Com entrada gratuita, agenda reúne espetáculos e encontros que abordam temas como memória, coletividade, ancestralidade, território e diferentes formas de expressão
O mês de outubro chega ao Centro Cultural do Polo Educacional Sesc com uma programação que reúne diferentes linguagens artísticas. Teatro, circo, dança e música e integram a agenda mensal, que apresenta trabalhos de artistas e grupos de diferentes regiões do país.
Atrações do Palco Giratório e do Sonora Brasil compõem a programação. O espetáculo “A Maçã”, de William Seven (SP), que integra a 28ª edição do maior projeto de circulação de artes cênicas do Brasil, promovido pelo Sesc, tem apresentação marcada para dia 8 de outubro. Na peça, que reúne teatro e circo, um mágico envelhecido, desprezado pelo público, transita entre a loucura e a genialidade enquanto apresenta situações relacionadas à vida de uma pessoa com Alzheimer e de seus familiares, combinando narrativa e efeitos de mágica. Pelo Sonora Brasil, o grupo Nderé Oblé (RS), que reúne artistas negros e indígenas do Rio Grande do Sul, da Costa do Marfim e do Distrito Federal, apresenta o espetáculo Ancestral-Futuro. Em cena, vozes, percussões, poesia e elementos eletrônicos se cruzam em uma experiência que aproxima ancestralidade, memória e tecnologia.
A agenda cultural também abre espaço a reflexão sobre as artes da cena em mais uma edição do seminário Conexões Cênicas. A atriz e bailarina Patrícia Selonk, uma das fundadoras da Armazém Companhia de Teatro, e o diretor artístico e de produção, cenógrafo e dramaturgista da Multifoco Companhia de Teatro, Ricardo Rocha, discutem o trabalho de grupo e os pactos de coletividade e permanência no teatro contemporâneo.
Outras companhias sobem ao palco do teatro em outubro, entre elas a Cia. Teatral Nós do Palco, formada por estudantes da Escola Sesc de Ensino Médio. Eles apresentam a montagem “Uma peça cabeça”. A Companhia convida o público para uma visita-guiada, exclusiva, à cabeça de um adolescente. Partindo da metáfora que o cérebro é um quarto, convida o público a percorrer histórias, memórias, desejos e sonhos que habitam o universo de cada integrante do coletivo.
O Complexo Negra Palavra apresenta “Negra Palavra – Poesia do Samba”, espetáculo que transforma letras de samba em poesia falada, acompanhada por percussão corporal e uma estética que transita entre tradição e novas formas de expressão. A dança também terá sua vez com “BOCA”, do Grupo CORRE, que reúne onze artistas para levar à cena experiências de quem vive no “corre”. A obra atravessa território, memória e sobrevivência e investiga o funk como uma linguagem capaz de absorver, transformar e reinventar referências.
Encerrando a programação de outubro, “A Nova Ordem das Coisas”, da CiaFaláCia, revisita o conto “A Igreja do Diabo”, de Machado de Assis. Na montagem, o Diabo decide criar sua própria Igreja e transformar os pecados em normas de conduta, mas se depara com a imprevisibilidade e as contradições do comportamento humano. A apresentação é vinculada ao Projeto Rio de Machado, da Escola Sesc de Ensino Médio.
Confira a programação completa no site.
Comentários