O Prêmio Sesc de Literatura anuncia os vencedores da edição 2026: Mariana do Nascimento Ramos, de Brasília (DF), com o Romance “A vontade das coisas mortas”; Anacã Agra, de João Pessoa (PB), em Conto com o livro “A replicação do sangue”; e Guilherme de Miranda Ramos, de Maceió (AL), na categoria Poesia com “Geografia do desconforto”. Neste ano, o prêmio bateu recorde histórico de inscrições com 2.969 obras, sendo 1.203 de poesia, 960 romances e 806 livros de contos. As obras foram selecionadas por especialistas convidados para cada categoria. O júri de Romance foi formado por Maria Esther Maciel e Itamar Vieira Junior; o de Conto, por Miriam Alves e Dau Bastos; e o de Poesia, por Cida Pedrosa e Edimilson de Almeida Pereira.
“Chegar a 23ª edição com recorde de inscrições é um reconhecimento da força que o Prêmio Sesc de Literatura conquistou ao longo de sua trajetória. Os trabalhos recebidos este ano mostram que há uma produção literária diversa, potente e interessada em encontrar novos caminhos para contar as histórias do nosso país. Mais do que revelar novos autores, o prêmio reafirma o compromisso do Sesc com a literatura brasileira, criando oportunidades para que essas vozes sejam publicadas, circulem e cheguem a leitores de diferentes lugares”, afirma Diana dos Santos Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.
Criado para incentivar novos talentos da literatura nacional, o Prêmio Sesc de Literatura é voltado exclusivamente a autores inéditos, ou seja, aqueles que nunca tiveram livros publicados na categoria para a qual concorrem. Os vencedores têm seus livros publicados pela Editora Senac Rio e recebem uma premiação em dinheiro no valor de R$ 30 mil. Além disso, circulam pelo país em uma programação composta por eventos como clubes de leitores, bate-papos com o público e eventos de literários.
Romance
A vencedora na categoria Romance é Mariana do Nascimento Ramos, de Brasília, de 45 anos, autora de “A vontade das coisas mortas”. Escritora, professora e servidora pública, Mariana é formada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu mestrado em Ciência da Literatura. Atuou como professora de Literatura Brasileira na Argentina, na Costa Rica e na China. Em “A vontade das coisas mortas”, conta a história de Bruna, professora de literatura de uma pequena cidade do interior que tenta reconstruir a própria vida depois de sobreviver a um massacre escolar. Entre sessões de terapia, o retorno ao trabalho, relações familiares e lembranças do passado, a personagem enfrenta o luto, a culpa e o trauma. A narrativa alterna presente e passado e aborda temas como memória, morte, solidão e as marcas deixadas por tragédias em pessoas e lugares. “Esse foi o primeiro romance que eu escrevi. O livro foi inspirado no caso de Suzano, em São Paulo, e tentei trazer intimidade de um lugar difícil, que é a violência. Procurei falar com lirismo e ternura, tratando a violência de forma silenciosa e que se entranha nas relações e nas coisas. Estou ansiosa para ver qual vai ser a percepção do público sobre a história”, conta.
Conto
Na categoria Conto, o vencedor é Anacã Agra, de João Pessoa (PB), de 48 anos, com “A replicação do sangue”. Formado em Letras, com mestrado e doutorado em Literatura, Anacã é professor na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde ministra, desde 2017, um curso de criação literária. A literatura e a escrita estão presentes na vida dele desde a infância, com influência do pai, que também foi professor de literatura, letras e escritor. “Segundo meu pai conta, escrevi meu primeiro conto aos 13 anos e não parei mais”. Escritor de romances, contos, poemas e roteiros cinematográficos, Anacã publicou de forma independente os romances “A Face Interna da Carne”, “O Circo da Galileia”, “Amadis de Riorraso” e “Éramos Eternos”.
“A replicação do sangue” reúne contos marcados por tragédias humanas, violência, culpa, desejo e ironias do destino. As histórias colocam personagens comuns diante de situações extremas e exploram dramas familiares, paixões frustradas, vinganças, acidentes, crimes e encontros marcados pelo acaso. “Uma semana antes de receber a notícia do prêmio eu pensei em desistir de publicar. Faz mais de 30 anos que eu produzo e ainda não havia conseguido um ‘sim’. Agora eu não desisto mais”. Anacã diz que os contos que compõem o livro foram escritos ao longo do tempo, inicialmente sem a intenção de formar uma obra única. Posteriormente, o autor identificou aproximações temáticas entre os textos e os reuniu. “Parte das histórias tem origem em experiências próprias ou de pessoas próximas, enquanto outras nasceram de notícias, filmes e outras referências”, ele explica.
Poesia
O vencedor na categoria Poesia é o alagoano Guilherme de Miranda Ramos, de Maceió, de 54 anos, com “Geografia do desconforto”. Escritor, compositor e produtor cultural, Guilherme é autor de livros infantis e de crônicas e possui textos premiados em editais e concursos. Na música, é idealizador do Intermídia Estúdio de Criação e do projeto Quarentemas, além de compor trilhas sonoras para literatura, audiovisual e artes cênicas e produzir singles e álbuns autorais. Guilherme diz que o primeiro contato que teve com a arte foi em criança, quando leu um poema em uma revista que sua mãe levou para casa. “Essa poesia me encantou, eu ficava reescrevendo como se o texto fosse meu”. Depois disso, se envolveu com arte na escola e passou a ler tudo, até bula de remédio, ele brinca.
Em “Geografia do desconforto”, os poemas percorrem três territórios simbólicos: o sangue, o asfalto e o espelho. A primeira parte aborda memórias familiares, heranças afetivas, silêncios entre gerações, perdas e a busca por identidade. Na segunda, o olhar se volta para trabalhadores invisibilizados nas cidades, discutindo desigualdade, precarização, resistência e dignidade. Já a terceira parte mergulha em questões existenciais relacionadas ao corpo, ao tempo, à solidão, à saúde mental e ao sentimento de não pertencimento. Com linguagem simples e imagens marcantes, o livro constrói uma cartografia da memória e da condição humana. “Para esse livro eu saí da minha zona de conforto e experimentei formatos que antes eu não tinha coragem. Estou ansioso para encontrar outros escritores, trocar experiências com essas pessoas e ser fonte de inspiração para que eles não desistam dos seus sonhos, como eu não desisti do meu”.
Os autores vencedores serão apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano. Após a publicação, os livros serão vendidos em livrarias online e físicas por todo país e distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc. A lista com todos os finalistas pode ser conferida abaixo:
Romance:
Gemerson Farias Roque da Costa (Paraíba)
Juliano Heinen (Rio Grande do Sul)
Andre da Silva Araujo (Ceará
Aloizio Campomizzi (São Paulo)
Marcelo Pacheco Soares (Rio de Janeiro)
Andre Ricardo Moreira (São Paulo)
Edilson Dias de Moura (São Paulo)
Lara de Podestá Haje (Distrito Federal)
Vinícius Oliveira Rocha (São Paulo)
Gustavo Trevizani Burla de Aguiar (Minas Gerais)
Eduardo Gabor (São Paulo)
Yan Patrick Brandemburg Siqueira (Espírito Santo)
Alexandre Leocádio Santana Neto (Paraná)
Lucas Rafael Nolli Duarte (Minas Gerais)
Conto:
Alysson Gabriel Pereira Reis (Pernambuco)
Raphael Carvalho Nogueira (Rio de Janeiro)
Lucas Barbosa (São Paulo)
Marcelo Assis Mello de Baère (Rio de Janeiro)
Alessandra Pereira Louzada (Paraná)
Josiano Saulo Diniz (Alagoas)
Leandro da Silva Adriano (Rio Grande do Sul)
Maurício Martins de Oliveira (Rio de Janeiro)
João Marcelo de Oliveira Rocha (Pará)
Jéssica Gonzatto Pedrozo (São Paulo)
Altamiza Melo Silva (Pernambuco)
Tamires da Silveira Borges Cavalcante (Rio de Janeiro)
Roberto Carlos Soares Sobrinho (São Paulo)
Yves Marcel de Oliveira São Paulo (Bahia)
Poesia:
Rafael Fonseca Atuati (São Paulo)
Antonio da Silva Castro Junior (Rio de Janeiro)
Roberto Brasileiro Prado (Minas Gerais)
Felipe Arruda de Toledo Pereira (São Paulo)
Felipe de Carvalho Fontoura (Bahia)
Clara Joséphine Figueiredo Caldeira da Silva (São Paulo)
Lorenzo Krüger da Câmara Ribas (Rio Grande do Sul)
Gabriel Rodrigues Bragança (São Paulo)
Nícolas Marques de Oliveira (Paraná)
Nayara Priscila Xavier (Pernambuco)
Cassia Cristina Silva Pereira (São Paulo)
Flavia Mendes de Andrade Peres (Pernambuco)
Alexandre Oliveira de Souza (São Paulo)
Alessandro Wanderley Guanabara (Rio de Janeiro)
Um dia para ficar na história do Sesc. Em celebração aos 80 anos da Instituição, foi inaugurado no dia 12 de agosto o Sesc Caborê, unidade que integra o Polo Sociocultural Sesc Paraty. O evento contou com a presença de dirigentes do Sistema Comércio de todo o país, que se reuniram no local para a Reunião da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e para as reuniões dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac, conduzidas pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Após o encontro, teve início a festa que marcou a abertura da unidade. Mais de mil pessoas acompanharam a programação especial do evento, que contou com a participação da atriz Zezé Motta, que fez uma leitura de crônicas baseadas em histórias de frequentadores da Instituição. Para animar o público, subiram ao palco o grupo Samba de Rosena, do território de Paraty, e o cantor e compositor Xande de Pilares.
O público também contou com atividades no BiblioSesc, área kids e uma exposição sobre os 80 anos do Sesc. A área verde e a arquitetura do espaço também chamaram a atenção dos participantes. “Esse espaço está surpreendente, eu não esperava que ia ser tão grandioso assim”, disse a moradora Stella Brandão. “Uma arquitetura linda. Eu trabalho em hotelaria há 17 anos, vim para Paraty e agora vou usufruir desse Sesc aqui, com toda essa infraestrutura, oficinas”, destacou Guilherme Camargo.
O Sesc Caborê
Instalado em uma área de mais de 28 mil metros quadrados, em meio a uma região verde preservada e às margens do rio Perequê-Açu, o Sesc Caborê tem como proposta ampliar o acesso da população à cultura, à formação e à convivência social, além de fortalecer o intercâmbio entre a produção cultural de Paraty e de diferentes regiões brasileiras. O projeto assinado pelo arquiteto Índio da Costa incorpora a construção à paisagem natural, tendo como destaque o jequitibá centenário que ocupa o centro da praça de convivência e guia o desenho arquitetônico. A árvore, considerada uma das espécies símbolo da Mata Atlântica, também dá nome ao Café Jequitibá.
A inauguração marcou a entrega da primeira fase da unidade, com uma estrutura composta por salas de dança, música e edição; estúdio profissional de áudio; galeria de artes; ateliês e espaço multiuso para cursos e oficinas. A segunda etapa de obras, com conclusão prevista para 2029, inclui a construção de um anfiteatro e de novos espaços destinados à realização de espetáculos, festivais, conferências e eventos de maior porte. Quando estiver em pleno funcionamento, a expectativa é que a capacidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty chegue a 100 mim atendimento por ano.
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O mês de agosto está repleto de atividades no Polo Sociocultural Sesc Paraty. Nossa programação reúne ações de cinema, artes visuais, literatura, patrimônio, artes cênicas, música e muito mais, promovendo encontros, experiências e diferentes formas de vivenciar a arte e a cultura.
Ao longo do mês, o público poderá participar de uma agenda diversa, pensada para diferentes idades e interesses, com atividades que valorizam a criação artística, a troca de saberes, a memória e o patrimônio cultural. São exposições, apresentações, sessões de cinema, encontros, oficinas e outras experiências que convidam moradores e visitantes a ocupar e descobrir os espaços do Polo.
Confira a programação completa, lembrando que datas, locais e horários estão sujeitos a alterações ao longo do mês. Para acompanhar todas as novidades e possíveis atualizações, fique de olho em nossas redes sociais. Por lá, divulgamos as informações mais recentes sobre a programação. Siga nossos canais e não perca nenhuma novidade!
ATIVIDADES REGULARES | Turmas Fechadas
ARTES VISUAIS Curso Livre de Bordado – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê Todas às quartas, de 10h às 12h.
Curso Desenho Livre – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê Todas às terças e quintas, das 15h às 17h.
ARTES CÊNICAS Danças Livres – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê Todas às quartas, das 10h às 12h.
Danças Sociais – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê Todas às terças e quintas, 19h às 21h.
MÚSICA Sopra, oficina de flautas brasileiras – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê Todos os sábados, das 10h às 13h.
Batuca, percussão afro brasileira – Sesc Santa Rita | Sesc Caborê Todos os domingos, das 10h às 13h.
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Ação de Credenciamento 11 e 13/08, das 10h às 18h | Sesc Santa Rita 12/08, a partir das 16h30 | Sesc Caborê
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Cine Sesc 07/08, às 19h – Zezé Motta, La Femme Enchantée – 56 minutos | 14 anos 08/08, às 16h – Suçuarana – 85 minutos | 12 anos 09/08, às 16h – Selvagens – 87 minutos | Livre
14/08, às 19h – Kasa Branca – 95 minutos | 16 anos 15/08, às 16h – Todas as estradas de terra têm gosto de sal – 97 minutos | 16 anos 16/08, às 16h – A mensagem de Jequi – 73min | Livre
21/08, às 19h: Malês – 114 minutos | 16 anos 22/08, às 16h: Amazonia, a nova minamata? – 75 minutos | 10 anos 23/08, às 16h: Placa Mãe – 105 minutos | Livre
28/08, às 16h: CINECLUBE – Sessão Especial com participantes do Vozes da Memória 29/08, às 16h: Luiz Melodia – 75 minutos | Livre 30/08, às 16h: Empirion: Uma aventura com Einstein – 96 minutos | Livre
ARTES VISUAIS
Fotoclube de Paraty 22/08, às 18h | Sesc Santa Rita
Ciclo do Livro Ilustrado 3, IA para Ilustração 27 e 28 de agosto, das 19h às 13h | Sesc Santa Rita
PATRIMÔNIO
Vivência “Anè das Pedras” Inscrições abertas até o dia 17/08 A atividade de vivência na Aldeia Pataxó Hã Hã Hae ocorre no dia 22 de agosto, às 15h.
LITERATURA
Clubinho Sesc de Leitores Segundas: BC Quilombo (09h30 às 11h). Terças: BC Itaxi (10h30 às 12h); BC Colibri (14h50 às 15h50). Quartas: BC ITAE (15h30 às 16h30); BC Tarituba (15h às 16h30); Quintas: BC Itema (14h às 15h30); Sextas: BC Itema (08h30 às 10h); Feira da Agricultura familiar (10h30 às 11h30); Sesc Santa Rita (10h30 às 12h e 14h30 às 16h).
Clube Sesc de Leitores 11, 18 e 25 de agosto, às 19h – Clube Sesc de Leitores
EXPOSIÇÃO Há 80 anos, somos FEITOS DE HISTÓRIAS Local: Sesc Santa Rita | Atividade gratuita e aberta ao público.
Nova unidade amplia o acesso à cultura, à formação e às artes e deve elevar para 60 mil a capacidade anual de atendimento do Sesc na cidade
Em celebração aos seus 80 anos, o Sesc inaugura, no dia 12 de agosto, o Sesc Caborê, nova unidade cultural da instituição em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Integrado ao Polo Sociocultural Sesc Paraty, o espaço amplia a presença permanente do Sesc na cidade e fortalece a oferta de atividades culturais, educativas e de convivência para a população. de inauguração será gratuita e aberta ao público. Entre as atrações confirmadas estão o cantor e compositor Xande de Pilares, a atriz Fernanda Montenegro e o grupo Samba de Rosena, representante da cultura local.
Durante a abertura, Fernanda Montenegro fará uma leitura dramatizada de crônicas inspiradas em histórias reais de frequentadores do Sesc. A programação também contará com show de Xande de Pilares e apresentação do Samba de Rosena. erá visitar ainda uma exposição dedicada às oito décadas de atuação do Sesc. A mostra reúne relatos de clientes, registros da memória institucional e fotografias de unidades da instituição em diferentes estados brasileiros.
A programação aproxima a trajetória nacional do Sesc das histórias de quem participa de suas atividades, mostrando como a instituição é construída diariamente por pessoas, encontros e experiências.
Localizado no bairro Caborê, o novo espaço complementa o trabalho desenvolvido pelo Sesc Santa Rita, no Centro Histórico. Com a operação das duas unidades, a expectativa é ampliar a capacidade anual de atendimento do Polo Sociocultural Sesc Paraty de 20 mil para 60 mil pessoas. ocupa uma área total superior a 28 mil metros quadrados, com mais de 3 mil metros quadrados de área construída nesta primeira etapa. A unidade foi concebida para atender moradores de Paraty, trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, visitantes e integrantes de comunidades caiçaras, indígenas e quilombolas da região. ampliar o acesso à cultura e criar um ambiente permanente de formação, criação artística, convivência e circulação de conhecimentos.
“A inauguração da unidade Caborê é mais um passo que o Sesc dá na ampliação dessa rede nacional de equipamentos voltados à promoção da cultura, da educação e da qualidade de vida. Um investimento que reforça o compromisso do Sistema Comércio com iniciativas que impulsionam o desenvolvimento das diversas regiões, geram oportunidades para trabalhadores, empresários e comunidades e valorizam a diversidade cultural brasileira”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
A estrutura do Sesc Caborê reúne ambientes voltados a diferentes linguagens artísticas e processos de formação. A unidade conta com:
Os espaços foram planejados para receber atividades continuadas, oferecer condições adequadas de trabalho aos artistas e ampliar as oportunidades de formação cultural para diferentes públicos.
A relação entre construção e natureza orientou o projeto arquitetônico do Sesc Caborê. Desenvolvida pelo arquiteto Índio da Costa, a unidade está localizada em uma área verde às margens do rio Perequê-Açu e foi projetada para se integrar à paisagem de Paraty. centenário preservado no terreno ocupa o centro da praça de convivência e orienta o desenho arquitetônico do espaço. A árvore, uma das espécies representativas da Mata Atlântica, também dá nome ao Café Jequitibá. tística de Paraty também está presente na arquitetura. Um mural a céu aberto, com aproximadamente 280 metros quadrados, incorpora referências culturais e elementos tradicionais da região, reforçando o vínculo da unidade com o território e com seus criadores. ê conecta artistas de Paraty e de outras regiões
Além de ampliar a programação cultural da cidade, o Sesc Caborê pretende fortalecer o intercâmbio entre artistas, projetos e conhecimentos produzidos em Paraty e em outras regiões brasileiras.
A unidade deverá receber iniciativas locais e nacionais, aproximando criadores de diferentes estados e fortalecendo redes de colaboração cultural. A proposta é fazer do espaço um ponto de encontro entre manifestações tradicionais, produção contemporânea, formação artística e experimentação. integra o trabalho do Polo Sociocultural Sesc Paraty, que promove atividades de formação, pesquisa, criação e circulação cultural, além de ações relacionadas à preservação do patrimônio histórico, cultural e social da região.
Antes da inauguração oficial, o Sesc Caborê iniciou uma fase piloto para avaliar a infraestrutura, os equipamentos e o funcionamento dos espaços.
Atualmente, a unidade recebe grupos de Danças Livres, Danças Sociais e Decanto de Dança, alunos do Curso Livre de Desenho, participantes do Coral Cênico de Pessoas Idosas Vozes da Memória e integrantes da turma de percussões afro-brasileiras do projeto Batuca.
A etapa permite aperfeiçoar processos e preparar os ambientes para a ampliação gradual da programação após a inauguração.
A inauguração de 12 de agosto representa a entrega da primeira fase do Sesc Caborê, dedicada principalmente às atividades culturais, educativas, formativas e de convivência.
A segunda etapa de obras, com conclusão prevista para 2029, inclui a construção de um anfiteatro e de novos ambientes para espetáculos, festivais, conferências e eventos de maior porte. A expansão manterá como princípio a integração entre arquitetura, cultura e áreas verdes. paço, o Sesc amplia sua presença durante todo o ano em Paraty e fortalece o acesso à cultura como instrumento de formação, convivência, desenvolvimento social e valorização da diversidade brasileira.
O último dia do Sesc na Flip 2026, no domingo (26) reuniu atividades gratuitas no Sesc Santa Rita, na Casa Sesc e na Casa Edições Sesc. A programação destacou a diversidade da literatura brasileira, a formação de leitores e o diálogo entre cultura, educação e transformação social, tendo como destaque, o show de Juçara Marçal e as falas de Daniel Munduruku.
No Sesc Santa Rita, o público acompanhou a contação de histórias “Veredas de histórias: encantos amazônicos”, com Emiliana Marajoara. A literatura indígena também esteve presente no Café Literário “Cosmologias da palavra: literatura como memória e futuro”, que reuniu Daniel Munduruku e Jama Wapichana, com mediação de Janda Montenegro. A mesa tratou de temas como a importância de olhares dos povos originários na escrita e formação literária nacional.
O encerramento ficou por conta de Juçara Marçal, que levou música ao palco e marcou a despedida da programação do Sesc na Flip.
A Casa Sesc recebeu atividades voltadas à leitura, à circulação de livros e à formação cultural. Entre os destaques estiveram a mesa sobre a coleção “De Bem”, do Sesc RJ, dedicada à educação ambiental, e o encontro “BiblioSesc: uma biblioteca viva e seus encontros”. O espaço também manteve experiências como o Ponto de Leitura Aconchego do Conto, a intervenção “Retire um poema” e instalações que aproximaram o público de diferentes formas de viver a literatura.
Na Casa Edições Sesc, os debates abordaram questões contemporâneas e diferentes etapas da vida. Mary del Priore e Marcos Brogna participaram da mesa “Educar para a velhice”. Já Fe Cortez e Wagner Andrade conversaram sobre participação social e responsabilidade individual no encontro “O poder do indivíduo para mudar o mundo”. Com atividades para diferentes públicos, o Sesc encerrou sua participação na Flip 2026 reforçando o compromisso com o acesso gratuito à cultura, a valorização da leitura e a criação de espaços de encontro em Paraty.
O sábado, 25 de julho, concentrou alguns dos encontros mais aguardados da programação do Sesc na Flip 2026. O principal destaque foi a presença da escritora, filósofa, educadora e ativista Angela Davis, que participou pela primeira vez da Festa Literária Internacional de Paraty.
No Sesc Caborê, Angela Davis dividiu com a jornalista Flávia Oliveira, que realizou a mediação.
O encontro propôs reflexões sobre liberdade, literatura, história e vida pública a partir das trajetórias e perspectivas dos dois intelectuais. A conversa também aproximou experiências dos continentes africano e americano, destacando conexões históricas, políticas e culturais construídas dos dois lados do Atlântico.
Reconhecida mundialmente por sua atuação no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e ao encarceramento em massa, Angela Davis construiu uma trajetória marcada pela articulação entre pensamento acadêmico, participação política e defesa dos direitos humanos. A mediação de Flávia Oliveira conduziu um diálogo que atravessou temas como colonialismo, racismo, liberdade, democracia e as permanências históricas que conectam África e América.
Sua presença na Flip ampliou os debates promovidos pelo Sesc sobre democracia, desigualdades, memória, liberdade e transformação social. Diante de um público atento, Davis reafirmou a literatura e o pensamento crítico como ferramentas para interpretar o presente e imaginar outros futuros.
A programação de sábado começou no Sesc Santa Rita com a contação de histórias “Veredas de histórias: encantos amazônicos”, conduzida por Emiliana Marajoara.
Na sequência, o café literário “É possível um livro para todos?” reuniu Carla Mauch e Perla Assunção, com mediação de Elisabete Veras. O encontro discutiu os caminhos necessários para tornar os livros, as histórias e as experiências de leitura acessíveis a diferentes públicos.
O espaço também recebeu a oficina “Colagem como forma poética”, com Thainá Carvalho, e o café literário “Imaginando futuros possíveis”, com Nathalia Kariri e Anderson Shon, mediados por Janda Montenegro.
Na oficina de escrita “Fisgar pelo estômago”, Taís Bravo convidou os participantes a explorar as relações entre comida, memória e afeto por meio da criação literária.
A literatura como território de contestação esteve presente na conversa “Literatura em desacordo”, com Santiago Nazarian e Eliana Alves Cruz.
O encerramento das atividades no espaço ficou por conta do talk show literário de Tati Bernardi, que recebeu a escritora e atriz Elisa Lucinda para uma conversa marcada por literatura, trajetória artística, humor e reflexões sobre a sociedade brasileira.
Chico César, Socorro Acioli e tradução como criação movimentaram a Casa Sesc
Na Casa Sesc, as atividades atravessaram diferentes formas de experimentar a palavra, a música e a criação artística.
A mesa “Tradução como criação” apresentou a tradução não apenas como uma passagem entre idiomas, mas como processo literário, escolha estética e recriação cultural.
As escritoras Socorro Acioli e Monique Malcher participaram da mesa “O que nos assombra”, mediada por Bianca Santana. A atividade percorreu medos, mistérios, memórias e elementos fantásticos presentes na literatura contemporânea.
O encerramento aconteceu com o show “FOFO”, de Chico César, que aproximou música, poesia e performance. Ao longo do dia, a casa também ofereceu instalações, intervenções literárias e um ponto de leitura aberto ao público.
Outro destaque do sábado foi a participação dos vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2026.
Na Casa Estante Virtual, Leonardo Piana, Abáz e Marcus Groza conversaram sobre suas trajetórias, seus processos criativos e os caminhos que os levaram à premiação. A atividade foi mediada por Pedro Azevedo.
O encontro reforçou o trabalho desenvolvido pelo Sesc na descoberta, valorização e circulação de novos autores, aproximando escritores em início de carreira de leitores, editoras e profissionais do mercado literário.
O Sesc Santa Rita recebeu doações de alimentos não perecíveis e contribuições financeiras destinadas a instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
A iniciativa ampliou o impacto da presença do Sesc na Flip ao aproximar cultura, participação social e solidariedade.
Gratuita e acessível, a programação de sábado integrou mais um dia de Sesc na Flip e reafirmou o compromisso da instituição com a democratização da cultura, a formação de leitores e a valorização da diversidade de vozes, linguagens e territórios.
Programação nesta sexta (24) destaca homenagem a Elza Soares, conversa com Itamar Vieira Jr., performance de Anelis Assumpção e debate sobre inteligência artificial e o futuro das narrativas
Da literatura aos podcasts, da inteligência artificial à música, a programação do Sesc nesta sexta-feira (24), na Flip, propõe um percurso por diferentes maneiras de criar, compartilhar e interpretar narrativas. Ao longo do dia, os três espaços da instituição em Paraty recebem escritores, artistas, pesquisadores e comunicadores em debates, apresentações e encontros dedicados às múltiplas formas de circulação da palavra.
No Sesc Santa Rita, um dos momentos mais aguardados do dia será o encontro entre Tati Bernardi e Itamar Vieira Junior. Às 19h30, o autor de “Torto Arado” é o convidado do talk show literário conduzido pela escritora, em um formato que troca a tradicional mesa de debate por uma conversa dinâmica sobre os bastidores da leitura e da escrita, com humor e jogos literários.
As transformações na forma de falar sobre livros também ganham espaço na programação. Às 16h, as jornalistas e criadoras de conteúdo Tatiany Leite e Jéssica Balbino discutem o impacto dos podcasts e das plataformas digitais na circulação da literatura e na aproximação entre autores e leitores. Já às 15h, o encontro “O que se cozinha, o que se conta” reúne Rute Costa, Beatriz Fraga, Cirlene Barreiro e Clara Souza em uma conversa sobre alimentação, memória e transmissão de saberes, em diálogo com a atuação do Sesc Mesa Brasil.
Na Casa Sesc, os impactos da tecnologia sobre a produção de narrativas estarão no centro do debate “Inteligência artificial, narrativas e poder: quem escreve o futuro?”. Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zala discutem como as novas tecnologias atravessam a criação, a circulação de discursos e as disputas de poder, com mediação de Joyce Freitas Brandão.
A literatura produzida a partir de diferentes territórios e experiências também marca o dia. Às 18h, Ana Maria Gonçalves e Edimilson Pereira participam da mesa “As muitas tramas de Minas”, com mediação de Tarso de Melo. A programação da Casa Sesc termina, às 20h, com Anelis Assumpção no show poético “Pitadas de SAL”, encontro entre música e palavra.
Na Casa Edições Sesc, a trajetória de uma das maiores artistas brasileiras ganha destaque. Às 19h30, a cantora, escritora e pesquisadora Fabiana Cozza e a jornalista Lígia Moreli participam da mesa “Elza Soares: mulher do fim do mundo”. A partir do livro “Elza Soares: insurreição na garganta”, publicado pelas Edições Sesc SP, o encontro revisita a trajetória e a reinvenção estética e política da cantora, com foco no álbum “A mulher do fim do mundo”, marco de sua obra.
A programação do espaço também propõe reflexões sobre os sentidos da leitura na contemporaneidade. Às 11h, Bel Santos Mayer e Amara Moira estarão juntas da mesa “Por que e como lemos hoje”, lançamento da 22ª edição do “Caderno Sesc de Cidadania: Leituras”. Às 15h, a trajetória do diretor Amir Haddad, um dos fundadores do Teatro Oficina e idealizador do grupo Tá na Rua, é tema de conversa com Thiago Bechara e Catarina Abdalla, mediada por Aimar Labaki.
Itamar Vieira Jr., Tati Bernardi, Flávia Oliveira, Fausto Fawcett e Jamil Chade fizeram parte da programação
O universo de João Guimarães Rosa, a força da literatura brasileira e os principais debates da contemporaneidade atravessam a programação do primeiro dia do Sesc na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), nesta quinta-feira, 23 de julho. Ao longo do dia, os três espaços da instituição na cidade — Sesc Santa Rita, Casa Sesc e Casa Edições Sesc — recebem escritores, artistas, jornalistas, pesquisadores e leitores para encontros que reforçam a literatura como lugar de reflexão, experimentação e diálogo.
Um dos destaques do dia é a celebração dos 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”. Às 11h, no Sesc Santa Rita, o escritor Itamar Vieira Junior, autor do premiado “Torto Arado”, conduz uma conferência sobre a atualidade e a potência literária da obra-prima de Guimarães Rosa. O encontro propõe uma reflexão sobre a linguagem rosiana e as múltiplas leituras que o romance continua a provocar, em diálogo com temas como memória, território e identidade.
O sertão de Rosa ganha novos sons e linguagens ao longo da programação. Às 15h, Fausto Fawcett apresenta a palestra-performance “Electro-xamanismo e o algoritmo do pacto nos 70 anos do Grande Sertão: Veredas”, permeando a obra do escritor mineiro a partir da literatura, do som e da imagem. Já às 17h30, o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire apresenta “Viola, Rosa e Sertão”, espetáculo inspirado em sua experiência e vivência no sertão do Urucuia, região que marcou a criação de “Grande Sertão: Veredas”. No show, ele toca músicas do interior do Brasil, inspiradas no cotidiano do sertanejo, além de divertidos cocos de viola – canções típicas dos vaqueiros.
A programação do Sesc Santa Rita se encerra com o talk show literário conduzido por Tati Bernardi. Às 19h30, a escritora recebe Bruna Lombardi para uma conversa que promete revelar os bastidores da leitura e da escrita, com humor, provocações e jogos literários. Bruna é autora do livro “Diário do grande sertão”, que relata os bastidores da minissérie “Grande sertão: veredas” (TV Globo), de 1985, na qual ela faz Diadorim, e que será reeditado em comemoração aos 70 anos da obra.
Na Casa Sesc, a poesia e o encontro entre diferentes linguagens marcam o primeiro dia de programação. Às 18h, Angu de Grilo entrevista o escritor e professor Muniz Sodré. Mais tarde, às 20h, Arnaldo Antunes se apresenta em uma performance poética. O espaço também recebe debates sobre o direito à leitura e à escrita, mediação literária e os trânsitos entre artes e ciência, além de intervenções poéticas que ocupam a casa e as ruas de Paraty ao longo do dia.
Memória, imagem e reconstrução são os pontos de partida da programação da Casa Edições Sesc. Às 11h, o fotógrafo Bob Wolfenson conversa com o arquiteto e professor Guilherme Wisnik sobre o processo de ressignificação de imagens de seu acervo comprometidas por uma enchente e reunidas no livro “Sub/Emerso = Sub(E)merged”, da Editora Senac SP.
Às 17h, a educação midiática e o enfrentamento à desinformação entram em debate com Januária Cristina Alves e Paula Miraglia, sob mediação da jornalista Petria Chaves. Fechando o dia, às 19h30, o jornalista Jamil Chade e o professor Alexandre Moreli discutem os deslocamentos políticos e históricos do mundo contemporâneo, em uma conversa sobre democracia, hegemonia internacional e crise climática
Com uma agenda que valoriza a diversidade de vozes, linguagens, expressões artísticas e regionalidades, o Sesc estará presente mais uma vez na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Serão realizados cafés literários, shows, exposição, performances poéticas, rodas de conversa e oficinas. As atividades são gratuitas e acontecem de 23 a 26 de julho de 2026 em três espaços no Centro Histórico de Paraty: Sesc Santa Rita, Casa Edições Sesc e Casa Sesc. Confira a programação completa abaixo.
A vida acontece com o Sesc | 80 Anos Feitos de Histórias
Clique nos dias abaixo para conferir a programação completa em formato sanfona (accordion).
Com fotografias históricas e registros contemporâneos, a mostra apresenta um panorama da trajetória da instituição, destacando sua contribuição para o desenvolvimento social do Brasil ao longo de oito décadas.
⏰ Horários: • De quinta a sábado, das 10h às 21h • Domingo, das 10h às 15h
“Algumas histórias se escrevem com palavras. Outras, com gestos.”
Durante a Flip, o Sesc Santa Rita recebe doações de alimentos não perecíveis e dentro do prazo de validade. Ajude a escrever um novo capítulo na vida de quem mais precisa. Doe e transforme esperança em realidade.
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Com uma agenda que valoriza a diversidade de vozes, linguagens, expressões artísticas e regionalidades, o Sesc estará presente mais uma vez na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Serão realizados cafés literários, shows, exposição, performances poéticas, rodas de conversa e oficinas. As atividades são gratuitas e acontecem de 23 a 26 de julho de 2026 em três espaços no Centro Histórico de Paraty: Sesc Santa Rita, Casa Edições Sesc e Casa Sesc. A instituição é ainda patrocinadora da programação oficial da Flip.
Além da pluralidade da literatura brasileira com convidados de diversas regiões do país, que já é marca registrada das ações do Sesc no evento, neste ano a programação contará ainda com convidados internacionais. A participação dialoga com duas importantes efemérides: os 80 anos do Sesc e os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa, que segue influenciando gerações de leitores e escritores. A partir disso, foi elaborado o conceito Múltiplas Veredas, compreendido como metáfora dos vários caminhos que conectam literatura, cultura, território e transformação social.
Memória e saberes ancestrais se destacam em diferentes mesas e encontros, assim como temas urgentes da contemporaneidade, como sustentabilidade, cidadania, democracia e os impactos das tecnologias na vida cotidiana. Debates sobre leitura e formação de leitores abordam os desafios da circulação de ideias e o papel das práticas coletivas, como clubes de leitura e mediação literária. Para a diversão do público infantil, serão realizadas narrações de histórias e mediação de leitura.
O público também poderá visitar, no Sesc Santa Rita, uma exposição especial em celebração aos 80 anos do Sesc. Com fotografias históricas e registros contemporâneos, a mostra apresenta um panorama da trajetória da instituição, destacando sua contribuição para o desenvolvimento social do Brasil ao longo de oito décadas.
“No ano em que celebra oito décadas de atuação, a participação do Sesc na Flip ganha ainda mais relevância. A cultura amplia repertórios, fortalece a cidadania, incentiva a leitura e a formação de novos públicos, ao mesmo tempo em que movimenta o turismo, impulsiona a economia local e gera trabalho e renda. Ao reunir autores, artistas e leitores, o Sesc contribui para o desenvolvimento dos territórios e demonstra que investir em cultura também é investir no desenvolvimento social e econômico do país.”, destaca Diana Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.
No Sesc Santa Rita, unidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty, o público poderá participar de atividades com a presença de autores como Eliana Alves Cruz, Marcelino Freire, Milena Martins Moura e Daniel Munduruku, primeiro escritor indígena a compor o acervo da Casa de Rui Barbosa que participa do encontro “Cosmologias da palavra” ao lado de Jama Wapichana. Tati Bernardi comandará um talk show literário com os convidados Bruna Lombardi, Itamar Vieira Junior e Elisa Lucinda. O espaço também apresentará o espetáculo “Viola, Rosa e Sertão”, com o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire. Haverá, ainda, na mesma casa, uma área de descompressão com enfoque em diversidade, equipada com sofás, pufes e fones com supressão de ruído, além de recursos de acessibilidade, como Libras, materiais em braile, assentos preferenciais e mobiliário adaptado.
Na Casa Sesc, as discussões abrangerão a circulação literária e novos formatos – como podcasts e plataformas digitais -, além de reflexões sobre acessibilidade, diversidade e inteligência artificial, com nomes como Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila. O público encontrará nomes centrais do pensamento contemporâneo, como a escritora e ativista americana Angela Davis, ao lado do Nobel Wole Soyinka; além do intelectual Muniz Sodré, em diálogo com o podcast Angu de Grilo, de Flávia Oliveira e Isabela Reis.
O debate “América e África: uma conversa Atlântica” entre a escritora e ativista americana Angela Davis e o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Wole Soyinka será realizado no Sesc Caborê, em uma tenda especialmente montada para receber 700 pessoas, no sábado, 25 de julho, às 18h, com mediação da jornalista Flávia Oliveira. Os ingressos gratuitos serão distribuídos exclusivamente pela Ingresso.com na sexta-feira (24), a partir das 11h.
Já na Casa Edições Sesc, autores da editora e convidados participam de debates que articulam literatura, artes visuais, pensamento crítico e temas contemporâneos. A programação — que conta também com mesas realizadas em parceria com o Senac São Paulo — promove encontros em torno de questões urgentes do presente, como geopolítica, saúde mental, educação midiática, sustentabilidade e direitos humanos.
Entre os destaques, estão conversas com Eustáquio Neves, artista visual em exposição na Bienal de Veneza; Jamil Chade, jornalista com atuação internacional em geopolítica; Bob Wolfenson, nome importante da fotografia brasileira; Natália Timerman, escritora e psiquiatra; e Mary del Priore, historiadora e autora referência em história do Brasil, além de encontros com autores, pesquisadores, educadores e artistas de diferentes áreas.
Em uma parceria inédita entre o Sesc e a Estante Virtual, os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 participarão de uma mesa na Casa Estante Virtual, fortalecendo o compromisso das instituições com a valorização da literatura e o encontro entre autores e leitores.
Pelo segundo ano consecutivo, os participantes poderão realizar, no Sesc Santa Rita, doações de alimentos não perecíveis ou contribuições financeiras via Pix para o Sesc Mesa Brasil, maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina. Os insumos serão distribuídos para instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
Além disso, o público poderá participar de uma mesa de debate e experiência gastronômica com pesquisadoras e coletivos de Paraty para discutir os vínculos entre comida, memória e território e de uma oficina de escrita conduzida por Taís Bravo, que estimula os participantes a explorar memórias e afetos por meio da criação literária inspirada nos alimentos e nas refeições compartilhadas. Essas ações convidam à reflexão sobre o engajamento em ações solidárias e buscam estimular a consciência social, ampliando o impacto do Sesc na Flip para além da cultura. Toda a programação do Sesc é gratuita e está disponível no site sesc.com.br/sescnaflip.
Espaços do Sesc no Centro Histórico de Paraty:
Sesc Santa Rita – Rua Santa Rita, 133 Casa Sesc – Rua Marechal Santos Dias, 22 Casa Edições Sesc – Rua Marechal Santos Dias, 43