Em 2024, o Museu de Florianópolis Sesc expandiu suas ações para além muros, levando as atividades do projeto “Territórios de Memória e Patrimônio Cultural” até o Quilombo Vidal Martins, primeira comunidade quilombola reconhecida em Florianópolis. Situada no bairro Rio Vermelho, a comunidade foi certificada como remanescente quilombola pela Fundação Palmares em 2013 e teve seu território assegurado através do Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS), assinado em 2024.
O projeto desenvolveu as seguintes ações: oficinas de fotografia para a comunidade com enfoque em patrimônio cultural, uma exposição de curadoria compartilhada entre comunidade e Museu com os resultados do projeto, visita mediada da comunidade ao Museu, além de um curta-metragem documental sobre o Quilombo, valorizando sua história e as práticas da educação escolar quilombola.
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Ações de interpretação patrimonial, de caráter histórico e antropológico, publicadas em formato de webseries, como minidocumentários veiculados semanalmente na plataforma do Youtube do Departamento Nacional. Consiste num acervo colaborativo que pretende retratar, por meio desses recortes, a diversidade cultural dos territórios brasileiros.
Ciclos de Debates, em formato de Webnários, sobre temas relevantes para o cenário brasileiro contemporâneo, no campo da Memória Social, abarcando suas diversas áreas de interesse e estabelecendo seu caráter transversal às demais áreas de atuação do Sesc, transmitidos pela plataforma do Youtube do Departamento Nacional.
Webserie documental composta de seis episódios com diferentes artistas, mestres e mestras do centro-sul cearense que se encontram no Museu Orgânico Mestra Ana da Rabeca para partilhar as suas histórias de vida e as suas expressões culturais e artísticas com a rabeca, a viola, a sanfona, a poesia, o cordel e a dança popular. Ações do Projeto Territórios de Memória e Patrimônio Cultural, edição de 2024.
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Levantamento dos mestres que mantém a cultura caiçara viva na cidade e região da Costa Verde. O Inventário Sonoro da Cultura Caiçara é composto por 13 documentários audiovisual e uma publicação.
Trailer do filme “Uma pisada diferente: na trilha dos caboclos do Mestre Bebé”
Documentário sobre Francisco de Assis Silva, o Mestre Bebé, herdeiro de uma cultura centenária. A tradição começa na cidade de Major Sales, quando o seu avô, José Berto da Silva, em 1924, funda o primeiro grupo de caboclos. A manifestação cultural acontece durante a Semana Santa e envolve danças, figurinos elaborados e música. Seguindo a trilha dos Mulekes de Bebé, grupo liderado por Francisco de Assis, conhecemos a força de uma importante expressão popular presentes nas regiões do Alto Oeste Potiguar e no Alto Sertão Paraibano, mantendo viva uma tradição que atravessa toda a América Latina e que se ressignifica através do tempo. Direção e Roteiro: Carito Cavalcanti e Fernando Suassuna.
O filme é o resultado do Projeto Sesc Territórios de Memória e Patrimônio Cultural pelo Sesc no Rio Grande do Norte, fruto de uma imersão na cultura do Alto Oeste potiguar em 2023, com o lançamento público em 2024. O projeto também contou com a produção de uma exposição “Caboclos”, composta por 35 fotografias, oferecendo um registro documental, artístico e poético dessa tradição centenária, capturando as dimensões da festa coletiva e as impressões individuais. O objetivo foi resgatar a sensibilidade do público em relação a essa manifestação cultural única. A exposição itinerou por diversos municípios do estado do Rio Grande do Norte em 2024.
Fotofilme Olhares do Lageado
O vídeo criado pelos alunos do Sesc Lageado, durante a oficina de fotofilme, executada pela equipe da Eureka Filmes, é uma ação do projeto Territórios de Memória e Patrimônio. O bairro Parque do Lageado foi escolhido para a realização das ações do projeto, com objetivo de resgatar a memória do território e incentivar a salvaguarda dos registros feitos pelos moradores, como forma de preservar a história da comunidade. A princípio foi gravado um podcast sobre os contos do Lageado, onde moradores e funcionários da unidade do Sesc contaram histórias sobre o território em que vivem e trabalham. Esse material resultou no áudio para o fotofilme.
O projeto Territórios de Memória e Patrimônio Cultural, realizado em 2023 pelo Museu de Florianópolis Sesc, contemplou ações de valorização da negritude, através de suas vivências e contribuição para a história da cidade. Para tanto, foram desenvolvidas diversas ações, entre elas a criação de um percurso guiado pela cidade e a produção de um curta-metragem sobre a temática.
O percurso guiado “História do presente: memórias e cotidiano negro em Florianópolis” tem como proposta ressaltar como a cidade se constrói a partir de disputas de memória em nível simbólico e material, passando por locais ocupados e construídos por afrodescendentes. Com base no roteiro do percurso, foi desenvolvido um curta-documentário de mesmo nome.
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A partir do tema “Lugares de memórias – narrativas em educação patrimonial”, o projeto focou no bairro do Desterro como território de pesquisa, mediação e desenvolvimento de ações de educação patrimonial. O bairro é um dos mais antigos de São Luis (o Desterro já aparece sinalizado na primeira planta da cidade, de 1642) e um dos onze que compõem o Centro Histórico, tombado pelo IPHAN e reconhecido pela Unesco como patrimônio histórico da humanidade. Os vídeos registram as oficinas didáticas a partir do tema Debate: Lugares de memória e a construção de narrativas.
Documentário sobre o que são os Museus Orgânicos do Cariri, sua história e cultura riquíssimas.