Pela primeira vez, o Departamento Nacional do Sesc foi listado como uma das melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro. O reconhecimento veio na 17ª edição da cerimônia de premiação Great Place To Work Rio de Janeiro (GPTW RJ), que reconhece as melhores empresas para trabalhar no estado. Em 2024, além de ser mais uma vez certificado pela GPTW como uma das melhores empresas para se trabalhar pela quinta vez, o Departamento Nacional recebeu a certificação em saúde emocional concedida pela Great People Mental Health. No resultado deste ano, recebemos o selo prata, que conta com duas estrelas.
Além do Sesc, a Confederação Nacional do Comércio e o Departamento Nacional do Senac também foram estão entre as melhores empresas para se trabalhar no estado, ocupado as posições de 11º e 19º, respectivamente.
“Este ano nossa satisfação veio multiplicada, pois, além de a Confederação seguir entre as melhores empresas, com uma colocação de destaque, o Senac Nacional subiu do 42º lugar para o 19º e o Sesc entrou pela primeira vez no ranking”, disse o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Esse reconhecimento é o coroamento do trabalho que nossa gestão vem realizando, construindo um ambiente positivo e inspirador para as pessoas. Que possamos inspirar todo o Sistema Comércio e as empresas do comércio de bens, serviços e turismo nessa importante missão de cuidar do quadro de colaboradores”, completou Tadros.
O selo do GPTW é um reconhecimento aos melhores ambientes de trabalho com base nas considerações dos próprios colaboradores das organizações, via pesquisa de clima anônima. A CNC e o Senac foram certificados com o selo GPTW pelo quarto ano consecutivo, enquanto o Sesc recebeu o selo pela quinta vez.
Além do selo, o GPTW publica anualmente mais de 40 rankings, premiando as Melhores Empresas Para Trabalhar em âmbito nacional, regional, setorial (como TI e Saúde) e temático (Melhores Empresas Para Mulheres).
Neste ano, 225 companhias participaram da avaliação, e 80 foram classificadas como Great Place To Work nas categorias pequenas, médias e grandes empresas. A avaliação das empresas acontece por meio de formulários preenchidos, de forma sigilosa, pelos próprios funcionários, de acordo com quesitos como benefícios e estabilidade.
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Os editais de cultura lançados pelo Sesc desempenham um papel relevante na ampliação de acesso a oportunidades para quem produz arte no Brasil e estão em sintonia com o contexto da retomada recente aos incentivos culturais no país. Todos os anos, o Sesc abre dezenas de editais, com múltiplos formatos, visando fomentar e apoiar a produção artística e cultural, em suas diversas manifestações.
Esse mecanismo tem se mostrado eficiente em distintas regiões e realidades de produção e permitem que talentos de grandes centros urbanos ou de cidades do interior sejam valorizados e tenham o mesmo acesso aos recursos necessários para desenvolver e expor seus trabalhos. A iniciativa tem ainda o compromisso com a formação de público e a inclusão social. Os projetos selecionados recebem apoio da instituição para sua realização, o que pode incluir recursos financeiros, estrutura técnica, divulgação e espaços para apresentação dentro da programação do Sesc em cada estado.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o Sesc abre anualmente o edital de Cultura Sesc RJ Pulsar para ocupação artística de suas salas em toda a Região Metropolitana. Álvaro Assad é ator, mímico, diretor corporal e gestor da companhia teatral carioca ETC E TAL e já foi selecionado pelo edital nas categorias Teatro Temporada (2022) e Teatro Circulação (2023). A experiência foi tão enriquecedora que ele agora quer inscrever sua obra na categoria Montagem de Inédito do Teatro Infantil. Para Assad, a abertura de editais dá chance de ampliar o alcance de quaisquer produções da cena cultural. “É uma oportunidade igualmente rica para as companhias longevas e com repertório, como o ETC E TAL, como para produções que se lançam nas primeiras experiências”, avalia.
Além de atuar para o fomento à produção artística no Brasil, para promover eventos culturais e colaborações entre artistas, o Sesc usa os editais para ampliar ações formativas e de capacitação para o setor. No Tocantins, a artista visual Marina Boaventura conta que já foi selecionada e apresentou suas obras através dos editais Galeria Sesc de Arte de Palmas e para o Convergência – Mostra de Performance Arte do Sesc. Segundo ela, o diferencial da instituição está em sua seriedade e na competente curadoria para a seleção das obras e projetos para exposições. “Como estamos situados distante do eixo Rio-São Paulo, é de grande importância ter editais aqui para dar visibilidade à arte contemporânea produzida no estado e na Região Norte, por exemplo. A arte brasileira tem uma rica produção e talentos a serem descobertos em todos os cantos”, comenta.
O artista plástico Cláudio Montanari é outro exemplo do impacto positivo dos editais. Ele participou do Galeria Sesc de Arte de Palmas e, da mesma forma, destaca a importância da difusão artística realizada pela instituição no Brasil. “A arte não estimula só os artistas, estimula também o público. As pessoas começam a admirar e a usufruir de obras artísticas, frequentar galerias, espaços, teatros. Isso é fundamental para nossa coexistência social e esse é um trabalho que o Sesc faz com excelência”, comemora.
Evento reúne poder público, pesquisadores e especialistas, e apresenta pesquisa feita por The Global FoodBanking Network (GFN) e Harvard Law School sobre políticas públicas para doação de alimentos. Ação também marca o início das celebrações dos 30 anos do Sesc Mesa Brasil.
O Sesc e The Global FoodBanking Network (GFN) realizam, em 6 de agosto, o Seminário Internacional “Sistemas Alimentares: Oportunidades para Combater a Fome e o Desperdício no Brasil”. O evento faz parte das celebrações dos 30 anos do Sesc Mesa Brasil, maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina, e reúne pesquisadores nacionais e internacionais, e representantes do poder público e da iniciativa privada, para debater desafios da insegurança alimentar. Na ocasião, será apresentado o Atlas Global de Política de Doação de Alimentos, pesquisa de GFN e Harvard Law School, realizada por meio de uma parceria com o Sesc, que analisa leis e políticas que afetam a doação de alimentos em todo o mundo, com recomendações para fortalecer estruturas e adotar novas medidas que estimulem o reaproveitamento de alimentos e o combate à fome. O evento, no Sesc Belenzinho, é aberto ao público e gratuito. As inscrições poderão ser feitas a partir de 25 de julho em www.sescsp.org.br/seminariosistemasalimentares
O Seminário irá tratar de temas que poderão apontar novos caminhos no combate à fome e ao desperdício, como: sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis; a política de doação de alimentos; a conexão entre obesidade, desnutrição e mudanças climáticas; e o papel da colheita urbana e dos bancos de alimentos para a promoção de uma alimentação mais saudável.
Aproximadamente 61,3 milhões de brasileiros, o que significa mais de um quarto da população, sofrem de insegurança alimentar. Anualmente, o Brasil perde ou desperdiça 42% do seu abastecimento alimentar. Grande parte desse desperdício inclui alimentos nutritivos e seguros para consumo, que poderiam ser aproveitados, inclusive por meio de programas como o Sesc Mesa Brasil. O desperdício de alimentos também é prejudicial ao meio ambiente, sendo um fator responsável por cerca de 8% a 10% das emissões de gases do efeito de estufa.
“O Sesc é o vetor de Responsabilidade Social do setor do comércio de bens, serviços e turismo. É um investimento dos empresários para a sociedade. Como um dos grandes protagonistas no combate à fome e ao desperdício de alimentos no país, o Sesc faz o elo entre empresas dispostas a doar a instituições que atendam quem precisa comer. É uma iniciativa exitosa que completa 30 anos nesse ano de 2024”, explica José Roberto Tadros, Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
Criar alternativas para ampliar o acesso da população à alimentação adequada é urgente, como lembra o Diretor-geral do Sesc, José Carlos Cirilo: “Quem passa fome tem dificuldades para estudar, trabalhar, produzir. A garantia de uma alimentação adequada contribui para o resgate da cidadania dessas pessoas. Diálogo, investimento e ação transformam realidades. Iniciativas como esse Seminário são importantíssimas para somar experiências e traçar novos caminhos que ajudem na construção de uma sociedade melhor”.
“O desperdício e a insegurança alimentar são questões profundamente interligadas, e nossa pesquisa forneceu recomendações políticas que podem beneficiar o povo brasileiro e o meio ambiente”, disse Lisa Moon, presidente e CEO da The Global FoodBanking Network. “Estamos muito satisfeitos em sediar este evento com nossos parceiros do Sesc Mesa Brasil e para reunir stakeholders do Brasil e unir forças para reduzir a fome e o desperdício de alimentos”, finalizou Lisa.
Sesc, referência nacional no combate ao desperdício alimentar
O Sesc Mesa Brasil completa 30 anos em 2024 e se tornou referência como a maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina contra a fome e o desperdício. Criada em 1994, a iniciativa nasceu na unidade Sesc Carmo, em São Paulo, e hoje está presente em todo o país. Trata-se de uma rede de 95 bancos que já distribuiu mais de 770 milhões de quilos de alimentos desde que foi criada. Atualmente, o projeto leva – todo mês – comida à mesa de aproximadamente 2 milhões de pessoas. Graças a essa expertise e protagonismo nesse cenário, o Sesc conta com parceiros como The Global FoodBanking Network (GFN), apoia pesquisas, realiza e participa de importantes eventos sobre o tema. Além disso, tem representação nacional como membro do comitê gestor da Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, do governo federal.
“Há 30 anos, o Sesc Mesa Brasil atua para enfrentar a problemática da fome e do desperdício de alimentos no Brasil. Somadas a um trabalho diário de coleta e distribuição de alimentos, nossas ações educativas, como este Seminário Internacional, realizado em parceria com o GFN, compartilham experiências promotoras do Direito Humano à Alimentação Adequada” afirma Luiz Galina, diretor regional do Sesc São Paulo.
Sesc oferece aulas de diversas modalidades esportivas em unidades por todo o país
A 33ª edição dos Jogos Olímpicos acontecem em Paris, com a participação de 10.500 atletas, em 45 modalidades. O Brasil está presente com 276 representantes. E em tempos de Jogos Olímpicos, quem não gostaria de se sentir no pódio? O evento realizado a cada quatro anos inspira muitas pessoas a iniciarem uma atividade física. O Sesc acompanha o universo esportivo de perto, com oferta de diversas práticas em suas unidades por todo o país, incluindo algumas modalidades olímpicas.
Através de aulas, oficinas e eventos, o Sesc estimula a prática esportiva desde a infância até a fase adulta. Os programas são estruturados para atender a diferentes níveis de habilidade, proporcionando treinamento técnico e psicológico que auxilia os participantes a desenvolverem confiança e disciplina. Além disso, uma infraestrutura adequada, como ginásios, quadras, piscinas e espaços para atividades ao ar livre, contribuem para que os frequentadores possam treinar de forma segura e eficaz.
Segundo o analista de Lazer do Sesc, Fábio Rodrigues, nos últimos tempos muitas pessoas vêm percebendo a importância dos exercícios diários individuais ou em família, especialmente aqueles voltados para crianças. “Comparando os dados nacionais da formação esportiva do Sesc entre 2019 e 2023, tivemos uma retomada importante, com aumento de alunos em relação ao período pré-pandemia. A maior parte do público inscrito na formação esportiva atualmente é de crianças e jovens”, detalha.
O Sesc Olímpico, criado em 2009 no Distrito Federal, por exemplo, é um projeto voltado para crianças e adolescentes e tem como objetivo revelar talentos esportivos. Entre as modalidades oferecidas estão handebol, basquetebol, voleibol, futsal, tênis e natação. Os jovens usufruem da infraestrutura completa das unidades e recebem o apoio necessário para que possam brilhar no cenário nacional. O projeto já formou diversos atletas, muitos dos quais competiram por grandes clubes do Brasil, como Flamengo, Corinthians, Fluminense e Pinheiros.
O técnico Rodrigo Lacerda, instrutor do Sesc Olímpico e líder da equipe de natação, já treinou mais de 400 esportistas, consolidando-se como importante descobridor de talentos na modalidade. “Atualmente, muitos de nossos atletas alcançam resultados significativos no cenário nacional. Temos representantes que já integraram a Seleção Brasileira e participam com frequência das competições da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). No momento, há dois atletas no programa com índices para campeonatos brasileiros que servem como seletiva para os Jogos Olímpicos: o Troféu Brasil e o Troféu José Finkel, que são as principais competições do calendário da natação”, revela Lacerda.
Promovida pelo Sesc Paraná desde 2007, a Maratona Internacional de Foz do Iguaçu já recebeu aproximadamente 28 mil atletas. Durante as primeiras edições, o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima participou da prova e foi padrinho do evento. Outro participante de peso foi o tratleta Bruno Matheus, que correu na 14ª edição da maratona, no ano passado (2023). Antes disso, ele encarou o Sesc Triathlon 16 vezes, cinco vezes o Ironman e ainda disputou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011.
Após participar de tantas competições, dedicar a vida ao esporte e adquirir bastante experiência, Bruno destaca como a prática esportiva é benéfica para todos. “Nessa fase de adolescência, o esporte vai fazer com que o jovem tenha mais responsabilidade e disciplina, mesmo que ele não se torne um atleta olímpico no futuro. Mas além da importância nessa fase inicial da vida, a prática de esportes também é fundamental para as pessoas de média e terceira idade, porque ele te dá uma melhor qualidade de vida e mais disposição”, comenta.
Lucas Chaves, gerente de esporte e lazer do Sesc Paraná, concorda com Bruno. “Ao oferecer essas iniciativas esportivas, o Sesc contribui para a melhoria da qualidade de vida da população, promovendo e estimulando hábitos saudáveis. A oferta de ações para diferentes faixas etárias e sociais também possibilita o acesso a pessoas que, de outra forma, não teriam condições de participar, diminuindo, assim, a desigualdade social. Além disso, ao promover ações esportivas desde a base, o Sesc contribui para a formação de novos atletas e a fidelização desse público em suas realizações”, conclui.
O estímulo ao debate e à reflexão, a valorização dos artistas, a promoção e difusão das manifestações artístico-culturais são bases do trabalho realizado pela instituição em todo o País. Um exemplo dessa atuação são os editais de cultura, que cumprem o papel de ampliar o acesso a oportunidades para artistas de diversas vertentes culturais, que recebem apoio para realização de seus projetos e encontram espaço para divulgação de seus trabalhos.
A itinerância é outra forma de movimentação da cultura nacional promovida pelo Sesc. Circuitos como o Palco Giratório, de difusão de artes cênicas, o Sonora Brasil, com apresentações musicais, ou O Arte da Palavra, de literatura, possibilitam a circulação de artistas e suas obras pelo Brasil e a formação de plateias.
O incentivo à cultura também se reflete na movimentação econômica de várias localidades. como é o caso do Festival Sesc de Inverno, promovido pelo Sesc no Rio de Janeiro. Criado em 2002, o evento se consolidou como o maior evento multilinguagem do País, levando uma programação gratuita e diversificada a 24 pontos do Estado, o que pe ue para o turismo e desenvolvimento econômico das localidades.
Nomes como Alceu Valença, Adriana Calcanhoto, Alcione, Glória Groovê, Jorge Aragão, Paralamas do Sucesso, Paulinho Moska, Ludmilla, Xamã e Xande de Pilares fazem parte da programação deste ano, que contempla ainda ações de teatro, dança, literatura, cinema, circo e artes visuais.
Alcione é uma das atrações do Festival Sesc de Inverno, no Rio de Janeiro, maior evento multilinguagem do Pais
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Artigo escrito por José Carlos Cirilo, Diretor-Geral do Sesc.
A universalização da educação infantil é, sem dúvida, um dos maiores desafios para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. No entanto, o país tem enfrentado obstáculos significativos nesse caminho. O estudo Síntese de Indicadores Sociais 2023, divulgado pelo IBGE, mostra que, entre 2019 e 2022, o Brasil não avançou na meta de universalização da educação infantil proposta no Plano Nacional de Educação (PNE). A frequência escolar das crianças de 4 e 5 anos, início da obrigatoriedade da educação básica, recuou 1,2 ponto percentual, passando de 92,7% para 91,5%. O cenário da educação infantil no Brasil inspira atenção, uma vez que essa etapa é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, contribuindo para a formação de habilidades e competências essenciais para a vida.
As crianças precisam vivenciar o aqui e o agora, e isso é garantir o respeito às identidades das infâncias e aos campos de experiências, como o direito de ser, de aprender e de se desenvolver. Além disso, o acesso a uma educação de qualidade desde os primeiros anos de vida tem efeitos duradouros, impactando positivamente o desempenho acadêmico futuro, a formação de uma consciência crítica e até a redução de desigualdades sociais. A educação infantil permite que crianças de diferentes contextos socioeconômicos comecem sua trajetória escolar em condições mais igualitárias. Isso é particularmente importante em um país como o Brasil, com grandes desafios nesse sentido.
Assim, a formação de indivíduos conscientes e preparados para enfrentar os diferentes contextos de nossa sociedade pode resumir o grande propósito dessa atuação. Essa é também a base da Proposta Pedagógica da Educação Infantil da Rede Sesc de Educação. O documento propõe a construção de uma educação participativa e transformadora, na qual as crianças são vistas como sujeitos da história e produtores de cultura, além de promover o desenvolvimento de uma postura autônoma e crítica.
Os seus princípios norteadores são as interações e as brincadeiras, assegurando também os seis direitos de aprendizagem estabelecidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. E tendo a brincadeira como um de seus eixos estruturantes, reconhece-a como fundamental para o desenvolvimento integral das crianças, pois favorece a criatividade, a interação social, o desenvolvimento emocional e é um poderoso instrumento de aprendizagem. Hoje, essa metodologia é aplicada para quase 20 mil alunos em 139 escolas espalhadas por todas as regiões do país.
O Sesc investe, ainda, na formação continuada dos educadores, reconhecendo que professores bem preparados e atualizados são essenciais para a qualidade da educação infantil. O desenvolvimento contínuo desses profissionais é um pilar para a implementação de práticas pedagógicas inovadoras e eficazes, alinhadas com as necessidades e potencialidades dos educandos. Dessa forma, a estrutura, o conteúdo, a formação do corpo docente e discente que buscamos está em consonância com o propósito institucional do Sesc e com a atuação de algumas das melhores instituições de ensino do país e do mundo.
Como aspecto imprescindível para o desenvolvimento cognitivo temos, ainda, o envolvimento dos pais e responsáveis no processo educativo e o diálogo com o território em que as escolas estão inseridas. A conexão entre estudantes, famílias e territórios é fundamental no processo educativo, permitindo a troca de saberes e experiências, que se complementam e contribuem para desenvolver cidadãos mais saudáveis, solidários e empáticos. Por meio da educação infantil de qualidade, nossas crianças têm a oportunidade de crescer com uma visão mais ampla do mundo e se tornarem indivíduos melhores e mais felizes. Aumentar o acesso escolar significa plantar sementes de esperança por uma sociedade mais consciente e preparada para lidar com os desafios do cotidiano. E é nosso dever proporcionar uma base sólida para que elas se desenvolvam como cidadãos capazes de contribuir positivamente para o mundo, confiantes no potencial transformador da educação. Afinal, o futuro é agora.
Incentivar o turismo nacional é uma das frentes de atuação do Sesc. As excursões e os passeios oferecidos pelo programa Turismo Social, em todo o País, ampliam as possibilidades de lazer do público e estimulam o desenvolvimento econômico das cidades visitadas. Com roteiros inovadores e temáticos, promovem rentes visões do Brasil, evidenciando a cultura, o meio ambiente e a história de cada localidade.
Os viajantes vivenciam a troca de experiências com a população local, conhecem tradições e manifestações regionais, aprendem sobre suas culturas. Tudo isso ajuda a proporcionar aos destinos visitados a integração da comunidade e o desenvolvimento solidário e sustentável. Por ano, são promovidas mais de 4,5 mil excursões e passeios, atendendo, em média, 50 mil pessoas. O Turismo Social do Sesc também conta com uma rede de unidades de hospedagem, composta por 42 hotéis e pousadas em todas as regiões do país
De janeiro a maio deste ano, o Sesc Mesa Brasil arrecadou mais de 22 milhões de quilos em doações de alimentos e produtos de higiene e limpeza, cerca de 18,95% a mais do que o montante arrecadado no mesmo período de 2023.
Maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina, o programa atua no combate à fome e ao desperdício por meio da coleta de alimentos excedentes ou fora dos padrões de comercialização, mas ainda próprios para o consumo.
Os produtos são doados por empresas parceiras e distribuídos para organizações sociais de atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Mensalmente, são beneficiados em média 2 milhões de pessoas, atendidas por mais de 7 mil entidades assistenciais em todo o País.
Por ocasião das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, entre abril e maio, deixando milhares de desabrigados, o programa mobilizou seus parceiros, que destinaram doações, recursos financeiros e apoio logístico para o trabalho emergencial do Sesc, realizado no Estado.
Além do trabalho de coleta e distribuição de alimentos, o Sesc Mesa Brasil também promove ações educativas, com orientações sobre aproveitamento integral dos alimentos, armazenamento adequado dos produtos, técnicas de preparo e receitas criativas, entre outras questões relativas à educação alimentar e nutricional.
No Brasil, a universalização do atendimento à saúde das mulheres ainda demanda atenção e cuidados. É o que mostra o Boletim Epidemiológico, lançado pelo Ministério da Saúde, em março do ano passado. Entre 2010 e 2021, mais de 640 mil mulheres – entre 30 e 69 anos – morreram de câncer no país. Deste total, o câncer de mama foi a causa de 20% dos óbitos e o de colo do útero, 8,1%. Outra pesquisa, dessa vez realizada pela Fundação do Câncer, mostra que há uma vulnerabilidade maior entre mulheres pretas e pardas devido à dificuldade em acessar os serviços de saúde, o que leva a diagnósticos tardios, principalmente em relação ao câncer de colo do útero.
Para ampliar cada vez mais o acesso de mulheres à prevenção, o Sesc utiliza unidades móveis de saúde em todas as regiões do Brasil, com o atendimento gratuito. Atualmente, 25 veículos adaptados para a realização de exames e equipados com mamógrafos digitais circulam por centenas de município a cada ano. São 125 profissionais envolvidos, atuando no rastreamento das doenças e na disseminação de orientações por meio de ações educativas.
Em uma década, o programa já atendeu mais de 590 mil mulheres e se tornou o primeiro a levar o serviço em modelo móvel por todas as regiões do Brasil. Até o ano passado, foram realizadas 342 mil mamografias em pacientes com idades entre 50 e 69 anos, faixa etária com maior propensão ao câncer de mama, segundo o Ministério da Saúde, e 249 mil exames citopatológicos, em mulheres de 25 a 64 anos. Além disso, as equipes realizaram mais de 540 mil ações de Educação em Saúde.
O trabalho em uma unidade móvel apresenta diferentes desafios, como conta Taiane Silva, gerente de Saúde do Sesc no Rio de Janeiro. “A logística de deslocamento demanda um planejamento minucioso para assegurar a chegada pontual da unidade aos locais determinados, muitas vezes enfrentando condições adversas de trânsito, estradas de difícil acesso e o constante cuidado na estabilização das estruturas e equipamentos durante o transporte”, contou.
A principal precaução, segundo ela, é conseguir interagir com as pacientes e sensibilizá-las sobre a importância do cuidado com a saúde. O diferencial do projeto, ressalta Taiane, é oferecer um atendimento humanizado e de alta qualidade. “Impactamos vidas por meio de práticas de escuta ativa, humanização do cuidado, atividades educacionais e a promoção do diagnóstico precoce”, conclui.
A cidade de Extremoz, no Rio Grande do Norte, foi a primeira a receber o projeto do Sesc Saúde Mulher no Brasil, em julho de 2012. Com o ótimo resultado obtido durante o projeto piloto, a atividade passou a ser replicada em outros municípios pelo país. Desde sua primeira edição, só no Rio Grande do Norte, foram cerca de 88 mil exames realizados e quase 230 mil pessoas atendidas.
Depois de descobrir a importância da prevenção para sua saúde, Magaly de Oliveira, moradora de Extremoz, passou a incentivar as amigas. “Fiz o exame de mamografia e digo para outras mulheres: ‘é um exame incômodo, mas necessário. O atendimento é fabuloso e as meninas [que fazem o atendimento] são ótimas’. Então, espero que venham sempre”, ressalta.
O cuidado das equipes de atendimento passa ainda pela forma como o paciente é preparado para o diagnóstico. “Sempre há o temor de um resultado positivo de câncer de mama ou colo uterino. Nosso trabalho passa por prepará-las para receber o resultado da mesma forma que explicamos os procedimentos dos exames, a periodicidade adequada, as preparações necessárias e eventuais restrições”, revela Taiane. A equipe do Sesc Saúde Mulher é treinada e capacitada para sanar todas essas dúvidas e preocupações. “Atuamos de maneira humanizada para proporcionar um ambiente acolhedor e empático, oferecendo informações claras e respondendo a quaisquer dúvidas que as mulheres possam ter”, finaliza.