Em 2024, o Museu de Florianópolis Sesc expandiu suas ações para além muros, levando as atividades do projeto “Territórios de Memória e Patrimônio Cultural” até o Quilombo Vidal Martins, primeira comunidade quilombola reconhecida em Florianópolis. Situada no bairro Rio Vermelho, a comunidade foi certificada como remanescente quilombola pela Fundação Palmares em 2013 e teve seu território assegurado através do Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS), assinado em 2024.
O projeto desenvolveu as seguintes ações: oficinas de fotografia para a comunidade com enfoque em patrimônio cultural, uma exposição de curadoria compartilhada entre comunidade e Museu com os resultados do projeto, visita mediada da comunidade ao Museu, além de um curta-metragem documental sobre o Quilombo, valorizando sua história e as práticas da educação escolar quilombola.
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Registro documental de parte da história e da imersão cultural na Comunidade Quilombola do Barro Branco, zona rural de Belo Jardim, PE.
Lançamento do Material Educativo, Jogo da Memória Indígena, com Déba Tacana e Auá Mendes. Mediação: Carol Moura e Mara Rodrigues.
Debate para discutir sobre as diversas possibilidades e potencialidades da arte e cultura indígena na Bahia, dentro e fora de ambientes educacionais, trazendo as diversas abordagens na aplicação da lei nº 11.645/2008.
Painel 1 – Arte, educação e a reconstrução de memórias indígenas: do resgate à reconstrução do manto Tupinambá . Convidada: Célia Tupinambá, artista, ativista, professora e uma das lideranças da aldeia Serra do Padeiro, localizada na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, na Bahia.
Painel 2 – Literatura indígena nas escolas: autoria e protagonismo das vozes e saberes dos povos originários Convidada: Adriana Pesca (BA), indígena Pataxó de Coroa Vermelha, professora, Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e africana; Mestre em Ensino e Relações Étnico-Raciais; Escritora e Pesquisadora da temática autoria indígena e processos de escrita-resistência indígena. Faz parte do grupo de pesquisa Linguagem, Poder e contemporaneidade – IFBA/UFSB e do GEMTI – Grupo de Estudos em Memória e Teoria Indígena. Curadora do site www.autoriaindigena.com.br, também faz parte do projeto Literatura Indígena Brasileira Contemporânea (@literaturaindigenabahia).
Mediação dos debates: Ademário Payayá, Indígena Payayá, Doutorando e Mestre em Ciências da Educação, Especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Pedagogo, Escritor, Poeta, Teatrólogo e Presidente da Associação ARUANÃ.
O Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes e consagrados do país voltado a escritores inéditos, está com inscrições abertas até o próximo dia 2 de março de 2026. Podem ser inscritas obras ainda não publicadas nas categorias Romance, Conto e Poesia. Os vencedores terão seus livros publicados pela Editora Senac Rio e receberão uma premiação em dinheiro no valor de R$30 mil cada. Também serão concedidas menções honrosas aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo finalistas na premiação. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas pelo site www.sesc.com.br/premiosesc.
“O Prêmio Sesc de Literatura cumpre o papel fundamental de identificar autores que, muitas vezes, mesmo fora dos grandes eixos de circulação, possuem obras de alto vigor artístico. Em 2026, mais uma vez, o Sesc abre oportunidade para a renovação da nossa literatura, oferecendo ao autor estreante não apenas a publicação, mas uma inserção real no mercado editorial e o contato direto com o público em todas as regiões do Brasil”, afirma Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.
O processo de seleção dos trabalhos inscritos é realizado por comissões julgadoras compostas por renomados críticos literários, escritores e editores, de diferentes regiões do país. O júri avalia os textos sem ter conhecimento da identidade dos autores, garantindo a lisura do projeto e a liberdade de análise das comissões julgadoras, que fazem a seleção pelo mérito literário, com soberania sobre a decisão final.
O resultado será divulgado em agosto e os vencedores vão ser apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano. Após a publicação, os livros serão distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc, em todas as regiões do país. Os escritores participarão, ainda, de bate-papos e mesas-redondas em eventos culturais promovidos pelo Sesc ao longo de 2027.
O Sesc começa 2026, ano em que completa 80 anos, consolidando o projeto de implantação de uma orquestra formada por jovens de todas as regiões do país. A Orquestra Jovem Sesc Brasil conta com 51 músicos de 11 estados, com idades entre 18 a 29 anos. Eles foram selecionados nas orquestras que o Sesc mantém pelo Brasil, um trabalho que une educação musical e inclusão social. Os jovens passarão a ter ensaios regulares online com um grupo específico de professores e serão preparados para participar de apresentações ao longo do ano.
O primeiro encontro oficial da Orquestra Jovem Sesc Brasil acontece durante o 14º Festival Internacional Sesc de Música, realizado de 19 a 30 de janeiro em Pelotas, no Rio Grande do Sul. O grupo participará de aulas e ensaios, além de se apresentar em diferentes locais da cidade. O ponto alto da programação acontece dia 28 de janeiro, no Theatro Guarany. Sob a regência do maestro Geovane Marquetti, os jovens executarão um repertório composto por obras que transitam entre o clássico e o popular, representando a diversidade e a riqueza das regiões brasileiras. ‘Nesses 80 anos do Sesc, queremos deixar mais esse grande legado cultural e social para o Brasil. A Orquestra Jovem Sesc Brasil é resultado de um trabalho realizado desde 2004, com a oferta de cursos de cursos de instrumentos e formação das primeiras bandas de música e orquestras nos estados. Essa orquestra nacional contribui para a difusão da música clássica brasileira em toda sua diversidade e abre novas possibilidades a jovens que se interessem por música e pensem em se profissionalizar”, explica o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini.
‘Participar do Orquestra Jovem e do Festival Internacional Sesc de Música são oportunidades únicas em minha vida. Graças ao projeto, tenho a oportunidade de poder aprimorar a música, conhecer, trocar e aprender com tantos músicos admiráveis’, afirma Ágatha Nascimento, da Orquestra Jovem Sesc Pará.
O Festival de Pelotas reúne 400 alunos e 59 professores de 12 nacionalidades, em uma programação com mais de 115 apresentações gratuitas, espalhadas por teatros, praças, igrejas da cidade gaúcha. Pela primeira vez, o evento recebe estudantes de fora do continente americano em seu eixo educacional. Seis jovens do Reino Unido participam da classe de choro, gênero genuinamente brasileiro e símbolo da identidade musical nacional, ampliando o alcance internacional do festival e promovendo um encontro direto entre culturas.
A iniciativa é fruto da parceria entre o Sesc/RS, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Bath Spa University, e reforça o caráter internacional do festival. Além de ampliar o alcance do choro para novos públicos, o intercâmbio promove um encontro direto entre culturas, aproximando jovens europeus de um repertório tradicional ainda pouco difundido no exterior. Além do grupo inglês, o evento contará com a presença de jovens da Argentina, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Venezuela, reforçando o caráter latino-americano e global da programação.
Participam do Festival Internacional Sesc de Música jovens do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Rio Grande do Sul. Com bolsas parciais e integrais que garantem viagem, estadia e participação no evento, eles vivenciam uma experiência única de formação, integração e valorização da música de concerto.
Para conferir a programação completa, acesse: www.sesc-rs.com.br/festival.
O programa colocou em debate uma reflexão sobre a comemoração nos países da América Latina do dia 12 de outubro como o descobrimento das Américas, a partir da chegada de Cristóvão Colombo em 1492.
Convidados: Maná Shanenawa e Yube Ynu, representantes do Povo SHANENAWA , no município de Feijó no Acre; Ian Wapichana, músico compositor, produtor audiovisual e poeta. Nascido em Roraima e da etnia Wapichana, é artista multidisciplinar; Kamuu Dan Wapichana (Filho do Sol), nascido em Boa Vista-RR, estudante de Gestão Ambiental na Universidade de Brasília é coordenador do Elo Indígena da Rede Sustentabilidade do DF, membro fundador do Conselho Indígena do DF; Naine Terena de Jesus, natural de Cuiabá – MT, mestre em artes, doutora em educação, graduada em Comunicação Social (UFMT). Mulher do povo Terena, é pesquisadora, professora universitária, curadora e artista educadora; Victor Hugo Leite (vhfro), nascido em Brasília, ator, produtor cultural e professor de arte na SEE-DF, em São Sebastião. Membro da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). Cristiane Sobral, multiartista, é escritora, poeta, atriz e professora de teatro. Tuanny Araujo, é atriz, escritora, dramaturga e diretora, é co-fundadora do Grupo Embaraça, coletivo de Teatro Negro de Brasília. Oberon Blenner, o Oberas, nascido no DF e crescido no entorno (Goiás), desenhista, grafiteiro e ilustrador digital, intenciona em seu trabalho manifestar a arte ancestral genuína, de povos africanos e ameríndios. Dilo Paulo e Lenna Siqueira (Cia. Corpus Entre Mundos): Dilo Paulo, nascido em Angola, é diretor, bailarino e coreógrafo da companhia. Lenna Siqueira, natural do RJ, é diretora artística, bailarina e coreógrafa da companhia.
Roda de conversa com o tema “Palavras compartilhadas: as narrativas visuais e a produção cultural no território Potyguar”, cujo debate é sobre a construção de imagens e a relação com pertencimento; como romper com as estruturas coloniais no processo de produção cultural; arte educação e mediação cultural, projeção mapeada; sagrado; política para produção cultural; questões do feminino e identidade nas produções. Convidados: Rosy Nascimento, Carol Carvalho, Herison Pedro, Novenil Barros e Mediação de Hianna Camilla. Intérpretes de libras: Rayssa Lima e Junior Milton.
Roda de Conversa com o tema “Trajetórias de Lutas e Resistências Femininas na História”, com Dadá Quilombola (Quilombo Povoação de São Lourenço da Mata) e Gabriela Monteiro (Mediadora).
O III Congresso Métodos Fronteiriços: corpo(s), espacialidade(s), outra(s) democracias, realizado online, mobiliza a atenção para os saberes plurais constituídos na inserção dos agentes em contextos diversos ligados à pesquisa acadêmica e aos saberes tradicionais e ancestrais, nos quais elaboram práticas e geram respostas aos problemas contemporâneos. O Sesc em Rondônia é parceiro desta iniciativa e constrói junto o diálogo no Colóquio – Eixo Oralidades Oralidades, Saberes e Espacialidades Amazônidas: experiências de pertencimentos. Debate com Déba Tacana e Marcela Bonfim, mediação: Betânia Avelar – SESC RO.