20 de abril de 2022

Diogo Monteiro e Fábio Horácio-Castro percorrerão mais de 30 cidades ao longo do ano

 

O Prêmio Sesc de Literatura retomou o projeto de circuito presencial com os vencedores da edição de 2021. O paraense Fabio Horácio-Castro e o pernambucano Diogo Monteiro passarão ao longo do ano por mais de 30 cidades do Brasil para se encontrar com o público leitor. Na agenda de viagens, bate-papos sobre suas obras: o romance O réptil melancólico e a coletânea de contos O que a casa criou.

“O circuito anual de viagens pelo país é um trabalho que o Prêmio Sesc oferece para aproximar os escritores dos leitores. Retomamos os encontros presenciais porque o arrefecimento da pandemia está permitindo essa proximidade”, avalia Henrique Rodrigues, analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc. Em 2021, foram realizados mais de 80 encontros com clubes de leitura em formato on-line com os vencedores do ano anterior.

A previsão é finalizar a jornada em novembro, na cerimônia de lançamento dos livros vencedores de 2022. Para Diogo, o circuito representa mais do que ajudar na divulgação do livro. “Creio que os encontros vão trazer uma experiência muito rica, que é conhecer leituras, as mais diversas, por todo o país. Me enxergar pelos olhos dos leitores e misturar a experiência deles com a minha, de escritor e leitor”.

Fabio considera que o circuito possibilita o contato e o diálogo com leitores. “O poder de alcance do Sesc no território brasileiro permite uma disseminação da literatura e do nosso trabalho e, ao mesmo tempo, uma aprendizagem das diferentes cenas literárias do país. Creio que participar do circuito é importante porque materializa o fim último da ação literária, que é a troca, o diálogo”.

O Prêmio Sesc de Literatura abre espaço para autores inéditos, com a publicação e a distribuição de suas obras pela Editora Record, parceira da Instituição no projeto. Em 18 anos de atuação, diversos autores dos mais variados pontos do país foram descobertos e se consolidaram na literatura nacional, entre eles Juliana Leite, Rafael Gallo, Luisa Geisler, André de Leones, Franklin Carvalho, Sheyla Smanioto, Tobias Carvalho e Lucia Bettencourt.

Confira a agenda de viagens:

Abril

Paraty (RJ)
Recife/Surubim (PE)
Aracaju/Nossa Senhora do Socorro (SE)

 

Maio

Crato (CE)
Parnaíba/Teresina (PI)
Poços de Caldas/Contagem/Montes Claros/Uberlândia (MG)

Junho

Rio Grande do Sul
Boavista (RR)
Poconé (MT)

 

Julho

Paraty (RJ) – Festival Arte da Palavra – Farpa
São Paulo (SP) – Bienal do Livro
Vitória (ES)

 

Agosto

Londrina / Apucarana / Bela Vista do Paraíso / Cornélio Procópio / Jacarezinho (PR)
Vitória (ES)

 

Setembro

Recife / Caruaru / Belo Jardim / Arcoverde / Garanhuns (PE)
Feira de Santana (BA)

 

Outubro

Rio de Janeiro (RJ)
Porto Velho (RO)
Tubarão / Florianópolis / Joinvile / Mafra (SC)

 

Novembro

Maceió (AL)
Cuiabá (MT)
Belém (PA)
Campina Grande (PB)
Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo (SP) – Lançamento dos livros vencedores de 2022

 

Dezembro

Tubarão / Florianópolis / Joinvile / Mafra (SC)

1. Quantas propostas serão selecionadas pelo Prêmio Sesc de Artes Cênicas?
Serão selecionadas 5 propostas: 01 (uma) proposta no valor de R$ 100.000,00 (Categoria 1), considerando a realização de 01 (um) espetáculo; 02 (duas) propostas no valor de R$ 70.000,00 (Categoria 2) cada, considerando a realização de 02 (dois) espetáculos; e 02 (duas) propostas no valor de R$ 50.000,00 (Categoria 3) cada, considerando a realização de 02 (dois) espetáculos.

2. Posso enviar meu projeto por correio, e-mail ou entregar em uma Unidade?
Não. Todo o processo de inscrição se dará exclusivamente online e NÃO serão aceitas propostas por outros meios como correio ou e-mail, tampouco entrega direta em Unidades do Sesc.

3. Posso me candidatar em mais de uma categoria ou enviar mais de uma proposta?
Não. Cada proponente poderá submeter apenas uma inscrição em apenas uma das categorias. É possível apenas 01 (uma) inscrição por CNPJ.

4. Posso fazer inscrição como Pessoa Física?
Não. As inscrições deverão ser feitas EXCLUSIVAMENTE por Pessoa Jurídica, legalmente qualificadas para produção de espetáculos teatrais, conforme Anexo I do edital do Prêmio Sesc de Artes Cênicas.

5. Sou MEI (Microempreendedor Individual), posso participar da convocatória?
Sim, desde que legalmente qualificados para produção de espetáculos teatrais, conforme Anexo I do edital do Prêmio Sesc de Artes Cênicas.

6. Proponentes de todos os Estados brasileiros podem se inscrever?
Sim. O Prêmio Sesc de Artes Cênicas é de abrangência nacional e incentiva a participação de artistas e coletivos de artes cênicas residentes em todos os Estados do país, desde que cumpram os termos do edital.

9. Tenho vínculo familiar de segundo grau com um empregado do Sesc, posso me inscrever?
Não. É vetada a participação de funcionários, estagiários e familiares em até segundo grau de empregados do Sesc, Senac, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Federações do Comércio.

10. Como saberei se minha inscrição foi efetivada?
Após salvar a inscrição ao fim do preenchimento, o formulário confirma a efetivação da mesma.

11. É possível salvar minha inscrição para continuar o preenchimento depois?
O formulário de inscrições não salva as informações durante o preenchimento, sendo necessário realizar o preenchimento completo e salvar a inscrição para que as informações fiquem registradas no sistema. Caso o proponente não feche o navegador (browser) até a conclusão da inscrição, as informações não serão perdidas. Há necessidade de conexão com a internet quando o candidato clicar para salvar a inscrição, ao fim do preenchimento. Recomendamos ao proponente salvar suas respostas em um arquivo em separado, para evitar perda de conteúdos.

12. A inscrição garante a minha contratação?
Não. Sua proposta será submetida a uma comissão que selecionará entre as propostas inscritas na categoria aquelas que serão contratadas, com base nos critérios de pontuação mencionados no edital.

13. Caso minha proposta seja selecionada para contratação, o que devo fazer?
Você deverá aguardar o contato do Sesc, que solicitará a documentação obrigatória, conforme anexo I do edital, e a comprovação dos dados informados na proposta inscrita para efetivar a contratação.

14. Posso alterar a minha inscrição depois de enviada?
Não. Depois de concluída, a proposta não poderá ser modificada, sendo necessária muita atenção no processo de inscrição.

15. Caso seja contemplado e contratado, quando receberei o recurso do prêmio?
O pagamento do valor correspondente à categoria em que a proposta foi inscrita será realizado em 4 etapas: 25% do recurso financeiro quando da assinatura do contrato; 25% do recurso financeiro quando do início dos ensaios do espetáculo; 25% do recurso financeiro quando da estreia do espetáculo; 25% do recurso financeiro quando do cumprimento da temporada.

16. Devo enviar algum documento para o contrato agora?
Não. Os selecionados deverão aguardar o contato do Sesc que solicitará a documentação obrigatória a e a comprovação dos dados informados na proposta inscrita para efetivar a contratação. A solicitação será realizada posteriormente e por meio digital, apenas aos selecionados.

17. A proposta de espetáculo precisa ser inédita?
Sim. O Prêmio Sesc de Artes Cênicas tem por objeto a seleção de 5 (cinco) propostas de montagens cênicas para a produção de espetáculos INÉDITOS a serem apresentados em espaços do Sesc ou em equipamentos culturais parceiros.

18. Existe um período limite para realização da estreia e temporada dos espetáculos produzidos?
O cronograma de montagem das propostas cênicas deve prever o período de 4 meses para o desenvolvimento dos espetáculos em teatros. Nestes 04 meses estão incluídos o prazo de estreia e a realização de 03 apresentações até o dia 4 de dezembro de 2022.

19. Como comprovo que possuo autorização para utilização de obra de terceiros na minha proposta?
O proponente deverá mencionar no ato da inscrição quais obras de terceiros serão utilizadas e se já estão autorizadas para uso. Em caso de contemplação, deverá enviar ao Sesc, junto à documentação obrigatória, documento assinado pelo detentor dos direitos da obra que comprove a autorização.

20. A minha proposta cabe em mais de uma categoria. Como devo fazer?
Você deve escolher a opção que mais se aproxima às características da sua proposta.

21. Posso cancelar a minha inscrição para realizar uma nova?
Não. As inscrições finalizadas não podem ser canceladas. Por isso, recomendamos atenção no momento de inscrição.

22. Quando será divulgado o resultado?
A divulgação do resultado provisório está prevista para 31 de maio de 2022 e do resultado final para 21 de junho de 2022, exclusivamente pelo site https://www2.sesc.com.br/portal/sesc/departamentonacional/licitacoes/registros/0001+22+premio+sesc+de+artes+cênicas

18 de abril de 2022

Prêmio Sesc de Artes Cênicas vai apoiar a montagem de espetáculos inéditos

Como forma de incentivar o setor cultural do país, o Sesc lança nessa segunda-feira (18) uma premiação para estimular a produção de espetáculos teatrais. O Prêmio Sesc de Artes Cênicas vai selecionar trabalhos inéditos, que receberão recursos destinados ao apoio da montagem. Ao contribuir com a produção de novos espetáculos, o Sesc incentiva o setor artístico brasileiro e movimenta este cenário cultural, que começa agora a se recuperar, depois de dois anos de pandemia. O valor total de R$ 340 mil será distribuído entre várias categorias e os interessados poderão se inscrever até o dia 8 de maio.

>>> CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE

Artistas, produtores e coletivos de teatro, dança circo e outras modalidades de manifestações cênicas, que têm obras inéditas, poderão inscrever seus projetos. Eles serão enquadrados de acordo com a complexidade da produção. Ao todo, cinco propostas serão contempladas, sendo uma no valor de R$ 100 mil; duas com prêmio de R$ 70 mil; e outras duas com R$ 50 mil cada. Os criadores deverão indicar a categoria que melhor se adequa ao seu projeto.

“O Prêmio Sesc de Artes Cênicas é um divisor de águas para a instituição. A iniciativa marca a atuação do Sesc no fomento às artes cênicas, apoiando a criação e viabilizando a montagem de espetáculos ainda não apresentados”, comemora Lucia Prado, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc. “O projeto busca assim contribuir com a retomada de atividades do setor artístico no país e com o processo de reabertura dos teatros da instituição, que ficaram fechados durante a pandemia, proporcionando ao público o acesso a experiências culturais inéditas produzidas por artistas residentes em seus Estados”, conta.

As produções inscritas no prêmio serão avaliadas pela comissão de seleção composta por profissionais do Sesc que atuam no planejamento e desenvolvimento da programação cultural da instituição. As propostas selecionadas terão quatro meses para montagem dos espetáculos, considerando a estreia e realização de três apresentações em teatros do Sesc ou equipamentos culturais parceiros a serem definidos.

5 de abril de 2022

O Sesc promove este ano uma ampla reflexão em torno da identidade brasileira e as relações entre os diferentes grupos étnicos que constituem o país. O projeto Dos Brasis: arte e pensamento negro tem a proposta de pesquisar, fomentar e difundir a produção artística, intelectual, e visual contemporâneas de artistas e pesquisadores afro-brasileiros. O evento de lançamento será realizado no Teatro Sesc Senac Pelourinho, em Salvador (BA). Na ocasião, será anunciada a abertura das inscrições para seleção de pesquisadores que participarão de uma residência artística on-line. O projeto Dos Brasis tem curadoria do professor e Doutor em Artes Visuais Igor Simões e do curador e antropólogo Hélio Menezes. Durante o evento de lançamento, eles apresentam a metodologia de pesquisa do projeto e conduzem uma roda de conversa com os convidados Nelma Barbosa, coordenadora geral da rede de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do Instituto Federal Baiano, e Ayrson Heráclito, artista, curador, pesquisador e professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

O evento de lançamento do projeto Dos Brasis foi realizado no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, em Salvador (BA). O projeto tem curadoria do professor e Doutor em Artes Visuais, Igor Simões, e do curador e antropólogo, Hélio Menezes. Durante o evento, eles apresentaram a metodologia de pesquisa do projeto e conduziram uma roda de conversa com os convidados Nelma Barbosa, coordenadora geral da rede de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do Instituto Federal Baiano, e Ayrson Heráclito, artista, curador, pesquisador e professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

4 de abril de 2022

Sesc abre inscrições para agentes culturais. Programa de pesquisa, intercâmbio e criação em artes visuais reunirá artistas, curadores, críticos, teóricos e educadores para estimular trocas, experimentações e reflexões sobre a produção negra. 

Lançado em fevereiro deste ano, em Salvador (BA), o projeto Dos Brasis: arte e pensamento negro avança para mais uma etapa. Serão abertas, a partir do dia 8 de abril, as inscrições para o Pemba: Residência Preta, um programa de pesquisa, intercâmbio e criação em artes visuais que selecionará até 150 agentes culturais de todas as regiões do Brasil nas categorias artistas, curadores, críticos, teóricos e educadores. Com curadoria do professor e Doutor em Artes Visuais Igor Simões e do curador e antropólogo Hélio Menezes, Dos Brasis tem a proposta de pesquisar, fomentar e difundir a produção artística intelectual e visual contemporâneas de artistas e pesquisadores afro-brasileiros, evidenciando suas técnicas, histórias e correlações socioculturais. As inscrições foram prorrogadas até o dia 25/4, às 18h (horário de Brasília).

“O engajamento da área de Artes Visuais do Sesc em uma ampla reflexão em torno da identidade brasileira e das relações entre os diferentes grupos étnicos que constituem o país é fundamental para promover a pluralidade da nossa cultura. Para isso, desenvolvemos esse projeto que trará mais espaço e visibilidade à produção preta”, explica Lúcia Prado, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.

>>> Clique aqui e inscreva-se.

Durante o período da residência serão realizados encontros on-line semanais com orientadores e atividades públicas, entre maio e agosto deste ano, com carga horária de 40 horas. Serão abordados temas como ‘Histórias da Arte’; ‘Curadoria e Raça na Arte Brasileira’; ‘Os Educativos como Plataforma de Pensamento sobre Arte e Racialização’; ‘Arte Brasileira, Racialização, Dissidências’; e ‘Mulheres Negras e Arte Contemporânea Brasileira’.

A Pemba: Residência Preta é ao mesmo tempo um celeiro de pesquisa dessa produção no campo das artes visuais e também um lugar que prevê o desenvolvimento de processos de criação que partem da troca entre esses diferentes agentes, permitindo olhares críticos sobre os processos particulares. Os trabalhos terão orientação dos artistas/pesquisadores Yhuri Cruz, Juliana dos Santos, Rafael Bqueer, Ariana Nuala e Renata Sampaio. Também estão previstas aulas públicas com Kleber Amancio, Diane Lima, Rosana Paulino, Denise Ferreira da Silva, Rosane Borges, Castiel Vitorino, Renata Bitencourt e Renata Sampaio.

Além da residência artística, o projeto Dos Brasis prevê para 2023 uma exposição coletiva com obras de artistas visuais originários de todos os estados. Haverá ainda a produção de materiais educativos voltados à formação de educadores e com representativo de experiências educacionais de todo o país, além de uma publicação vinculada ao projeto com o resultado das pesquisas em cada unidade da federação. Futuramente, a mostra desenvolvida integrará o circuito de exposições do Sesc e deve circular pelas mais de 60 galerias que compõem a Rede Sesc de Artes Visuais por meio do Arte Sesc.

A orientação das pesquisas será feita por Ariana Nuala, Hélio Menezes, Igor Simões, Juliana dos Santos, Rafael Bqueer, Renata Sampaio e Yhuri Cruz e as conversas públicas contarão com Ailton Krenak, Castiel Vitorino, Denise Ferreira da Silva, Diane Lima, Kleber Amancio, Rosana Paulino, Renata Sampaio e Renata Bitencourt.

Hélio Menezes – São Paulo/SP

Hélio Menezes é antropólogo, atua como curador, crítico e pesquisador. Mestre e Doutorando pela Universidade de São Paulo e Affiliated Scholar ao Brazil Lab da Princeton University. Foi curador de Arte Contemporânea do Centro Cultural São Paulo (2019-2021) e coordenador internacional do Fórum Social Mundial de Belém (2009), Dacar (2011) e Túnis (2013). Sua pesquisa se articula entre áreas no interesse pelo trânsito e pluralidade de linguagens artísticas na cultura visual brasileira e diaspórica contemporâneas. Entre seus trabalhos recentes, destacam-se a curadoria das exposições Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros (IMS); Vozes contra o racismo; Abre-Caminhos (CCSP), The discovery of what it means to be Brazilian (Mariane Ibrahim Gallery – Chicago), Há luz atrás dos muros (exposição permanente do Museu de Arte Osório Cesar), Jota Mombaça: Atravessar a Grande Noite sem Acender a Luz (CCSP); Histórias Afro-Atlânticas (MASP/Instituto Tomie Ohtake); 30ª e 31ª edições do Programa de Exposições do CCSP; Nova República (Bienal de Arquitetura de SP), entre outras. Seus textos se encontram em publicações diversas, como os catálogos das exposições Histórias Afro-Atlânticas (vol. 1 e 2); 10th Berlin Bienalle for Contemporary Art; Rubem Valentim: construções atlânticas (MASP); Prison to prison: an intimate story between two architectures (Bienal de Veneza de Arquitetura), entre outros. Em 2021, a revista ArtReview o listou como uma das 100 pessoas mais importantes da arte contemporânea no mundo.

 

Igor Simões – Porto Alegre/RS

Doutor em Artes Visuais-História, Teoria e Crítica da Arte-PPGAV-UFRGS. Professor Adjunto de História, Teoria e Crítica da arte e Metodologia e Prática do ensino da arte (UERGS). Foi curador adjunto da Bienal 12 (Bienal do Mercosul – Curador educativo). Membro do comitê de curadoria da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas-ANPAP, Membro do Núcleo Educativo UERGS-MARGS. Membro do comitê de acervo do Museu de Arte do RS-MARGS. Trabalha com as articulações entre exposição, montagem fílmica, histórias da arte e racialização na arte brasileira e visibilidade de sujeitos negros nas artes visuais. Autor da tese Montagem Fílmica e exposição: Vozes Negras no Cubo Branco da Arte Brasileira. Membro do Flume-Grupo de Pesquisa em Educação e Artes Visuais. Tem mantido atividades na área de formação e debate sobre arte brasileira e racialização em instituições como MASP- Museu de Arte de São Paulo, Instituto Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, MAC/ USP-Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, universidades do Brasil e exterior.

 

Ariana Nuala – Recife/PE

Educadora, pesquisadora e curadora. Formada em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pernambuco (2017), estudou no Programa Acadêmico de campus expandido Museos/Anti-Museos na Unam (2019) e receberá o diploma superior em Estudos Latinoamericanos e Caribenhos pela Clacso (2021); atuou na Coordenação do Educativo no Museu Murillo La Greca (2018-2020) e atualmente é assistente de curadoria do Instituto Oficina Francisco Brennand. Coordena como projeto independente a Plataforma e Residência Práticas Desviantes, e também é integrante e curadora dos coletivos CARNI (@carnicoletivo) e do Trovoa (@trovoa__). Combinando estratégias que começam no corpo e se condensam em escrita, o exercício na curadoria é confluência artística e educativa, uma necessidade que tange seu caminhar. Foi curadora da mostra Estratégias para o Contorno no XI ÚNICO pelo Sesc PE (2019). Como residente participou do Valongo Festival (2019) e do II ciclo do programa da Pivô Pesquisa.

 

Juliana dos Santos – Parque Peruche/SP

Artista visual, mestre em arte/educação e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Vem realizando exposições coletivas com trabalhos em instalação, vídeo, pintura, performance, fotografia e multimídia. Juliana tem investigado a cor Azul da flor Clitória Ternátea como possibilidade da cor como experiência sensível no processo de expansão dos sentidos. Sua pesquisa se dá na intersecção entre arte, história e educação, com interesse pela maneira como artistas negros se engajaram em práticas para lidar com os limites da representação. Atuou como professora substituta na graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Unesp, no mesmo período que ministrou disciplinas como professora convidada da pós-graduação em História da Arte na Faculdade de Belas Artes (2019). Como artista residente, ministrou aulas no departamento de Pintura Contextual na Academia de Belas Artes de Viena, Áustria (2018). Participou da 12ª edição da Bienal do Mercosul sob curadoria de Fabiana Lopes e Andrea Giunta. Está com obras integrando o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo com a exposição “Enciclopédia Negra” e do Museu da Língua Portuguesa, ambos na cidade de São Paulo – SP.

 

Rafael Bqueer – Belém/PA

Rafael Bqueer tem formação pelo curso de Artes Visuais da UFPA. Seu trabalho tem o corpo como suporte e pesquisa, atravessando diversas questões raciais, de gênero, e descolonização nas artes visuais, escolas de samba e cena drag-themônia da Amazônia. É artista multidisciplinar e sua produção se desdobra em performance, vídeo, fotografia, cinema e arte-educação. Já participou de diversas exposições e premiações nacionais e internacionais, destacando: UóHol- Museu de Arte do Rio (2020); Against, Again: Art Under Attack in Brazil – Nova York (2020); 8ª Edição da Bolsa ZUM de fotografia/Instituto Moreira Salles (2020) e Residência Artística AnnexB em Nova York (2019).

 

Renata Sampaio – Rio de Janeiro/RJ

Renata Sampaio é artista multimídia, educadora e curadora independente. Mestranda em Artes Visuais pela UFPel, se interessa por temas ligados ao corpo negro, território e intimidade e como essas três chaves informam a arte e a educação no Brasil. Tem produção em performance, vídeo, fotografia e som. Possui 15 anos de experiência em arte-educação, destacando-se a coordenadoria do programa educativo das duas últimas edições da Bienal do Mercosul e da 3° edição de Frestas – Trienal de Artes. Atualmente é Gerente de Educação e Participação do MAM Rio.

 

 

Yhuri Cruz – Rio de Janeiro/RJ

Artista visual, escritor e dramaturgo. Desenvolve sua prática artística e literária a partir de criações textuais que envolvem ficções, proposições performativas – que o artista chama de cenas – e instalativas em diálogo com sistemas de poder, crítica institucional, relações de opressão, encenações de cura, resgates subjetivos e violências sociais reprimidas. Yhuri Cruz utiliza aspectos da memória coletiva e individual, compreendendo a categoria de memória ligada aos sustos e assombrações íntimas, como fantasmas que atravessam o tempo e o espaço e constroem as formas canônicas e dissidentes de subjetividades e de sociabilidades. Suas produções plásticas e performativas mais recentes tendem a se relacionar com monumentos, fabulações, performatividade das palavras e esculturas em pedra. Cruz foi indicado ao Prêmio PIPA em 2019 e, no mesmo ano, realiza Pretofagia, sua primeira individual no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica – Rio de Janeiro/RJ. Pretofagia é também o nome de sua pesquisa principal em dramaturgia e o nome do grupo de encenação com quem vem trabalhando desde 2019, contando com mais de 10 pretofágicos até o momento.

1 de abril de 2022

Espaço revitalizado faz homenagem ao poeta Thiago de Mello 

 Depois de quatro meses de revitalização, a biblioteca do Sesc Amazonas voltou a receber o público. Localizado no Centro de Manaus, o espaço atende a população há 46 anos. Com a reinauguração, o local retorna com um acervo de 18.644 exemplares e ambientes confortáveis.  

Além disso, agora conta com o nome de Biblioteca Thiago de Mello, uma homenagem ao famoso poeta amazonense, que faleceu em janeiro de 2022 aos 95 anos de idade. O escritor é um dos mais renomados da região, conhecido nacionalmente e internacionalmente, com obras traduzidas para mais de 30 idiomas. “Estatutos de Homem” (1977), “Silêncio e palavra” (1951)  e “Faz Escuro, mas eu Canto: porque a manhã vai chegar” (1966) são alguns de seus poemas mais famosos.

24 de março de 2022
14 de março de 2022

Concurso que movimenta cena audiovisual nacional está com inscrições abertas até 14 de abril 

Já consolidada como uma das principais iniciativas de incentivo ao cinema independente no Brasil, a Mostra Sesc de Cinema – MSDC chega a sua quinta edição este ano. Cineastas de todas as regiões do país poderão inscrever suas obras entre 14 de março e 14 de abril, com longas, médias e curtas metragens de temas variados. Para participar, as obras devem ter sido finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2020 e a lista com as produções selecionadas será divulgada até o dia 31 de agosto.

>>> Clique aqui para realizar a inscrição na V MSDC

“Mesmo com o impacto que o mundo do audiovisual sofreu nos últimos dois anos em função da pandemia, podemos constatar a força da produção brasileira. No ano passado, as inscrições para a Mostra Sesc de Cinema bateram recorde e foram contabilizadas mais de 1.900 obras. Outro fator que chamou a atenção foi o protagonismo das mulheres, que pela primeira vez, estiveram, à frente da maioria das obras selecionadas. Nós, do Sesc, ficamos muito felizes e realizados em seguir com a missão de promover e incentivar a arte nacional por meio de um projeto tão relevante”, celebra o gerente de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Marcos Rego.

Assim como em 2021, a edição deste ano ocorrerá em ambiente virtual – da seleção à exibição. Podem ser inscritos filmes de 23 estados e o Distrito Federal. As obras serão avaliadas por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados. Além das seleções estaduais e regional, para a etapa nacional serão escolhidos 24 filmes e haverá uma curadoria especial para eleger outras 10 produções infanto-juvenis.

Além do prêmio, a Mostra amplia a visibilidade das obras, uma vez que aquelas selecionadas serão exibidas em circuito regional ou nacional, que contará ainda com ações formativas como cursos, oficinas e workshops sobre os diversos ligados ao cinema.

Sobre a Mostra Sesc de Cinema

Lançado em 2017, o concurso busca incentivar e dar visibilidade à produção cinematográfica brasileira que não chega ao circuito comercial de exibição. A MSDC contribui para a promoção e o lançamento de novos artistas de todo o país, além de priorizar a seleção de realizadores brasileiros que abordem temas ligados a realidade e a pluralidade cultural do país.