Muito se fala de qualidade de vida, uma expressão que no passado estava intimamente relacionada à saúde. Hoje sabemos que seu conceito vai muito além. A Organização Mundial da Saúde traz como definição: “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive”. Em outras palavras, qualidade de vida envolve bem-estar físico, mental e emocional, além do desenvolvimento pessoal. Foi este o ideal abraçado pelo Sesc há 76 anos. Uma tarefa desafiadora e uma construção diária.
Qualidade de vida ultrapassa as necessidades básicas do indivíduo. E atuar neste viés exige a arte de servir. O Sesc foi criado pelos empresários do comércio do setor de bem, serviços e turismo para ser uma instituição a serviço do Brasil. Nosso trabalho se entrelaça com a história das muitas regiões do país. Conhecemos de perto a vida desses brasileiros e brasileiras que diariamente encontram em nossas unidades as mais diversificadas atividades. E quando atingimos um patamar em determinada ação, buscamos a mudança para torná-la ainda melhor. Foi assim que o Sesc Ler, lançado em 1998 na Amazônia para proporcionar escolarização de comunidades com dificuldades de acesso a aprendizagem, hoje faz parte de um projeto ainda mais amplo de Educação de Jovem e Adultos que incorpora a modalidade de educação a distância e qualificação profissional.
Também foi dessa forma que conhecemos de perto a vida desses brasileiros e brasileiras que diariamente encontram em nossas unidades as mais diversificadas atividades que o Mesa Brasil Sesc ultrapassou seu objetivo de distribuição de alimentos para instituições cadastradas, passando a doar cestas básicas a famílias em vulnerabilidade durante a pandemia.
Em 2021, foram 52 milhões de quilos de alimentos doados. O Sesc também contribui como acesso à saúde no país. Por meio de 25 unidades móveis, que viajam pelo Brasil, o Sesc Saúde Mulher realiza mais de 400 mil exames gratuitos por ano. Na cultura, apesar de todos os percalços provocados pela pandemia de covid-19, o Sesc manteve a chama acesa do incentivo à produção.
O Prêmio Sesc Literatura, o Palco Giratório e o trabalho incessante do Polo Sociocultural Sesc Paraty são alguns exemplos. No Lazer, o Circuito Sesc de Corridas é o maior projeto deste esporte no Brasil. Está em todas as regiões do pais, atende todas as faixas etárias e, neste ano, já foram realizadas 29 provas com 12 mil participantes. O Sesc completa 76 anos acompanhando as mudanças da sociedade e se adaptando aos novos tempos. Nossa meta é atender cada vez mais os trabalhadores do nosso setor, além da população em geral. Educação, saúde, cultura, lazer e assistência são os nossos pilares de atuação. Sobre eles, vamos continuar trabalhando para que as pessoas vivam grandes momentos conosco. Porque a vida acontece com o Sesc.
Para contribuir com o descarte e consumo consciente de seus empregados, o Departamento Nacional do Sesc disponibiliza pontos de coleta de materiais recicláveis no local de trabalho. O objetivo é estimular práticas sustentáveis e a destinação correta de produtos, sobretudo os equipamentos eletrônicos, que, quando chegam ao fim de sua vida útil, acabam indo para o lixo comum. Entre outubro de 2021 e junho de 2022, a entrega voluntária resultou em 400kg de equipamentos eletrônicos, 100kg de lacres de alumínio, 50 litros de pilhas e baterias e 15 litros de óleo de cozinha.
A coleta de materiais recicláveis integra o Ecos – programa de sustentabilidade das instituições CNC, Sesc, Senac – realizada desde 2010. A área de coleta foi colocada de maneira estratégica, na entrada do Departamento Nacional, localizado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Neste espaço, os empregados depositam os resíduos em coletores específicos para cada tipo de produto e também têm acesso a mensagens sobre o que pode ser descartado e como isso deve ser feito, além de cuidados com o meio ambiente.
“O projeto sensibiliza o público interno para a preservação ambiental e estimula a reflexão sobre o consumo consciente. Temos muito a fazer pela conservação do planeta. Da compra ao descarte, tudo tem que ser pensado no cuidado com o meio ambiente. Para o Departamento Nacional do Sesc, é de suma importância usar a sua voz e seu espaço para conscientizar os empregados e nossa cadeia produtiva”, explica Jose Carlos Cirilo, diretor-geral interino do Sesc.
Além de contribuir com o planeta, o Sesc também viu no programa uma oportunidade de colaborar com a sociedade. Por meio de parcerias, a venda ou entrega dos produtos para empresas ou instituições se reverte em outros benefícios. Os lacres de alumínio, por exemplo, vão para o Lacres do Bem, projeto que arrecada e vende os itens para compra de cadeiras de rodas, que são doadas para pessoas com deficiência física e entidades filantrópicas.
Os outros tipos de resíduos são coletados por diferentes empresas parceiras do projeto. Equipamentos eletrônicos, pilhas e baterias são recolhidos pela Green Eletron para recuperação e reutilização em processos industriais. Já o óleo de cozinha é recebido pelo Instituto Libertas e direcionado a uma empresa que realiza o manejo e o destina a fábricas de biodiesel, sabão e ração animal. A Terracycle, por sua vez, é responsável por encaminhar os itens de escritório e esponjas, que podem ser transformados em Pellet, matéria-prima para produção de diversos objetos, como bancos e lixeiras.
O projeto Pautas Sociais Rotas vem fortalecendo a Atividade Desenvolvimento Comunitário no Sesc, incorporando uma ação de programação de cunho socioassistencial. Na edição deste ano, o projeto acontece de forma híbrida nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste por meio de rodas de conversa, oficinas, feiras de inclusão produtiva e performances locais com mulheres de territórios vulneráveis com o intuito de fortalecer a atuação dessas agentes comunitárias em articulação com seus territórios, compreendendo as mulheres como a base da economia do cuidado.
Questões contemporâneas necessitam ser explicitadas, dialogadas vivenciadas e incorporadas nas práticas de Desenvolvimento Comunitário. A intenção de regionalizar as temáticas foi pensada a partir da perspectiva de um olhar mais local para questões sociais, de gênero, de raça e de tradição que são experimentadas singularmente, escrevendo modos e fazeres particulares de cada região. Assim, propiciamos nas últimas edições campos de circulação de saberes, práticas e performances sobre temas que participam da composição do pensamento contemporâneo, e que impacta nas relações pessoais, no contato com as lideranças comunitárias e com a clientela do Sesc.
Sobre as mediadoras:
Eliane Potiguara, considerada a primeira escritora indígena do Brasil, recebeu em dezembro de 2021 o título de doutora “honoris causa”, do Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eliane também é Embaixadora Universal da Paz em Genebra (Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix – Genebra – Suíça). Ela teve seu nome indicado após a reunião do Círculo Universal dos Embaixador da Paz, entidade ligada a ONU (Organização das Nações Unidas) para trabalhar a favor da paz no mundo. Perfil no Instagram: @elianepotiguara
Carla Akotirene é Bacharel em Serviço Social pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL). Mestra e Doutoranda em Estudos Interdisciplinares sobre de Gênero, Mulheres e Feminismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) Concentra estudos sobre racismo e sexismo institucionais. Atualmente é responsável pela Opará Saberes, Iniciativa que visa instrumentalizar candidaturas negras, em especial mulheres, para o ingresso na Universidade, modalidade scrictu sensu. Atua na Saúde municipal atendendo mulheres vítimas de violências domésticas. Perfil no Instagram: @carlaakotirene
Rafaella Reinhardt é Bacharel em Ciências Sociais e Pós-Graduada em Direitos Humanos pela PUC Minas. Junto ao Sesc em Minas, atua há 6 anos como referência técnica dos produtos voltados a ESG, Responsabilidade Social Corporativa para o comércio; Desenvolvimento Social e Comunitário, a partir da articulação de redes intersetoriais que promovem a emancipação dos territórios de atuação do Sesc em Minas e Trabalho Social com Grupos. Também é a representante da Gerência de Assistência e Mesa Brasil junto às iniciativas de promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, HUB ODS Minas e Movimento 2032.
Confira o resultado da oficina “Os desafios da mulher periférica que empreende” realizada por Hannah 23 virtualmente com participantes de 11 Estados do Brasil no período de 27 a 29/09.
Bahia
Ceará
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Maranhão
O Sesc marcou presença no CONARH Saúde, que aconteceu no último dia 23 aconteceu em São Paulo. O evento, que tem como tema central a saúde corporativa, discute estratégias e soluções para melhorar a saúde dos empregados e ainda reduzir custos. A ocasião também foi palco da entrega do Prêmio Destaque GPTW Gestão Saudável 2022.
O Departamento Nacional do Sesc ficou entre as dez empresas do Brasil que se destacaram no quesito Gestão Saudável, dentre as mais de 130 inscritas. Essa é a segunda vez seguida que o Departamento Nacional do Sesc é finalista.
Nossas ações que fizeram (e fazem!) a diferença
– Tratar de temas fundamentais como: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Inovação, Captação de recursos e parcerias e Gerenciamento de riscos;
– Nossa missão, visão e valores que têm como premissa a transparência, excelência, Atuação em rede, ação educativa transformadora, sustentabilidade, acolhimento, respeito à diversidade, protagonismo e inovação;
– As ações e programas de combate à fome, estímulo à cidadania, campanhas motivacionais e programas de desenvolvimento e qualidade de vida.
Maior iniciativa brasileira de circulação musical, o Sonora Brasil traz na edição de 2022 o tema Culturas Bantu: afro-sonoridades tradicionais e contemporâneas, que destaca a contribuição dos povos de línguas bantu para a música brasileira. Este ano, o projeto retoma o formato presencial, com apresentações realizadas por grupos locais, em um total de 28 artistas e grupos musicais de 23 estados brasileiros e Distrito Federal.
As primeiras manifestações musicais reconhecidas como origem da música popular brasileira era chamadas de batuque ou samba, palavras de comprovada origem africana, e ocorriam principalmente no ambiente rural, nos momentos de lazer e festejos dos trabalhadores africanos, ainda ecravizados na época. Com as migrações internas da população negra, os sambas rurais como o cateretê, o coco alagoano e pernambucano, o caxambu mineiro,o tambor-de-crioula maranhense, o lundu baiano, entre outros, começaram a chegar nas cidades, incorporando novos elementos e narrativas.
Apesar da música ser o elemento central do debate, ao abordar esse tema o Sonora Brasil busca estimular leituras que possam aprofundar a discussão sobre a influência das culturas de matriz africana no país. As apresentações do circuito são de caráter essencialmente acústico, como forma de valorizar a autenticidade musical das obras. Uma curadoria formada por profissionais do Sesc é responsável pela seleção dos temas e grupos que integram a programação.
Os bantus têm um papel significativo na formação cultural brasileira e na identidade nacional, seja pelo legado linguístico, pela cultura popular como as artes manuais e culinária, nas práticas agrícolas ou na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira. A contribuição na nossa formação linguística é expressiva, são inúmeras as palavras presentes em nosso vocabulário que influenciaram nossa língua, entre estas angu, caçula, fubá, miçanga e quitute.
Como primeiros negros vindos da África para o Brasil, há mais de 400 anos, trouxeram consigo uma tradição cultural e religiosa muito forte. Assim, sua importância também está na construção da religiosidade do país, responsáveis pelas primeiras práticas de sincretismo afro-religioso e pioneiros nas religiões de matrizes africanas, principalmente a Umbanda e o Candomblé.
Pesquisadores e estudantes da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique (ZHAW), uma das instituições mais importantes da Suíça, participam do intercâmbio internacional na maior reserva particular do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, localizada em Barão de Melgaço (MT). A reserva pertence ao departamento nacional do Sesc.
A parceria é fruto dos esforços do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, e a Swissnex, extensão da Secretaria de Educação, Pesquisa e Inovação da Suíça, para aproximar os dois países e desenvolver projetos inovadores para a conservação do Pantanal por meio do turismo científico.
Por meio do programa, grupos de pesquisadores ou estudantes suíços visitam o Pantanal em viagens científicas personalizadas em formatos como cursos de campo, residências acadêmicas ou escolas de verão. Eles contam com o suporte do Sesc Pantanal e da Swissnex, também para intercâmbio com redes locais de especialistas, cientistas e comunidades.
O diretor-geral interino do Sesc, José Carlos Cirilo, destaca que a iniciativa dá ainda mais visibilidade e oportunidades ao bioma, que é Patrimônio Natural da Humanidade. “O programa vai gerar produção de conhecimento e oportunidades econômicas para a região. O Sesc Pantanal desenvolve pesquisa científica aliada ao conhecimento local tradicional, educação ambiental, lazer, desenvolvimento social e conservação da natureza. O Sistema CNC-Sesc-Senac há 25 anos enxergou a importância da sustentabilidade e hoje estamos de portas abertas para receber pesquisadores e interessados em conhecer tudo o que é feito aqui”, conclui.
Comunidades pantaneiras de Poconé e São Pedro de Joselândia, em Barão de Melgaço, receberam, entre os dias 23 e 30 de julho, técnicos do Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico do Governo da Espanha para um intercâmbio sobre prevenção e controle de incêndios florestais promovido pelo Sesc. Foram realizados dois encontros, que resultaram em uma rica troca de experiências e saberes entre a equipe espanhola, os brigadistas do Sesc e membros da comunidade.
A ação é resultado do acordo de cooperação firmado entre o Departamento Nacional do Sesc e a Embaixada da Espanha no Brasil, em junho de 2021. O diretor-geral interino do Sesc, Jose Carlos Cirilo, explica que a parceria prevê a realização de diversas atividades de troca de conhecimento técnico-científico, educacional e cultural entre as partes.
“Este intercâmbio é uma reafirmação do nosso compromisso com a proteção do Pantanal e com o bem-estar da população pantaneira. Precisamos redobrar as ações de prevenção e capacitação no período da estiagem. Nesses 25 anos de trabalho, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal se consolidou como referência em educação, conservação da biodiversidade, pesquisa científica, turismo responsável e desenvolvimento comunitário. Parcerias como essa com o governo espanhol só reforçam a importância do trabalho do Sesc para o Brasil”, comentou Cirilo.
As capacitações abordaram temas como ferramentas para monitoramento e detecção de incêndio florestais, estratégias de prevenção, técnicas de registro e organização de informações sobre o combate a incêndios e Manejo Integrado do Fogo como ferramenta de prevenção, além de exercícios práticos e simulações.
De acordo com o Ecólogo do Sesc Pantanal, Alexandre Enout, a atividade de intercâmbio vai contribuir muito para a evolução do trabalho das brigadas locais. “O grande diferencial desse curso foi o uso de ferramentas interativas para planejar a estratégia de combate aos incêndios, visando a melhor utilização dos recursos disponíveis e a escolha de técnicas mais adequadas para cada caso. Essas trocas de experiências são fundamentais. Assim como temos feito por aqui, vimos que eles também têm trabalhado muito na capacitação e investido em tecnologias para a prevenção dos incêndios”, afirmou.
Já Inmaculada Cantero, umas das seis técnicas de Operações de Incêndio Florestal da equipe do governo espanhol, definiu a experiência como enriquecedora, no âmbito pessoal e profissional. “Eu gostei muito de ver como eles conseguem otimizar os meios que dispõem e como envolvem e mobilizam suas comunidades de forma voluntária, com participação ativa na gestão integrada do fogo, tanto na prevenção quanto no combate aos incêndios. E nós aprendemos bastante também, pois os métodos utilizados aqui são muito bem desenhados e planejados. Esse intercâmbio de experiências nos beneficia muito, pois aprendemos com as semelhanças e com as diferenças também”, afirmou a intercambista.
Ao todo, 29 pessoas foram capacitadas, entre representantes do Sindicato Rural de Poconé, Associação Rural de São Pedro de Joselândia, Núcleo de Proteção e Defesa Civil do Distrito de São Pedro de Joselância, integrantes da brigada Aliança e os brigadistas do Sesc Pantanal.
O Plataforma Cena é um projeto que habita os desejos da equipe de Artes Cênicas desde longa data. Em nossas andanças pelo Brasil, por meio da atuação na Rede Sesc de Intercâmbio e Difusão das Artes Cênicas, temos o privilégio de conhecer e colaborar com inúmeros projetos e artistas do circo, da dança e do teatro, firmando o compromisso do Sesc com o fomento da cultura em todo o país. Nesses encontros, ficávamos refletindo como seria possível gerar um acervo de tantas experiências significativas que pudessem reverberar ainda mais diretamente nas nossas ações, inspirar parceiros e divulgar de modo articulado o que a instituição realiza na capilaridade intensa e única que lhe é peculiar.
Confirmando a sua posição como uma das principais iniciativas de promoção do cinema independente no Brasil, a Mostra Sesc de Cinema – MSDC recebeu, em sua quinta edição, mais de 1.600 inscrições. A divulgação dos filmes selecionados ocorreu nesta sexta-feira, 12 de agosto, e 33 produções, sendo quatro longas, três médias e 26 curtas, que serão exibidos na mostra nacional on-line, a ser realizada em outubro. Dos filmes selecionados, 20 foram realizados por homens e 13 por mulheres, o que demonstra a consolidação do equilíbrio entre os gêneros, uma forte tendência observada desde a primeira edição.
No total, 305 filmes, sendo 189 de realizadores e 130 de realizadoras de todas as regiões do Brasil, foram selecionados para exibição, entre mostras estaduais, regional e nacional. O concurso o distribuirá mais de R$ 100 mil em licenciamentos aos cineastas vencedores da mostra nacional, o que chancela o compromisso da instituição com a cena audiovisual brasileira. A exibição vai trazer uma produção de cada um dos 22 estados participantes e do Distrito Federal no circuito intitulado Panorama Brasil, além de dez filmes em uma mostra especial voltada à infância e à juventude. A edição nacional foi estruturada para ocorrer em ambiente virtual – da seleção à exibição. Já as Mostras Estaduais retomarão as exibições presenciais, proporcionando o encontro com os realizadores, o que é um destaque positivo e necessário desta edição. As obras foram avaliadas por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados.
Conheça os 33 filmes selecionados para a V Mostra Sesc de Cinema:
Confira a lista completa dos selecionados clicando aqui
“Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado” é o tema III Seminário Sesc Etnicidades, que será realizado entre os dias 10 e 12 de agosto, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo. O evento tem como objetivo tratar do protagonismo de pessoas indígenas e negras, por meio de uma programação centrada na diversidade cultural.
O seminário abre a realização do Projeto Sesc Identidades Brasilis e se propõe a mediar a história e as culturas que caracterizam a formação da população brasileira, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o indígena na formação da sociedade nacional.
O projeto acontece os estados do Acre, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.
Durante o Seminário, serão discutidos universos artísticos e culturais desses dois grupos sociais. Serão apresentadas produções artísticas e haverá espaço para o diálogo sobre as memórias das sociedades originárias e afrodiaspóricas, além da discussão sobre as construções históricas que legitimaram sua marginalização ao longo dos séculos de formação do país.
Foram convidadas pessoas negras e indígenas para conduzir os debates. Entre eles, Leda Maria Martins, Rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário no Jatobá, em Belo Horizonte; Sandra Benites, curadora, educadora e pesquisadora Guarani-Nhandeva; Naine Terena, mulher do povo Terena, pesquisadora e professora universitária, curadora e artista educadora, além de Deba Tacana, filha de indígenas e ciganos, é pesquisadora, educadora e ceramista.
“Ao oferecermos uma programação centrada na diversidade cultural, podemos contribuir para fortalecer essas heranças e o desenvolvimento do ser humano, visando uma melhor compreensão de si mesmo, das suas potencialidades, do contexto em que vive e de sua capacidade de realizar escolhas e colaborar com a coletividade”, pontua Leonardo Moraes Batista, Analisa de Cultura responsável pela área Arte Educação do Departamento Nacional do Sesc.
As inscrições podem ser feitas pelo link: http://seminario.cfinternet.sescsp.org.br/index.cfm?cgs_codigo=09620
PROGRAMAÇÃO
Sesc 24 de Maio
R. 24 de Maio, 109 – República, São Paulo
DIA 10 – Tarde/Noite (Quarta-feira)
16h às 20h: Credenciamento
Local: foyer do teatro – 1º subsolo
18h às 19h: Cortejo com Ilú Obá de Min
Através de suas composições, o Bloco Afro Ilú Obá de Min revive os 17 anos de existência e a produção de suas “femenagens” para Leci Brandão, Elza Soares, Lia de Itamaracá, Carolina Maria de Jesus, Raquel Trindade, Rainha Nzinga, Nega Duda, entre outras. O cortejo marca os 17 anos de história do Ilú Obá de Min e traz as canções mais representativas do bloco. As músicas trazem referências artísticas que permeiam o trabalho do bloco, como o jongo, a ciranda, o maracatu, o ijexá e pesquisas em torno dos ritmos malinkês da África do Oeste e o candombe, ritmo afro-uruguaio.
Local: início na Área de Convivência (3º andar), descendo as rampas até chegar no Térreo
19h30 às 21h30
“Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”
Esse é o diálogo que abre os caminhos do III Seminário Sesc Etnicidade e ativa reflexões por meio de cosmopercepções com as vozes de duas mulheres que têm em seus processos de vida dimensões da ancestralidade, que nos possibilitarão pensar a continuidade. A partir de perspectivas indígenas e negras, tomando a cultura como centro do diálogo para pensar o futuro sem esquecer o passado, serão construídos os contornos deste toró de grafias.
Com Leda Maria Martins, Sandra Benites e mediação de Marcos Henrique Rego do Sesc Nacional.
Local: Teatro
DIA 11 – Tarde/Noite (Quinta-feira)
Gira 1 – 14h às 15h30
“Falando entre nós aos outros: arte, ancestralidade e alteridade”
Ao afirmar que o “Brasil é terra indígena”, buscamos trazer à tona uma narrativa ficcional daquilo que é arte, sobre quem pode e quem não pode ocupar determinados espaços diante do racismo estrutural. Deste modo, pretende-se mirar as concepções indígenas e não-indígenas de sociedade, educação e artes vigentes no Brasil presentes na fabricação do estereótipo do “índio didático”, no âmbito das artes.
Com Naine Terena, Deba Tacana e mediação de Jaqueline Silva do Polo Sociocultural Sesc Paraty
Gira 2 – 16h às 17h30
“Entre nós e laços: ancestralidades e continuidades”
A gira propõe circular, debater, amarrar e enlaçar palavras e práticas de matrizes afro-brasileiras das/os que vieram antes e das/os que seguem preservando vidas, produzindo arte, construindo novos sentidos e reinventando mundos de forma crítica.
Com Bel Santos, Thyffani Odara e mediação de Carlos Magno do Sesc Ceará
Gira 3 – 18h às 19h30
“Branquitude, arte e educação: Representação, privilégios, exclusão e diversidade”
Cada vez mais, através das ciências humanas e da arte, a branquitude é desnaturalizada como padrão cognitivo e evidenciada como mais um lugar social em relação a outros pertencimentos étnicos e interseccionais. Essa mesa pretende problematizar o estatuto da branquitude e seus privilégios a partir da pedagogia, das artes e da antropologia para refletir e imaginar outras vias inclusivas da diversidade no país.
Com Flávio Santiago, Leonardo Bertolossi e Mediação de André Gracindo do Sesc Rio de Janeiro
20h às 21h30 – Encruzidança pelo tempo
Aula performance que será numa imersão teórico-prática, voltada para o estudo coletivo e pessoal, partindo do corpo como produtor de conhecimentos, de valores estéticos, historiográficos, políticos e identitários na cultura tradicional Mandingue e nas danças dos Blocos Afro de Salvador, encruzilhados pela noção de tempo, espaço, ritmo, rítmica, musicalidade, memórias, diversidade corpórea, social e cultural.
Com Mariana Camara, Vânia Oliveira e mediação de Fabiano Maranhão
Local: Hall de Ginástica – 10º andar
DIA 12 – Manhã/Tarde/Noite (Sexta-feira)
Territórios negro indígena: Visita e vivência em espaços de existência negra e indígena.
Território 1 – Teatro Popular Solano Trindade
Território 2 – Jaraguá é Guarani
Território 3 – Comunidade Inzo Tumbansi
9h às 14h
1- Teatro Popular Solano Trindade
Com Patrícia Figueiredo do Sesc Bahia, Rogaciano Rodrigues do Sesc Santa Catarina e Juliana Santana do Sesc Nacional
Família Trindade vai contar como se formou o clã cultural e trançar uma ponte com a cultura de rua nos dias de hoje que está super conectado com a poesia de Solano. Fundado em 1975 pela artista plástica, coreógrafa e folclorista Raquel Trindade na cidade de Embu das Artes, Estado de São Paulo.
2 – Jaraguá é Guarani
Com Enoque Paulino do Sesc Pará, Bruno Pacelly do Sesc Paraíba e Patrícia Carmo do Sesc Nacional
Trilha para compreender a presença secular do povo guarani no território. Após uma vivência na aldeia indígena junto aos guarani, os visitantes seguem para a comunidade cultural Quilombaque, em Perus.
3 – Inzo Tumbansi / Instituto Latino Americano de Tradição Afro Bantu
Com Vone Petson do Sesc Tocantins, Nathália Alves do Polo Socioambiental do Sesc e Viviane Soledade do Sesc Nacional
O Inzo Tumbansi é uma comunidade tradicional de matriz centro africana, localizada na cidade de Itapecerica da Serra sob a liderança de Taata Katuvanjesi – Walmir Damasceno.
16h as 18h: Roda de compartilhamento
Mediação: Leonardo Moraes do Sesc Nacional
É uma atividade de troca, intercâmbio e reflexões sobre as experiências nos territórios vivenciados.
local: Área de Convivência
19h às 20h30: Gira final – Roda de Samba
Samba de Dandara convida Raquel Tobias e Ayô Tupinambá
Samba de Dandara é samba de empoderamento e exaltação às mulheres sambistas, compositoras, intérpretes e às guerreiras do samba. A concepção de Samba de Dandara carrega o peso e a inspiração de Dandara, mulher negra, guerreira e referência histórica na luta contra a escravização. Nesta apresentação, com duração de 90 minutos, Samba de Dandara recebe as cantoras Raquel Tobias e Ayô Tupinambá para um espetáculo que reúne canções imortalizadas na história do samba e do povo brasileiro, com suas indiscutíveis raízes afro-brasileiras e indígenas.