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15 de abril de 2026
Evento ocorre no Distrito Federal de 22 a 25 de abril e marca o planejamento estratégico da nova unidade Sesc Cultural na capital federal.
O Sesc Distrito Federal realiza, entre os dias 22 e 25 de abril de 2026, o Seminário Internacional “Cultura para Quê? Centros de Arte, Decolonialidade e Futuros Possíveis”. O evento, que se propõe a gerar reflexão crítica sobre o papel das instituições culturais na contemporaneidade e sua responsabilidade na construção de novos imaginários sociais, marcará a construção da proposta de trabalho no novo Centro Cultural do SESC DF, um complexo cultural que está sendo construído em Brasília- DF (511 Norte).
Sob o eixo conceitual desenvolvido pelos curadores seniors Manuel Borja-Villel — ex-diretor do Museo Reina Sofía, na Espanha — e Micaela Neiva — Head de Relações Internacionais e Institucionais do Rio2C e curadora especializada em eventos de mercado para economia criativa —  o seminário convida a sociedade a uma análise profunda sobre como museus e centros culturais podem se reinventar e transcender modelos tradicionais historicamente atrelados a estruturas coloniais. O objetivo central é conceber instituições mais plurais, inclusivas e intrinsecamente conectadas às urgências do território e da diversidade cultural.
Para garantir um debate ao mais alto nível de rigor intelectual, o evento reúne um corpo de palestrantes de prestígio internacional, promovendo uma circulação de saberes que atravessa fronteiras e conecta América Latina, Europa, África e Oriente Médio. A presença de pensadores fundamentais do cenário contemporâneo e estudiosos de instituições renomadas, Yale e Stanford garante uma abordagem multidisciplinar. Entre os destaques da programação estão: Adriana Guzmán Arroyo Jalliu kipa (Bolívia), Ailton Krenak (Brasil), Aline Motta (Brasil), Ana Longoni (Argentina), Claudio Alvardo Lincopi (Chile), Dilton de Almeida (Brasil), Farid Rakun (Indonésia), Fatima El-Tayeb (Alemanha/EUA), Gladys Tzul Tzul (Guatemala), Jota Mombaça (Brasil), Keyna Eleison (Brasil), Leda Maria Martins (Brasil), Marco Baravalle (Itália), Olivier Marboeuf (França), Paulo Tavares (Brasil), Raquel Rolnik (Brasil), Rosane Borges (Brasil), Sandra Benites (Brasil), Saphiya Abu Al-Maati (EUA), Suely Rolnik (Brasil), Thiago de Paula (Brasil), Maria Verónica Gago (Argentina) e Yuderkis Espinosa (Equador).

Programação multidisciplinar

 

A robustez do seminário reside na sua estrutura integradora, que combina conferências e mesas de debate com mostras de cinema, performances artísticas e oficinas. A programação é dividida em quatro eixos curatoriais estratégicos explorados em profundidade:
As mesas discutirão temas urgentes como racismo, extrativismo, colonialidade, dinâmicas migratórias, além dos saberes de povos originários e diaspóricos. A mesa de encerramento, no dia 25 de abril, projetará as reflexões desenvolvidas ao longo do evento com as conferências de Ailton Krenak e Rosane Borges.
Programação
22 de abril | Dia 1

10h às 17h — Oficina com Olivier Marboeuf

23 de abril | Dia 2
9h — Apresentação institucional Sesc
10h — Abertura do encontro. Com Manuel Borja-Villel e Irene Valle Corpas
10h45 às 12h45 — Mesa de Abertura. Com Leda Maria Martins e Adriana Guzmán Arroyo (Jalliu Kipa) – Reflexões sobre corpo, território e memória como formas de compreender o presente e construir outras temporalidades.
14h45 às 16h — Mostra Audiovisual. Exibição de obras que abordam feminismo, território e resistência, com foco em experiências comunitárias e relações com a terra.
16h15 às 18h15 — Mesa 1: À Margem do Mundo. Com Claudio Alvarado Lincopi, Raquel Rolnik e Jota Mombaça. Mediação: Dilton de Almeida – Debate sobre fronteiras, desigualdade e os desafios de pensar instituições culturais que não reproduzam exclusões.
18h30 — Intervenção artística. Paulo Nazareth – Performance inédita criada especialmente para o seminário.
24 de abril | Dia 3
9h — Mostra Audiovisual. Exibição de filme brasileiro sobre memória, identidade e luta dos povos indígenas.
10h50 às 13h20 — Mesa 2: Partir permanecendo. Êxodos para um outro fim possível. Com Farid Rakun, Gladys Tzul Tzul, Suely Rolnik e Verónica Gago. Mediação: Keyna Eleison – Discussão sobre capitalismo contemporâneo, subjetividade e possibilidades de resistência e reinvenção da vida.
15h20 às 16h10 — Mostra Audiovisual. Filmes que abordam colonialismo, meio ambiente e memória histórica.
16h25 às 18h25 — Mesa 3: Ambientes para a vida. Driblar os mapas. Com Saphiya Abu Al-Maati, Yuderkys Espinosa-Miñoso e Paulo Tavares. Mediação: Thiago de Paula – Debate sobre extrativismo, racismo ambiental e saberes indígenas como alternativas às lógicas de exploração.
18h40 — Intervenção artística. Jamile Cazumbá – Performance que investiga memória, corpo e experiências negras a partir de linguagem interdisciplinar.
25 de abril | Dia 4
9h — Mostra Audiovisual. Exibição de obra experimental que questiona formas tradicionais de representação.
10h às 12h — Mesa 4: Caminhar com o passado à frente. Com Fatima El-Tayeb, Marco Baravalle e Ana Longoni. Mediação: Sandra Benites – Discussão sobre o papel dos museus e instituições culturais na construção de novas formas de sensibilidade e conexão com a vida.
14h — Mostra Audiovisual. Filha Natural, de Aline Motta, com narração ao vivo da artista. Experiência que combina cinema e performance em tempo real.
14h16 — Aline Motta fala sobre “Filha Natural”- A diretora, Aline Motta, conversa com o público sobre o filme que acaba de ser exibido.
14h55 às 16h55 — Mesa de Encerramento. Com Rosane Borges e Ailton Krenak – Diálogo sobre outras formas de existir e pensar o mundo a partir de diferentes cosmovisões.
17h10 — Intervenção artística (instalação). Olivier Marboeuf — Wall Drawing.
Alguns palestrantes:

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