8 de setembro de 2021

A partir da experiência de Dona Isabel Casimira Gasparino e de Roger Dee, pessoas que são referências e lideranças em seus respectivos lugares de cultura (manifestações afro-brasileiras tradicionais e a cultura urbana negra), buscaremos entender como suas ações e articulações se configuram como potentes ações de mediação cultural e social, transbordando a ação arte educativa para ambientes e situações não institucionalizados ou considerados como tal.

O webinar propõe um foco sobre as questões geracionais que se apresentarem – como mobilização para preservação das manifestações tradicionais; relações com expressões, espaços e tecnologias em transformação; novas forças e questões que tencionam a práxis cultural – e busca entender como a cultura popular marcada pela ancestralidade e o hip hop, movimento historicamente encampado pela juventude urbana periférica, afetam e são afetados por essas e outras temporalidades.

Dona Isabel Casimira Gasparino – Rainha Belinha – é neta de Maria Casimira, filha de Isabel Casimira e herdeira da coroa de sua mãe e sua avó, ocupando hoje o cargo de Rainha Conga das Guardas de Congo e Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e da Federação dos Congados do Estado de Minas Gerais, cargo mais alto na hierarquia dos Reinados em nossa região.

Como autoridade máxima de sua comunidade cultural e religiosa, é responsável pela preservação e continuidade das manifestações e dos vínculos com as antigas e novas gerações. Tem em seu currículo a atuação como co-diretora do filme A Rainha Nzinga chegou, documentário com presença nos principais festivais de cinema do Brasil, que trata das questões de sua ancestralidade, e da importância dos reinados como manifestação cultural e identitária para as comunidades afro-brasileiras.

Roger Dee é um dos artistas pioneiros no desenvolvimento da cena hip hop em Belo Horizonte, com trajetória internacional. Com diversas parcerias de renome no currículo e turnês por Estados Unidos e Europa, Roger se destaca pela mistura que promove entre a essência da black music e as novas tendências da música eletrônica, dando uma cara brasileira aos dois gêneros. Conectado com a cena local do rap, Roger Dee fundou a primeira escola de DJs de Minas Gerais.

Em 2008, produziu o show e o disco “Malucofonia”, em colaboração com novos artistas do gênero, como Renegado, Matéria Prima, Julgamento, Black Sonora e Cubanito. Na mesma época, começou sua parceria com o grupo Família de Rua, responsável pelo Duelo de MCs – evento realizado originalmente embaixo do Viaduto Santa Tereza, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, e famoso por revelar diversos talentos do rap mineiro. Além de produzir o primeiro disco da Família de Rua, “O som que vem das ruas”, Roger Dee também é um dos responsáveis pelo documentário de mesmo nome, que retrata a história do hip hop na capital mineira. Ao longo de sua história musical, Roger Dee ainda dividiu palcos e picapes com Thaíde e DJ Hum, DJ Primo (Marcelo D2) e Zegon (Tropkillaz, N.A.S.A.). Sua atuação e relevância como artista e produtor cultural faz dele um potente mediador para as gerações de DJs e MCs em relação às temáticas, questões e visões criativas que pontuam a cena em seu curso histórico.

A mediação do webinar será realizada pela equipe de Analistas do Gerência de Cultura. A transmissão contará com interpretação em libras.

Debate com Naine Terena, Vinícius Hoffman e Flávio Fêo.

A Rede Arte Educação do Sesc promove, durante todo o mês de julho, a programação “Ocupação”, com encontros para discutirmos sobre Diversidade, Acessibilidade, Territorialidade e Geracionalidade.

No dia 22/07, o Sesc Paraná convida Aorélio Domingues e Luiz Carlos Prates (Tio Lu) para um papo sobre “Abrindo as portas da oficina: a arte educação como convite ao conhecimento”.

A ação Ocup(A)ção Arte Educação Sesc propõe uma série de diálogos virtuais que acontecerão em todo Brasil durante o mês de julho com educadores, artistas e pesquisadores de diferentes áreas do segmento artístico. As ações formativas e dialógicas serão mediadas por profissionais da Arte Educação do Sesc a partir de quatro eixos: Acessibilidade, Diversidade, Geracionalidade e Territorialidade.

O Sesc Tocantins promoverá no dia 21/07, às 16h, ao vivo aqui no nosso canal, um bate-papo sobre “Raízes e Vivências Naturais de um Quintal Brincante no Cerrado Brasileiro” – eixo Territorialidade. O convidado é a Fava de Bolota – Quintal Brincante, Centro de Estudos e Pesquisa, representado por Kelma Regia. A mediação será feita por Vone Petson, Promotor Cultural do Sesc Tocantins.

O bate-papo terá intérprete de Libras (acessibilidade).

A Fava de Bolota é uma empresa com finalidade educativa e cultural, que se propõe a investigar, produzir e disseminar práticas educativas não formais e informais, que cooperem para a formação de sujeitos autores de suas próprias histórias, a partir da intimidade com a sua singularidade cultural, a natureza ,e a primordialidade da construção de uma educação genuinamente brasileira, que sinta e viva o Brasil plural.

A ação Ocup(A)ção Arte Educação Sesc propõe uma série de diálogos virtuais que acontecerão em todo Brasil durante o mês de julho com educadores, artistas e pesquisadores de diferentes áreas do segmento artístico. As ações formativas e dialógicas serão mediadas por profissionais da Arte Educação do Sesc a partir de quatro eixos: Acessibilidade, Diversidade, Geracionalidade e Territorialidade.

O Sesc RN realizará no dia 19 de julho às 16h um diálogo com Maurício Panella e Nathy Passos, sobre os temas: Arte, Território e Educação patrimonial, presentes nos projetos desenvolvidos pelo Casadágua- Instituto e Estúdio de criação e pelo projeto As Cores da Vila, desenvolvido na rua do Corrupio, primeira rua da Vila de Ponta Negra/RN.

Maurício Panella
Diretor, Criador e Coordenador de Programas e Projetos Culturais do Casadágua – Instituto e Estúdio de Criação. Idealizador e coordenador do Museu da Memória Afetiva de Natal/RN. Antropólogo e artista multimídia, com doutorado em Artes Visuais pela Universidad de Granada- Espanha

Nathy Passos
Empreendedora social e artista multimídia. Coordenadora de Desenvolvimento Institucional do GACC-RN- Grupo de apoio à criança com câncer. Idealizadora e diretora dos projetos: TV GACC Uma janela aberta para o conhecimento e As Cores da Vila. Fundadora dos projetos Global Friends Moçambique e o DNA Social.

O Sesc Goiás realiza no próximo dia 17 (sábado), o evento online e gratuito “Expressões no MAC Jataí e Arte e Cultura Indígena na Escola”, com a diretora do Museu de Arte Contemporânea de Jataí, Clara de Lima, e Mirna Anaquiri, primeira mulher indígena a ingressar no curso de doutorado da Universidade Federal de Goiás.

Clara de Lima vai compartilhar sobre o museu que está instalado em um casarão histórico e abriga as mais diversas expressões contemporâneas, além do trabalho significativo de arte educação com oficinas gratuitas nas artes visuais para crianças, jovens e adultos, visitas guiadas e o intercâmbio de artistas por meio do Salão Nacional de Artes, que leva para o interior de Goiás o que está sendo produzido de mais novo no cenário nacional.

Já a arte educadora Mirna Anaquiri vai abordar sobre a desconstrução de estereótipos indígenas a partir do trabalho de arte cultura indígena nas escolas de Goiânia.

A Rede Arte Educação do Sesc promove durante todo o mês de julho a programação “Ocupação”, com encontros para discutirmos sobre Diversidade, Acessibilidade, Territorialidade e Geracionalidade.

Mediações culturais acessíveis são processos alinhando a mediação cultural, a compreensão dos conceitos de acessibilidade e oportunidades de construções narrativas dentro dos processos poéticos compreendendo as obras e patrimônio como possíveis atravessamentos e produções. Identificar a criação e construção de uma linguagem sensível e acessível para cena, que desvia do pensamento da acessibilidade apenas enquanto um recurso.

Participantes: Andreza Nóbrega e Cristiano José Monteiro