No Brasil, onde a fome e o desperdício de alimentos seguem como desafios persistentes, o Sesc Mesa Brasil alcançou em 2024 um recorde histórico. Em seu aniversário de 30 anos, o programa ultrapassou a marca de 57 milhões de quilos de alimentos e outros itens distribuídos apenas no último ano. Desde sua criação, o Sesc Mesa Brasil já doou mais de 810 milhões de quilos. Os números traduzem um esforço coletivo que envolve milhares de pessoas, empresas e instituições mobilizadas para garantir que insumos que seriam desperdiçados – ou até mesmo outros produtos – cheguem a quem precisa.
Uma iniciativa do Sesc que nasceu do empresariado do comércio
O Sesc Mesa Brasil é parte de uma rede que começou a ser estruturada há quase 80 anos, quando os empresários do comércio de bens, serviços e turismo criaram o Sesc com a proposta de oferecer serviços sociais aos trabalhadores do setor. A segurança alimentar logo se tornou um dos focos, e, em 1994, o Sesc Mesa Brasil surgiu como uma ação pioneira para conectar o excedente de produção de empresas com instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde então, a iniciativa se expandiu e hoje conta com 100 unidades ativas em 743 municípios.
Para José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a criação do programa foi um marco. “Para nós do Sistema CNC-Sesc-Senac, é uma honra poder contar com as empresas que doam insumos para o Sesc Mesa Brasil. Essa rede de solidariedade que existe há 30 anos já distribuiu mais de 810 milhões de quilos de alimentos desde que foi criada. Todo o trabalho que realizamos resulta do investimento dos empresários do setor do comércio de bens, serviços e turismo. Estamos todos comprometidos com a missão de combater a insegurança alimentar no Brasil. Dessa forma, construímos uma sociedade mais igualitária e melhor”, afirma.
Uma rede de empresas doadoras
O crescimento do programa ao longo dos anos só foi possível por conta da ampliação da rede de parceiros, que inclui supermercados, indústrias alimentícias, produtores rurais e outras empresas de diferentes setores. Atualmente, cerca de 3.360 parceiros doam regularmente para o programa. Esses produtos chegam a 7.345 instituições sociais, beneficiando 2,3 milhões de pessoas mensalmente.
Para muitas dessas empresas, a parceria com o programa também resolve um problema logístico. Pequenos produtores, por exemplo, enfrentam dificuldades para transportar alimentos que não podem mais comercializar, e o Mesa viabiliza esse processo. “O agricultor não é contra doar. Mas, muitas vezes, não tem como. O Sesc Mesa Brasil faz essa ponte e garante que os produtos cheguem a quem precisa”, explica Lorena Schuenck, gerente-geral da APROSOL (Associação dos Pequenos Produtores Rurais da comunidade de São Lorenço), que é doadora rotineira do programa.
Muito além da doação
O combate à insegurança alimentar não passa apenas por garantir acesso a alimentos, mas também por educar sobre o aproveitamento e a qualidade da alimentação. No último ano, foram 12.428 ações educativas promovidas, com 133.618 participantes aprendendo sobre nutrição, aproveitamento integral dos alimentos, gestão de recursos e sustentabilidade.
“Por meio do Sesc Mesa Brasil, as famílias e os colaboradores começam a compreender que a semente, a casca da banana, da melancia, pode sim se tornar refeição. Quantos produtos que seriam descartados vão para a mesa!”, celebra Daniela Simões Menezes, supervisora do Lar Fabiano de Cristo Casa Eugência, uma das instituições beneficiadas.
Além das atividades regulares, o programa também atua em situações emergenciais, garantindo a distribuição rápida de alimentos e produtos essenciais em momentos de crise, como desastres naturais. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, foram intensificadas suas ações, contando com a mobilização de diversos artistas que promoveram lives e campanhas para arrecadação de recursos e alimentos. Já em 2024, durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o programa novamente se destacou, com realização de mobilizações nacionais, unidades de todo o país como pontos de coleta, além de acolhimento e ampliação do atendimento às pessoas no estado.
Solidariedade em números
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A Semana Sesc de Conscientização contra a Obesidade e o Sedentarismo chega de 10 a 14 de março como um convite para refletir sobre nossos hábitos e escolhas diárias.
Com uma programação repleta de atividades físicas e ações de conscientização, o Sesc não apenas informa e estimula as pessoas a darem os primeiros passos para um bem-estar físico e mental.
Obesidade e Sedentarismo: Um desafio global que o Sesc ajuda a combater
A obesidade e o sedentarismo são dois dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,9 bilhão de adultos estão acima do peso, e desses, 650 milhões são considerados obesos. No Brasil, os números também são alarmantes: mais da metade da população está acima do peso, e o sedentarismo atinge cerca de 47% dos brasileiros.
A Força da Conscientização
A Semana Sesc de Conscientização contra a Obesidade e o Sedentarismo não é apenas um evento; é um movimento que une profissionais do Sesc e pessoas que decidiram transformar suas vidas. Durante a semana, uma série de publicações estarão disponíveis no Instagram do Sesc Brasil para ilustrar formas sobre como prevenir a obesidade e ao sedentarismo.
Em 2024, o Sesc consolidou seu papel como uma das instituições mais relevantes do Brasil, com a abertura de novas unidades, modernização de espaços já existentes e a ampliação de programas sociais que beneficiam milhões de pessoas. Com mais de 55 projetos concretizados ao longo do ano, o Sesc não só ampliou sua rede de atuação, mas também superou a marca de 10,5 milhões de credenciados.
Um dos grandes destaques do ano foi a expansão do Sesc Mesa Brasil, programa que completou três décadas de atuação em 2024. Com um recorde de 57 milhões de quilos de alimentos arrecadados, o programa ganhou sete novas unidades, instaladas em estados como Ceará, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Essas novas unidades reforçam o compromisso do Sesc no combate à fome e ao desperdício de alimentos, levando assistência a comunidades em situação de vulnerabilidade social.
Outro marco importante foi a inauguração do Sesc Cascavel Hotel Fazenda, no Paraná. Localizado em uma área de mais de um milhão de metros quadrados, o hotel é um refúgio rural de excelência, com capacidade para 200 hóspedes e uma reserva ambiental que preserva espécies da flora regional. Essa iniciativa faz parte do programa Turismo Social, que busca oferecer experiências únicas e acessíveis, promovendo o contato com a natureza e a cultura local.
A frota de unidades móveis do Sesc também cresceu em 2024, com o lançamento de dois projetos voltados à área cultural no Sul do país: o Sesc Arte Móvel, no Paraná, e a Unidade Móvel de Cultura, em Santa Catarina. Esses projetos levam arte, educação e entretenimento para comunidades distantes, democratizando o acesso à cultura e fortalecendo a identidade regional.
O Sesc não para de crescer. Com muitas obras já em andamento, a previsão é que até o final de 2025 a rede conte com pelo menos mais 15 novas unidades. Esses projetos incluem escolas, restaurantes, clínicas odontológicas e bibliotecas, reforçando a missão do Sesc de promover o bem-estar social, a educação e a saúde para todos.
No Mês das Mulheres, o CineSesc traz ao público o clássico “A Hora da Estrela”, com a trajetória de Macabéa – uma mulher invisibilizada, mas repleta de existência.
Lançado originalmente em 1985, o filme dirigido por Suzana Amaral foi restaurado e remasterizado e, atualmente, é distribuído pela Vitrine Filmes. A adaptação da obra de Clarice Lispector para as grandes telas escancara as dores e silêncios de tantas mulheres, ao mesmo tempo que nos faz refletir: o que significa ter voz em um mundo que não nos escuta?
As 44 sessões de “A Hora da Estrela” são gratuitas e acontecem em unidades do Sesc nos seguintes estados (confira no final da matéria o dia e local das sessões):
? Rio de Janeiro ? Espírito Santo ? Acre ? Alagoas ? Pernambuco ? São Paulo ? Tocantins
“A Hora da Estrela” problematiza, de forma explícita, a questão da pobreza e da marginalização das classes sociais oprimidas, configuradas na personagem central, Macabéa.
Órfã, ela muda-se para São Paulo, uma “cidade toda feita contra ela”, emprega-se como datilógrafa e se apaixona por Olimpio de Jesus – que logo a trai com sua colega de trabalho.
Criada por uma de nossas maiores escritoras, Clarice Lispector, recebeu adaptação para o cinema à altura, pela talentosa diretora Suzana Amaral. A obra “A Hora da Estrela” teve grande repercussão no Brasil e no exterior, não apenas ao nível da crítica, como do público em geral.
Além dos inúmeros prêmios recebidos em festivais, entre eles o Urso de Prata do Festival de Berlim de melhor atriz para Marcélia Cartaxo, a diretora foi agraciada pela Presidência da República e pelo Itamaraty com a medalha da Ordem do Rio Branco. No Brasil, o filme ganhou todos os principais prêmios do festival de Brasília de 1985, entre outros prêmios de melhor atriz, direção, fotografia e montagem.
Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher marca o histórico de lutas por direitos e igualdade das mulheres ao longo dos anos. Entre os direitos, está o acesso a saúde. A data chama a atenção para o cuidado integral da saúde feminina e para medidas preventivas que possam contribuir para a qualidade de vida e evitar doenças características desse público, como o câncer de mama.
Ações que permitem diagnósticos com agilidade são essenciais para o combate à doença, que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), 73 mil novos casos devem ser registrados apenas nesse ano, estimativa que reforça a necessidade de estruturas que permitam à mulher o acesso a um sistema rápido de detecção da doença.
Foi a prevenção que salvou a vida da Nubia Martins, uma agente de saúde em Lajes, no Rio Grande do Norte. Ela conta que sempre encaminhou mulheres para os exames preventivos, mas jamais passou pela sua cabeça que poderia desenvolver a doença. “Estava com 45 anos e nunca tinha feito os exames de mama porque, naquela época, ainda estava entrando na idade de referência para a avaliação. Quando chegou o caminhão do Sesc Saúde Mulher, fiquei curiosa e resolvi agendar um exame. Todos eles foram feitos no mesmo dia e, ao pegar o resultado, soube que havia um nódulo com calcificações na mama direita. Fiquei em choque!”, lembra.
Mas aí entrou em cena o acolhimento das equipes do projeto. “As atendentes da unidade móvel do Sesc foram muito carinhosas comigo. Fiz a cirurgia e iniciei o tratamento antes que evoluísse para um quadro mais sério. No ano seguinte, minha mãe também foi diagnosticada com câncer de mama. Fomos nos ajudando. Ela se tratou e está curada, cheia de saúde, agora com 84 anos. Se não fosse a unidade móvel do Sesc, sabe-se lá o que teria acontecido”, conta aliviada.
Dona Maria Augusta Costa, de 63 anos, foi outra paciente que descobriu um nódulo na sua visita ao Sesc Saúde Mulher: “Minha agente de saúde me informou que havia vaga na unidade do Sesc para fazer os exames e fui atendida muito rápido. Eu já tenho histórico de câncer de mama na família poque minha mãe e tia tiveram a doença. Na verdade, eu tinha muito medo de ter um tumor maligno e o tratamento não resolver o problema. Foi por isso que chorei muito quando descobrimos o nódulo após os exames, mas, felizmente, a biópsia mostrou que era um tumor benigno. Eu nem acreditei. Agora, preciso só do acompanhamento”, desabafa. Dona Maria Augusta ressalta a importância das unidades móveis do Sesc, que rodam por todo o Brasil: “Às vezes, as pessoas não têm condições de se deslocar para a capital. Como o carro vem aqui com os equipamentos, ajuda muito”.
Prevenção ao câncer de útero
A história de Michelle Ferreira dos Santos, de 41 anos, reforça a importância da prevenção. Ela encontrou no projeto Sesc Saúde Mulher, em Tibau do Sul (RN) a oportunidade de realizar o exame preventivo que revelou um tumor maligno no útero.
“Desde a pandemia adiava minhas consultas e já não fazia o preventivo há 2 anos. Até que consegui agendar um exame em uma unidade móvel do projeto Sesc Saúde Mulher, aonde fui super bem atendida. O resultado revelou a doença ainda no início, me dando chance de iniciar logo o tratamento”, conta. “A equipe teve muita delicadeza ao me passar a informação do resultado, porque eu não tinha noção da real gravidade do problema. Até hoje, a enfermeira do Sesc me liga para saber como estou”, relembra Michele.
O envolvimento das equipes de atendimento fez toda a diferença no caso da Renata Ávila, de Valença, no Rio de Janeiro. Ela conheceu o projeto por meio das redes sociais. “Tudo que a profissional fazia durante a consulta, ela explicava. Isso me dava muita segurança. Em outros lugares, o exame é sempre muito corrido e as profissionais, às vezes, nos tratam sem nenhuma empatia. Aqui, encontrei uma realidade totalmente diferente”, conta.
Para superar o desafio de se relacionar com as comunidades nas unidades móveis, o Sesc Saúde Mulher trabalha em parceria com autoridades de saúde locais. Além disso, forma agentes comunitários para atuar diretamente em cada localidade atendida. A chegada da unidade móvel a uma cidade é planejada com antecedência, incluindo a análise de dados epidemiológicos e o envolvimento de lideranças comunitárias para fortalecer o impacto das ações.
“O objetivo do Sesc Saúde Mulher é levar o serviço de saúde itinerante a lugares em que as populações têm pouco ou nenhum acesso à prevenção, o que ajuda também a reduzir as desigualdades”, comemora Debora Honorio, enfermeira do Sesc Saúde Mulher.
Sesc Saúde Mulher
O Sesc Saúde da Mulher conta com 24 unidades móveis equipadas com mamógrafos digitais e preparadas para a realização de exames citopatológicos, em um ambiente acolhedor às pacientes. O projeto oferece mamografias a mulheres entre 50 e 69 anos, faixa etária onde se observa maior propensão ao câncer de mama, segundo o Ministério da Saúde. Ao focar neste público, que não apresenta sintomas da doença, mas tem potencial de desenvolvê-la, funciona como uma rede de rastreamento e prevenção. Nos exames citopatológicos, os profissionais atendem as mulheres que tenham idades entre 25 e 64 anos, como prevenção ao câncer do colo do útero. Desde sua criação em 2012, o projeto realizou 332 mil mamografias.
Uma questão muito além do celular
O ano letivo de 2025 inicia com um importante desafio para toda a comunidade escolar: a proibição do uso de celulares dentro de estabelecimentos de ensino. E não vai ser tarefa fácil banir o dispositivo, que é parte essencial do cotidiano dos brasileiros. De acordo com o IBGE, em 2023, 163,8 milhões de pessoas com 10 anos ou mais possuíam telefone celular, ou seja, 87,6% da população. E se pensarmos que, mundialmente, os jovens são os maiores usuários dos aparelhos, a disputa não será tranquila.
A proposta da lei 15.100/25, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como objetivo salvaguardar a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes. A utilização dos aparelhos é permitida apenas para fins pedagógicos, com a orientação dos profissionais de educação. É justamente nessa fronteira que as instituições escolares terão de trabalhar.
Não há como contestar a importância dos recursos tecnológicos como facilitadores do processo de ensino e aprendizagem. Na Escola Sesc de Ensino Médio, a tecnologia sempre foi um pilar no modelo pedagógico. Já no ingresso da primeira turma, em 2008, houve a disponibilização de notebooks para cada um dos alunos, como um item de material escolar pessoal. A opção teve como objetivo incentivar a organização de conteúdos e realização de pesquisas por parte dos estudantes.
Um artigo acadêmico desenvolvido por professores da Escola Sesc de Ensino Médio sobre os impactos do uso excessivo de celulares em salas de aula proporcionou algumas reflexões sobre o assunto. Durante o trabalho, foi realizada uma com a participação de cerca de 400 alunos. Entre os resultados, foi registrado que o principal uso do celular nas aulas se dava para consulta de informações (63,7%), seguido do tédio (51,1%) e do entretenimento (34,7%). Dados que comprovam que apesar do celular ser um recurso educacional, ele também é fator de distração.
Outro indicativo destacado pela pesquisa foi um número significativo de estudantes (70,4%) que afirmou utilizar os celulares para acessar aplicativos de estudo ou fazer anotações virtuais, o que reflete um potencial positivo para a tecnologia no contexto educacional. Em contrapartida, o envio de mensagens de texto (72,6%) e o uso de redes sociais (55,5%) é também predominante entre os entrevistados.
A análise dos dados levantados no artigo acadêmico deixa claro que ainda há um caminho a ser percorrido na questão tecnologia x educação. Atualmente, a Rede Sesc de Educação opera com mais de 200 escolas, em todas as regiões do país. Atua em todos os segmentos da educação básica, lidando com diferentes realidades. É nosso compromisso olhar para cada uma dessas realidades e proporcionar um ensino de excelência, que prepare nossos alunos para os desafios atuais e futuros.
Limitar o uso de celulares nos ambientes escolares não se opõe ao desenvolvimento de habilidades digitais, que são fundamentais para o presente e para o futuro. Mas precisamos proteger a saúde mental, o brincar, a sociabilidade e reassegurar o foco e a concentração para o desenvolvimento cognitivo. E para tanto, é necessário ofertar a esses jovens, dentro do ambiente escolar, possibilidades que permitam novos meios de engajamento, estimulá-los em atividades diferentes do consumo passivo de conteúdo digital.
As instituições escolares vão ter que compreender que a tecnologia está presente nesses desafios do século XXI. E é preciso buscar o equilíbrio de um mundo híbrido, extraindo o melhor do virtual e do presencial. O equilíbrio que favoreça a concentração, a interação, a socialização e a aprendizagem ativa. É ainda essencial que as comunidades escolares ampliem o debate sobre essas questões, porque a solução não pode ficar circunscrita à sala de aula, precisa existir além dos muros da escola. Porque a proibição do celular no ambiente escolar não resolve, por si só, o problema do excesso de telas e suas consequências para a saúde física e mental. Essa é uma questão que requer a união de direção, coordenações pedagógicas, corpo docente, estudantes e responsáveis, sempre em busca das melhores práticas.
Artigo de José Carlos Cirilo, Diretor-Geral do Departamento Nacional do Sesc
O Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes e consagrados do país voltado a escritores inéditos, está com inscrições abertas até 10 de março de 2025. Podem ser inscritos originais ainda não publicados nas categorias Romance, Conto e Poesia. Os vencedores têm seus livros publicados pela Editora Senac Rio e recebem uma premiação em dinheiro no valor de R$30 mil cada. Também serão concedidas menções honrosas aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo finalistas na premiação. Interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site www.sesc.com.br/premiosesc.
“A expectativa pelo Prêmio Sesc de Literatura costuma ser grande, tanto para escritores quanto para o público leitor. Ao abrir espaço para novos autores, estamos proporcionando a renovação do cenário literário brasileiro e incentivando a formação de mais escritores. No ano passado, com a inclusão da categoria Poesia, registramos quase o dobro do número de inscrições, o que demonstra o potencial da produção literária nacional”, constatou a Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Janaina Cunha.
Os trabalhos inscritos são analisados por comissões julgadoras de diferentes regiões do país, compostas por renomados escritores, jornalistas e críticos literários. O processo de avaliação tem como base o anonimato tanto dos autores quanto do júri, garantindo a lisura do projeto e a liberdade de análise das comissões julgadoras, que fazem a seleção pelo mérito literário, com soberania sobre a decisão final.
O resultado, que este ano também contemplará os finalistas, será divulgado em agosto e os vencedores vão ser apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano. Após a publicação, os livros serão distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc, em todas as regiões do país. Os escritores participarão, ainda, de bate-papos e mesas redondas em eventos culturais promovidos pelo Sesc ao longo de 2026.
A Premiação
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 22 mil originais e revelou ao mercado editorial 40 novos autores. Em 2024, os vencedores foram Ricardo Mauricio Gonzaga (ES), com o romance “Bololô: gaiola vazia”; Patrícia Lima (SP), com a coletânea de contos “A glória dos corpos menores”; e Antonio Veloso Maia (RJ), com o livro de poesias “Contra a parede”.
Você costuma pensar no futuro? Quais são seus compromissos mais importantes neste mês? Como estará sua saúde no ano que vem? Sonhar, planejar, são habilidades humanas elementares, inspiram e determinam nossa forma de ler o mundo, nossas decisões, nossas relações com as pessoas, com os desafios, com o tempo, com o meio a nossa volta. Mas quando o assunto é o futuro do planeta, já não temos mais tanto tempo pela frente para pensar, e o principal alarme tem sido o clima em novos padrões numa escala global, impactando no regime de chuvas, na temperatura das florestas, campos, cidades e oceanos. Já é fato que a nossa relação com a natureza precisa mudar.
Tudo o que consumimos vem da natureza, é ela que supre todas as nossas necessidades básicas: água, alimento, ar, abrigo, e também é de onde surge o nosso modo de vida, nossa cultura, nossa história. E claro que não é por acaso, porque nós somos natureza, somos feitos dessa matéria e criamos formas de obter e transformar esses recursos a nosso favor por meio de técnicas de agricultura, construções, meios de locomoção. Mesmo com todo o avanço dessas técnicas que reinventam o ambiente onde vivemos, a fonte primária e origem de tudo sempre será a natureza.
E ela é resultado de um conjunto de condições que favorecem esse alto poder de provisão, oferecem o que chamamos de serviços ecossistêmicos, isto é, benefícios dos quais usufruímos: purificação das águas, chuvas, controle de processos erosivos, manutenção da qualidade do ar, regulação do clima, produção de biodiversidade nos que fornece alimentos, fármacos, controle de zoonoses. A natureza se reproduz em diferentes ecossistemas complexos e ricos, e há um tipo específico desse arranjo de condições ao redor do mundo que é de uma importância intangível: as áreas úmidas, que têm como característica principal a interface entre os ambientes terrestres e aquáticos, bordas onde a vida nasce em profusão.
As áreas úmidas são muito diversas: margens de rios, zonas costeiras, nascentes, podem ter caráter mais permanente ou sazonal conforme o ritmo das águas. Ambientes assim precisam de cuidado, em razão de todos os serviços que oferecem, sua proteção garante uma reserva de futuro, de abundância e, pode ter certeza, elas contribuem diretamente para a sua saúde e o seu bem-estar hoje e amanhã.
Em razão desta vital relevância, hoje é o dia em que o mundo celebra as áreas úmidas, mobilizando toda a sociedade para proteger as zonas úmidas para o nosso futuro comum, como reflete a campanha da Convenção sobre as Zonas Úmidas de Importância Internacional, ou Convenção de Ramsar. Esta consiste em um tratado com mais de 150 países signatários, incluindo o Brasil, que se comprometem a implementar ações efetivas de conservação dessas áreas, baseadas nos chamados Sítios Ramsar, como é caso da Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Sesc Pantanal. Esta é a maior reserva privada do Brasil, criada e mantida pelo Sistema CNC-Sesc-Senac há quase 30 anos, integrando uma área de 108 mil hectares no Pantanal de Barão de Melgaço, e que impacta de forma muito positiva toda a humanidade.
Somos todos parte desse esforço coletivo e os maiores beneficiados desse pacto com o futuro. A mobilização é mundial, e só terá resultados se cada um assumir a corresponsabilidade pelo destino desse planeta que ainda é muito bom e generoso para a gente viver.
Artigo de Cristina Cuiabália, gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal
O Departamento Nacional do Sesc acaba de lançar seu Portal de Compras, trazendo melhorias significativas para empresas interessadas em fornecer produtos e serviços para a instituição. Com uma interface intuitiva e processos otimizados, a plataforma oferece uma experiência mais eficiente tanto para fornecedores cadastrados quanto para novos parceiros.
Navegação Simplificada e Processos Ágeis
O destaque do Portal de Compras é sua interface simplificada, que facilita o acesso às informações e oportunidades. Os processos de cadastramento de fornecedores e participação em licitações também foram aprimorados, reduzindo o tempo necessário para que as empresas iniciem seus negócios com o Sesc.
Outra novidade importante é a maior transparência em todo o ciclo de contratação. Os fornecedores poderão acompanhar em tempo real o andamento dos processos licitatórios, além de receber notificações automáticas sobre novas oportunidades.
Como Fazer o Cadastro e ser um fornecedor do Departamento Nacional do Sesc
O processo de cadastramento de pessoas jurídicas no Portal de Compras será realizado de forma totalmente online. Basta acessar o portal (clique aqui), preencher o formulário de pré-cadastro, anexar a documentação necessária e aguardar a validação.
Os documentos exigidos incluem CNPJ ativo, contrato social atualizado, e eventuais documentos técnicos específicos do segmento de atuação da empresa.
Oportunidades em diversos segmentos
O Sesc busca fornecedores a partir de uma ampla gama de setores, entre eles:
Compromisso com qualidade do Departamento Nacional do Sesc
O investimento na melhoria do Portal de Compras reflete o compromisso do Sesc com a excelência em seus processos de aquisição, tanto do ponto de vista operacional, quanto ético. A plataforma garante que todas as compras sigam os princípios de isonomia, economicidade e qualidade, beneficiando tanto os fornecedores quanto os usuários dos serviços da instituição.
Acesse Agora o Novo Portal de Compras Sesc