14 de maio de 2025

Programação gratuita integra música, performance, oralidade e debates sobre identidade, pertencimento e memória

O Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras promove este mês um encontro para celebrar e valorizar a literatura brasileira. O Festival Arte da Palavra (Farpa) será realizado entre os dias 21 e 24 de maio, no Polo Sociocultural Sesc Paraty, na cidade da Costa Verde do Rio de Janeiro. O evento, que traz um panorama do circuito literário nacional, reúne autores da edição deste ano do projeto, que se apresentam em uma programação composta por literatura, música, performance e vivências culturais.

O Farpa tem como objetivo ser um espaço de troca e experimentação. A partir de debates e apresentações culturais, o festival propõe um mergulho nas múltiplas formas de contar histórias e expressar identidades. Estarão presentes nomes como Anderson Shon (BA), autor de quadrinhos e vencedor do 36º HQ Mix na categoria Melhor HQ Independente; a escritora, psicóloga e ativista Guarani Geni Nuñez, autora de ‘Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar’; e MC Anarandá, rapper indígena da etnia Guarani Kaiowá (MS), entre outros.

Para abrir o festival, foi convidado o poeta Sérgio Vaz, um dos maiores nomes da poesia contemporânea brasileira e referência na literatura periférica. Ele fará a conferência “Sagrado não é quem escreve, sagrado é quem lê”. Durante os dias do evento, serão realizados seis cafés literários, que abordarão temas como as interseções entre literatura e quadrinhos; o hip hop como narrativa e expressão; a literatura como um espaço de disputa e reinvenção de identidades, entre outros. A artista e performer Luiza Romão, conhecida por suas apresentações que combinam música, dança e teatro, encerra o evento dia 24.

A programação também abre espaço para a produção artísticas de Paraty. A performance Identificação Poética das Criaturas Marinhas, com Flávio de Araújo, traz a leitura de textos poéticos que possibilitam ao público identificar a diversidade marinha da região. Já o Coletivo UNA apresenta o espetáculo de contação de história ‘Tá tudo dentro da gente’, com videomapping, que celebra a força e a sabedoria das matriarcas negras brasileiras. O público também poderá conferir a exposição Filha Natural, de Aline Motta, na galeria do Sesc Santa Rita. A mostra explora a história da tataravó da artista e convida a busca da própria ancestralidade.

O Farpa acontece no Sesc Santa Rita (R. Dona Geralda, 320 – Centro Histórico), com entrada gratuita. Confira a programação completa.

Programação:

21 de maio | Quarta-feira

19h15 – Abertura Oficial

19h30 – Conferência de abertura: “Sagrado não é quem escreve, sagrado é quem lê”, com Sérgio Vaz.

22 de maio | Quinta-feira

15h às 16h – Café Literário – Versos e Batidas: o Hip Hop como Narrativa e Expressão.

Com Preto Michel (PA) e Rafa Rafuagi (RS).

O Hip Hop é mais do que um gênero musical – é uma plataforma de denúncia, resistência e reconstrução de identidade. Neste encontro, Preto Michel e Rafa Rafuaggi discutem como suas trajetórias artísticas dialogam com o cenário atual da cultura Hip Hop, abordando temas como oralidade, ativismo e produção independente.

16h30 às 17h30 – Café Literário – Vozes, Conflitos e Descobertas.

Com Sonia Rosa (RJ) e Marcos Guerra (RN).

A literatura voltada para jovens tem o poder de dialogar com suas vivências, desafios e descobertas. Sonia Rosa e Marcos Guerra discutem como a escrita e a oralidade podem criar pontes entre realidades, inspirar questionamentos e ampliar horizontes na juventude.

18h às 19h – Performance Identificação Poética das Criaturas Marinhas com Flávio de Araújo (Paraty).

Com a leitura de textos poéticos, os ouvintes poderão identificar a diversidade marinha da região de Paraty, entendendo quais os apetrechos de captura, período de pesca e defeso das espécies, como também o preparo para consumo. Além disso, será possível conhecer quais as principais histórias, curiosas e engraçadas, que permeiam alguns dos pescados mais conhecidos da região.

19h30 às 20h30 – Sarau com MC Anarandá (MS), Natasha Felix (RJ), Luan Renato (SC) e Anderson Shon (BA).

23 de maio | Sexta-feira

15h às 16h – Café Literário – Entre Palavras e Traços.

Com Stéfanie Sande (MT) e Anderson Shon (BA).

Stéfanie Sande e Anderson Shon discutem as interseções entre literatura e quadrinhos, explorando memória, identidade e representação. O encontro aborda como diferentes linguagens narrativas se cruzam para ampliar vozes e territórios na literatura contemporânea.

16h30 às 17h30 – Café Literário – Literatura e Fronteiras.

Com João Veras (AC) e Taylane Cruz (SE).

A escrita pode ser um território de encontro entre diferentes realidades e geografias. João Veras e Taylane Cruz refletem sobre suas experiências literárias, abordando temas como identidade regional, deslocamentos e os desafios da produção literária fora dos grandes centros urbanos.

18h às 19h – Café Literário – O Corpo como Palavra.

Com Natasha Felix (RJ) e Luan Renato (SC).

Entre o verso e a cena, a poesia se transforma em experiência sensorial. Natasha Felix e Luan Renato exploram a interseção entre literatura, oralidade e performance, discutindo como a palavra pode ocupar e ressignificar espaços através do corpo e da voz.

19h30 – Narração de histórias com projeção mapeada – Tá tudo dentro da gente (Coletivo UNA – Paraty).

O espetáculo de contação de história celebra a força e a sabedoria das matriarcas negras brasileiras. Por meio da oralidade e do vídeomapping, a narrativa apresenta a história de Juninho e sua Vó Ceição que possuem um elo emocionante repleto de afeto, força e ancestralidade.

24 de maio | sábado

11h – Contação de Histórias “No Fio da Memória” com Linete Matias.

No Fio da Memória é um espetáculo de contação de histórias de Linete Matias, que entrelaça narrativas das águas e das matas, resgatando contos dos encantados que habitam esses lugares. A contadora de histórias, guiada por memórias ancestrais, canta e narra histórias que emergem dos rios e florestas de sua terra, compartilhando com o público as vozes e encantos desses seres mágicos. Cada história é pescada da profundidade da memória e entregue com afeto aos ouvintes, criando um encontro mágico entre a tradição e o presente.

16h às 17h – Café Literário – Desafios e Revoluções: Escrita, Identidade e Pertencimento

Com Geni Nuñez (SC) e Amara Moira (SP).

Como a literatura pode ser um espaço de disputa e reinvenção de identidades? A escritora e ativista Guarani Geni Nuñez e a escritora e pesquisadora Amara Moira compartilham suas experiências e reflexões sobre gênero, ancestralidade e resistência na palavra escrita e falada.

17h30 – Performance de encerramento “Também Guardamos Pedras Aqui”, com Luiza Romão (SP).

30 de abril de 2025

Edição deste ano homenageia o cineasta mineiro André Novais e destaca títulos sobre longevidade, cinema infantojuvenil e a vida de personalidades, em produções nacionais e internacionais

O CineSesc 2025 licenciou um rico acervo de 44 longas-metragens nacionais e internacionais, além de um conjunto de curtas, em um total de 48 filmes, que estarão disponíveis para exibição em todo o país até novembro. O catálogo reúne produções recentes e clássicos do cinema nacional, além de obras icônicas do cinema africano, asiático e europeu, muitas delas premiadas em festivais no Brasil e no exterior. As exibições são gratuitas e seguem a programação das unidades do Sesc nos estados.

“Mais do que oferecer acesso a filmes de qualidade, o CineSesc busca fazer a reaproximação do público com as salas de cinema, um hábito que foi reduzido após a pandemia e ainda não se recuperou plenamente”, afirma Janaina Cunha, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc. Além disso, avalia a diretora, muitos dos filmes selecionados dificilmente são encontrados no streaming ou no YouTube, o que torna o CineSesc uma oportunidade para o público conhecer produções diferenciadas.

Nesta edição, o CineSesc fez recortes no catálogo em forma de Panoramas e inaugura a Retrospectiva Brasil para destacar obras de cineastas nacionais relevantes. O homenageado desse ano é o mineiro André Novais, reconhecido por retratar o afeto em suas produções, trazer a família e os amigos para atuarem em seus trabalhos e colocar a cidade de Contagem (MG), onde mora, como cenário principal de suas obras. Sete de seus filmes, incluindo quatro curtas e três longas, fazem parte do acervo do CineSesc 2025. “André Novais é um artista cuja trajetória pode inspirar outros realizadores a entenderem a força das periferias como territórios criativos”, avalia Janaina.

André Novais é o homenageado desta edição do CineSesc. Nascido em 1984, é diretor, produtor executivo, roteirista. Sócio-fundador da Filmes de Plástico, produtora audiovisual de Contagem (MG), criada em 2009. Graduado em história pela PUC-Minas e formado em cinema pela Escola Livre de Cinema, faz pesquisas sobre história do cinema desde 2006.

Temas do CineSesc 2025

A obras foram selecionadas com recortes temáticos sobre longevidade, diversidade, produções infantojuvenis, documentários e biografias de personalidades marcantes da cultura brasileira. No Panorama Nacional, o público poderá conferir produções que refletem a riqueza cultural do país e resgatam a força de clássicos do cinema brasileiro. Uma delas é “A Hora da Estrela” (1985), protagonizada por Marcélia Cartaxo, que será apresentada em cópia restaurada em 4K. Entre as produções recentes destaca-se  “Estranho Caminho” (2023), do cearense Guto Parente, vencedora de vários prêmios internacionais.

No Panorama Internacional, a diversidade global do cinema é destacada com títulos que vêm da África, da Ásia e da Europa. Entre eles está “Mami Wata” (2022), produção nigeriana que explora a mitologia desta divindade do oeste africano e que teve na direção de fotografia a brasileira Lílis Soares. O filme recebeu o Prêmio Especial do Júri de Melhor Fotografia no Festival de Cinema de Sundance. O acervo também inclui três obras do diretor, ator e poeta senegalês Djibril Diop Mambét, cuja obra é reconhecida internacionalmente. As produções são: “O Franco” (1994), “Hienas” (1994) e “A Pequena Vendedora de Sol” (1999). Da Ásia, o CineSesc 2025 traz obras como “Monster” (2023), filme japonês premiado em Cannes.

Mami Wata é um filme nigeriano de ficção lançado em 2022, dirigido por C.J. Obasi. A trama gira em torno de Mami Wata, uma divindade adorada numa aldeia remota da África Ocidental, e as consequências de questionamentos ao seu poder. O filme explora temas como fé, tradição e a luta por uma comunidade.

O público infantojuvenil terá à disposição 11 filmes, incluindo a animação indicada ao Oscar 2024 “Meu Amigo Robô”, que trata do relacionamento entre um cachorrinho e seu parceiro tecnológico; e o brasileiro “Princesa Adormecida”, estrelado por Maísa Silva, com a história de uma adolescente superprotegida pelos tios que descobre, aos 15 anos, ser apenas um sonho aquele mundo que considerava real.

Para ampliar o debate sobre a vida 60+, o Panorama Longevidade reúne filmes que trazem diferentes perspectivas sobre longevidade, como “Tia Virginia” (2023), premiado no Festival de Gramado e estrelado por Vera Holtz, e “Um Dia com Jerusa” (2021), protagonizado por Léa Garcia.

Além disso, o CineSesc 2025 também resgata histórias marcantes para a sociedade brasileira, como “Black Rio! Black Power!’ (2023), de Emílio Domingos, que revisita os bailes Soul no Rio de Janeiro, e “Meu Sangue Ferve Por Você” (2023), sobre a trajetória de Sidney Magal. Ambos celebram personalidades e movimentos culturais relevantes para várias gerações.

24 de abril de 2025

Em 2024, mais de 41 milhões de pessoas participaram das apresentações artísticas e exposições realizadas pelos Sesc em todos os estados brasileiros, contemplando ações em artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual e atividades em bibliotecas. Com orgulho ativamos, por meio dos Departamentos Regionais, 387 bibliotecas e salas de leitura, 119 teatros, 430 salas de cursos e atividades formativas, 86 cinemas e salas de exibição, 160 galerias e espaços expositivos, 19 museus, 27 estúdios de música, além das 44 unidades móveis BiblioSesc. Contamos também com apoio de espaços parceiros (públicos e privados) para intensificar ainda mais nossa programação. Num país que enfrenta tantos desafios ao acesso à leitura, mais de 1,5 milhão de pessoas realizaram empréstimos de livros em nossas estruturas institucionais

A publicação da revista Palavra demonstra parte desse esforço articulado em âmbito nacional para potencializar a difusão e a circulação das manifestações literárias. Os conteúdos apresentados valorizam a experimentação com a linguagem e a diversidade, refletindo inquietações e experiências nascidas da liberdade criativa e que ganham o campo da educação para a sensibilidade. Boa leitura!

15 de abril de 2025

Mais de 80% das crianças entre 5 e 10 anos participantes da pesquisa Retratos da Leitura declararam gostar de ler livros

Ler estimula a criatividade, possibilita o acesso às mais diversas áreas de conhecimento, amplia o vocabulário, fortalece vínculos sociais. É uma atividade que pode ser realizada de forma individual ou coletiva, por meio de clubes de leitura, por exemplo. E também pode ser gratuita, bastando para isso o cadastro em uma biblioteca. Mesmo com tantas vantagens e benefícios, a última pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, registrou 6,7 milhões de leitores a menos no país.

A boa notícia é que o público infantil destoa desse cenário. Mais de 80% das crianças entre 5 e 10 anos participantes da pesquisa declararam gostar de ler livros. O mercado editorial entendeu a tendência e vem investindo no segmento. Várias editoras lançaram selos infantis e, segundo a Nielsen BookData, em 2023 a venda de livros de literatura infantil cresceu 6%.

Essa realidade também foi constatada na rede de bibliotecas do Sesc, que conta com mais de 400 unidades por todo o país. Em 2024, o livro que registrou mais empréstimos foi A girafa míope (Sesc-SC), de Marcello Gallotti, publicação vencedora do Prêmio Literário Sesc Criança, promovido pelo Sesc em Santa Catarina. A autora que teve mais livros emprestados foi Silvana Rando, que trabalha com literatura infantil desde 2006 e tem mais de 70 títulos ilustrados. Outros dois títulos infanto-juvenis ficaram na lista dos cinco mais emprestados: Menina bonita do laço de fita (Ática), de Ana Maria Machado, e A voz dos meus olhos (Sesc-SC) de Cynthia Valente, também revelado pelo concurso literário Sesc Criança.

Em 2024, o livro que registrou mais empréstimos foi A girafa míope (Sesc-SC), de Marcello Gallotti, publicação vencedora do Prêmio Literário Sesc Criança, promovido pelo Sesc em Santa Catarina.

A criança que hoje busca o livro tem grandes chances de levar o hábito da leitura para sua vida. E, com isso, tornar-se um adulto mais criativo, com pensamento crítico e mais capacidade de encarar desafios. A introdução desse hábito precisa vir de casa, como uma atividade familiar. Ler para os filhos, promover um bate-papo sobre algum livro, contar histórias são formas de proporcionar acesso a esse universo, que é muito rico e se desdobra em inúmeros benefícios, como o fortalecimento do vínculo afetivo.

As bibliotecas também têm um importante papel na formação de leitores. Porém, precisam ser mais do que espaços de empréstimo de livros. Precisam criar caminhos para chegar até o leitor e mostrar todo o potencial do universo literário. Na pesquisa Retratos para Leitura, 5% das pessoas entrevistadas que se declararam não frequentadoras de bibliotecas disseram que o fariam caso houvesse atividades para crianças. Isso demonstra um potencial importante desses espaços como um articulador da leitura em família.

Criar estratégias que aproximem o público dos livros é uma tarefa de toda a sociedade. É preciso reverter a ideia de que o ato de ler é algo difícil ou destinado apenas ao dever do estudo. Mostrar que ler faz parte do lazer, do entretenimento. Precisamos trabalhar hoje na próxima geração de leitores, para garantir que o hábito da leitura não pereça diante dos inúmeros afazeres e apelos do mundo moderno.

Escrito por Janaina Cunha, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc

Publicado originalmente em Publishnews

13 de abril de 2025

Neste mês de abril, o filme Estranho Caminho estará em cartaz por diversas telonas do Sesc! No total, 27 sessões ao longo do mês vão contar a história do jovem cineasta David que, surpreendido por uma pandemia, busca o pai depois de dez anos. Após o reencontro, eventos estranhos começam a acontecer, desafiando sua compreensão da realidade e da relação familiar.

Dirigido por Guto Parente e produzido pela Tardo Filmes, Estranho Caminho foi um dos pré-selecionados em 2024 para representar o Brasil no Oscar daquele ano. O longa foi dos grandes vencedores do Festival de Cinema de Tribeca de 2023, em Nova York, conquistando os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Performance no evento, voltado para produções independentes.

Você poderá conferir essa emocionante história nos estados do Pará, Rio de Janeiro, Maranhão e Paraná, além de uma exibição especial no Polo Sociocultural Sesc Paraty. Tudo isso de forma gratuita.
O CineSesc é um dos maiores projetos de exibição itinerante de filmes do país. Além de exibir os filmes, a iniciativa realiza debates e atividades formativas sobre as temáticas mostradas.
Fique de olho na programação do CineSesc em seu estado, separe sua pipoca e embarque com a gente no mundo do cinema.

Calendário de Sessões

Data Local Hora Estado
01/04 Sesc Grussaí 20h15 Rio de Janeiro
01/04 Centro Cultural Sesc Quitandinha 15h Rio de Janeiro
01/04 Cinema Sesc Deodoro 12h Maranhão
02/04 Sesc Campos 19h Rio de Janeiro
02/04 Sesc Niterói 18h Rio de Janeiro
02/04 Sesc Tijuca 17h Rio de Janeiro
03/04 Sesc Duque de Caxias 14h Rio de Janeiro
03/04 Sesc Madureira 15h Rio de Janeiro
03/04 Sesc Nova Iguaçu 9h30 Rio de Janeiro
03/04 Sesc Nova Iguaçu 14h Rio de Janeiro
03/04 Sesc Nova Iguaçu 18h Rio de Janeiro
03/04 Sesc Teresópolis 18h30 Rio de Janeiro
04/04 Sesc Nova Friburgo 19h Rio de Janeiro
04/04 Sesc Polo Sesc Paraty 19h Rio de Janeiro
05/04 CineSesc Ver-o-Peso 17h Pará
06/04 Sesc Copacabana 15h Rio de Janeiro
10/04 Sesc Arte Sesc – Espaço Cultural 19h Rio de Janeiro
10/04 Centro Cultural Sesc Quitandinha 15h Rio de Janeiro
10/04 Sesc Cocotá – Biblioteca Euclides da Cunha 18h Rio de Janeiro
10/04 Sesc São Gonçalo 10h Rio de Janeiro
10/04 Cinema Sesc Deodoro 18h Maranhão
12/04 Sesc Arte Sesc – Espaço Cultural 19h Rio de Janeiro
14/04 Cinema Sesc Deodoro 12h Maranhão
15/04 Sesc São Gonçalo 14h30 Rio de Janeiro
22/04 Sesc São João de Meriti 16h Rio de Janeiro
23/04 Sesc São João de Meriti 16h Rio de Janeiro
24/04 Sesc São Gonçalo 14h30 Rio de Janeiro
25/04 Cinema Sesc Deodoro 18h Maranhão

 

4 de abril de 2025

Projetos do Sesc levam a arte do circo Brasil afora. Conheça alguns dos projetos.

A arte circense é uma das mais antigas formas de entretenimento e segue encantando gerações com sua magia e tradição. No Brasil, o circo tem raízes profundas, remontando ao século XIX, com forte influência das comunidades ciganas. Mais do que diversão, essa arte também promove desenvolvimento pessoal, transmitindo conhecimento e habilidades ao longo dos anos.

Circo no Sesc: Espetáculos e Festivais para Todos

O Sesc valoriza e incentiva a cultura circense por meio de projetos e festivais que fortalecem essa arte em todo o país. Confira os principais eventos que acontecem em 2025:

Sesc Circo – O Maior Festival de Artes Circenses do Rio Grande do Sul

A 10ª edição do Sesc Circo acontece entre 8 e 13 de abril na cidade de Lajeado, no Vale do Taquari, com uma programação 100% gratuita. O evento reúne artistas do Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, além de convidados da Argentina e Uruguai.

Destaques da programação:
✅ 20 espetáculos incríveis
✅ Oficinas gratuitas para todas as idades
✅ Cortejo “Caravana Cedelinho”, levando a magia do circo a diferentes locais
✅ Participação especial do tradicional Circo Zanni

 

O Circo Zanni é um circo de estrutura clássica com uma linguagem contemporânea e brasileira que ao longo de sua trajetória foi influenciado por artistas de lona, pelo teatro de rua, pelo palco italiano, pela dança e pela música popular

 

Palco Giratório 2025: Homenagem à Arte Circense

O Palco Giratório, maior projeto de difusão das artes cênicas no Brasil, presta homenagem ao circo nesta edição. A Escola Pernambucana de Circo, reconhecida pelo seu impacto social na periferia do Recife, será um dos destaques, junto à artista Fátima Pontes, líder da companhia há 27 anos.

Outro marco do evento será a inauguração da nova lona da Escola de Circo Social do Sesc Pernambuco, na unidade São Lourenço da Mata, no dia 25 de abril.

Festclown 2025 – Festival Internacional de Palhaçaria e Circo

Realizado pelo Sesc no Distrito Federal, o Festclown chega à 23ª edição entre 4 e 10 de agosto, reunindo mais de 30 espetáculos e 50 artistas em diversas localidades, com apresentações gratuitas.

31 de março de 2025

O Sesc mantém projetos que democratizam o acesso a arte, como o CineSesc e o Cineminha, além de promover sessões de forma itinerante.

O Brasil tem 3.509 salas de cinema em funcionamento. O número divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) em janeiro de 2025 é um recorde no país e mostra uma recuperação do setor, que teve quase metade das salas fechadas após a pandemia de Covid-19. Mas o cenário está longe de ser o ideal. Segundo a Ancine, 40% das cidades brasileiras ainda não contavam com locais de exibição de audiovisual em 2021. Como forma de promover o setor audiovisual, o Sesc mantém projetos que democratizam o acesso a arte, como o CineSesc e o Cineminha, além de promover sessões de forma itinerante, alcançando localidades mais distantes.

O CineSesc é um projeto realizado há mais de uma década, que proporciona que diversos filmes se mantenham em exibição após o término da temporada comercial. Anualmente, são selecionadas produções diversificadas, que são licenciadas por um período aproximado de um ano. Esses filmes são disponibilizados dentro da programação do Sesc nos estados, de forma gratuita. Em 2025, por exemplo, 44 longas-metragens nacionais e internacionais, além de um conjunto de curtas, compõem o acervo.

São produções recentes e clássicos do cinema nacional, além de obras do cinema africano, asiático e europeu, muitas delas premiadas em festivais no Brasil e no exterior. Os filmes estrangeiros do CineSesc são cuidadosamente escolhidos e todos contam com dublagens em português para que mais pessoas possam vivenciar a experiência.

Parte dos títulos é direcionada ao público infantil, ajudando a formar novas gerações de plateias. “Um dos critérios da seleção é que 20% do total do catálogo seja voltado para as crianças, visto a grande demanda deste público nas nossas unidades”, comenta Lorran Dias, um dos curadores da programação do CineSesc. “Com o CineSesc, acreditamos que, ao lado das escolas e professores, estamos construindo uma ponte entre cultura e educação, desmistificando estigmas e aproximando o público jovem da riqueza do cinema brasileiro e mundial”, explica.

O “Cineminha” nasceu em 2018 como iniciativa do Polo Educacional Sesc, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ideia é oferecer cinema de graça a estudantes das escolas municipais de Jacarepaguá, Cidade de Deus e outros bairros do entorno. Para muitas, o Cineminha é o primeiro contato com um espaço cultural, como explica a professora Daniele Esmoris, da Escola Nossa Senhora de Pompeia. “Muitas crianças nunca tinham tido a oportunidade de entrar em uma sala de cinema. Eles ficam muito animadas e demonstram uma motivação a mais quando podem participar das exibições”, conta ela.

Estudantes no projeto Cineminha, do Polo Educacional Sesc, no Rio de Janeiro.

As crianças vivem uma experiência completa: visitam a estrutura do Polo Educacional, passeiam pela biblioteca, o laboratório de ciências e só depois chegam ao teatro. Aí começa a sessão, com direito à tradicional pipoca! Fernando Garcia, do Núcleo de Projetos Especiais do Polo Educacional Sesc, resume a importância do projeto na formação das crianças. “Ele estimula a reflexão porque escolhemos filmes que vão além do entretenimento e abordam temas muito relevantes, como o meio ambiente. Assim, o cinema se torna uma ferramenta poderosa para impactar cada jovem de uma maneira diferente”.

Cinema móvel do Sesc em Sergipe

Para colocar a tela na estrada e levar o cinema a 75 municípios, foi criada a unidade móvel do CineSesc em Sergipe. Quando chega a uma cidade, a um território da periferia ou a um povoado, surge ali uma sala de cinema ao ar livre da mais alta qualidade. A unidade é equipada com camarim, palco retrátil, plataforma para PCD, sonorização e iluminação cênica, contando ainda com carrinho de pipoca, algodão doce e cem cadeiras para acomodar o público.

CineSesc móvel, em Pernambuco.

“Nós criamos o projeto para levar cinema a diferentes comunidades e permitir uma experiência cultural única para quem não tem acesso às salas de exibição tradicionais. Levamos as telas para quem vive distante dos centros urbanos, para os jovens da periferia, as comunidades quilombolas e muitos outros. E nós percebemos que, quando a luz da tela é acesa, criamos momentos transformadores por meio do cinema”, conta Alisson Alcantara, supervisor de cultura do Sesc.

Antes de cada exibição na unidade móvel, o público participa de uma conversa para contextualizar a obra e estimular reflexões sobre o que será visto. Os filmes escolhidos sempre dialogam com a realidade e o interesse de quem está na plateia. A intenção é transformar cada sessão em uma vivência única.

E a reação da plateia é a melhor parte do projeto. “Para muitos jovens, essa é a primeira experiência em uma sessão de cinema. As reações variam entre encantamento, surpresa e identificação com as histórias, reforçando o papel do cinema como ferramenta de educação. Momentos assim são especialmente emocionantes”, recorda Alisson.

28 de março de 2025

Com lançamento nacional em Recife, o Sesc inicia a temporada do o maior projeto de itinerância de artes cênicas do país. Espetáculos acontecem em 15 estados.

A 27ª edição do Palco Giratório, maior projeto de itinerância de artes cênicas no Brasil, será lançada em Recife, entre 25 e 27 de abril. A partir dessa data, 16 grupos de 15 estados circularão por 96 cidades até dezembro, levando à plateia teatro, circo, dança, performance e teatro infantil. A grandiosidade do projeto se mostra pela diversidade regional dos artistas, das linguagens e pelo número de espetáculos que chegará ao público. A programação poderá ser acompanhada no site e redes sociais do Sesc em cada estado.

O circo será o grande homenageado do Palco Giratório 2025 por meio da Escola Pernambucana de Circo, projeto social que tem grande impacto na periferia do Recife, e de Fátima Pontes, líder da companhia há 27 anos. Fátima é referência na arte circense do país, além de atriz, pesquisadora e dramaturga.

Circo Science será um dos espetáculos desta edição do Palco Giratório. Foto: Rogério Alves

Espetáculos desta edição do Palco Giratório do Sesc

Os 16 grupos levarão ao público humor, poesia, música, teatro e dança, além do universo do circo. Os espetáculos passam por temas que vão da influência dos povos ancestrais, espiritualidade, relações familiares à inclusão social. Esse é caso do espetáculo ‘Da Janela’, da Trupe do Experimento, do Rio de Janeiro, que narra a amizade entre três crianças e utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para promover acessibilidade.

Já ‘Ané das Pedras’ é uma peça de teatro performativo produzido pela Coletiva Flecha Lançada Arte, da cidade do Crato, no Ceará. A performance de Bárbara Matias Kariri mostra um ritual de plantação de pedra, como quem conta um sonho, e revela ao público a arte da cena dos povos indígenas e sua urgência de trazer seus saberes para o centro dos debates.

O grupo Dimenti, da Bahia, participa do Palco Giratório com o espetáculo ‘Biblioteca de dança’, em que artistas transformam seus corpos em ‘livros vivos’ para compartilhar com o público memórias associadas a danças e pensamentos, que marcam a vida de cada um.

“O Palco Giratório permite essa difusão e o intercâmbio entre artistas e o público nas mais diferentes expressões criativas. A curadoria é formada por profissionais do Sesc de todo o país que acompanham o cenário teatral em suas regiões. Isso possibilita essa diversidade de apresentações e temáticas, que retratam a riqueza da produção cênica brasileira. Outro ponto relevante é o poder que esse modelo de itinerância tem de impulsionar a economia criativa, ao levar artistas para um número tão grande de cidades, movimentando a cadeia da cultura e de outros setores, como logística, comércio e hotelaria”, destaca Janaina Cunha, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.

Histórico do projeto Palco Giratório

Palco Giratório foi lançado em 1998 e já contou com a participação de 412 grupos artísticos de todas as regiões brasileiras, oferecendo cerca de 10.000 apresentações a um público estimado em mais de 5 milhões de espectadores. É reconhecido no cenário cultural brasileiro como um importante projeto de difusão e intercâmbio das Artes Cênicas, que intensifica a formação de plateias a partir da circulação de espetáculos dos mais variados gêneros.

 

Grupos que estarão nesta edição do Palco Giratório 2025

Estado Grupo Artístico Tipo de Linguagem Artística
Acre Coletivo Iluminar Monólogo Híbrido Experimental
Alagoas Ozinformais Dança
Bahia Dimenti Produções Culturais Dança/Performance
Ceará Coletiva Flecha Lançada Arte Teatro Performático
Ceará Pavilhão da Magnólia Teatro Documental
Goiás Ateliê do Gesto Dança
Mato Grosso Du Cafundó Circo
Mato Grosso do Sul Grupo Fulano di Tal Teatro / Poesia
Minas Gerais Esparrama! Dança-Teatro
Pará Las Cabaças Comédia / Palhaçaria
Paraná Grupo Baquetá Musical / Teatro Afroindígena / Teatro para as Infâncias
Pernambuco Trupe Circus (Escola Pernambucana de Circo) Circo
Piauí Original Bomber Crew Dança Contemporânea
Rio de Janeiro Trupe do Experimento Teatro Infantil
Rio Grande do Sul Coletivo Água Redonda e Comprida Dança
São Paulo Aysha Nascimento, Naruna Costa e Jhonny Salaberg Teatro

 

20 de março de 2025

O Prêmio Sesc de Literatura 2025 encerrou suas inscrições com um total de 2.451 originais submetidos, reafirmando sua importância na descoberta de novos talentos literários no Brasil. A categoria Poesia, teve destaque com 1.168 inscrições, seguida por Romance com 684 e Conto com 599.​ Os inscritos são compostos por 1.345 homens (54,9%) e 1.065 mulheres (43,5%). Além disso, 234 participantes são trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, público prioritário do Sesc.

As obras serão avaliadas por comissões julgadoras compostas por escritores, jornalistas e críticos literários de diversas regiões do país, garantindo imparcialidade e foco na qualidade literária dos trabalhos. O resultado, que este ano também contemplará a divulgação dos finalistas, será divulgado em agosto, e os vencedores serão apresentados ao público em uma cerimônia no fim do ano. ​Após a publicação pela editora Senac Rio, os livros serão distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc, em todas as regiões do país. Os escritores participarão, ainda, de bate-papos e mesas redondas em eventos culturais promovidos pelo Sesc ao longo de 2026.

Desde sua criação em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 40 novos autores. Entre os nomes de destaque estão Luisa Geisler, Tobias Carvalho, Rafael Gallo e muitos outros.

18 de março de 2025

Projeto contribui para a difusão e fortalecimento da produção audiovisual nacional

O cinema brasileiro vive um momento de grande visibilidade e reconhecimento, impulsionado pelas recentes conquistas de premiações internacionais e pelo crescente interesse do público em produções nacionais. Nesse cenário, iniciativas como a Mostra Sesc de Cinema – MSDC desempenham um papel fundamental ao incentivar a diversidade da produção audiovisual independente. O projeto, que chega a sua 8ª edição em 2025, estará com inscrições abertas entre os dias 18 de março e 15 de abril.

“A Mostra Sesc de Cinema reafirma o compromisso da instituição com a valorização do cinema nacional e o fortalecimento da economia criativa. Mais do que um espaço de exibição, o projeto impulsiona a cadeia produtiva do audiovisual em diferentes níveis, abre caminho para novos talentos e promove um diálogo essencial entre realizadores, público, estudantes e críticos em todas as regiões do país”, destaca Janaina Cunha, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.

Mais de R$250.000 serão distribuídos em licenciamentos para curtas, médias e longas metragens.

Podem concorrer na VIII MSDC curtas, médias e longas-metragens de ficção, documentários e animações, finalizados a partir de 1º de janeiro de 2023 e que não tenham sido exibidos em circuito comercial. Além da oportunidade de exibição por todo o país em unidades do Sesc, a Mostra premiará os vencedores com licenciamento em um valor total de até R$ 255 mil.

São aceitas inscrições de filmes de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Apenas realizadores residentes nessas localidades poderão inscrever suas obras, que serão avaliadas por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados.

A seleção contempla três categorias. No Panorama Brasil, serão escolhidos 19 filmes, um de cada estado participante. Já o Panorama Infanto-Juvenil selecionará até 10 realizações voltadas à infância e juventude. Além disso, no Panorama Estadual, os filmes serão exibidos em seus respectivos estados de origem, com exceção da Região Norte, que realizará um Panorama Regional, reunindo as obras selecionadas nos estados participantes da região.

Os selecionados serão divulgados em julho. As produções vencedoras do Panorama Brasil e do Panorama Infanto-Juvenil terão uma exibição especial em setembro, em uma Mostra Nacional, antes de iniciarem uma circulação de um ano pelas unidades do Sesc em todo o país.

Entre outubro e dezembro, acontecem as Mostras Estaduais e Regionais, em que cada estado ou região exibirá seu filme vencedor do Panorama Brasil, além dos demais títulos selecionados em seus respectivos Panoramas Estaduais ou Regionais.

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