O Projeto Político-Pedagógico (PPP) da Rede Sesc de Educação é a base orientadora das ações educacionais desenvolvidas nas mais de 240 escolas do Sesc espalhadas pelo país. Alinhado às diretrizes do Plano Estratégico do Sesc 2022–2026, o PPP expressa o compromisso institucional com uma educação que promove o bem-estar social, a cidadania e o desenvolvimento integral dos estudantes.
Com presença em 26 estados e no Distrito Federal, a Rede Sesc de Educação oferece uma proposta pedagógica articulada, que contempla a Educação Infantil, o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), a Educação Ampliada e o Ensino a Distância. Em 2024, a rede contabilizou mais de 78 mil matrículas, reforçando seu papel como referência em educação de qualidade, inclusiva e transformadora.
O PPP da Rede Sesc de Educação está fundamentado em uma abordagem que valoriza a formação integral do sujeito, integrando aspectos cognitivos, socioemocionais, éticos e digitais. A proposta pedagógica dialoga com os princípios da Educação 5.0, da sustentabilidade, da diversidade e da inovação. O estudante é o centro do processo educativo e participa ativamente da construção do conhecimento.
Além das atividades escolares, a Rede Sesc promove projetos como o Sesc EAD EJA, os cursos de idiomas e pré-vestibular, o Projeto Criar Sesc, o Sesc Ciência e os Centros de Educação Ambiental, ampliando o acesso a experiências formativas em todas as regiões do país.
O PPP é fruto de uma construção colaborativa entre o Departamento Nacional do Sesc e os Departamentos Regionais, garantindo alinhamento nacional e respeito às especificidades locais. A Rede Sesc de Educação atua, portanto, como um ecossistema educacional sustentável, coeso e inovador — uma verdadeira rede comprometida com o futuro da educação no Brasil.
O Sesc reuniu especialistas e educadores de todo o país para um grande debate sobre a educação no Brasil. O Congresso Rede Sesc de Educação foi realizado nos dias 29 e 30 de maio, no Polo Educacional Sesc, no Rio de Janeiro, e contou com debates sobre Inteligência Artificial, educação socioambiental, tecnologias assistivas, escola inclusiva, entre outros. O evento também contou com exposição, intervenção artística, mostra de estudantes do Polo e apresentações culturais.
“Investir em educação é investir no futuro do país. A realização desse congresso marca um momento simbólico e estratégico para todo o Sistema Comércio, que reafirma o compromisso da educação em rede em sintonia e harmonia”, destaca o presidente do Sistema CNC Sesc Senac, José Roberto Tadros.
O Congresso também marcou o lançamento do Projeto Político Pedagógico da Rede Sesc de Educação. Produzido por metodologia colaborativa, com participação dos profissionais dos Departamentos Regionais, o documento estrutura os princípios pedagógicos do fazer educacional do Sesc, com temas contemporâneos essenciais a todas as instituições de ensino, como educação 5.0, educação socioemocional, projeto de vida, compromisso social, educação empreendedora.
“O Sesc tem construído, ao longo de décadas, uma trajetória sólida no campo educacional, pautada pela qualidade, inclusão social, democratização do ensino e valorização do trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo. E esse congresso é antes de tudo um marco de consolidação de um projeto educacional que honra a história de nossa instituição, reafirma nossa missão e nos projeta para os desafios do presente e do futuro.”, explicou o Diretor-Geral do Departamento Nacional, José Carlos Cirilo.
“A melhor coisa que a gente pode fazer pros nossos alunos, principalmente os mais necessitados, é fortalecer o discurso” – Elisa Lucinda.
Os participantes do congresso também desfrutaram de palestras e mesas-redondas, que relacionaram a educação com importantes discussões da atualidade. Uma delas foi a mesa sobre Educação socioambiental, com o jornalista André Trigueiro e a Gerente-Geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália. O bate-papo, que teve como pano de fundo a biodiversidade do Pantanal Mato-grossense, abordou questões como as mudanças climáticas, a relação do ser humano com a natureza e propostas para o desenvolvimento da educação socioambiental em sala de aula.
Já a mesa sobre inteligência artificial e personalização na educação, com Dora Kaufman e Lilian Bacich, abordou as diversas possibilidades do uso da IA e seus benefícios, como maior foco nas necessidades dos alunos, a aprendizagem centrada no estudando e o apoio a acessibilidade. Um momento de muita emoção aconteceu na palestra da Diretora de Inclusão da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, Aline Castro. A palestrante foi aplaudida de pé após compartilhar um pouco de sua história e conquistas, entre elas ter sido a primeira pessoa com deficiência a participar do programa Ciências sem Fronteiras.
“Uma escola que não se conecta com outras escolas para no tempo, não cresce em inovação e em possibilidades de reelaborar conhecimentos” – Luiz Fernando Moraes, Gerente de Educação do DN.
O final do Congresso brindou os participantes com uma apresentação da atriz e poetisa Elisa Lucinda, “A educação como poesia do encontro” e um show do Grupo Imperadores da Dança, um dos maiores representantes do passinho, movimento que faz parte do cenário cultural do Rio de Janeiro.
Ao longo do último século, a educação brasileira vem sendo palco de debates importantíssimos, influenciando sobremaneira as políticas públicas, as práticas pedagógicas e as pesquisas acadêmicas. Temas como universalização do acesso, qualidade educacional, aprendizagem com evidências, currículos, avaliação, formação de professores, diversidade e inclusão, educação integral, tecnologia e gestão em educação são apenas parte dos tópicos que vêm mobilizando a atenção de estudantes, educadores, pesquisadores e instituições, públicas e privadas, em todo o território nacional. São esses diálogos, tantas vezes conflituosos, que têm impulsionado um conjunto de transformações sociais e, por que não dizer, políticas e econômicas em nosso país.
O Sesc, há quase 80 anos, vem participando de modo efetivo desse debate inadiável, ancorando sua prática na premissa educativa, não apenas nas mais de 200 escolas de sua Rede, espalhadas em todos os estados do Brasil, mas na certeza de que todas as suas demais áreas finalísticas de atuação – Saúde, Cultura, Lazer e Assistência – são também necessariamente atravessadas pelo viés educacional. Para nós, tudo o que emoldura a experiência humana deve ser tratado pela chave da Educação, sem a qual não há como abrir as portas de um futuro promissor que alce a sociedade a novos destinos de equidade e justiça social.
A Rede Sesc de Educação, presente em quase todos os estados do país, não apenas nas capitais, mas sobretudo em territórios distantes dos grandes centros, recebe estudantes em todos os segmentos: da Educação Infantil ao Ensino Médio, nas modalidades regular e Educação de Jovens e Adultos. Assim, o Sesc vem promovendo transformações significativas na sociedade a partir das suas atividades educacionais, que impactam muito diretamente a vida dos estudantes e de suas famílias. São mais de 75 mil matrículas apenas na Educação Básica, em números crescentes, o que confirma o sucesso de nossas propostas pedagógicas, todas voltadas ao desenvolvimento das potencialidades dos sujeitos aprendentes, em perspectiva inclusiva: para nós, todo estudante é um universo de possibilidades e merece alcançar cada sonho que seu desejo ouse esboçar. Pela Educação, os sonhos podem aterrissar no plano da realidade.
Além desse compromisso com a Educação Básica, a Rede Sesc também desenvolve um conjunto de atividades em Educação Ampliada, que são programas voltados à formação integral, mobilizando diferentes conhecimentos, linguagens, tempos e espaços, de modo a sublinhar a importância da educação por inteiro, em que se consideram toda a sorte de expressões formativas na constituição de um ser humano íntegro e integral. O Sesc Ciências, por exemplo, já ultrapassou a marca de 2 milhões de visitantes em seus espaços de fruição científica. Outro programa fundamental em Educação Ampliada é o Criar Sesc, presente em 114 unidades distribuídas em 19 estados, com um atendimento anual de mais de 10 mil crianças a partir de ações no contraturno escolar voltadas à formação do sujeito integral, ancorada no livre brincar, na cultura das infâncias e nos territórios educativos.
Para o Sesc, Educação é prioridade e transformação social. Todas as nossas ações educativas estão comprometidas, sobretudo, com o atendimento aos estudantes filhos dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, em sua grande maioria incluídos em nosso Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG), que é um dos mais robustos programas de impacto social em nível nacional, de raro comparativo com qualquer outra ação de instituição privada no Brasil. Aliás, diga-se de partida, o PCG do Sesc é todo orientado às atividades educativas, confirmando a posição do Serviço Social do Comércio em reconhecer na Educação o verdadeiro caminho da transformação de nosso país. E se todas as demais áreas do Sesc também são atravessadas pela natureza educacional, também o PCG se faz presente na Saúde, no Lazer, na Cultura e na Assistência.
Com a nossa Rede de Educação, em articulação direta com todas as áreas de atuação do Sesc, mobilizamos os esforços institucionais para a estruturação e a consolidação de uma nova sociedade, comprometida com desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e digitais, bem como com os valores civilizatórios que nos permitam avançar como nação. Em um país cujas desigualdades são dessemelhanças humanitárias, somente a Educação de qualidade – para cada criança, jovem e adulto – será capaz de posicionar o Brasil em um lugar de esperança, em que todo amanhã será revestido de equidade, de oportunidade e de justiça social. Esse é o compromisso do Sesc com a educação brasileira.
Artigo escrito por Luiz Fernando de Moraes Barros, Gerente de Educação do Sesc
O Sesc preza pelo desenvolvimento humano por meio das ações sociais de Cultura, Educação, Assistência, Saúde e Lazer. Na Cultura, essa ação socioeducativa acontece por
meio da difusão, da fruição, da formação e do fomento, e busca proporcionar aos participantes, por meio de muitos fazeres artístico-culturais, a melhor compreensão de si mesmo, do mundo, de suas potencialidades, do contexto em que vivem, de sua capacidade de realizar escolhas e de colaborar para a coletividade. Nesse sentido, constitui-se como um caminho de mediação de saberes, experiências e conhecimentos dialógicos entre instituição e público.
Esta publicação articula diversificados modos de mediação cultural em arte educação. São vozes que se complementam e apresentam diferentes abordagens de assuntos contemporâneos, que tecem uma construção de saberes pautada pela escuta, troca e diálogo permanente. São contempladas as questões de diversidade, acessibilidade, geracionalidade e territorialidade como sentidos necessários ao debate com o público.
Que essa reunião de textos possa ampliar as ideias sobre arte educação compreendidas pelos seus variados modos de fazer, que articuladas ao propósito do desenvolvimento humano, seja movimento de produção de outras práticas educativas.
O Departamento Nacional do Sesc promove formações para todos os profissionais da Cultura com objetivo de democratizar o acesso das pessoas às experiências que são mediadas pelas áreas de música, artes cênicas, audiovisual, arte educação, biblioteca, patrimônio, artes visuais e literatura, em suas variadas expressões. Em consonância com as diretrizes da Política Cultural do Sesc, o programa tem desenvolvido, por meio da arte, dinâmicas que são dos âmbitos da crítica, reflexão e criação.
No Projeto Com(A)rtes foram reunidos profissionais de Cultura e de Educação, dos diversos estados brasileiros, para discutir e praticar propostas artístico-educativo-culturais, com foco em expandir conhecimentos em diálogo com saberes plurais. Os textos que compõem a publicação discutem questões relacionadas ao campo da arte mediado por debates relacionados ao campo da alteridade e da diversidade, refletindo sobre como a arte enquanto prática pode acontecer nos espaços educativos e culturais que a instituição congrega.
Esperamos que as linhas que se inscrevem no mundo a partir desta publicação possam corroborar com as práticas educativas, artísticas e culturais, pois tecem discussões fundamentais, e se posicionam atentas aos debates em torno da arte por meio de um olhar expandido.
O Departamento Nacional do Sesc, interessado em dialogar com as produções dos povos indígenas do Brasil, promoveu nos anos de 2016 e 2017 a formação continuada dos profissionais da Cultura com objetivo de ampliar os saberes para sua atuação em ações de temática indígena.
Os diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira contemplados pela Lei n.º 11.645, de 2008, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional (LDBEN) n.º 9.394 de 1996, para incluir no currículo da Educação Básica a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, partem da produção de saberes dos dois grupos étnicos e ressaltam as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Com as vozes representantes de Krenak, Kaingang, Kayapó, Baniwa, Munduruku, entre outras, a publicação visa aprofundar o diálogo promovido na ação formativa e ampliar os sentidos despertados pelos debates da contemporaneidade acerca da plurirracialidade que o Brasil congrega, apontando questões e propondo encaminhamentos, a partir de suas experiências e vivências.
Esperamos que esta publicação, em que apresentamos as perspectivas indígenas na busca por reflexão, diálogo e debate, possa fazer parte do rol das produções de conhecimentos e dos projetos formativos, em diversificadas instâncias, como base estruturante de ações educativo-culturais, apontando pensamentos cosmológicos e epistemológicos indígenas como fonte fundamental para a construção de novos saberes em nossa sociedade multiétnica.
Esta publicação é fruto de ação formativa, desenvolvida pelo Departamento Nacional para os Departamentos Regionais e Polos de Referência, realizada nos anos de 2016 e 2017.
Os textos que compõem este arcabouço de conhecimentos e saberes têm foco no debate das relações étnico-raciais e deflagram os muitos caminhos e possibilidades de acolher as orientações das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Nesse contexto, de alteração da Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394 de 1996, para estabelecer a obrigatoriedade do ensino da História da África e dos africanos no currículo da Educação Básica, é necessário que vozes representativas falem e construam proposições de ações nesses temas.
Esta publicação é comprometida com o debate étnico-racial, a partir da existência do saber negro para iniciar um processo que afirma a responsabilidade social do Sesc com a formação humana e com a capacitação de seus profissionais atuantes nos diversos programas oferecidos.