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7 de junho de 2022

Artigo de José Carlos Cirilo – diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc

O Brasil convive com o triste número de 12 milhões de jovens até 29 anos que não estudam nem trabalham. Grande parte desse contingente abandonou as salas de aula antes mesmo de iniciar o Ensino Médio. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua – revela um quadro de mais de 407 mil jovens de 15 a 17 anos fora da escola nesse segmento, no segundo trimestre de 2021.

Já na mesma PNAD feita em 2019, antes do período de pandemia, já eram apontados significativos percentuais de evasão escolar, principalmente de jovens a partir de 16 anos de idade. A necessidade de trabalhar foi apontada como o principal fator de abandono: quatro em cada dez jovens trocaram as salas de aula por um trabalho, muitas vezes, informal.

Este cenário representa a perda de um enorme potencial para o país. Cada vez mais as empresas sentem necessidade de uma mão de obra qualificada, que garanta a competitividade no mercado global. Por exemplo, setores como o da tecnologia da informação são um dos que mais sofre com a carência de profissionais, uma demanda que pode chegar a 797 mil até 2025, conforme pesquisa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).

Investir em educação é fundamental para o crescimento da economia e para a diminuição da desigualdade. Mas não se trata de uma equação simples. É preciso um esforço cada vez maior para entender as necessidades desses jovens, pois, para eles, não basta a vontade de estudar. É preciso encurtar a distância entre esses potenciais estudantes e a sala de aula – e o ensino a distância é uma ferramenta valiosa nesse processo.

Com este propósito, foi criado o Sesc EAD EJA – Educação a Distância para Jovens e Adultos. Em parceria com o Senac, a proposta é oferecer Ensino Médio aliado à qualificação profissional para esse público, em um período de um ano e meio. Iniciado em março deste ano, o projeto foi ofertado a jovens em 13 estados das regiões Norte, Nordeste e Sul e as inscrições chegaram a 5,7 mil, o dobro das vagas disponíveis. Um indício sobre o anseio por oportunidades de um futuro mais promissor.

O curso atende às orientações do Novo Ensino Médio, proposta do Ministério da Educação que considera as novas complexidades do mundo do trabalho. No próximo semestre, o Sesc EAD EJA inicia sua segunda turma e a expectativa é de uma procura ainda superior a inicial, o que comprova a necessidade de novos caminhos para a educação. Caminhos que o Sesc coloca ao alcance de pessoas de diversas regiões para atender às tantas vocações que existem neste país.

Artigo publicado originalmente no Jornal A Tarde (Bahia) em 04/06/2022.

 

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