Webserie documental composta de seis episódios com diferentes artistas, mestres e mestras do centro-sul cearense que se encontram no Museu Orgânico Mestra Ana da Rabeca para partilhar as suas histórias de vida e as suas expressões culturais e artísticas com a rabeca, a viola, a sanfona, a poesia, o cordel e a dança popular. Ações do Projeto Territórios de Memória e Patrimônio Cultural, edição de 2024.
Inscrições para a edição de 2026 serão abertas em fevereiro
O Sesc realizou, nesta segunda-feira (15/12), no Rio de Janeiro, o lançamento dos livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025: o romance “Goiás”, do paulista Marcus Groza; a coletânea de contos “Massaranduba”, de Abáz (BA); e o livro de poesias “Escalar cansa”, de Leonardo Piana (MG). Os três autores reforçaram a importância do prêmio, um dos mais importantes reconhecimentos voltados a escritores inéditos no Brasil. As inscrições para a próxima edição do projeto serão realizadas de 2 de fevereiro a 2 de março de 2026.
Abáz, vencedor na categoria Conto, comemorou a oportunidade que o Sesc dá aos autores de se encontrar com os leitores pelo país: “Eu estou muito feliz, o evento foi lindo. Eu agradeço muito ao Sesc por esse início de trajetória como escritor. Agora que tenho um livro nas mãos, estou muito ansioso para trocar experiências e conversar com os leitores”, contou.
Vencedor em Romance, Marcus Groza refletiu sobre o fazer literário e a importância de a mensagem chegar aos leitores: “Minha expectativa agora é que essa escrita chegue à outras pessoas. Quando a gente escreve, é muito solitário. Mas se uma pessoa ressoar algo das emoções que tentei transmitir no livro, será muito gratificante”.
Selecionado na categoria Poesia, Leonardo Piana vive a expectativa pelo retorno dos leitores sobre sua obra: “Estou muito ansioso para que os livros cheguem ao público e também muito animado para rodar o Brasil junto com o Sesc e me encontrar com novos leitores. Esse contato é muito especial para mim”.
Durante o lançamento dos livros, o público pode conferir trechos das obras, interpretados por estudantes da Escola Sesc de Artes Dramáticas. O evento contou ainda com uma roda de conversa mediada pela escritora Eliana Alves Cruz, que integrou a comissão de jurados do projeto nessa edição, e com uma sessão de autógrafos. Os livros vencedores já estão disponíveis em livrarias online e físicas por todo país e serão distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc.
Edição 2025
As obras foram escolhidas entre 2.451 inscritas, sendo 1.168 livros de poesia, 599 de contos e 684 romances. Os livros foram publicados pela Editora Senac Rio e os autores vencedores receberam uma premiação em dinheiro no valor de R$30 mil cada. O Prêmio também concedeu menções honrosas aos escritores Lúcio Cordeiro, Lucas Alves e Eduardo Marques, que foram finalistas nas categorias
Durante o evento, também foi realizada a premiação por Menção Honrosa concedida a trabalhadores/as do comércio de bens, serviços e turismo que estiverem entre os finalistas. Foram premiados os escritores Lúcio Cordeiro; Lucas Alves e Eduardo Marques.
A Premiação
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 43 novos autores. Os trabalhos inscritos são analisados por comissões julgadoras de diferentes regiões do país, compostas por renomados escritores, jornalistas e críticos literários. O processo de avaliação tem como base o anonimato tanto dos autores quanto do júri, garantindo a lisura do projeto e a liberdade de análise das comissões julgadoras, que fazem a seleção pelo mérito literário, com soberania sobre a decisão final. Os autores devem ser inéditos nas categorias pelas quais concorrem, ou seja, sem obras publicadas na categoria escolhida.
Uma viagem de sons que passou por tradição, ancestralidade, ritmos fronteiriços, histórias de resistência e identidade. O projeto de circulação musical Sonora Brasil encerrou o biênio 2024-2025 reunindo artistas das cinco regiões do país na cidade e Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, reconhecida como Patrimônio Mundial por sua cultura e biodiversidade.
Coco de Umbigada, Catumbi, carimbó, rap, blues e música pantaneira compuseram o mosaico de sons nos cinco dias de shows e rodas de conversa, realizados no Sesc Caborê. O público não só acompanhou a diversidade de ritmos e canções, como também pode conhecer mais sobre as histórias dos diferentes territórios dos grupos, revelados inclusive nos instrumentos utilizados. Mãe Beth de Oxum, patrimônio vivo da cultura pernambucana, que se apresentou ao lado da cantora lírica Surama Ramos e do multi-instrumentista Henrique Albino, utilizou no show uma zabumba centenária, que já era tocada pelos bisavós.
Da Região Sudeste, Mestre Negoativo resgatou a herança da população negra na história de Minas Gerais ao som do berimbau e do balafom, instrumento musical da África subsaariana, precursor do xilofone, composto por barras de madeira que são percutidas com baquetas. A música pantaneira de Marcelo Loureiro e Geraldo Espíndola teve o som da harpa paraguaia e da viola caipira. Já a dupla catarinense Ana Paula e Seu Risca, mostraram com a força da oralidade, as histórias do Catumbi, manifestação cultural afro-brasileira associada ao culto a Nossa Senhora do Rosário. Da região da Amazônia, as guitarras de Manoel Cordeiro, patrimônio vivo da cultura paraense, e seu filho Felipe Cordeiro, trouxeram a sonoridade da guitarrada, do carimbo e do tecnobrega.
O biênio terminou, mas o Sonora Brasil segue sua trajetória, agora por meio dos programas do SescTV e do Sesc Digital. A série documental Sonora Brasil – Encontros, Tempos e Territórios conta com 10 episódios que trazem um pouco da trajetória de cada um dos artistas participantes e o que eles levaram para o palco durante o circuito. Assista em sesctv.org.br/sonorabrasil.
Evento terá apresentações musicais e lançamento da série documental ‘Encontros, Tempos e Territórios’ no SescTV e na plataforma Sesc Digital
A diversidade e a riqueza de diferentes estilos, tendências e ritmos da música regional brasileira subirão ao palco, em Paraty (RJ), entre os dias 26 e 30 de novembro, quando o Sesc celebra o encerramento do Sonora Brasil. O projeto, que circula pelo país com programações musicais de temáticas relacionadas à cultura brasileira, fecha o biênio 2024-2025 com a apresentação de cinco duplas participantes dessa edição. O evento também marca o lançamento da série documental ‘Encontros, Tempos e Territórios’ no SescTV e na plataforma Sesc Digital. Gravada em paralelo à circulação dos shows, a produção conta um pouco da trajetória de cada artista e suas influências.
“O Sonora Brasil reuniu artistas que traduzem a incrível riqueza das diferentes regiões e tradições brasileira e abriu espaço para valorizar a pluralidade cultural do país. O público poderá assistir, em cinco dias, a expressões que muitas vezes sobrevivem apenas em comunidades tradicionais. Encontros como este fortalecem a memória do país e, ao mostrar a nossa diversidade, o Sesc estimula o diálogo entre tradição e contemporaneidade, que é um dos grandes diferenciais da cultura do Brasil”, comemora Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.
A celebração de encerramento do projeto acontece no Sesc Caborê, unidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty localizada em uma ampla área verde. O palco especialmente montado para o evento receberá duplas dos estados de Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Pará. O repertório vai do coco de umbigada, a guitarra paraense à música quilombola afro-brasileira. Entre os participantes, dois artistas reconhecidos como patrimônios vivos da cultura brasileira: Mãe Beth de Oxum, mestra da cultura popular em Pernambuco, e o multiinstrumentista paraense Manoel Cordeiro.
A abertura do evento acontece dia 26, com três grandes nomes da música pernambucana: Mãe Beth de Oxum, Surama Ramos e Henrique Albino. O espetáculo reúne a força da ancestralidade de Mãe Beth, ao ritmo centenário do Coco de umbigada, com a voz de Surama Ramos, que transita entre o lírico e o popular, e Henrique Albino, referência da nova geração de maestros e arranjadores nordestinos.
No dia 27, a riqueza da música de tradição quilombola de Santa Catarina misturada a arranjos contemporâneos vai embalar o público. Comandado pelo mestre de Catumbi de Itapocu Seu Risca e a premiada pesquisadora e cantora Ana Paula da Silva, o show traz ritmos de tambor, cantos de louvação e coreografias rituais que nasceram em comunidades negras do Vale do Itajaí e do litoral catarinense.
No dia 28, o artista mineiro Mestre Negoativo apresenta a cadência da música de matriz africana-mineira, transformando batidas de tambores, ritmos de capoeira e poesia em espetáculo. Neste
dia, será exibido o episódio da série ‘Encontros, Tempos e Territórios’ que contempla a história de Negoativo e de Douglas Din, seu parceiro na circulação do Sonora Brasil.
A dupla Geraldo Espíndola e Marcelo Loureiro, de Mato Grosso do Sul, comandam o show de sábado (29). A música do cerrado, com guarânias e chamamés, se mistura à MPB e a polca paraguaia, com letras e arranjos que retratam o cotidiano pantaneiro e a alma do povo da fronteira.
O encerramento da 27ª edição do Sonora Brasil, no domingo (30), será com os artistas paraenses Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, que mostrarão a fusão de ritmos regionais como guitarrada, lambada, carimbó e música eletrônica e pop. Haverá também a apresentação da banda Mundiá, de Paraty, com a estreia do show Meu Bem De Belém, produzido por Manoel Cordeiro. O espetáculo tem o carimbó como referência ancestral e se desdobra em vários ritmos latinos com fortes referências do Norte do Brasil, como zouk, cumbia e guitarrada.
Além dos shows, durante a mostra haverá rodas de conversa e oficinas que celebram a criatividade musical brasileira.
A série “Sonora Brasil: Encontros, Tempos e Territórios” foi gravada durante o ano de 2024, em paralelo à circulação do projeto, e conta um pouco da trajetória de cada um dos artistas e o que eles levaram para o palco do Sonora. A nova temporada tem ao todo 10 episódios, com estreia semanal, às quartas-feiras, às 21h, no SescTV.
O SescTV já produziu 20 documentários sobre o projeto, disponibilizados no site do canal. Em 2024, foi lançada a série documental Líricas Femininas, tema da 22ª edição do Sonora Brasil. A obra ganhou o prêmio da rede de Televisoras Públicas e Culturais da América Latina (RedTAL) de melhor conteúdo musical.
Promovido pelo Sesc com objetivo de apresentar programações musicais com temáticas relacionadas à cultura brasileira, o Sonora Brasil trabalhou o biênio 2024-2025 com o tema “Encontros, tempos e territórios”. No total, o projeto realizará mais de 330 apresentações ao longo deste biênio, alcançando apenas em 2024 um público estimado em 25,5 mil espectadores, em todas as regiões do país.
A reunião de artistas de diferentes gerações e regiões resultaram em shows inéditos, que misturaram ritmos e vivências, mostrando a relação entre tempos históricos e territórios nas criações artísticas de diferentes movimentos da música popular brasileira. Quatro participantes da circulação são patrimônios culturais vivos reconhecidos: Mãe Beth de Oxum (PE), Chau do Pife (AL), Mestre Manoel Cordeiro (PA) e Mestre Zeca da Rabeca (PR).
Datas: de 26 a 30 de novembro
Local: Sesc Caborê – Polo Sociocultural Sesc Paraty
Entrada: Gratuito
Direção: Gabriela Barreto e Tobias Rodil
Estreia: quarta, 26/11, às 21h
Episódio: Alagoas
Duração: 27 min
Para sintonizar o SescTV, consulte sua operadora ou assista online em sesctv.org.br/noar
Sob demanda: Episódios disponíveis em sesctv.org.br/sonorabrasil
Baixe o app Sesc Digital, disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store.
Estreia dia 26 de novembro no SescTV a série “Sonora Brasil: Encontros, Tempos e Territórios”. Gravada em paralelo à circulação da 27ª edição do Sonora Brasil, os documentários trazem um pouco da trajetória de cada um dos artistas participantes e o que eles levaram para o palco do circuito no biênio 2025/2025. A série conta com 10 episódios, que serão exibidos semanalmente, às quartas-feiras, às 21h. O primeiro episódio reúne o músico Chau do Pife, patrimônio vivo da cultura alagoana, e a cantora Andréa Laís.
Promovido pelo Sesc com objetivo de apresentar programações musicais relacionadas à cultura brasileira, o Sonora Brasil trouxe nessa edição o tema “Encontros, tempos e territórios”. A reunião de artistas de diferentes gerações e regiões resultaram em shows inéditos, que misturaram ritmos e vivências, mostrando a relação entre tempos históricos e territórios nas criações artísticas de diferentes movimentos da música popular brasileira. Quatro participantes da circulação são patrimônios culturais vivos reconhecidos: Mãe Beth de Oxum (PE), Chau do Pife (AL), Mestre Manoel Cordeiro (PA) e Mestre Zeca da Rabeca (PR).
O SescTV já produziu 20 documentários sobre o Sonora Brasil, disponibilizados no site do canal. Em 2024, foi lançada a série documental Líricas Femininas, tema da 22ª edição do projeto. A obra ganhou o prêmio da rede de Televisoras Públicas e Culturais da América Latina (RedTAL) de melhor conteúdo musical.
Serviço da série
Sonora Brasil – Encontros, Tempos e Territórios
Episódios com 27 minutos de duração, disponíveis em sescstv.org.br/sonorabrasil
Festival celebra a cultura popular com atividades gratuitas de 13 a 16 de novembro
O Festival Mutuá, um projeto do Polo Sociocultural Sesc Paraty, chega a sua terceira edição em 2025 unindo artistas de diferentes localidades e o público de Paraty. Realizado entre os dias 13 e 16 de novembro, serão mais de 30 atividades para todos os públicos.
A programação do Mutuá será realizada no Sesc Santa Rita, localizada no Centro Histórico, com algumas atividades sendo realizadas nas ruas do entorno da unidade e no Museu do Forte. Entre as atividades previstas no festival, o público da cidade poderá participar de rodas de conversas, os proseás, oficinas, apresentações musicais, exposições de artes visuais, intervenções poéticas, cortejos, expedições etnobotânicas e vivências culturais.
Datas: de 13 a 16 de novembro de 2025.
Local: Sesc Santa Rita (Rua Dona Geralda, número 320, Centro Histórico, Paraty).
Toda a programação é gratuita e aberta ao público. Para algumas oficinas é necessário inscrição prévia, acesse o formulário aqui.
Acompanhe esta e outras atividades do Polo Sociocultural Sesc Paraty nas redes sociais: @sescparaty.
Bate-papo com as artistas visuais Arissana Pataxó (BA) e Georgina Sarmento (RR) e mediação Déba Tacana (RO), que aborda o tema “Mulheres indígenas nas artes visuais contemporâneas: Olhares, perspectivas e narrativas”.
Bate-papo com a arqueóloga e especialista em patrimônio histórico, Alyne Mayra e a artista visual e pesquisadora indígena, Déba Tacana (RO), sobre o tema “Patrimônio e Memória, Ocupações Dissidentes”. Mediação: Betânia Avelar.
Roda de Conversa com o tema “Trajetórias de Lutas e Resistências Femininas na História”, com Dadá Quilombola (Quilombo Povoação de São Lourenço da Mata) e Gabriela Monteiro (Mediadora).
Série de programas com discussões sobre saberes e conhecimentos difundidos na produção artístico-cultural de pessoas negras e indígenas