1 de julho de 2026

Uma das principais iniciativas de promoção do audiovisual independente no Brasil, projeto alcançou mais de mil inscrições esse ano e destina até R$ 222 mil em licenciamentos

 

A Mostra Sesc de Cinema chega à sua nona edição com 52 filmes selecionados entre os mais de 1.900 inscritos de todo o país. Desses, 21 filmes compõem o Panorama Brasil, 10 integram o Panorama Infantojuvenil e outros 21 fazem parte dos Panoramas Estaduais. Ao todo, o projeto destinará até R$ 222 mil em licenciamentos. As obras passam, agora, a integrar a programação do Sesc e serão exibidas ao longo dos próximos 12 meses em diferentes cidades brasileiras. A lista completa pode ser acessada aqui.

Voltada à promoção do cinema independente, a MSDC se consolida como um espaço de circulação para produções que, muitas vezes, encontram poucas oportunidades de exibição fora de festivais.

“A Mostra Sesc de Cinema se consolidou como uma importante janela de exibição para realizadores de todas as regiões do país. Ao promover essa circulação e aproximar as obras do público, o projeto contribui para fortalecer o audiovisual brasileiro, ampliar o acesso à cultura e fortalecer um setor que gera emprego, renda e desenvolve o país”, afirma Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Entre os filmes selecionados, 23 obras são inéditas e serão lançadas durante a programação do projeto, além disso, 45 filmes contam com recursos de acessibilidade como legendas, audiodescrição e Libras. Outro aspecto relevante é a expressiva presença de direções compartilhadas, com filmes assinados por duplas e coletivos, prática que reforça a dimensão colaborativa e descentralizada da produção audiovisual brasileira contemporânea.

21 filmes compõem o Panorama Brasil, 10 integram o Panorama Infantojuvenil e outros 21 fazem parte dos Panoramas Estaduais. Ao todo, o projeto destinará até R$ 222 mil em licenciamentos.

Panoramas e narrativas da Mostra Sesc de Cinema

No Panorama Brasil, os títulos selecionados evidenciam uma forte conexão entre cinema, identidade e território. Obras como “Uma estrada que corta o território do Xerente” e “Mercado Central” apontam para uma cartografia sensível do país, valorizando contextos locais e modos de vida específicos. Ao mesmo tempo, filmes como “Frete Grátis para todo o Norte, exceto para o Brasil” tensionam criticamente as relações entre centro e periferia, ampliando o debate sobre pertencimento e desigualdade regional.

Outro aspecto marcante é a presença de narrativas que dialogam com a ancestralidade e os saberes tradicionais, como em “Pai Pote, o filho de Ogum” e “Ancestralidade, Presente”, refletindo o protagonismo de cosmovisões afro-brasileiras e indígenas no audiovisual contemporâneo. Esses elementos coexistem com abordagens que tratam o próprio cinema como campo de reflexão, a exemplo de “Minha religião é o Cinema”, “Amuleto” e “Divino: sua alma, sua lente”, nos quais o fazer cinematográfico surge como experiência estética, espiritual e política.

A dimensão subjetiva também se destaca, com filmes que exploram afetos e processos de transformação, como “O que faço com isso agora que acabou?” e “Ausente”, revelando uma produção autoral voltada à introspecção e à construção de sentidos individuais. Paralelamente, cultura urbana, raça e pertencimento são narrativas abordadas em filmes como “Nação Hip Hop: cultura de rua” e “Destino da pele”.

No Panorama Infantojuvenil, pela primeira vez, seis estudantes do LABmais, projeto do Sesc voltado para as juventudes, foram selecionados para participar da curadoria, com encontros acompanhados pela monitora do laboratório. Os jovens, entre 14 e 15 anos, contribuíram com seus pontos de vista na seleção das obras, trazendo para o processo o olhar de quem também é público dessas produções.

Nesse panorama, a Mostra aposta em narrativas que dialogam com o imaginário, o cotidiano e os desafios das novas gerações. Elementos do folclore e da fantasia marcam presença em filmes como “Guardiões da Cobra Grande” e “Pé de Garrafa”, reafirmando a potência das histórias tradicionais como pontes de aproximação com o público jovem. A presença de diretores indígenas também é um destaque, em obras como “Guardiões da Cobra Grande” e “Medo de cachorro”. Já as temáticas contemporâneas, como tecnologia e futuro, ampliam o diálogo com o público jovem, como em “Hacker Leonilia” e “Ecos do Amanhã”.

No Panorama Estadual, a circulação começa pelos territórios de origem antes de ganhar o circuito nacional. Entre os destaques, o Panorama de Santa Catarina reúne sete filmes dirigidos por mulheres, sinalizando a crescente presença feminina em funções de direção no audiovisual brasileiro.

 

Mostra Sesc de Cinema – Selecionados

Panorama Brasil

Título Direção Estado
Veriana Juliana Machado Acre
Um olhar sobre nós Roger Silva Alagoas
Pai Pote, o filho de Ogum Laís Lima Bahia
Minha religião é o Cinema Zefel Coff e William Alves Distrito Federal
O que faço com isso agora que acabou? Julia Uliana e Natália Dornelas Espírito Santo
Mercado Central Tássia Dhur Maranhão
Divino: sua alma, sua lente Clea Torres e Gilson Costa Mato Grosso
Les Garçons Bruno Nishino e Marco Calábria Mato Grosso do Sul
Ausente Ana Carolina Soares Minas Gerais
Estrelas Terrestres Rafael Neri M. Ferreira Paraná
Malaika André Morais Paraíba
Crescente Maurício Moraes Pará
Entre Forças Mayara Millane Pernambuco
Amuleto Heraldo HB e Igor Barradas Rio de Janeiro
Poty’karü – Alimentação Cabocla, Caiçara, Popular Potiguar Gustavo Guedes Rio Grande do Norte
Zila Kaya Rodrigues Rio Grande do Sul
Destino da pele Marcela Bonfim Rondônia
Frete Grátis para todo o Norte, exceto para o Brasil Rafael Pinto, Pérola Roraima
Nação Hip Hop: cultura de rua Laia Orisa Santa Catarina
Ancestralidade, Presente Juliana Sangion e Caue Nunes São Paulo
Uma estrada que corta o território do Xerente Túlio de Melo Tocantins

Panorama Infantojuvenil

Título Direção Estado
A cor da patroa Milena Anjos Bahia
Hacker Leonilia Gustavo Fontele Dourado Distrito Federal
Pé de Garrafa Everson Teodoro Mato Grosso
Guardiões da Cobra Grande Yago Mendonça de Almeida Pará
Ecos do Amanhã Antonio Eder Paraná
Pelo que foi Julia Leite, Luís Fanzeres, Marcela Lesniczki e Rafael Sabioni Rio de Janeiro
Esperança Amora Moreira e Marcelo Pereira Rio de Janeiro
Medo de cachorro Italo Tapajós Rio Grande do Norte
Kika não foi convidada Juraci Júnior Rondônia
Mundinho Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy São Paulo

Panorama Estadual

Panorama Título Direção
Acre Mercado de Histórias Alcinethe Maria Cavalcante Damasceno
Alagoas Dança pela cidade Rosana Dias
Bahia Entre a caneta e o poder mulheres no jornalismo da Bahia Daniel Talento
Distrito Federal De Codó a Ceilândia Gu da Cei
Espírito Santo Um rio não é Amanda Miranda e Yurie Yaginuma
Maranhão Amo de Marés Nicolle Machado
Mato Grosso Cabeça de Pacu Vitória Molina
Mato Grosso do Sul Coragem Pedro Alvarenga
Minas Gerais Cadeira Vazia Alunos da Oficina – Vem aqui criar um filme – Alto Vera Cruz
Pará Boiuna Adriana de Faria
Paraíba O Ponto do Mel Mirian Oliveira
Paraná Torniquete Ana Catarina Lugarini
Pernambuco O Carnaval é de Pelé Lucas dos Santos e Daniele Leite
Rio de Janeiro Cheiro de diesel Gizele Martins e Natasha Neri
Rio Grande do Norte Pupá Osani
Rio Grande do Sul Quando a Gente Menina Cresce Neli Mombelli
Rondônia A lasca Valdete Sousa
Roraima No Limite do Lavrado Alex Pizano
Santa Catarina Desvios Naturais Rafaella Narciso
São Paulo Replikka Piratá Waurá e Heloisa Passos
Tocantins O Match Gabriela Maia

 

25 de junho de 2026

A programação do Sesc na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece de 23 a 26 de julho de 2026, será guiada pelo conceito de Veredas, compreendido como metáfora dos múltiplos caminhos que conectam literatura, cultura, território e transformação social. A proposta também dialoga com duas importantes efemérides: os 80 anos do Sesc e os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa que segue influenciando gerações de leitores e escritores.

O escritor Itamar Vieira Junior abre a programação, na quinta-feira (23/07), com a palestra 70 anos Grande sertão: veredas, propondo uma reflexão sobre a atualidade e a potência literária da obra, abordando a força inventiva da linguagem rosiana, seus impactos na literatura brasileira e as múltiplas leituras que o romance continua a suscitar.

Outro nome confirmado é de Angela Davis, pela primeira vez na Flip, na Casa Sesc. Escritora, filósofa, educadora e uma das vozes mais influentes do pensamento contemporâneo, Davis é reconhecida mundialmente por sua trajetória na luta contra o racismo, o sexismo e o sistema carcerário, além de sua atuação em defesa dos direitos humanos.

Endereços dos espaços do Sesc:

Doe alimentos e transforme esperança em realidade.

Durante a Flip, o Sesc Mesa Brasil recebe doações de alimentos não perecíveis (dentro do prazo de validade) no Sesc Santa Rita, todos os dias, das 10h às 21h.

Programação completa disponível em breve.

12 de junho de 2026
Promovido pelo Sesc, projeto percorrerá 42 cidades. Lançamento acontecerá em Santarém (PA,) nos dias 19 e 20 de junho

O Sesc apresenta a 28ª edição do Sonora Brasil, um dos principais projetos de circulação musical do país, que neste ano traz o tema “Reverberações Afro e Indígenas”. A abertura oficial será realizada nos dias 19 e 20 de junho, em Santarém (PA), com uma programação que combina shows, atividades culturais e ações formativas. O projeto percorrerá 42 cidades, em 15 estados. Ao todo, serão quatro grupos musicais em circulação, responsáveis por 130 apresentações e 30 ações formativas. A proposta é ampliar a escuta e convidar o público a um contato mais próximo com sonoridades afro e indígenas presentes em diferentes territórios.

Grupo Cabokaji

Músico contemporâneo, o indígena pernambucano Gean Ramos Pankararu leva ao projeto seu trabalho, que conecta ancestralidades indígena e negra. O artista traz ainda em sua trajetória ações educativas voltadas à valorização de saberes indígenas. Do Pará, o coletivo Suraras do Tapajós apresenta um carimbó protagonizado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós, com repertórios que dialogam com território, natureza e modos de vida. A programação inclui ainda Cabokaji (BA), com o show Salvaguarda, que aproxima música, performance e experimentação sonora, e o grupo Nderé Oblé (RS), com o espetáculo Ancestral-Futuro, reunindo canções autorais e poesia, em uma criação que propõe conexões entre passado e presente.

“Esta edição parte da compreensão de que essas sonoridades não pertencem apenas ao passado ou às referências históricas da música brasileira. Elas seguem vivas em práticas comunitárias, celebrações populares, rituais, repertórios de terreiro, cantos ancestrais e cenas contemporâneas que continuam reinventando modos de criar, cantar, tocar e narrar o mundo. A circulação desses grupos mostra como o Sesc ajuda a preservar e disseminar as diversas manifestações existentes em nosso país”, conta Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Lançamento
O lançamento do Sonora Brasil será na sexta-feira (19), no Sesc Santarém, com shows de Gean Ramos Pankararu e Suraras do Tapajós. No sábado (20), a programação acontece na Praça Tiradentes, com apresentações de Nderé Oblé e Cabokaji.
 
Sonora Brasil
Promovido desde 1998, o projeto traz como proposta a valorização, preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro, levando ao público programações musicais de alta qualidade e ampliando o conhecimento sobre a diversidade artística produzida em diferentes regiões do país. A nova edição reforça o compromisso do Sesc em promover encontros culturais capazes de ampliar escutas, aproximar mundos e fortalecer a multiplicidade de vozes que constituem o Brasil contemporâneo.

Programação
28º Sonora Brasil – Santarém
Gratuito
19 e 20 de junho
Local: Auditório Sesc Santarém e Praça Tiradentes

Sexta-feira | 19 de junho
Sesc Santarém
• 18h – Abertura
• 19h –Gean Ramos Pankararu (PE)
• 20h30 –Suraras do Tapajós (PA)

Sábado | 20 de junho
• 17h – início das atividades na praça/palco
• 19h – Show – Nderé Oblé (RS)
• 20h30 – Show – Cabokaji (BA)
• 21h30 – DJ
5 de junho de 2026
O Sesc ampliará sua rede de unidades móveis nos próximos anos com a incorporação de mais de 50 novos veículos voltados às áreas de saúde e cultura. A medida reforça a estratégia da instituição de expandir o acesso a suas atividades a empresas do comércio de bens, serviços e turismo e localidades onde não há unidades fixas.
BiblioSesc percorre diferentes regiões do Brasil promovendo o acesso à leitura e à cultura.
Atualmente, o Sesc conta com 169 unidades móveis em operação, que levam, junto a unidades fixas, ações a mais de 2 mil municípios brasileiros. Entre as expansões previstas estão a inauguração de 13 novas vans odontológicas para atendimento em ambientes coorporativos e de 40 novos veículos do BiblioSesc, programa de incentivo à leitura que percorre diferentes regiões do país.
Com a ampliação, a instituição busca fortalecer sua capacidade de atuação e ampliar a presença dos serviços oferecidos aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, seus familiares e à população em geral.
2 de junho de 2026

Promovido pelo Sesc, projeto percorrerá 42 cidades. Lançamento acontecerá em Santarém (PA,) nos dias 19 e 20 de junho

O Sesc apresenta a 28ª edição do Sonora Brasil, um dos principais projetos de circulação musical do país, que neste ano traz o tema “Reverberações Afro e Indígenas”. A abertura oficial será realizada nos dias 19 e 20 de junho, em Santarém (PA), com uma programação que combina shows, atividades culturais e ações formativas. O projeto percorrerá 42 cidades, em 15 estados. Ao todo, serão quatro grupos musicais em circulação, responsáveis por 130 apresentações e 30 ações formativas. A proposta é ampliar a escuta e convidar o público a um contato mais próximo com sonoridades afro e indígenas presentes em diferentes territórios.

Músico contemporâneo, o indígena pernambucano Gean Ramos Pankararu leva ao projeto seu trabalho, que conecta ancestralidades indígena e negra. O artista traz ainda em sua trajetória ações educativas voltadas à valorização de saberes indígenas. Do Pará, o coletivo Suraras do Tapajós apresenta um carimbó protagonizado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós, com repertórios que dialogam com território, natureza e modos de vida. A programação inclui ainda Cabokaji (BA), com o show Salvaguarda, que aproxima música, performance e experimentação sonora, e o grupo Nderé Oblé (RS), com o espetáculo Ancestral-Futuro, reunindo canções autorais e poesia, em uma criação que propõe conexões entre passado e presente.

“Esta edição parte da compreensão de que essas sonoridades não pertencem apenas ao passado ou às referências históricas da música brasileira. Elas seguem vivas em práticas comunitárias, celebrações populares, rituais, repertórios de terreiro, cantos ancestrais e cenas contemporâneas que continuam reinventando modos de criar, cantar, tocar e narrar o mundo. A circulação desses grupos mostra como o Sesc ajuda a preservar e disseminar as diversas manifestações existentes em nosso país”, conta Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Lançamento

O lançamento do Sonora Brasil será na sexta-feira (19), no Sesc Santarém, com shows de Gean Ramos Pankararu e Suraras do Tapajós. No sábado (20), a programação acontece na Praça Tiradentes, com apresentações de Nderé Oblé e Cabokaji.

O Sonora Brasil

Promovido desde 1998, o projeto traz como proposta a valorização, preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro, levando ao público programações musicais de alta qualidade e ampliando o conhecimento sobre a diversidade artística produzida em diferentes regiões do país. A nova edição reforça o compromisso do Sesc em promover encontros culturais capazes de ampliar escutas, aproximar mundos e fortalecer a multiplicidade de vozes que constituem o Brasil contemporâneo.

Programação
28º Sonora Brasil – Santarém
Gratuito
19 e 20 de junho
Local: Auditório Sesc Santarém e Praça Tiradentes

Sexta-feira | 19 de junho
Sesc Santarém
• 18h – Abertura
• 19h –Gean Ramos Pankararu (PE)
• 20h30 –Suraras do Tapajós (PA)

Sábado | 20 de junho
• 17h – início das atividades na praça/palco
• 19h – Show – Nderé Oblé (RS)
• 20h30 – Show – Cabokaji (BA)
• 21h30 – DJ

Sonora Brasil: Reverberações Afro e Indígenas

A edição 2026 reúne quatro grupos musicais representativos de diferentes regiões do país, compondo uma circulação nacional que se desdobra em apresentações, trocas e ações formativas.

 

 

Gean Ramos Pankararu, de Pernambuco, leva ao projeto seu trabalho, que conecta ancestralidades indígena e negra. O artista traz ainda em sua trajetória ações educativas voltadas à valorização de saberes indígenas.

 

 

 

 

Suraras do Tapajós, do Pará, apresenta um carimbó protagonizado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós, com repertórios que dialogam com território, natureza e modos de vida.

 

 

 

 

Cabokaji, da Bahia, cruza música, corpo, performance e tecnologias sonoras com o show Salvaguarda, para criar uma paisagem afroindígena marcada por rito, invenção e imaginação.

 

 

 

 

NderéOblé, do Rio Grande do Sul, reúne artistas de diferentes origens com o espetáculo Ancestral-Futuro, para construir pontes entre ancestralidade e futuro, em uma criação atravessada por palavra, corpo e som.

15 de abril de 2026
Evento ocorre no Distrito Federal de 22 a 25 de abril e marca o planejamento estratégico da nova unidade Sesc Cultural na capital federal.
O Sesc Distrito Federal realiza, entre os dias 22 e 25 de abril de 2026, o Seminário Internacional “Cultura para Quê? Centros de Arte, Decolonialidade e Futuros Possíveis”. O evento, que se propõe a gerar reflexão crítica sobre o papel das instituições culturais na contemporaneidade e sua responsabilidade na construção de novos imaginários sociais, marcará a construção da proposta de trabalho no novo Centro Cultural do SESC DF, um complexo cultural que está sendo construído em Brasília- DF (511 Norte).
Sob o eixo conceitual desenvolvido pelos curadores seniors Manuel Borja-Villel — ex-diretor do Museo Reina Sofía, na Espanha — e Micaela Neiva — Head de Relações Internacionais e Institucionais do Rio2C e curadora especializada em eventos de mercado para economia criativa —  o seminário convida a sociedade a uma análise profunda sobre como museus e centros culturais podem se reinventar e transcender modelos tradicionais historicamente atrelados a estruturas coloniais. O objetivo central é conceber instituições mais plurais, inclusivas e intrinsecamente conectadas às urgências do território e da diversidade cultural.
Para garantir um debate ao mais alto nível de rigor intelectual, o evento reúne um corpo de palestrantes de prestígio internacional, promovendo uma circulação de saberes que atravessa fronteiras e conecta América Latina, Europa, África e Oriente Médio. A presença de pensadores fundamentais do cenário contemporâneo e estudiosos de instituições renomadas, Yale e Stanford garante uma abordagem multidisciplinar. Entre os destaques da programação estão: Adriana Guzmán Arroyo Jalliu kipa (Bolívia), Ailton Krenak (Brasil), Aline Motta (Brasil), Ana Longoni (Argentina), Claudio Alvardo Lincopi (Chile), Dilton de Almeida (Brasil), Farid Rakun (Indonésia), Fatima El-Tayeb (Alemanha/EUA), Gladys Tzul Tzul (Guatemala), Jota Mombaça (Brasil), Keyna Eleison (Brasil), Leda Maria Martins (Brasil), Marco Baravalle (Itália), Olivier Marboeuf (França), Paulo Tavares (Brasil), Raquel Rolnik (Brasil), Rosane Borges (Brasil), Sandra Benites (Brasil), Saphiya Abu Al-Maati (EUA), Suely Rolnik (Brasil), Thiago de Paula (Brasil), Maria Verónica Gago (Argentina) e Yuderkis Espinosa (Equador).

Programação multidisciplinar

 

A robustez do seminário reside na sua estrutura integradora, que combina conferências e mesas de debate com mostras de cinema, performances artísticas e oficinas. A programação é dividida em quatro eixos curatoriais estratégicos explorados em profundidade:
As mesas discutirão temas urgentes como racismo, extrativismo, colonialidade, dinâmicas migratórias, além dos saberes de povos originários e diaspóricos. A mesa de encerramento, no dia 25 de abril, projetará as reflexões desenvolvidas ao longo do evento com as conferências de Ailton Krenak e Rosane Borges.
Programação
22 de abril | Dia 1

10h às 17h — Oficina com Olivier Marboeuf

23 de abril | Dia 2
9h — Apresentação institucional Sesc
10h — Abertura do encontro. Com Manuel Borja-Villel e Irene Valle Corpas
10h45 às 12h45 — Mesa de Abertura. Com Leda Maria Martins e Adriana Guzmán Arroyo (Jalliu Kipa) – Reflexões sobre corpo, território e memória como formas de compreender o presente e construir outras temporalidades.
14h45 às 16h — Mostra Audiovisual. Exibição de obras que abordam feminismo, território e resistência, com foco em experiências comunitárias e relações com a terra.
16h15 às 18h15 — Mesa 1: À Margem do Mundo. Com Claudio Alvarado Lincopi, Raquel Rolnik e Jota Mombaça. Mediação: Dilton de Almeida – Debate sobre fronteiras, desigualdade e os desafios de pensar instituições culturais que não reproduzam exclusões.
18h30 — Intervenção artística. Paulo Nazareth – Performance inédita criada especialmente para o seminário.
24 de abril | Dia 3
9h — Mostra Audiovisual. Exibição de filme brasileiro sobre memória, identidade e luta dos povos indígenas.
10h50 às 13h20 — Mesa 2: Partir permanecendo. Êxodos para um outro fim possível. Com Farid Rakun, Gladys Tzul Tzul, Suely Rolnik e Verónica Gago. Mediação: Keyna Eleison – Discussão sobre capitalismo contemporâneo, subjetividade e possibilidades de resistência e reinvenção da vida.
15h20 às 16h10 — Mostra Audiovisual. Filmes que abordam colonialismo, meio ambiente e memória histórica.
16h25 às 18h25 — Mesa 3: Ambientes para a vida. Driblar os mapas. Com Saphiya Abu Al-Maati, Yuderkys Espinosa-Miñoso e Paulo Tavares. Mediação: Thiago de Paula – Debate sobre extrativismo, racismo ambiental e saberes indígenas como alternativas às lógicas de exploração.
18h40 — Intervenção artística. Jamile Cazumbá – Performance que investiga memória, corpo e experiências negras a partir de linguagem interdisciplinar.
25 de abril | Dia 4
9h — Mostra Audiovisual. Exibição de obra experimental que questiona formas tradicionais de representação.
10h às 12h — Mesa 4: Caminhar com o passado à frente. Com Fatima El-Tayeb, Marco Baravalle e Ana Longoni. Mediação: Sandra Benites – Discussão sobre o papel dos museus e instituições culturais na construção de novas formas de sensibilidade e conexão com a vida.
14h — Mostra Audiovisual. Filha Natural, de Aline Motta, com narração ao vivo da artista. Experiência que combina cinema e performance em tempo real.
14h16 — Aline Motta fala sobre “Filha Natural”- A diretora, Aline Motta, conversa com o público sobre o filme que acaba de ser exibido.
14h55 às 16h55 — Mesa de Encerramento. Com Rosane Borges e Ailton Krenak – Diálogo sobre outras formas de existir e pensar o mundo a partir de diferentes cosmovisões.
17h10 — Intervenção artística (instalação). Olivier Marboeuf — Wall Drawing.
Alguns palestrantes:

30 de março de 2026

Até o fim do ano, 16 grupos de teatro, dança e circo de todas as regiões do Brasil circularão por 113 cidades

O Sesc lança, no próximo dia 14 de abril, a 28ª edição do Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas do país. Neste ano, o repertório dos espetáculos propõe uma experiência em família, unindo gerações, em sintonia com a comemoração dos 80 anos do Sesc. Com 16 grupos de teatro, dança e circo de 12 estados brasileiros, o circuito chegará a 113 cidades até o fim do ano, ampliando o acesso à cultura e levando ao público, por meio da arte, temas sensíveis como a busca pela saúde mental, as relações do cotidiano e o deslocamento humano no processo de imigração. O evento de lançamento será em Porto Alegre (RS).

“O Palco Giratório traz um conjunto de espetáculos, cuidadosamente selecionados por uma curadoria formada por profissionais do Sesc de todo país, que tem como proposta reunir diversos públicos em torno de temas contemporâneos e de relevância social. O circuito celebra as artes cênicas em todo seu potencial de experiência artística que proporciona a reflexão conjunta e o fortalecimento de laços afetivos”, afirma o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini.

A 28ª edição do Palco Giratório presta homenagem aos 40 anos do Grupo Sobrevento, referência internacional no teatro de animação.

Grupo Sobrevento é homenageado nesta edição do Palco Giratório.

Com uma trajetória marcada pela pesquisa artística com objetos e formas, onde não apenas bonecos ganham vida, mas também objetos do dia a dia (malas, bule, chapéus, por exemplo), o Sobrevento transforma personagens e narrativas. Criado no Rio de Janeiro, o grupo é radicado em São Paulo, onde mantém suas atividades sem interrupção até hoje.

Este ano, o teatro de formas animadas ganha espaço na programação do Palco Giratório com espetáculos como, que atua com teatro de bonecos e animação.

O Sobrevento apresentará o espetáculo de animação Para Mariela, que aborda de maneira sensível e poética os sonhos de uma vida simples e os desafios da imigração, a partir de histórias reais de crianças bolivianas. A obra dialoga diretamente com temas contemporâneos como identidade, pertencimento e deslocamento, reafirmando a força do teatro como espaço de escuta e reflexão.

Este ano, o teatro de formas animadas ganha espaço na programação do Palco Giratório com espetáculos como Re Te Tei (Tropa do Balacobaco/PE), e Caixa Ninho (Coletivo Eranos Círculo de Arte/SC), que atua com teatro de bonecos e animação.

Para assistir em família

Nesta edição, 12 espetáculos têm classificação livre e são um convite à diversão em família. Obras como Frankinho – uma história em pedacinhos do Coletivo Gompa (RS) e Dandara na Terra dos Palmares (Arte Sintonia Companhia de Teatro/BA), abordam temas essenciais do cotidiano, como amizade, bullying, ancestralidade e o enfrentamento do racismo. Inspirado na obra Frankenstein, o espetáculo do coletivo gaúcho aproxima arte e ciência para estimular a criatividade do público. Já o trabalho da companhia de teatro baiana narra a trajetória de uma menina que sofre racismo na escola e encontra forças para enfrentar a experiência dolorosa ao se reconectar com sua origem e identidade.

Corpos de Tambor (Coletivo Croa) mostra a força amazônica com elementos da cultura popular do estado associado a elementos das danças de rua, destacando o poder poético dos batuques

O impacto das telas na relação entre as crianças e as famílias, tema extremamente atual, estará em cena com o espetáculo HA! (Grupo Artilharia Cênica/MG). Já Caixa Ninho, do grupo de Santa Catarina, utiliza as caixas de papelão para retratar sentimentos como cuidado e afeto. Do Pará, Corpos de Tambor (Coletivo Croa) mostra a força amazônica com elementos da cultura popular do estado associado a elementos das danças de rua, destacando o poder poético dos batuques.

As montagens também trazem para a cena as relações familiares e os desafios contemporâneos, por meio de uma linguagem acessível e sensível. Entre os temas abordados estão a depressão, retratada no espetáculo No Coração da Lua (Grupo Estação de Teatro/RN); o Alzheimer, que é tema de A Maçã (William Seven/SP); e o Autismo, em Memórias em Maranhês: a casa (Grupo Cena Aberta/MA).
Lançamento conta com espetáculos e encontros sobre criação nas artes cênicas

A mostra de lançamento do 28º Palco Giratório acontece entre os dias 14 e 17 de abril, em Porto Alegre, com uma série de encontros dedicados à reflexão sobre a criação nas artes cênicas. Um dos pontos altos será o 7º Seminário Palco Giratório, realizado nos dias 15 e 16, na Zona Cultural, com atividades presenciais e online.

O seminário inclui a aula inaugural Dançar o tempo: encruzilhadas e espirais’, com Leda Maria Martins (MG). Ela é poeta, ensaísta e dramaturga e uma referência nos estudos sobre performance e artes cênicas. A programação traz ainda diálogos com Paloma Carpio, artista cênica peruana, pesquisadora e gestora cultural ligada à criação coletiva e à cultura comunitária, além de Francis Wilker (DF), diretor teatral, pesquisador e professor.

A mostra reúne também espetáculos de grupos e artistas do Rio Grande do Sul e de outros estados, com apresentações de teatro, dança e performance em diferentes espaços da cidade.

Conheça mais sobre os grupos que estarão nesta edição do Palco Giratório:

Estado Grupo / Companhia Linguagem
Bahia Arte Sintonia Companhia de Teatro / Márcio Fidelis Cia de Dança Teatro Infâncias / Dança
Ceará Eduardo Show da Vida e Alysson Lemos Circo
Maranhão Grupo Cena Aberta Teatro
Mato Grosso do Sul House of Hands up MS Dança
Minas Gerais Grupo Artilharia Cênica Dança, dança-teatro e formas animadas
Pará Coletivo Croa Dança
Paraná GPeTI: Grupo de Pesquisa de Teatro para Infância Teatro
Pernambuco Tropa do Balacobaco Teatro Formas Animadas
Rio Grande do Norte Palhaço Piruá / Grupo Estação de Teatro Circo / Teatro Infâncias
Rio Grande do Sul Máscara EnCena / Coletivo Gompa Teatro / Teatro Infâncias
Santa Catarina Eranos Círculo de Arte Teatro Infâncias
São Paulo Sobrevento / William Seven Teatro / Circo

 

18 de março de 2026

O Prêmio Sesc de Literatura bateu recorde histórico de inscrições na edição deste ano. Ao todo, foram recebidas 2.969 obras de autores inéditos de todo o país nas categorias Romance, Conto e Poesia. O número consolida a premiação como uma das principais portas de entrada para novos nomes da literatura brasileira alcançarem o grande público.

Entre os três gêneros literários, Poesia concentrou o maior número de candidatos, com a apresentação de 1.203 obras. Na sequência aparecem Romance, com 960 inscrições, e Conto, que somou 806. Os vencedores de 2026 serão revelados em agosto.

Criado para incentivar novos talentos da literatura nacional, o Prêmio Sesc de Literatura é voltado exclusivamente a autores inéditos, ou seja, aqueles que nunca tiveram livros publicados na categoria para a qual concorrem. Os vencedores têm seus livros publicados pela Editora Senac Rio e recebem uma premiação de dinheiro no valor de R$ 30 mil. Além disso, circulam pelo país em uma programação composta por eventos como clubes de leitores, bate-papos com o público e eventos de literários.

O Prêmio Sesc de Literatura 2025 celebrou os novos talentos lançando as obras “Goiás” (Romance) de Marcus Groza, “Massaranduba” (Conto) de Abáz e “Escalar Cansa” (Poesia) de Leonardo Piana.

Este ano, participam do Circuito dos Vencedores Marcus Groza (SP), autor do romance “Goiás”; Leonardo Piana (MG), autor do livro de poesias “Escalar Cansa”; e Abáz (BA), autor da obra de contos “Massaranduba”. Eles percorrerão mais de 20 cidades até novembro e estarão em eventos como a Flipoços, a Flipelô e na Semana Literário do Sesc no Paraná.

9 de março de 2026

O III Congresso Métodos Fronteiriços: corpo(s), espacialidade(s), outra(s) democracias, realizado online, mobiliza a atenção para os saberes plurais constituídos na inserção dos agentes em contextos diversos ligados à pesquisa acadêmica e aos saberes tradicionais e ancestrais, nos quais elaboram práticas e geram respostas aos problemas contemporâneos. O Sesc em Rondônia é parceiro desta iniciativa e constrói junto o diálogo no Colóquio – Eixo Oralidades Oralidades, Saberes e Espacialidades Amazônidas: experiências de pertencimentos. Debate com Déba Tacana e Marcela Bonfim, mediação: Betânia Avelar – SESC RO.