28 de agosto de 2025

Escritores foram selecionados entre mais de 2,4 mil obras inscritas nas categorias romance, conto e poesia

Escritores da Bahia, Minas Gerais e São Paulo venceram o Prêmio Sesc de Literatura da edição 2025. “Goiás”, do paulista Marcus Groza, foi o melhor Romance; o livro “Massaranduba”, de Abáz (BA), venceu na categoria Conto; e “Escalar cansa”, de Leonardo Piana (MG), foi o selecionado em Poesia. As obras foram escolhidas entre 2.451 inscritas, sendo 1.168 livros de poesia, 599 de contos e 684 romances. Os vencedores terão seus livros publicados pela Editora Senac Rio e recebem uma premiação em dinheiro no valor de R$30 mil cada.

“O Prêmio Sesc de Literatura é um dos mais importantes reconhecimentos à nova literatura, iniciativa que há mais de duas décadas revela e valoriza novos escritores brasileiros, reforçando o compromisso da instituição com o fomento à cultura, à formação de leitores e revelação de novos talentos. Acreditamos que a literatura é um instrumento essencial de transformação e nos orgulhamos de contribuir para a renovação do nosso panorama literário”, comemora a gerente de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Veronica Tomsic.

Conheça os premiados deste ano

Marcus Groza é poeta, dramaturgo, professor e encenador. Tem doutorado em Artes Cênicas pela UNIRIO, é mestre em Artes pela UNESP e graduado em Filosofia pela USP. Participou com poemas falados em programas de TV e festivais; concebeu e codirigiu o espetáculo de dança-teatro “Woyzeck” (2021) e atua também como editor, tradutor e iluminador. Para o Prêmio Sesc de Literatura, embarcou em um novo gênero e escreveu o romance vencedor de 2025. “Meu hábito de ler foi estimulado pela minha mãe e comecei por Agatha Christie. A partir daí, a narratividade ganhou importância para mim e o meu chão se tornou a palavra, apesar de gostar de transitar por todas as áreas da arte”. “Goiás” mistura memória, crítica social e poesia, com forte carga simbólica e emocional. O protagonista, um cachorro farejador caramelo, que atua em operações de resgate, representa a resistência, a alegria e a dor diante da devastação humana e ambiental. A obra alterna entre missões de resgate e reflexões sobre a vida e a morte.

Marcus Groza foi o vencedor na categoria Romance, com o livro “Goiás”.

Abáz, nasceu em Salvador (BA), tem 31 anos, é formado em História pela UFBA, mestre (UFMG) e doutorando (USP) em Educação. Atua como professor na rede municipal de São Paulo. Começou a escrever em 2024, quando participou de oficinas de literatura e conseguiu vencer a timidez e mostrar os seus textos. “Comecei a escrever há exatamente um ano, em agosto de 2024, quando fiz a primeira oficina, e hoje me tornei vencedor do Prêmio Sesc de Literatura. Isso parece um sonho”. “Massaranduba”, sua primeira obra publicada, é uma coletânea de contos que retrata o cotidiano de personagens marginalizados em diferentes contextos urbanos e de periferias. O livro transita entre o trágico e o cômico, o absurdo e o real, revelando histórias de violência, afeto, fé e sobrevivência.

O livro “Massaranduba” venceu o prêmio neste ano na categoria Conto. O autor, Abáz, é baiano e professor da rede municipal de São Paulo.

Estreante na categoria Poesia, Leonardo Piana nasceu em Andradas, Minas Gerais. Formado em Comunicação pela USP, é escritor e servidor público. Antes de se aventurar na poesia, escreveu dois romances. O primeiro, “Sismógrafo”, venceu o Prêmio Cidade de Belo Horizonte e foi finalista dos prêmios Jabuti, São Paulo de Literatura e Mix Literário. O livro também está em processo de adaptação para o cinema. “Tarde no planeta”, seu segundo romance, também venceu o Prêmio Cidade de Belo Horizonte e será publicado em setembro deste ano. “Eu tenho poemas que escrevi na primeira fase da infância guardados na casa dos meus avós. Meu interesse pela literatura e, principalmente, pela poesia, começou muito cedo. Para mim, ganhar o prêmio foi uma surpresa, porque eu não era poeta. Talvez agora eu esteja me tornando poeta também”. “Escalar Cansa” é um livro de poemas que entrelaça referências da mitologia grega com experiências contemporâneas de afeto, dor, resistência e identidade, revelando uma narrativa lírica que engloba memória familiar e o peso da existência.

Leonardo Piana é o autor que venceu na categoria Poesia com a obra “Escalar Cansa”

Os autores vencedores serão apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano. Após a publicação, os livros serão vendidos em livrarias online e físicas por todo país e distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc, em todas as regiões. Os escritores participarão, ainda, de bate-papos e mesas redondas em eventos culturais promovidos pelo Sesc ao longo de 2026. Veja abaixo a lista com todos os finalistas em cada categoria:

 

Finalistas

Categoria Romance

A sete palmos a terra gesta – Fernanda Fragoso Zanelli

Inácia – Carla Carneiro do Nascimento

Tempo de Clarisse – Lucas Alves Cunha

Cartas para Olívia – Arzírio Alberto Cardoso

Mirante – Lécio Cordeiro de Souza

O Senhor Presidente vai à Ilíria – Bruna Luisa Schmitz dos Santos

Como aprender a boiar – Marcela Araruna de Aquino

Vamos jantar Saramago – Paulo Eduardo Righi

…metâmeros… – Milena Martins Moura

O palhaço, o poeta e eu – Rômulo César Lapenda Rodrigues de Melo

Ramal 65 – Vasni de Almeida

Evangelho de Dante – Marcelo Novo e Trigueiros

Copo sujo – Joao Daniel Cardoso de Lima

Tartarugas marinhas – Rita Isadora Pessoa Soares de Lima

 

Categoria Conto

Flores noturnas desabrocham nas terras – Márcia Silva de Oliveira Moura

Uma fome antiga – Maíra Barbosa Ferreira da Silva

O tempo que nós inventamos – Anne Torrecilha

Cigarras – Marianna Gómez Strenge Tórgo

O ruído do pássaro – Manuela Del Lama Titoto

O sumiço do boi de reisado – José Francisco dos Santos

Lobos à espreita – Helena Lukianski

Matrioskas – Nadja Maria de Farias Bereicoa

Um pouco antes de uma vez por todas – Marcos Namba Beccari

Graus de separação – Giovanna Theresa Martini Mazetto Gallo

A hierarquia da miséria – Dioleni Santanna Motta

Brinde à discórdia – Davi Bezerra Souto

Cheiro de cigarro nas escadas – Ana Gabriela Rebelo dos Santos

O homem de chinelo – Maurício Martins de Oliveira

 

Categoria Poesia

O verniz dos reflexos – Leonardo de Oliveira Guaragni

Baculejo – Marcelo Luiz da Silva

O nome do futuro é Janaina – Anderson Henrique Lucht

Ficções do dicionário – Ewerton Martins Ribeiro

Me escreve – Ágata de Mesquita Barbi

Formas do Não (poemas da vida gasta) – Luís Felipe Ferrari

Mania de desaparecer – Priscilla Thuany Cruz Fernandes da Costa

A parte mais bonita do corpo é a crista ilíaca – Luísa Loureiro Monteiro de Castro Teixeira

Refrão – Eduardo Fernando Marques Mazarão

Como se a brasa depurasse – Cleiton Galvão de Mesquita Furtado

O não lugar – Karine Alves Matias

 

A Premiação

Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 43 novos autores. Os trabalhos inscritos são analisados por comissões julgadoras de diferentes regiões do país, compostas por renomados escritores, jornalistas e críticos literários. O processo de avaliação tem como base o anonimato tanto dos autores quanto do júri, garantindo a lisura do projeto e a liberdade de análise das comissões julgadoras, que fazem a seleção pelo mérito literário, com soberania sobre a decisão final. Os autores devem ser inéditos nas categorias pelas quais concorrem, ou seja, sem obras publicadas na categoria escolhida.

20 de agosto de 2025

É preciso olhar para as competências diferenciadas dos jovens

12 de agosto de 2025

Evento será realizado entre 4 e 6 de setembro em Caxias do Sul (RS) e discutirá os meios de inserção das juventudes na cadeia produtiva da cultura



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O Projeto Laboratório Sesc de Artes, Mídias, Tecnologias e Juventudes promove, de 4 a 6 de setembro, o Festival LABmais. O evento será realizado na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, trazendo como tema “Entre corres e conexões: o que sustenta as juventudes?”. Por meio de oficinas, painéis e performances artísticas, entre outras atividades, serão colocadas em pauta questões como comunicabilidade, corre e coletividade, pilares de construção da programação.

O festival mobilizará 13 espaços na cidade gaúcha e contará com a participação de jovens integrantes do Sesc LABmais de todas as regiões do país. O projeto é desenvolvido nos estados do Acre, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe, tendo como foco o trabalho com as juventudes.

Nos anos anteriores, o LabMais foi realizado em formato de Fórum.

“O LABmais tem como objetivo desenvolver o potencial dos jovens, sob a ótica da economia da cultura. É um projeto que olha para as habilidades da juventude, as competências diferenciadas que trazem essas novas gerações, fruto de sua afinidade com as novas tecnologias. O Festival LABmais entra para agenda nacional do Sesc como meio de pensar um futuro com maior participação, colaboração e inserção das juventudes na cadeia produtiva da cultura, como agentes criativos e transformadores de seus territórios”, explica o Diretor Interino de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Érlei de Araújo.

A programação, totalmente gratuita, é composta por oficinas, painéis, apresentações culturais e uma mostra audiovisual com produções desenvolvidas nos cursos do LABmais, com exibições de filmes do Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Os painéis proporcionarão encontros entre jovens que atuam em áreas como audiovisual, jornalismo, produção cultural, entre outros segmentos da economia criativa, com discussões sobre formalização do trabalho na área de cultura, experiências de comunicação, potências criativas e saúde mental das juventudes.

O LabMais é um projeto do Sesc com foco na juventude. As ações realizadas têm a mídia, arte e tecnologia como elementos determinantes para garantir aos jovens uma posição equânime de inserção no mercado de trabalho.

Outro destaque do festival são as oficinas. São oferecidas 20 atividades, com temas como videoarte e educação ambiental, modelagem coletiva em argila, dança K-pop, drone audiovisual e proteção territorial indígena, moda afrocoletiva, entre outros. Por conta da limitação de vagas, os interessados precisam se inscrever até o dia 25 de agosto. O formulário está disponível no site do festival e a lista dos selecionados será divulgada dia 28 de agosto.

O projeto LABmais do Sesc

Criado em 2021, o LABmais – Laboratório Sesc de Artes, Mídias, Tecnologias e Juventudes é uma plataforma educativa e ao mesmo tempo um laboratório artístico, com foco no trabalho com juventudes, protagonistas da produção e difusão dos conteúdos. As ações realizadas têm a mídia, arte e tecnologia como elementos determinantes para garantir aos jovens uma posição equânime de inserção no mercado de trabalho. O projeto é realizado em 17 estados e forma jovens para o desenvolvimento de diferentes conteúdos, com a produção de podcasts, filmes, clipes, ensaios fotográficos, book trailers, dentre outros processos artístico-culturais, sintonizados com tecnologias de interação midiática comuns a essa geração.

 

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4 de agosto de 2025

Itamar Vieira Jr., Cafu, Adriana Calcanhoto e Ministra Cármem Lúcia foram alguns dos nomes da programação, que também destacou os 20 anos do projeto BiblioSesc.

O fim de semana do Sesc na Festa Literária Internacional de Paraty – Flip 2025 foi marcado por uma programação intensa e diversa, que atraiu públicos de todas as idades e interesses. Temas contemporâneos como inteligência artificial, fake news e a valorização dos saberes artesanais dividiram espaço com momentos poéticos e afetivos, como o show de Adriana Calcanhotto e o sarau infantil com música e poesia. Os espaços da Instituição no Centro Histórico de Paraty se consolidaram, mais uma vez, como pontos de encontro, reflexão e celebração da cultura.

No sábado, às 11h, a Casa Edições Sesc recebeu a mesa “A urgência de uma filosofia pop para o combate às fake news”, com Marcia Tiburi e Jean Wyllys, que debateram de forma instigante os impactos sociais e políticos da disseminação de falsidades. Simultaneamente, no Sesc Santa Rita, Nina da Hora e Aliã Wamiri conduziram a conversa “Tecnologias do encantamento: entre o artesanal e o digital”, ressaltando caminhos para a preservação e reinvenção de saberes tradicionais em meio à era tecnológica.

 

Às 15h, Marcelo Tas e Sergio Amadeu da Silveira trouxeram à Casa Edições Sesc uma provocadora discussão sobre os impactos globais da inteligência artificial, tendo como base o livro Atlas da IA, de Kate Crawford. O debate sobre o tema seguiu à noite, na Casa Sesc, com a presença da ministra Carmem Lúcia na mesa “Inteligência artificial e direitos autorais”. O dia foi encerrado com emoção e beleza no show da cantora Adriana Calcanhotto, às 20h.

O domingo começou em clima de encantamento com o Sarau Picaretinha Cultural, voltado para o público infantil, às 10h30, no Sesc Santa Rita. Livros, músicas e brincadeiras deram o tom da manhã. Em seguida, às 11h, Tati Bernardi e Luciany Aparecida refletiram, na mesa “De onde nasce a ficção?”, sobre inspirações, processos criativos e os caminhos que moldam a criação literária.

Às 13h, na Casa Edições Sesc, o bate-papo “Mapa da Cachaça” reuniu o público em torno de uma conversa saborosa sobre a cultura brasileira da cachaça, com direito a degustação sensorial guiada por Felipe Jannuzzi. Já às 14h, o ex-jogador Cafu compartilhou histórias e memórias na mesa “A saga Cafu: futebol e literatura em campo”, ao lado da escritora Mariah Morais, em um encontro inspirador na Casa Sesc.

Programação celebrou os 20 anos de BiblioSesc

A celebração dos 20 anos do BiblioSesc também ganhou destaque na Flip, com uma exposição sobre a trajetória do projeto, que percorre o Brasil com 45 bibliotecas móveis. Para marcar a data, foram distribuídos 300 exemplares dos livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura de 2024, fortalecendo o compromisso da instituição com o incentivo à leitura.

A solidariedade também esteve presente: durante toda a programação, o público foi convidado a contribuir com doações para o programa Sesc Mesa Brasil, reforçando o elo entre cultura, cidadania e responsabilidade social.

Com uma programação plural, potente e acolhedora, o Sesc encerrou sua participação na Flip 2025 com um saldo extremamente positivo, fortalecendo seu papel como agente cultural e social de referência no país.

2 de agosto de 2025

Educação e inclusão estiveram em pauta no segundo dia do Sesc na Flip. A ministra Macaé Evaristo participou da mesa de debates “Pensando a escola como floresta: caminhos para a educação inclusiva”, ao lado da filósofa Alyne Costa, na Casa Sesc. A programação contou ainda com a participação de diversos escritores, como Maria Carvalhosa, Itamar Vieira Junior, o jornalista Jamil Chade e o autor local de Paraty, Flávio Araújo, entre outros convidados.

A partir das 10h, o público encontrou bate-papos diversos nos três espaços do Sesc na Flip. Na Casa Sesc, Angélica Freitas e Maria Carvalhosa participaram do Ciclo Paquetá de debates Literatura em voz alta. No Sesc Santa Rita, a arte-educadora Ana Carolina Silva e o escritor Volnei Canônica conversaram sobre experiências inspiradoras de mediadores de leitura de diferentes regiões do país. Na Casa Edições Sesc, o meio ambiente esteve em debate na mesa Para entender quase tudo sobre o clima, com a empreendedora social e fundadora do Instituto Oya, Kamila Camilo, e o jornalista Jamil Chade.

À noite, o clima foi de música e poesia na Casa Sesc com o show Conversa Cantada, do multiartista Tiganá Santana. No encontro performativo, a palavra falada e a palavra cantada se entrelaçaram em reflexões sobre oralidade, poética negra, ancestralidade e escuta.

1 de agosto de 2025

A programação do Sesc na Festa Literária Internacional de Paraty – Flip 2025 começou nesta quinta-feira (31) com performances, mesas de conversa, contação de história, intervenção artística, oficinas, literatura de cordel e preocupação com a natureza. O primeiro dia contou com personalidades como o médico Daniel Becker e a cantora Tetê Espíndola; as autoras Leila Míccolis e Bruna Mitrano; e a artista local Aline Bagre. O Sesc participa da Flip com três espaços: o Sesc Santa Rita, a Casa Sesc e a Casa Edições Sesc, todos no Centro Histórico de Paraty com programação inteiramente gratuita.

A manhã foi dedicada às atividades para as crianças como estímulo ao despertar da criatividade. Na Casa Sesc, às 10h, foi realizada a “Mediação de leitura | É pra ler ou pra brincar?”, com Cia Doispralá Doispracá. Às 10h30, no Sesc Santa Rita, tivemos Contação de histórias “Contos do Chaveiroeiro”, com Mafuane Oliveira.

Em seguida, as mesas tiveram início. No Sesc Santa Rita, às 11h, o tema “Pluralidades editoriais e a criação literária”, com Sony Ferseck e Aline Cardoso, duas editoras de diferentes regiões do país, foi tratado. Elas compartilharam r seus percursos, escolhas e desafios de trabalhar no mercado editorial independente. Às 14h, teve a oficina “Bordado | Fio Verso: memória em ponto poético”, com a artista têxtil de Paraty, Aline Bagre, que usa as linhas para unir a poesia com a sua ancestralidade indígena. Em seguida, às 15h, o Sesc Santa Rita recebeu a mesa “Poesia hoje”, com Leila Míccolis e Bruna Mitrano.

Mesa com Sony Fersek e Aline Cardoso foi um dos destaques do dia.

No mesmo horário na Casa Edições Sesc, Tetê Espíndola e Fabio Schunck participaram da mesa “Observação de aves e conservação da natureza”. A cantora Tetê Espíndola discorreu sobre sua profunda relação com a natureza e como aprendeu a cantar ouvindo e imitando aves.

Na Casa Sesc, às 16h, teve a discussão sobre “Crescer em tempos de tela: riscos, desafios e soluções”, com Daniel Becker, tema presente nas conversas atuais.

Outras atividades do Sesc na Flip:

A programação do Sesc na Flip abre um espaço para a celebração dos 20 anos do BiblioSesc, projeto de democratização e incentivo à leitura. Além de uma exposição que mostra a trajetória do BiblioSesc, que circula com 45 unidades móveis pelo país, serão distribuídos ao público visitante, durante a Flip, 300 livros dos vencedores do Prêmio Sesc de Literatura de 2024 para celebrar a data.

Exposição do Sesc na Flip conta a história do BiblioSesc, um dos maiores projetos para difusão da leitura do país.

 

Visitantes poderão doar alimentos nos espaços do Sesc:

Reforçando o compromisso com a comunidade local, durante os dias do evento haverá arrecadação para o Sesc Mesa Brasil, programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos. A contribuição pode ser feita com a doação de alimentos não perecíveis, entregues no Sesc Santa Rita, ou via PIX, por meio de QR Code.

O Sesc também está na Flip com uma campanha de arrecadação de alimentos para seu programa de combate à fome.

 

A programação completa do Sesc na Flip pode ser visualizada aqui

30 de julho de 2025

Obra do cineasta será disponibilizada em salas Sesc pelo país; em agosto, sessões, masterclasses e debates contam com participação do diretor no Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

O cineasta mineiro André Novais Oliveira, nome de destaque do cinema brasileiro contemporâneo, é o homenageado da programação 2025 do CineSesc. Agora, em agosto, além de ter sua obra em exibição, o diretor percorrerá diferentes estados com uma masterclass presencial, que permitirá um mergulho profundo em sua obra. São 163 atividades com programação gratuita. A Mostra “Retrospectiva Brasil: O Cinema de André Novais Oliveira” contará com 151 sessões e 12 masterclasses em 10 estados. Já a filmografia foi licenciada para estar disponível para 22 estados por todo o ano de 2025, abrangendo todas as regiões do país. Os debates e aulas com André acontecem em diferentes unidades do Sesc no Rio de Janeiro, Pará e Paraná.

O cineasta compartilhará sua trajetória, sua carreira como diretor e pesquisador da história do cinema, além dos bastidores do seu processo criativo. Já no Tocantins, Renato Novaes, ator dos filmes de André, conduzirá as ações educativas. Influenciado pela família a seguir na carreira na sétima arte, ele traz seus familiares e até mesmo atores amadores para as telonas desde o início de sua jornada profissional. Seus filmes tratam do cotidiano e suas produções já circularam por festivais nacionais e internacionais, incluindo Cannes, Brasília, Mar del Plata, Locarno, Mostra Internacional de São Paulo, Tiradentes, entre outros.

O diretor André Novais de Oliveira é natural de Contagem (MG). Já participou de grandes festivais, como Cannes.

Por meio da produtora Filmes de Plástico, da qual é sócio, André conseguiu dar vida a longas como “Ela Volta na Quinta” (2014), “Temporada” (2018) e “O Dia em Que Te Conheci” (2023). Atualmente, está finalizando o inédito “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”. Entre as obras que circularão estão também curtas marcantes, como “Nossa Mãe Era Atriz”, um documentário que retrata como o autor dialoga com a dimensão afetiva, íntima e familiar, ao contar como sua mãe, já aos 60 anos, se tornou uma atriz premiada no Brasil e no mundo. André destacou a importância do projeto ao exibir e promover conversas sobre suas obras em diversos cantos do país: “É muito bom pensar que os filmes vão rodar por tantos estados, tantas cidades, e poder debater sobre isso. É incrível! E importante não só para mim, mas para a produtora inteira porque, em termos de distribuição, a mostra tem um alcance muito grande”, finalizou.

Aulas de cinema e arte

Em Palmas (TO), no dia 7 de agosto, será exibido “O Dia Em Que Eu Te Conheci” e, logo após, haverá um debate com o público. No dia seguinte (8), haverá uma masterclass. As duas atividades serão conduzidas pelo parceiro criativo, montador e ator Renato Novaes, irmão do diretor, que também participa das obras.

O próprio André Novais Oliveira estará no Pará, com encontros nos dias 12 e 13 de agosto, no CineSesc Ver-o-Peso, em Belém. Já no Rio de Janeiro, o cineasta percorre cidades da Região Metropolitana e do interior fluminense entre os dias 19 e 24 de agosto, passando pelo Sesc Tijuca, e as cidades de Campos dos Goytacazes, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, São João de Meriti e São Gonçalo. No Paraná, onde o diretor realiza uma intensa agenda de encontros entre 25 e 30 de agosto, passando por Curitiba, Londrina, Maringá, Bela Vista do Paraíso e Ponta Grossa.

CineSesc

Uma rede nacional construída para difundir a produção audiovisual, por meio de exibição de filmes e formação de público. O projeto licencia longas-metragens por prazo determinado, criando assim um acervo que pode ser apresentado em salas de cinema do Sesc e em unidades de projeção itinerantes. O CineSesc também atua com atividades formativas, programas para mediação cultural das obras e mobilização das plateias. O CineSesc 2025 passará pelos estados de Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins. Com esses encontros, o CineSesc busca inspirar novos olhares sobre o fazer cinematográfico, reforçando o compromisso com a valorização da diversidade do audiovisual nacional.

CineSesc – Ações Educativas com André Novais Oliveira
Estado Cidade / Unidade Data Horário Atividade
Tocantins Centro de Atividades Norte Palmas 07/08 19h30 Sessão de “O Dia Em Que Eu Te Conheci” e debate com Renato Novaes
Tocantins Centro de Atividades Norte Palmas 08/08 19h Masterclass com Renato Novaes
Pará CineSesc Ver-o-Peso (Belém) 12/08 16h Masterclass e bate-papo com André Novais Oliveira
Pará CineSesc Ver-o-Peso (Belém) 12/08 19h Exibição de curtas e bate-papo com André Novais Oliveira
Pará CineSesc Ver-o-Peso (Belém) 13/08 16h Masterclass e bate-papo com André Novais Oliveira
Pará CineSesc Ver-o-Peso (Belém) 13/08 19h Sessão de “O Dia Em Que Eu Te Conheci” e bate-papo com André Novais Oliveira
Rio de Janeiro Tijuca 19/08 17h Masterclass com André Novais Oliveira
Rio de Janeiro Campos dos Goytacazes 20/08 18h Curtas e debate com André Novais Oliveira
Rio de Janeiro Nova Iguaçu 21/08 18h Masterclass com André Novais Oliveira
Rio de Janeiro Nova Friburgo 22/08 19h Sessão de “O Dia Em Que Eu Te Conheci” e bate-papo com André Novais Oliveira
Rio de Janeiro São João de Meriti 23/08 16h Masterclass com André Novais Oliveira
Rio de Janeiro São Gonçalo 24/08 10h Masterclass com André Novais Oliveira
Paraná Maringá 25/08 19h Masterclass com André Novais Oliveira
Paraná Sesc Bela Vista do Paraíso 26/08 19h Masterclass com André Novais Oliveira
Paraná Sesc Londrina Cadeião 27/08 19h Masterclass com André Novais Oliveira
Paraná Sesc Centro (Curitiba) 29/08 19h Masterclass com André Novais Oliveira
Paraná Sesc Estação Saudade (Ponta Grossa) 30/08 14h Masterclass com André Novais Oliveira
24 de julho de 2025

 

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22 de julho de 2025

Programação cultural, de 24 a 26 de julho no Pará, traz importantes nomes para o evento, evidenciando a contribuições ancestrais para o bem-estar social; inscrições são gratuitas

A diversidade cultural, os conhecimentos tradicionais e as expressões artísticas contemporâneas negras e indígenas estarão em pauta no VI Seminário Sesc Etnicidades, que acontece entre 24 e 26 de julho em Belém (PA). Com o tema ‘Saberes locais, histórias e encantarias: ouvir a terra, escutar os povos’, o evento terá palestras, debates e apresentações culturais, todas elas gratuitas. As inscrições podem ser realizadas no link bit.ly/SeminarioSescEtnicidades.

A programação conta com artistas paraenses como Dona Onete, conhecida como “diva do carimbó chamegado”, e Nay Jinkss, artista visual e fotógrafa, em uma roda de conversa que promove um encontro de gerações, compartilhamento de histórias e trajetórias do Pará para o mundo. A pesquisadora e DJ Nat Esquema, que une a cultura do vinil com os ritmos paraenses, o show do grupo indígena de carimbó, as Suraras do Tapajós, e o espetáculo Corpos de Tambor do Coletivo Croa. O público poderá estar em companhia ainda com artistas de outras regiões como Beto Oliveira (Margem do Rio) do Amazonas, Jama Wapichana de Roraima, Gean Pankararu de Pernambuco, Dinayana Tabajara do Piauí e Naine Terena do Mato Grosso.

Programação contará com a participação de Dona Onete. Professora de história por 25 anos e sindicalista em Igarapé-Miri, Ionete da Silva Gama, a Dona Onete, realizou o sonho de seguir carreira artística após sua aposentadoria. Ela fundou o grupo folclórico Canarana, em 1989, e foi até secretária de Cultura de Igarapé-Miri, na década de 1990.

Rodas de conversas

Nesta edição, a conferência que abre o Seminário será apresentada pela sul-mato-grossense Geni Núñez, psicóloga indígena do povo Guarani que, a partir da perspectiva do seu povo, nos convida a repensar nossa relação com o planeta em uma dimensão de cuidado e reciprocidade com a terra, afeto ao território e aos modos de viver. Ela dividirá a mesa com Cleide Vasconcelos, poeta, cantora e compositora quilombola do Quilombo Arapemã, em Santarém (PA), que registra em música o seu cotidiano ribeirinho e por meio da sua voz fortalece o território, o protagonismo da mulher amazônica e quilombola e a valorização das culturas afro-amazônicas.

O VI Seminário Sesc Etnicidades retrata as trocas artísticas, culturais, de memória e patrimônio que acontecem durante todo o ano no projeto Identidade Brasilis, que está presente em diversos estados do país. Por meio de programações culturais e educativas, valoriza, fortalece e difunde a produção de pessoas indígenas e negras. Os estados da Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe recebem a realização dessa ação em 2025.

A realização do Seminário Sesc Etnicidades anterior à COP30 pretende deixar como legado mais conscientização e engajamento da sociedade, integrando cultura e conhecimentos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais na busca de soluções aos desafios climáticos, a partir do protagonismo e escuta destas pessoas.