloba os modos de ser, agir, pensar e produzir de pessoas e grupos sociais; na dimensão sociológica enfatiza a cultura como direito de todas as pessoas.

No ambiente brasileiro, a hegemonia do pensamento branco, cristão, eurocêntrico e patriarcal gerou distorções e privilégios. Trata-se de um sistemático percurso de discriminações, particularmente em relação aos saberes e fazeres dos povos originários e afro-diaspóricos – relegando-os à uma circulação restrita a pequenos grupos de preservação e resistência. Tais circunstâncias reproduzem os mecanismos de exploração, segregação e desigualdades sociais visando legitimar ideias de suposta superioridade entre culturas. (…)

Exposição Centro Cultural Sesc Quitandinha
03 MAI 2024 — 27 OUT 2024
Prorrogada até 09 MAR 2025

Das evidências da
arte brasileira
Antonio Florencio
de Queiroz Junior

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A exposição DOS BRASIS: Arte e Pensamento Negro chega ao Rio de Janeiro, precisamente ao Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, com importância singular para o cenário das artes brasileiras. Reunindo 384 obras de 241 artistas em quase 4.000m² de área expositiva, o acervo conta com peças de diferentes épocas organizadas em sete núcleos curatoriais que resgatam e reconhecem a trajetória da produção artística negra no Brasil. (…)

Foto: Thomas Mendel
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Brasil, meu nego,
deixa eu te contar,

A história que a
história não conta,

O avesso do mesmo lugar

Na luta é que a
gente se encontra.

HISTÓRIA para Ninar Gente Grande. Compositores: Domenico, Deivid, et al. Intérprete: Marquinho Art’Samba. Rio de Janeiro: Estação Primeira de Mangueira, 2019.

Palavra da curadoria

Contar algumas das histórias que não figuram nos retratos oficiais em um país que esconde o sangue “retinto e pisado atrás do herói emoldurado” é o impulso do projeto DOS BRASIS: Arte e Pensamento Negro. Escrever sobre aquilo que ainda está em tempo de realização exige um movimento gingado que faz as certezas mais arraigadas em suas estruturas estremecerem. Por outro lado, muita coisa já contada, de modo coadjuvante, ganha aqui o centro dos interesses. Fazemos, nós, a reinscrição dos nossos cânones. E, ainda que um dia a exposição se finde, toda a construção e as intenções que guiam o projeto se caracterizam pelo movimento: fluxos de ideias, gestos, afetos, caminhos, conceitos, territórios, encontros e pessoas. Leia mais

Núcleos
expositivos

Compreender histórias na arte e da arte a partir do pensamento e da criação artística pretos é também retirar do campo de ação hierarquizações que tiveram no terreno da arte branco-brasileira sua origem e sua função. Categorias como “ingênuo”, “naïf” e “espontâneos”, em oposição a um princípio de erudição e noção modernista, que na maioria das vezes é sinônimo de arte des pobres – o que no Brasil é sinônimo de pretes. Só mesmo qualquer tipo de perversidade se recusaria a ver em Maria Auxiliadora um incontornável discurso sobre a modernidade no século 20.

 

Outro ponto: a premissa de uma narração que tomasse a cronologia, o estilo ou qualquer outra noção que apontasse exatamente para os agrupamentos das histórias canônicas eurocentradas também não era uma opção. Em seu lugar, pensamos e trabalhamos com a ideia de constelações: encontros, aproximações e distanciamentos entre diferentes proposições que compõem por vezes dissonâncias, dando a ver suas particularidades e suas possíveis conexões.

 

Ainda assim, algumas categorias estão em nosso horizonte, configuradas em núcleos: o enfrentamento da história canônica da arte brasileira, com ampliações da linguagem, no que nomeamos Romper; a representação de brancos a partir de olhos pretos, em oposição à eterna objetificação do corpo negro, o Branco Tema; a justaposição de não figuração à crescente visibilidade do figurativo, configurando o que chamamos de Negro Vida; a centralidade das mulheres na história preta da arte, as Amefricanas, nas estratégias de enfrentamentos dos sistemas da arte; as experiências fundantes e referenciais em ampliadas cosmovisões, que denominamos Baobá; e a sempre presente reinvenção dos nossos encontros nos aquilombamentos, nos movimentos sociopolíticos, no lazer, na festa, que denominamos Organização Já em tudo, a consciência da luta, pois cotidianamente nossas conquistas ultrapassaram as barreiras do racismo, da subjugação, da subalternidade, nos impulsionando a agir em Legítima Defesa. Em todo o projeto, focamos no maior alcance possível de artistes e no equilíbrio entre diferentes regiões dos Brasis na busca de algum esboço não apenas das nossas semelhanças, mas também das nossas diferenças.

A extraordinária narrativa de vida de um ex-escravo brasileiro: Luiz Gama

Legítima Defesa

A extraordinária narrativa de vida de um ex-escravo brasileiro: Luiz Gama

Ao lado do célebre poema Quem sou eu?, também conhecido como Bodarrada, a carta de Luiz Gama a Lúcio de Mendonça, de 25 de julho de 1880, é um de seus textos mais citados desde os anos 1930, quando veio a lume pela primeira vez em O Estado de São Paulo, em 13 de maio de 1931. Desde que foi revelado ao público brasileiro, esse documento cercou-se de uma aura particular, do ponto de vista histórico e literário, por se tratar do único relato direto da vida de um ex-escravizado no Brasil.

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Lélia Gonzalez: Aquela que nos apresentou a nós mesmos

Amefricanas, Organização Já

Lélia Gonzalez: Aquela que nos apresentou a nós mesmos

Licença, meus mais velhos, minhas mais velhas! Licença para falar de Lélia, a filha de Oxum que sacudiu as bases da nacionalidade e rasgou o ventre da hipocrisia grosseira e crua do racismo à brasileira. Sua benção, Lélia! De Almeida que se fez Gonzalez, essa para quem “negro tem que ter nome e sobrenome, senão os brancos arranjam um apelido… ao gosto deles”.

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Negro sou, uma mensagem de Guerreiro Ramos

Branco tema, Negro-Vida

Negro sou, uma mensagem de Guerreiro Ramos

Baiano, negro, filho de uma família de plantadores de cacau, mas em situação financeira delicada devido à morte do pai, Alberto Guerreiro Ramos foi um dos grandes intelectuais brasileiros do século 20. Professor, ensaísta, servidor público, poeta, político, foi um dos fundadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), delegado do Brasil na ONU (16ª Assembleia Geral das Nações Unidas) e docente da Universidade do Sul da California (EUA).

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Intelectual, mãe, poeta: Beatriz Nascimento é uma estrela de todas as cores a nos guiar

Romper

Intelectual, mãe, poeta: Beatriz Nascimento é uma estrela de todas as cores a nos guiar

Beatriz Nascimento é, indiscutivelmente, uma das figuras intelectuais mais influentes da história brasileira. Mulher negra, da classe trabalhadora, nasceu em Aracaju (SE) e cresceu na periferia do Rio de Janeiro (RJ). Foi uma intelectual pública radical e organizadora do Movimento Negro no Brasil desde a década de 1970 até seu trágico assassinato, em 1995.

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Emanoel Araújo: inventividade e legado

Baobá

Emanoel Araújo: inventividade e legado

Lá se vão 205 anos de museus no Brasil. Uma história que começa no imóvel daquele museu imponente e de extensa coleção, que vimos há pouco em chamas: o Museu Nacional. Esta fundamental instituição museológica está localizada onde antes funcionou uma residência real e imperial, situada no bairro de São Cristóvão, área de propriedade dos jesuítas até 1759.

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Curadoria

Igor Simões

Igor Simões

Curador geral

​​Doutor em História, Teoria e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor adjunto de História, Teoria e Crítica da Arte na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). Pós-doutorando pelo Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP). Fellowship Clark Institut (EUA). Curador convidado de Inhotim para a temporada 2023.

Lorraine Mendes

Lorraine Mendes

Curadora adjunta

Bacharela em Artes e Design e Mestra em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), doutoranda em História e Crítica da Arte na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisa a representação do negro e da negritude na história da arte branco-brasileira e os projetos de nação. Tem em seu currículo curadorias em galerias e instituições nacionais e internacionais. É curadora da Pinacoteca de São Paulo.

Marcelo Campos

Marcelo Campos

Curador adjunto

Doutor em Artes pelo PPGAV da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor Associado do Instituto de Artes e dos Programas de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES) e em História da Arte (PPGHA) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Curador-chefe do Museu de Arte do Rio (MAR).

Weslei Chagas

Weslei Chagas

Curador assistente — Sesc Belenzinho

É graduando de História da Arte na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Sua pesquisa é direcionada à história das exposições, com foco em temas como sexualidade e gênero. É assistente de curadoria na exposição Dos Brasis: Arte e pensamento negro.

Filipe Graciano

Filipe Graciano

Curador assistente — Sesc Quitandinha

Arquiteto e Urbanista, especialista em Gestão e Restauro Arquitetônico pela UERJ. Idealizador e fundador do Museu da Memória Negra de Petrópolis. Como curador, atuou no Festival Afro Ubuntu de Petrópolis e nas exposições Afago, Um oceano para lavar as mãos, Da Kutanda ao Quitandinha e Dos Brasis: Arte e Pensamento Negro.

Educativo

Educação e Arte Negra: Caminhos para um Novo Mundo

ir para o Educativo

Através da arte e da educação, existem uma série de iniciativas que apresentam a luta e a resistência de pessoas negras na construção de um novo mundo, rompendo com narrativas hegemônicas e valorizando a diversidade cultural do Brasil. Com destaque para exposições e iniciativas como Dos Brasis: arte e pensamento negro, é possível abrir uma reflexão sobre o papel transformador da arte e do conhecimento na criação de uma sociedade mais equitativa e democrática. Veja mais sobre as estratégias educativas desse projeto no link acima.

Catálogos

Para saber mais sobre a pesquisa do projeto Dos Brasis faça o download dos catálogos produzidos para as duas primeiras edições da exposição, clicando nas capas ao lado. Veja também a pesquisa realizada pelas curadorias educativas na página Educativo.

CCSQ 2024

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Sesc Belenzinho 2023

Sesc Belenzinho 2023

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Constelação