15 de setembro de 2020

Desde março de 2020 vivemos em um cenário de pandemia que lança um marco na história da humanidade. Mas o que passamos hoje é reflexo da degradação — antrópica — dos hábitats naturais que, gradativamente, dão espaço a aglomerados urbanos. Com isso, as crescentes interações negativas com os ecossistemas e sua biodiversidade deflagraram e ainda provocarão doenças que a medicina moderna pouco conhece.

Esta crise sanitária, de origem ambiental, forçou mudanças na vida pessoal e profissional de todos, que refletiram diretamente na operação do Programa Ecos. Por exemplo: com a suspensão de todas as viagens para implantações presenciais do programa, tivemos que pensar soluções para viabilizar a execução da cooperação técnica totalmente a distância. A partir dessa experiência começamos a enxergar oportunidades de revisão em todos os nossos processos, sob a lógica da eco eficiência, reduzindo os custos e os impactos ambientais relacionados à implantação. Porém muitas ações planejadas não puderam ser realizadas, já que seriam executadas nas instalações físicas, em contato com o público interno do Departamento Nacional.

Por esse motivo, este relatório de 2020 está reduzido. Com poucas ações executadas, focamos no relato dos indicadores, evidenciando a redução dos custos operacionais e dos impactos ambientais. Todavia, não obstante todos os impactos negativos que a pandemia trouxe, o atual momento pode ser propício à renovação. Rever os processos para que economizem água, energia, papéis e diversos outros recursos, a fim de promover mais equilíbrio entre receitas e despesas, será cada vez mais importante e crucial para a sustentação e a perenidade da instituição.

30 de novembro de 2019

A sustentabilidade tem assumido papel de destaque entre as crescentes demandas da sociedade, impondo novos desafios às agendas dos setores público e privado no esforço coletivo de preservação dos recursos naturais, consoante o objetivo maior de melhoria da qualidade de vida da população atual e das gerações futuras.

São significativas as implicações sociossanitárias ligadas aos processos de urbanização, em um cenário nacional de quase 85% da população vivendo em áreas urbanas, como evidenciado no censo populacional realizado pelo IBGE, em 2010. O equacionamento da geração excessiva e da disposição final ambientalmente segura dos resíduos sólidos desponta como uma das prioridades.

Conscientes da interligação dos fatores de risco das cidades, seus efeitos sobre a saúde e as relações sociais urbanas, o Sesc tem avançado nas políticas e estratégias que buscam integrar a gestão ambiental na sua estrutura organizacional, além das iniciativas de preservação dos espaços verdes e de construção sustentável.

Nesse contexto, o presente Guia de gestão dos resíduos sólidos nos restaurantes do Sesc reúne subsídios teóricos e metodológicos para a organização e concretização de intervenções efetivas e adequadas às especificidades locais, articulando de forma eficiente a produção de refeições aos mecanismos de gestão ambiental.

Estamos certos de que esta publicação possibilitará não só a instrumentalização técnica das equipes do Sesc como também a interlocução com outras instituições empenhadas na coesão de ações para aumentar a influência e continuidade das políticas públicas destinadas a enfrentar os problemas decorrentes do processo de urbanização, redimensionando seus impactos sobre a saúde e o ambiente.