1 de setembro de 2026

Com entrada gratuita, mostra reúne obras de artistas negros de diferentes gerações e regiões do país e estabelece conexões com a história cultural de Franca

Uma das mais abrangentes exposições dedicadas à produção de artistas negros no Brasil chega ao Sesc Franca. Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro abre em 28 de agosto e permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2027, com entrada gratuita.

Com cerca de 90 obras, a exposição reúne pinturas, fotografias, esculturas, instalações, objetos, trabalhos têxteis, documentos e produções audiovisuais. O conjunto apresenta diferentes perspectivas da arte negra brasileira, atravessadas por temas como memória, ancestralidade, espiritualidade, identidade e experiências sociais.

A abertura contará ainda com apresentação da Velha Guarda da Mangueira, que celebra 70 anos de trajetória com um repertório dedicado às matrizes do samba carioca, incluindo o samba-enredo que dá nome à exposição.

 

Com curadoria-geral de Igor Simões, a montagem do Sesc Franca preserva a proposta conceitual das edições realizadas anteriormente no Sesc Belenzinho, em São Paulo, e no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis (RJ), mas estabelece novas relações com o território.

Nesta edição, passam a integrar a exposição sete obras do Acervo Sesc de Arte, com trabalhos de artistas como No Martins, Eustáquio Neves, Isa do Rosário, Lidia Lisbôa, Jorge dos Anjos e Miguel Penha Chiquitano. A mostra também conta com obras da Coleção Arte Sesc Brasil e de coleções do Sesc de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

A relação com Franca aparece também nas trajetórias de três nomes presentes na exposição: Abdias Nascimento, Isa do Rosário e Carlos de Assumpção.

Nascido em Franca em 1914, Abdias Nascimento foi artista, escritor, dramaturgo, professor, político e ativista. Fundador do Teatro Experimental do Negro, tornou-se uma das principais referências brasileiras no combate ao racismo e na valorização da cultura negra. O vínculo com sua obra também marca a história recente do Sesc Franca, que iniciou suas atividades, em 2024, com a exposição O Quilombismo – Documentos de uma Militância Pan-africanista.

Isa do Rosário, nascida em Batatais e radicada em Franca, desenvolve trabalhos que unem bordado, artes visuais, poesia, ancestralidade e referências às culturas afro-brasileiras.

Já o poeta Carlos de Assumpção, que escolheu Franca como lugar de vida e criação, tornou-se uma referência da literatura negra brasileira. Seu poema Protesto, de 1958, é considerado um marco pela denúncia do racismo e pela defesa da liberdade e da dignidade.

A primeira montagem de Dos Brasis foi inaugurada em agosto de 2023, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, onde recebeu mais de 140 mil visitantes.

Sete núcleos percorrem diferentes perspectivas da arte negra

A exposição está organizada em sete núcleos curatoriais: Romper, Branco Tema, Negro Vida, Amefricanas, Organização Já, Legítima Defesa e Baobá.

Os conjuntos propõem reflexões sobre a presença de artistas negros na história da arte brasileira, ancestralidade, relações de poder, cotidiano, afetos, organização comunitária e diferentes formas de resistência e criação.

Exposição conta com recursos de acessibilidade

Além das obras, o público poderá participar de ações educativas e visitas mediadas promovidas pelo Programa Educativo da exposição.

A mostra conta ainda com recursos de acessibilidade, como vídeos em Libras, audiodescrição, paisagem sonora, legendas em braile, pictogramas, conteúdos acessíveis por QR Codes e obra tátil.

Projeto percorre diferentes regiões do Brasil

Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro nasceu de uma iniciativa do Departamento Nacional do Sesc em colaboração com os Departamentos Regionais e profissionais da Rede Sesc de Artes Visuais.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2018, a partir de pesquisas e debates sobre produção artística negra e racismo estrutural no campo das artes.

A primeira montagem foi inaugurada em 2023, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, onde recebeu mais de 140 mil visitantes. Em 2024, a exposição chegou ao Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis. A passagem por Franca dá continuidade à circulação nacional do projeto, com novos diálogos entre a exposição e os territórios que a recebem.

26 de agosto de 2026

“Picasso, a construção de um gênio” inicia a circulação em Vitória (ES) em comemoração aos 80 anos do Sesc

 

Em comemoração aos 80 anos de criação, o Sesc leva ao público uma mostra com 80 obras de Pablo Picasso, um dos artistas mais importantes e revolucionários da história. A exposição “Picasso, a construção de um gênio” circulará por oito estados, começando pelo Espírito Santo, onde ocupa o Espaço Cultural do Palácio Anchieta, no Centro da capital, até o dia 16 de outubro. Posteriormente, serão contemplados com a iniciativa Minais Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia e Pará.

A mostra também apresenta um conjunto de trabalhos que amplia o olhar sobre a trajetória e o universo artístico do mestre espanhol, incluindo fotografias, gravuras, cerâmicas e obras de artistas que fizeram parte de seu percurso e de seu círculo de criação, como Dora Maar e Françoise Gilot. O acervo provém de duas coleções privadas italianas administradas pela The Art Company. Grande parte das peças está depositada no MARV – Museo d’Arte Rubini Vesin, na cidade de Gradara. Mais do que reunir obras raras, a exposição propõe apresentar Picasso sob uma nova perspectiva: não apenas como um gênio da pintura, mas como o centro de um universo criativo que ajudou a transformar a arte do século XX.

O lançamento da exposição no Espírito Santo contou com a presença do Diretor-Geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo. “Celebrar os 80 anos do Sesc trazendo ao Brasil uma exposição desta dimensão simboliza aquilo que orienta nossa atuação há oito décadas: ampliar o acesso dos trabalhadores a experiências de excelência. Tornar esse patrimônio acessível é possível graças ao compromisso dos empresários do setor, que acreditam no investimento social como um caminho para promover qualidade de vida e cidadania”, explica Cirilo.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac, Idalberto Moro, a mostra representa um momento histórico para a cultura capixaba. “É uma honra para o nosso Estado abrir o Circuito Nacional com uma mostra dessa relevância, que projeta o Espírito Santo no cenário cultural brasileiro e reafirma o compromisso do Sesc de promover a cultura como instrumento de desenvolvimento humano, educação e qualidade de vida”, disse.

 


Obras do Mestre Espanhol

A exposição percorre diferentes fases da vida de Pablo Picasso. Nascido em Málaga, na Espanha, em 1881, ele demonstrou talento ainda criança e, ao longo de mais de sete décadas de carreira, produziu milhares de pinturas, esculturas, gravuras, desenhos e cerâmicas. Ao lado do francês Georges Braque, criou o Cubismo, movimento artístico que revolucionou a pintura ao apresentar diferentes perspectivas de um mesmo objeto em uma única imagem e influenciou gerações de artistas em todo o mundo.

O público poderá conhecer algumas das séries mais importantes produzidas por Picasso. Entre elas Le Repas Frugal (1904), considerada sua primeira grande gravura e uma das mais importantes do século XX. Produzida quando o artista tinha apenas 22 anos e enfrentava dificuldades financeiras em Paris, a obra retrata um casal diante de uma mesa quase vazia e traduz a sensibilidade do jovem pintor diante da pobreza e da solidão.

A exposição também reúne gravuras da série Suite des Saltimbanques, inspiradas no universo dos artistas mambembes de circo, com quem Picasso se identificava no início da carreira; a

coleção completa de Tauromaquia, produzida entre 1957 e 1959 e dedicada às tradicionais touradas espanholas; e as gravuras de A Obra-Prima Ignorada, inspiradas no conto de Honoré de Balzac sobre a busca incessante pela obra perfeita.

O público também poderá contemplar 12 cerâmicas produzidas entre 1948 e 1959 no ateliê Madoura, em Vallauris, quando Picasso transformava pratos, vasos e travessas em obras de arte, demonstrando que a criatividade também podia nascer de objetos do cotidiano.

 

A Construção de um Gênio

Outro diferencial da exposição é apresentar Picasso além do mito. Em vez de retratá-lo como um artista isolado, será destacado o universo criativo que o cercava por meio de 31 obras de duas mulheres fundamentais em sua trajetória: Dora Maar e Françoise Gilot.

De Dora Maar estarão expostas 15 obras, entre pinturas, desenhos, aquarelas e dez fotografias da série Le Temps Déborde, além do histórico registro fotográfico da criação de Guernica — documento produzido por ela enquanto Picasso pintava aquele que se tornaria seu trabalho mais famoso e um dos maiores símbolos mundiais contra a guerra. O visitante poderá acompanhar, por meio dessas imagens, como nasceu uma das obras mais importantes da história da arte.

Já Françoise Gilot participa da exposição com as 16 litografias – um método de impressão criado em 1796 que usa uma pedra especial ou placa de metal – da série Pages d’Amour (1951). Pintora e escritora reconhecida internacionalmente, ela construiu uma carreira própria e tornou-se a única companheira de Picasso a deixá-lo por decisão própria. Sua presença reforça a proposta da exposição de valorizar também os artistas que fizeram parte da vida do pintor espanhol.

As fotografias de Robert Capa, um dos maiores fotojornalistas do século XX, completam o percurso revelando um lado pouco conhecido de Picasso. Os registros mostram momentos descontraídos do artista na França, já consagrado mundialmente, aproximando o visitante da pessoa por trás do gênio.

Pensada para receber desde quem nunca entrou em um museu até especialistas em arte, a exposição reúne textos em linguagem acessível, recursos digitais, materiais educativos e ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Além de proporcionar contato com obras que normalmente circulam apenas por grandes museus e coleções europeias, a exposição representa uma oportunidade de ampliar o repertório cultural, estimular a criatividade e compreender por que Picasso continua sendo, mais de 50 anos após sua morte, um dos artistas mais influentes da história.

19 de agosto de 2026

Mariana do Nascimento Ramos, Anacã Agra e Guilherme de Miranda Ramos são os vencedores nas categorias Romance, Conto e Poesia; edição recebeu 2.969 inscrições

O Prêmio Sesc de Literatura anuncia os vencedores da edição 2026: Mariana do Nascimento Ramos, de Brasília (DF), com o Romance “A vontade das coisas mortas”; Anacã Agra, de João Pessoa (PB), em Conto com o livro “A replicação do sangue”; e Guilherme de Miranda Ramos, de Maceió (AL), na categoria Poesia com “Geografia do desconforto”. Neste ano, o prêmio bateu recorde histórico de inscrições com 2.969 obras, sendo 1.203 de poesia, 960 romances e 806 livros de contos. As obras foram selecionadas por especialistas convidados para cada categoria. O júri de Romance foi formado por Maria Esther Maciel e Itamar Vieira Junior; o de Conto, por Miriam Alves e Dau Bastos; e o de Poesia, por Cida Pedrosa e Edimilson de Almeida Pereira.

“Chegar a 23ª edição com recorde de inscrições é um reconhecimento da força que o Prêmio Sesc de Literatura conquistou ao longo de sua trajetória. Os trabalhos recebidos este ano mostram que há uma produção literária diversa, potente e interessada em encontrar novos caminhos para contar as histórias do nosso país. Mais do que revelar novos autores, o prêmio reafirma o compromisso do Sesc com a literatura brasileira, criando oportunidades para que essas vozes sejam publicadas, circulem e cheguem a leitores de diferentes lugares”, afirma Diana dos Santos Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.

Criado para incentivar novos talentos da literatura nacional, o Prêmio Sesc de Literatura é voltado exclusivamente a autores inéditos, ou seja, aqueles que nunca tiveram livros publicados na categoria para a qual concorrem. Os vencedores têm seus livros publicados pela Editora Senac Rio e recebem uma premiação em dinheiro no valor de R$ 30 mil. Além disso, circulam pelo país em uma programação composta por eventos como clubes de leitores, bate-papos com o público e eventos de literários.

Romance

A vencedora na categoria Romance é Mariana do Nascimento Ramos, de Brasília, de 45 anos, autora de “A vontade das coisas mortas”. Escritora, professora e servidora pública, Mariana é formada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu mestrado em Ciência da Literatura. Atuou como professora de Literatura Brasileira na Argentina, na Costa Rica e na China. Em “A vontade das coisas mortas”, conta a história de Bruna, professora de literatura de uma pequena cidade do interior que tenta reconstruir a própria vida depois de sobreviver a um massacre escolar. Entre sessões de terapia, o retorno ao trabalho, relações familiares e lembranças do passado, a personagem enfrenta o luto, a culpa e o trauma. A narrativa alterna presente e passado e aborda temas como memória, morte, solidão e as marcas deixadas por tragédias em pessoas e lugares. “Esse foi o primeiro romance que eu escrevi. O livro foi inspirado no caso de Suzano, em São Paulo, e tentei trazer intimidade de um lugar difícil, que é a violência. Procurei falar com lirismo e ternura, tratando a violência de forma silenciosa e que se entranha nas relações e nas coisas. Estou ansiosa para ver qual vai ser a percepção do público sobre a história”, conta.

Mariana é formada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu mestrado em Ciência da Literatura. Atuou como professora de Literatura Brasileira na Argentina, na Costa Rica e na China.

Conto

Na categoria Conto, o vencedor é Anacã Agra, de João Pessoa (PB), de 48 anos, com “A replicação do sangue”. Formado em Letras, com mestrado e doutorado em Literatura, Anacã é professor na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde ministra, desde 2017, um curso de criação literária. A literatura e a escrita estão presentes na vida dele desde a infância, com influência do pai, que também foi professor de literatura, letras e escritor. “Segundo meu pai conta, escrevi meu primeiro conto aos 13 anos e não parei mais”. Escritor de romances, contos, poemas e roteiros cinematográficos, Anacã publicou de forma independente os romances “A Face Interna da Carne”, “O Circo da Galileia”, “Amadis de Riorraso” e “Éramos Eternos”.

“A replicação do sangue” reúne contos marcados por tragédias humanas, violência, culpa, desejo e ironias do destino. As histórias colocam personagens comuns diante de situações extremas e exploram dramas familiares, paixões frustradas, vinganças, acidentes, crimes e encontros marcados pelo acaso. “Uma semana antes de receber a notícia do prêmio eu pensei em desistir de publicar. Faz mais de 30 anos que eu produzo e ainda não havia conseguido um ‘sim’. Agora eu não desisto mais”. Anacã diz que os contos que compõem o livro foram escritos ao longo do tempo, inicialmente sem a intenção de formar uma obra única. Posteriormente, o autor identificou aproximações temáticas entre os textos e os reuniu. “Parte das histórias tem origem em experiências próprias ou de pessoas próximas, enquanto outras nasceram de notícias, filmes e outras referências”, ele explica.

Formado em Letras, com mestrado e doutorado em Literatura, Anacã é professor na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde ministra, desde 2017, um curso de criação literária

 

Poesia

O vencedor na categoria Poesia é o alagoano Guilherme de Miranda Ramos, de Maceió, de 54 anos, com “Geografia do desconforto”. Escritor, compositor e produtor cultural, Guilherme é autor de livros infantis e de crônicas e possui textos premiados em editais e concursos. Na música, é idealizador do Intermídia Estúdio de Criação e do projeto Quarentemas, além de compor trilhas sonoras para literatura, audiovisual e artes cênicas e produzir singles e álbuns autorais. Guilherme diz que o primeiro contato que teve com a arte foi em criança, quando leu um poema em uma revista que sua mãe levou para casa. “Essa poesia me encantou, eu ficava reescrevendo como se o texto fosse meu”. Depois disso, se envolveu com arte na escola e passou a ler tudo, até bula de remédio, ele brinca.

Em “Geografia do desconforto”, os poemas percorrem três territórios simbólicos: o sangue, o asfalto e o espelho. A primeira parte aborda memórias familiares, heranças afetivas, silêncios entre gerações, perdas e a busca por identidade. Na segunda, o olhar se volta para trabalhadores invisibilizados nas cidades, discutindo desigualdade, precarização, resistência e dignidade. Já a terceira parte mergulha em questões existenciais relacionadas ao corpo, ao tempo, à solidão, à saúde mental e ao sentimento de não pertencimento. Com linguagem simples e imagens marcantes, o livro constrói uma cartografia da memória e da condição humana. “Para esse livro eu saí da minha zona de conforto e experimentei formatos que antes eu não tinha coragem. Estou ansioso para encontrar outros escritores, trocar experiências com essas pessoas e ser fonte de inspiração para que eles não desistam dos seus sonhos, como eu não desisti do meu”.

Guilherme é autor de livros infantis e de crônicas e possui textos premiados em editais e concursos.

 

Os autores vencedores serão apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano. Após a publicação, os livros serão vendidos em livrarias online e físicas por todo país e distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc. A lista com todos os finalistas pode ser conferida abaixo:

 

Romance:

Gemerson Farias Roque da Costa (Paraíba)

Juliano Heinen (Rio Grande do Sul)

Andre da Silva Araujo (Ceará

Aloizio Campomizzi (São Paulo)

Marcelo Pacheco Soares (Rio de Janeiro)

Andre Ricardo Moreira (São Paulo)

Edilson Dias de Moura (São Paulo)

Lara de Podestá Haje (Distrito Federal)

Vinícius Oliveira Rocha (São Paulo)

Gustavo Trevizani Burla de Aguiar (Minas Gerais)

Eduardo Gabor (São Paulo)

Yan Patrick Brandemburg Siqueira (Espírito Santo)

Alexandre Leocádio Santana Neto (Paraná)

Lucas Rafael Nolli Duarte (Minas Gerais)

 

Conto:

Alysson Gabriel Pereira Reis (Pernambuco)

Raphael Carvalho Nogueira (Rio de Janeiro)

Lucas Barbosa (São Paulo)

Marcelo Assis Mello de Baère (Rio de Janeiro)

Alessandra Pereira Louzada (Paraná)

Josiano Saulo Diniz (Alagoas)

Leandro da Silva Adriano (Rio Grande do Sul)

Maurício Martins de Oliveira (Rio de Janeiro)

João Marcelo de Oliveira Rocha (Pará)

Jéssica Gonzatto Pedrozo (São Paulo)

Altamiza Melo Silva (Pernambuco)

Tamires da Silveira Borges Cavalcante (Rio de Janeiro)

Roberto Carlos Soares Sobrinho (São Paulo)

Yves Marcel de Oliveira São Paulo (Bahia)

 

Poesia:

Rafael Fonseca Atuati (São Paulo)

Antonio da Silva Castro Junior (Rio de Janeiro)

Roberto Brasileiro Prado (Minas Gerais)

Felipe Arruda de Toledo Pereira (São Paulo)

Felipe de Carvalho Fontoura (Bahia)

Clara Joséphine Figueiredo Caldeira da Silva (São Paulo)

Lorenzo Krüger da Câmara Ribas (Rio Grande do Sul)

Gabriel Rodrigues Bragança (São Paulo)

Nícolas Marques de Oliveira (Paraná)

Nayara Priscila Xavier (Pernambuco)

Cassia Cristina Silva Pereira (São Paulo)

Flavia Mendes de Andrade Peres (Pernambuco)

Alexandre Oliveira de Souza (São Paulo)

Alessandro Wanderley Guanabara (Rio de Janeiro)

18 de agosto de 2026

Um dia para ficar na história do Sesc. Em celebração aos 80 anos da Instituição, foi inaugurado no dia 12 de agosto o Sesc Caborê, unidade que integra o Polo Sociocultural Sesc Paraty. O evento contou com a presença de dirigentes do Sistema Comércio de todo o país, que se reuniram no local para a Reunião da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e para as reuniões dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac, conduzidas pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Após o encontro, teve início a festa que marcou a abertura da unidade. Mais de mil pessoas acompanharam a programação especial do evento, que contou com a participação da atriz Zezé Motta, que fez uma leitura de crônicas baseadas em histórias de frequentadores da Instituição. Para animar o público, subiram ao palco o grupo Samba de Rosena, do território de Paraty, e o cantor e compositor Xande de Pilares.

Xande de Pilares foi uma das atrações da abertura da unidade. (Foto: Luiza Saad)

O público também contou com atividades no BiblioSesc, área kids e uma exposição sobre os 80 anos do Sesc. A área verde e a arquitetura do espaço também chamaram a atenção dos participantes. “Esse espaço está surpreendente, eu não esperava que ia ser tão grandioso assim”, disse a moradora Stella Brandão. “Uma arquitetura linda. Eu trabalho em hotelaria há 17 anos, vim para Paraty e agora vou usufruir desse Sesc aqui, com toda essa infraestrutura, oficinas”, destacou Guilherme Camargo.

O Sesc Caborê

Instalado em uma área de mais de 28 mil metros quadrados, em meio a uma região verde preservada e às margens do rio Perequê-Açu, o Sesc Caborê tem como proposta ampliar o acesso da população à cultura, à formação e à convivência social, além de fortalecer o intercâmbio entre a produção cultural de Paraty e de diferentes regiões brasileiras. O projeto assinado pelo arquiteto Índio da Costa incorpora a construção à paisagem natural, tendo como destaque o jequitibá centenário que ocupa o centro da praça de convivência e guia o desenho arquitetônico. A árvore, considerada uma das espécies símbolo da Mata Atlântica, também dá nome ao Café Jequitibá.

A inauguração marcou a entrega da primeira fase da unidade, com uma estrutura composta por salas de dança, música e edição; estúdio profissional de áudio; galeria de artes; ateliês e espaço multiuso para cursos e oficinas. A segunda etapa de obras, com conclusão prevista para 2029, inclui a construção de um anfiteatro e de novos espaços destinados à realização de espetáculos, festivais, conferências e eventos de maior porte. Quando estiver em pleno funcionamento, a expectativa é que a capacidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty chegue a 100 mim atendimento por ano.

 

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17 de agosto de 2026

O mês de agosto está repleto de atividades no Polo Sociocultural Sesc Paraty. Nossa programação reúne ações de cinema, artes visuais, literatura, patrimônio, artes cênicas, música e muito mais, promovendo encontros, experiências e diferentes formas de vivenciar a arte e a cultura.

Ao longo do mês, o público poderá participar de uma agenda diversa, pensada para diferentes idades e interesses, com atividades que valorizam a criação artística, a troca de saberes, a memória e o patrimônio cultural. São exposições, apresentações, sessões de cinema, encontros, oficinas e outras experiências que convidam moradores e visitantes a ocupar e descobrir os espaços do Polo.

Confira a programação completa, lembrando que datas, locais e horários estão sujeitos a alterações ao longo do mês. Para acompanhar todas as novidades e possíveis atualizações, fique de olho em nossas redes sociais. Por lá, divulgamos as informações mais recentes sobre a programação. Siga nossos canais e não perca nenhuma novidade!

ATIVIDADES REGULARES | Turmas Fechadas

ARTES VISUAIS
Curso Livre de Bordado – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê
Todas às quartas, de 10h às 12h.

Curso Desenho Livre – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê
Todas às terças e quintas, das 15h às 17h.

ARTES CÊNICAS
Danças Livres –
Sesc Santa Rita | Sesc Caborê
Todas às quartas, das 10h às 12h.

Danças Sociais – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê
Todas às terças e quintas, 19h às 21h.

MÚSICA
Sopra, oficina de flautas brasileiras –
Sesc Santa Rita | Sesc Caborê
Todos os sábados, das 10h às 13h.

Batuca, percussão afro brasileira – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê
Todos os domingos, das 10h às 13h.

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Ação de Credenciamento
11 e 13/08, das 10h às 18h | Sesc Santa Rita
12/08, a partir das 16h30 | Sesc Caborê

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Cine Sesc
07/08, às 19h – Zezé Motta, La Femme Enchantée – 56 minutos | 14 anos
08/08, às 16h – Suçuarana – 85 minutos | 12 anos
09/08, às 16h – Selvagens – 87 minutos | Livre

14/08, às 19h – Kasa Branca – 95 minutos | 16 anos
15/08, às 16h – Todas as estradas de terra têm gosto de sal – 97 minutos | 16 anos
16/08, às 16h – A mensagem de Jequi – 73min | Livre

21/08, às 19h: Malês – 114 minutos | 16 anos
22/08, às 16h: Amazonia, a nova minamata? – 75 minutos | 10 anos
23/08, às 16h: Placa Mãe – 105 minutos | Livre

28/08, às 16h: CINECLUBE – Sessão Especial com participantes do Vozes da Memória
29/08, às 16h: Luiz Melodia – 75 minutos | Livre
30/08, às 16h: Empirion: Uma aventura com Einstein – 96 minutos | Livre


ARTES VISUAIS

Fotoclube de Paraty
22/08, às 18h | Sesc Santa Rita

Ciclo do Livro Ilustrado 3, IA para Ilustração
27 e 28 de agosto, das 19h às 13h | Sesc Santa Rita

PATRIMÔNIO

Vivência “Anè das Pedras”
Inscrições abertas até o dia 17/08
A atividade de vivência na Aldeia Pataxó Hã Hã Hae ocorre no dia 22 de agosto, às 15h.

LITERATURA

Clubinho Sesc de Leitores
Segundas: BC Quilombo (09h30 às 11h).
Terças: BC Itaxi (10h30 às 12h); BC Colibri (14h50 às 15h50).
Quartas: BC ITAE (15h30 às 16h30); BC Tarituba (15h às 16h30);
Quintas: BC Itema (14h às 15h30);
Sextas: BC Itema (08h30 às 10h); Feira da Agricultura familiar
(10h30 às 11h30); Sesc Santa Rita (10h30 às 12h e 14h30 às 16h).

Clube Sesc de Leitores
11, 18 e 25 de agosto, às 19h – Clube Sesc de Leitores

EXPOSIÇÃO
Há 80 anos, somos FEITOS DE HISTÓRIAS

Local: Sesc Santa Rita | Atividade gratuita e aberta ao público.

3 de agosto de 2026

Nova unidade amplia o acesso à cultura, à formação e às artes e deve elevar para 60 mil a capacidade anual de atendimento do Sesc na cidade

Em celebração aos seus 80 anos, o Sesc inaugura, no dia 12 de agosto, o Sesc Caborê, nova unidade cultural da instituição em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Integrado ao Polo Sociocultural Sesc Paraty, o espaço amplia a presença permanente do Sesc na cidade e fortalece a oferta de atividades culturais, educativas e de convivência para a população. de inauguração será gratuita e aberta ao público. Entre as atrações confirmadas estão o cantor e compositor Xande de Pilares, a atriz Fernanda Montenegro e o grupo Samba de Rosena, representante da cultura local.

Xandy de Pilares fará um show gratuito na inauguração do Sesc Caborê.

Durante a abertura, Fernanda Montenegro fará uma leitura dramatizada de crônicas inspiradas em histórias reais de frequentadores do Sesc. A programação também contará com show de Xande de Pilares e apresentação do Samba de Rosena. erá visitar ainda uma exposição dedicada às oito décadas de atuação do Sesc. A mostra reúne relatos de clientes, registros da memória institucional e fotografias de unidades da instituição em diferentes estados brasileiros.

A atriz Fernanda Montenegro fará uma leitura dramatizada na inauguração do Sesc Caborê.

A programação aproxima a trajetória nacional do Sesc das histórias de quem participa de suas atividades, mostrando como a instituição é construída diariamente por pessoas, encontros e experiências.

Nova unidade deve triplicar atendimento do Sesc em Paraty

Localizado no bairro Caborê, o novo espaço complementa o trabalho desenvolvido pelo Sesc Santa Rita, no Centro Histórico. Com a operação das duas unidades, a expectativa é ampliar a capacidade anual de atendimento do Polo Sociocultural Sesc Paraty de 20 mil para 60 mil pessoas. ocupa uma área total superior a 28 mil metros quadrados, com mais de 3 mil metros quadrados de área construída nesta primeira etapa. A unidade foi concebida para atender moradores de Paraty, trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, visitantes e integrantes de comunidades caiçaras, indígenas e quilombolas da região. ampliar o acesso à cultura e criar um ambiente permanente de formação, criação artística, convivência e circulação de conhecimentos.

O Sesc Caborê vai ocupar uma área total superior a 28 mil metros quadrados, com mais de 3 mil metros quadrados de área construída em uma primeira etapa.

“A inauguração da unidade Caborê é mais um passo que o Sesc dá na ampliação dessa rede nacional de equipamentos voltados à promoção da cultura, da educação e da qualidade de vida. Um investimento que reforça o compromisso do Sistema Comércio com iniciativas que impulsionam o desenvolvimento das diversas regiões, geram oportunidades para trabalhadores, empresários e comunidades e valorizam a diversidade cultural brasileira”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Espaços para música, dança, artes visuais e tecnologia

A estrutura do Sesc Caborê reúne ambientes voltados a diferentes linguagens artísticas e processos de formação. A unidade conta com:

  • sala de dança equipada com espelhos e piso especial;
  • sala de ensaios para experimentações artísticas e pequenas apresentações;
  • duas salas acústicas de música;
  • estúdio profissional de áudio;
  • duas salas de edição;
  • galeria de artes;
  • quatro ateliês;
  • espaços tecnológicos com recursos como impressão 3D;
  • ambiente multiuso para cursos e oficinas.

Os espaços foram planejados para receber atividades continuadas, oferecer condições adequadas de trabalho aos artistas e ampliar as oportunidades de formação cultural para diferentes públicos.

Antes da inauguração oficial, o Sesc Caborê iniciou uma fase piloto para testar a infraestrutura e o funcionamento dos espaços. Atualmente, participam de atividades na unidade grupos de Danças Livres, Danças Sociais e Decanto de Dança; alunos do Curso Livre de Desenho; uma turma do Coral Cênico de Pessoas Idosas Vozes da Memória; e uma turma de percussões afro-brasileiras do projeto Batuca.

A relação entre construção e natureza orientou o projeto arquitetônico do Sesc Caborê. Desenvolvida pelo arquiteto Índio da Costa, a unidade está localizada em uma área verde às margens do rio Perequê-Açu e foi projetada para se integrar à paisagem de Paraty. centenário preservado no terreno ocupa o centro da praça de convivência e orienta o desenho arquitetônico do espaço. A árvore, uma das espécies representativas da Mata Atlântica, também dá nome ao Café Jequitibá. tística de Paraty também está presente na arquitetura. Um mural a céu aberto, com aproximadamente 280 metros quadrados, incorpora referências culturais e elementos tradicionais da região, reforçando o vínculo da unidade com o território e com seus criadores. ê conecta artistas de Paraty e de outras regiões

Além de ampliar a programação cultural da cidade, o Sesc Caborê pretende fortalecer o intercâmbio entre artistas, projetos e conhecimentos produzidos em Paraty e em outras regiões brasileiras.

A unidade deverá receber iniciativas locais e nacionais, aproximando criadores de diferentes estados e fortalecendo redes de colaboração cultural. A proposta é fazer do espaço um ponto de encontro entre manifestações tradicionais, produção contemporânea, formação artística e experimentação. integra o trabalho do Polo Sociocultural Sesc Paraty, que promove atividades de formação, pesquisa, criação e circulação cultural, além de ações relacionadas à preservação do patrimônio histórico, cultural e social da região.

Unidade iniciou atividades em fase piloto

Antes da inauguração oficial, o Sesc Caborê iniciou uma fase piloto para avaliar a infraestrutura, os equipamentos e o funcionamento dos espaços.

Atualmente, a unidade recebe grupos de Danças Livres, Danças Sociais e Decanto de Dança, alunos do Curso Livre de Desenho, participantes do Coral Cênico de Pessoas Idosas Vozes da Memória e integrantes da turma de percussões afro-brasileiras do projeto Batuca.

A etapa permite aperfeiçoar processos e preparar os ambientes para a ampliação gradual da programação após a inauguração.

Expansão do Sesc Caborê está prevista para 2029

A inauguração de 12 de agosto representa a entrega da primeira fase do Sesc Caborê, dedicada principalmente às atividades culturais, educativas, formativas e de convivência.

A segunda etapa de obras, com conclusão prevista para 2029, inclui a construção de um anfiteatro e de novos ambientes para espetáculos, festivais, conferências e eventos de maior porte. A expansão manterá como princípio a integração entre arquitetura, cultura e áreas verdes. paço, o Sesc amplia sua presença durante todo o ano em Paraty e fortalece o acesso à cultura como instrumento de formação, convivência, desenvolvimento social e valorização da diversidade brasileira.

28 de julho de 2026

O último dia do Sesc na Flip 2026, no domingo (26) reuniu atividades gratuitas no Sesc Santa Rita, na Casa Sesc e na Casa Edições Sesc. A programação destacou a diversidade da literatura brasileira, a formação de leitores e o diálogo entre cultura, educação e transformação social, tendo como destaque, o show de Juçara Marçal e as falas de Daniel Munduruku.

Literatura indígena e música no Sesc Santa Rita

No Sesc Santa Rita, o público acompanhou a contação de histórias “Veredas de histórias: encantos amazônicos”, com Emiliana Marajoara. A literatura indígena também esteve presente no Café Literário “Cosmologias da palavra: literatura como memória e futuro”, que reuniu Daniel Munduruku e Jama Wapichana, com mediação de Janda Montenegro. A mesa tratou de temas como a importância de olhares dos povos originários na escrita e formação literária nacional.

Mesa com Daniel Munduruku e Jama
Wapichana teve mediação de Janda Montenegro. Ancestralidade, memória e identidade foram temas da mesa.

O encerramento ficou por conta de Juçara Marçal, que levou música ao palco e marcou a despedida da programação do Sesc na Flip.

Casa Sesc valorizou bibliotecas e educação ambiental

A Casa Sesc recebeu atividades voltadas à leitura, à circulação de livros e à formação cultural. Entre os destaques estiveram a mesa sobre a coleção “De Bem”, do Sesc RJ, dedicada à educação ambiental, e o encontro “BiblioSesc: uma biblioteca viva e seus encontros”. O espaço também manteve experiências como o Ponto de Leitura Aconchego do Conto, a intervenção “Retire um poema” e instalações que aproximaram o público de diferentes formas de viver a literatura.

Casa Edições Sesc promoveu reflexões sobre sociedade

Na Casa Edições Sesc, os debates abordaram questões contemporâneas e diferentes etapas da vida. Mary del Priore e Marcos Brogna participaram da mesa “Educar para a velhice”. Já Fe Cortez e Wagner Andrade conversaram sobre participação social e responsabilidade individual no encontro “O poder do indivíduo para mudar o mundo”. Com atividades para diferentes públicos, o Sesc encerrou sua participação na Flip 2026 reforçando o compromisso com o acesso gratuito à cultura, a valorização da leitura e a criação de espaços de encontro em Paraty.

26 de julho de 2026

Encontro histórico entre Angela Davis e Flávia Oliveira marcou uma programação gratuita que reuniu literatura, pensamento crítico, música, acessibilidade e diversidade em Paraty

O sábado, 25 de julho, concentrou alguns dos encontros mais aguardados da programação do Sesc na Flip 2026. O principal destaque foi a presença da escritora, filósofa, educadora e ativista Angela Davis, que participou pela primeira vez da Festa Literária Internacional de Paraty.

No Sesc Caborê, Angela Davis dividiu com a jornalista Flávia Oliveira, que realizou a mediação.

Mesa de Angela Davis no Sesc Caborê levou mais de 900 pessoas. A atração foi gratuita.

O encontro propôs reflexões sobre liberdade, literatura, história e vida pública a partir das trajetórias e perspectivas dos dois intelectuais. A conversa também aproximou experiências dos continentes africano e americano, destacando conexões históricas, políticas e culturais construídas dos dois lados do Atlântico.

Angela Davis durante a programação do Sesc na Flip.

Reconhecida mundialmente por sua atuação no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e ao encarceramento em massa, Angela Davis construiu uma trajetória marcada pela articulação entre pensamento acadêmico, participação política e defesa dos direitos humanos. A mediação de Flávia Oliveira conduziu um diálogo que atravessou temas como colonialismo, racismo, liberdade, democracia e as permanências históricas que conectam África e América.

Sua presença na Flip ampliou os debates promovidos pelo Sesc sobre democracia, desigualdades, memória, liberdade e transformação social. Diante de um público atento, Davis reafirmou a literatura e o pensamento crítico como ferramentas para interpretar o presente e imaginar outros futuros.

Literatura, acessibilidade e futuros possíveis no Sesc Santa Rita

A programação de sábado começou no Sesc Santa Rita com a contação de histórias “Veredas de histórias: encantos amazônicos”, conduzida por Emiliana Marajoara.

Na sequência, o café literário “É possível um livro para todos?” reuniu Carla Mauch e Perla Assunção, com mediação de Elisabete Veras. O encontro discutiu os caminhos necessários para tornar os livros, as histórias e as experiências de leitura acessíveis a diferentes públicos.

O espaço também recebeu a oficina “Colagem como forma poética”, com Thainá Carvalho, e o café literário “Imaginando futuros possíveis”, com Nathalia Kariri e Anderson Shon, mediados por Janda Montenegro.

Na oficina de escrita “Fisgar pelo estômago”, Taís Bravo convidou os participantes a explorar as relações entre comida, memória e afeto por meio da criação literária.

Oficina Fisgar no Estômago foi feita no espaço do Sesc Mesa Brasil, na Flip.

A literatura como território de contestação esteve presente na conversa “Literatura em desacordo”, com Santiago Nazarian e Eliana Alves Cruz.

O encerramento das atividades no espaço ficou por conta do talk show literário de Tati Bernardi, que recebeu a escritora e atriz Elisa Lucinda para uma conversa marcada por literatura, trajetória artística, humor e reflexões sobre a sociedade brasileira.

Chico César, Socorro Acioli e tradução como criação movimentaram a Casa Sesc

Na Casa Sesc, as atividades atravessaram diferentes formas de experimentar a palavra, a música e a criação artística.

A mesa “Tradução como criação” apresentou a tradução não apenas como uma passagem entre idiomas, mas como processo literário, escolha estética e recriação cultural.

As escritoras Socorro Acioli e Monique Malcher participaram da mesa “O que nos assombra”, mediada por Bianca Santana. A atividade percorreu medos, mistérios, memórias e elementos fantásticos presentes na literatura contemporânea.

O encerramento aconteceu com o show “FOFO”, de Chico César, que aproximou música, poesia e performance. Ao longo do dia, a casa também ofereceu instalações, intervenções literárias e um ponto de leitura aberto ao público.

 Vencedores do Prêmio Sesc de Literatura compartilharam trajetórias

Outro destaque do sábado foi a participação dos vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2026.

Na Casa Estante Virtual, Leonardo Piana, Abáz e Marcus Groza conversaram sobre suas trajetórias, seus processos criativos e os caminhos que os levaram à premiação. A atividade foi mediada por Pedro Azevedo.

O encontro reforçou o trabalho desenvolvido pelo Sesc na descoberta, valorização e circulação de novos autores, aproximando escritores em início de carreira de leitores, editoras e profissionais do mercado literário.

Além das atividades culturais, o público pôde contribuir com as ações do Sesc Mesa Brasil.

O Sesc Santa Rita recebeu doações de alimentos não perecíveis e contribuições financeiras destinadas a instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

A iniciativa ampliou o impacto da presença do Sesc na Flip ao aproximar cultura, participação social e solidariedade.

Gratuita e acessível, a programação de sábado integrou mais um dia de Sesc na Flip e reafirmou o compromisso da instituição com a democratização da cultura, a formação de leitores e a valorização da diversidade de vozes, linguagens e territórios.

25 de julho de 2026

Programação nesta sexta (24) destaca homenagem a Elza Soares, conversa com Itamar Vieira Jr., performance de Anelis Assumpção e debate sobre inteligência artificial e o futuro das narrativas

Da literatura aos podcasts, da inteligência artificial à música, a programação do Sesc nesta sexta-feira (24), na Flip, propõe um percurso por diferentes maneiras de criar, compartilhar e interpretar narrativas. Ao longo do dia, os três espaços da instituição em Paraty recebem escritores, artistas, pesquisadores e comunicadores em debates, apresentações e encontros dedicados às múltiplas formas de circulação da palavra.

No Sesc Santa Rita, um dos momentos mais aguardados do dia será o encontro entre Tati Bernardi e Itamar Vieira Junior. Às 19h30, o autor de “Torto Arado” é o convidado do talk show literário conduzido pela escritora, em um formato que troca a tradicional mesa de debate por uma conversa dinâmica sobre os bastidores da leitura e da escrita, com humor e jogos literários.

As transformações na forma de falar sobre livros também ganham espaço na programação. Às 16h, as jornalistas e criadoras de conteúdo Tatiany Leite e Jéssica Balbino discutem o impacto dos podcasts e das plataformas digitais na circulação da literatura e na aproximação entre autores e leitores. Já às 15h, o encontro “O que se cozinha, o que se conta” reúne Rute Costa, Beatriz Fraga, Cirlene Barreiro e Clara Souza em uma conversa sobre alimentação, memória e transmissão de saberes, em diálogo com a atuação do Sesc Mesa Brasil.

Na Casa Sesc, os impactos da tecnologia sobre a produção de narrativas estarão no centro do debate “Inteligência artificial, narrativas e poder: quem escreve o futuro?”. Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zala discutem como as novas tecnologias atravessam a criação, a circulação de discursos e as disputas de poder, com mediação de Joyce Freitas Brandão.

A literatura produzida a partir de diferentes territórios e experiências também marca o dia. Às 18h, Ana Maria Gonçalves e Edimilson Pereira participam da mesa “As muitas tramas de Minas”, com mediação de Tarso de Melo. A programação da Casa Sesc termina, às 20h, com Anelis Assumpção no show poético “Pitadas de SAL”, encontro entre música e palavra.

Na Casa Edições Sesc, a trajetória de uma das maiores artistas brasileiras ganha destaque. Às 19h30, a cantora, escritora e pesquisadora Fabiana Cozza e a jornalista Lígia Moreli participam da mesa “Elza Soares: mulher do fim do mundo”. A partir do livro “Elza Soares: insurreição na garganta”, publicado pelas Edições Sesc SP, o encontro revisita a trajetória e a reinvenção estética e política da cantora, com foco no álbum “A mulher do fim do mundo”, marco de sua obra.

A programação do espaço também propõe reflexões sobre os sentidos da leitura na contemporaneidade. Às 11h, Bel Santos Mayer e Amara Moira estarão juntas da mesa “Por que e como lemos hoje”, lançamento da 22ª edição do “Caderno Sesc de Cidadania: Leituras”. Às 15h, a trajetória do diretor Amir Haddad, um dos fundadores do Teatro Oficina e idealizador do grupo Tá na Rua, é tema de conversa com Thiago Bechara e Catarina Abdalla, mediada por Aimar Labaki.

24 de julho de 2026

Itamar Vieira Jr., Tati Bernardi, Flávia Oliveira, Fausto Fawcett e Jamil Chade fizeram parte da programação

O universo de João Guimarães Rosa, a força da literatura brasileira e os principais debates da contemporaneidade atravessam a programação do primeiro dia do Sesc na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), nesta quinta-feira, 23 de julho. Ao longo do dia, os três espaços da instituição na cidade — Sesc Santa Rita, Casa Sesc e Casa Edições Sesc — recebem escritores, artistas, jornalistas, pesquisadores e leitores para encontros que reforçam a literatura como lugar de reflexão, experimentação e diálogo.

Um dos destaques do dia é a celebração dos 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”. Às 11h, no Sesc Santa Rita, o escritor Itamar Vieira Junior, autor do premiado “Torto Arado”, conduz uma conferência sobre a atualidade e a potência literária da obra-prima de Guimarães Rosa. O encontro propõe uma reflexão sobre a linguagem rosiana e as múltiplas leituras que o romance continua a provocar, em diálogo com temas como memória, território e identidade.

Itamar Vieira Jr. realizou a conferência de abertura do Sesc na Flip

O sertão de Rosa ganha novos sons e linguagens ao longo da programação. Às 15h, Fausto Fawcett apresenta a palestra-performance “Electro-xamanismo e o algoritmo do pacto nos 70 anos do Grande Sertão: Veredas”, permeando a obra do escritor mineiro a partir da literatura, do som e da imagem. Já às 17h30, o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire apresenta “Viola, Rosa e Sertão”, espetáculo inspirado em sua experiência e vivência no sertão do Urucuia, região que marcou a criação de “Grande Sertão: Veredas”. No show, ele toca músicas do interior do Brasil, inspiradas no cotidiano do sertanejo, além de divertidos cocos de viola – canções típicas dos vaqueiros.

A programação do Sesc Santa Rita se encerra com o talk show literário conduzido por Tati Bernardi. Às 19h30, a escritora recebe Bruna Lombardi para uma conversa que promete revelar os bastidores da leitura e da escrita, com humor, provocações e jogos literários. Bruna é autora do livro “Diário do grande sertão”, que relata os bastidores da minissérie “Grande sertão: veredas” (TV Globo), de 1985, na qual ela faz Diadorim, e que será reeditado em comemoração aos 70 anos da obra.

Na Casa Sesc, a poesia e o encontro entre diferentes linguagens marcam o primeiro dia de programação. Às 18h, Angu de Grilo entrevista o escritor e professor Muniz Sodré. Mais tarde, às 20h, Arnaldo Antunes se apresenta em uma performance poética. O espaço também recebe debates sobre o direito à leitura e à escrita, mediação literária e os trânsitos entre artes e ciência, além de intervenções poéticas que ocupam a casa e as ruas de Paraty ao longo do dia.

Memória, imagem e reconstrução são os pontos de partida da programação da Casa Edições Sesc. Às 11h, o fotógrafo Bob Wolfenson conversa com o arquiteto e professor Guilherme Wisnik sobre o processo de ressignificação de imagens de seu acervo comprometidas por uma enchente e reunidas no livro “Sub/Emerso = Sub(E)merged”, da Editora Senac SP.

Às 17h, a educação midiática e o enfrentamento à desinformação entram em debate com Januária Cristina Alves e Paula Miraglia, sob mediação da jornalista Petria Chaves. Fechando o dia, às 19h30, o jornalista Jamil Chade e o professor Alexandre Moreli discutem os deslocamentos políticos e históricos do mundo contemporâneo, em uma conversa sobre democracia, hegemonia internacional e crise climática